Palestras 28 de julho 2014

Posted in Uncategorized on agosto 7, 2014 by Helen Ians

O que podem mudar para não mais acontecer o que não querem?

Posted in Conselhos with tags , on agosto 7, 2014 by Helen Ians

O que Guaciara tem para falar é pouco. Só peço aos irmãos que já que vocês estão com tanto frio, aproveitem para esquentar a cabeça e ficar pensando naquelas coisas que vocês tanto querem e tanto pedem.

Mas o que vocês podem fazer principalmente é aquilo que vocês não querem. Pensem no que pode mudar para não acontecer mais daquilo que vocês falam que não querem.

Virem o pensamento do outro lado, para que, quando olharem, consigam ver coisas boas.

Os irmãos só estão olhando para aquilo que vocês não querem, e não olhando para aquilo que vocês querem. Fiquei feliz de poder falar hoje e agradeço ao Grande Espírito porque todo mundo aqui, sem saber, ajuda com a energia que nós precisamos para trabalhar. Guaciara diz boa noite – como vocês falam aqui.

GUACIARA

Procurem enxergar um pouco acima deste chão.

Posted in Arte de viver, Conselhos on agosto 7, 2014 by Helen Ians

voyagerPrestem atenção, queridos irmãos aqui presentes e que, através de vocês, as mensagens desta lua, retransmitam a todos aqueles que estão em torno de nós. Questionem-se, esta é a questão. Não sou um dos sábios, mas aprendi com eles a questionar. Muitos de vocês, alguns especialmente querem respostas sem formular com precisão, a pergunta, a questão. E como parece que muitos e alguns de vocês em especial, tem pressa (só Deus sabe que pressa é esta…) muitas vezes respondem, antes de ouvir, o que poderia ser de fato uma resposta. E como dizemos sempre, eu particularmente repetindo palavras de um sábio aqui presente, nem toda resposta precisa de explicação. Portanto, repito, questionem-se.

Os grandes sábios com quem um dia aprendi o pouco que pude absorver, quando perguntava a eles alguma coisa que eu gostaria de entender, e esta é uma curiosidade saudável, querer saber sempre mais – eles me respondiam, alguns especialmente mais do que outros, com uma pergunta e não com uma resposta.

E quando me perguntavam a respeito de parte de minha própria pergunta, talvez a maior parte do conteúdo daquele conhecimento especifico estava respondido quando eu dizia, quando eu me respondia. Portanto, queridos, prestem atenção – o que exatamente fez com que atingisse este sucesso? E não é este sucesso típico que vocês ouvem falar em uma palavra belíssima e totalmente mal utilizada. O sucesso é o suceder, o minuto a minuto, hora a hora, o seguirem. Onde foi que eu acertei em cheio? E onde foi – se é que foi – que eu titubeei. Onde foi que eu titubeei? Deixei passar, deixei que passassem por mim, perdi a chance. Perdi a oportunidade. E parece que quando questionamos com esta ênfase a resposta vem.  E diz para você mesmo: você titubeou quando tropeçou e se tropeçou, por que não prestou atenção na pedra do caminho? Parece claro isto para vocês? Pois que fique ainda mais claro.

Só que muitas vezes a vaidade faz com que se pergunte: será que eu errei? Vamos ser mais francos conosco mesmos. Eu errei, sim, tropecei também, titubeei, e eu sei exatamente por que. E não vou mais repetir. Quando se faz esta limpeza, esta catarse, das coisas que erramos, que maravilha – vem à tona todo o nosso sucesso, todas as coisas que deram certo, todas as coisas que nos impulsionam à frente, sem pedras no caminho. Eu acredito que, para mim, as pedras do caminho, sabe como as evitava? Subindo nelas. Sem vaidade. Procurem enxergar um pouco acima deste chão, esta coisa miúda, sem graça, porque é encantadora a visão que se tem um pouco sempre mais acima das mazelas da vida.

É isso. Elevem-se, encantadoras criaturas, perguntem ao vento e antes que a pergunta se complete, a resposta bate na sua cara, no melhor sentido. Retorna. E quem fala com o vento não precisa jamais se importar com explicações. Estamos assim combinados? Se vocês estiverem surdos, não no sentido físico, porque isto pode acontecer com qualquer um. Se estiverem surdos por dentro, na alma (eu disse aqui para alguém que ficou assustado – vou dar um tapa na sua cabeça para desentupir o seu ouvido interno). No melhor sentido, sempre com muito amor e respeito, que eu e todos nós temos a cada um de vocês. Nesta noite particularmente harmoniosa, tranquila, e por que não dizer, feliz, que o vento traga a todos vocês boas notícias.

Que deus abençoe a todos nós.

PEDRA ALTA

Aquele que quer mudança, deve agir de maneira diferente.

Posted in Conselhos on agosto 7, 2014 by Helen Ians

ventoSó gostaria de pedir aos irmãos que prestem atenção ao que andam semeando, ao que andam plantando, e não tenham a ilusão de plantarem ou semearem uma coisa e colherem outra.

Se estão semeando vento, com certeza colherão tempestade. Fiquem atentos porque a colheita depende só de vocês, e de mais ninguém.

Que os irmãos reflitam, pensem, e como bem foi dito aqui nesta noite: aquele que quer mudança tem que agir de maneira diferente. Não dá para mudar se as atitudes são as mesmas em todos os momentos. Que Deus, em sua infinita bondade, abençoe e ilumine a cada um de vocês.

Juracy

Pensamentos que realmente alimentam nossa vida.

Posted in Conselhos on agosto 7, 2014 by Helen Ians

Para aqueles que se preocupam com o futuro, saibam que ele está longe demais para ser alcançado. O presente está em suas mãos. Você pode aceitá-lo ou transformá-lo. E é isso o que tens:  o agora.

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Poucas pessoas sabem do benefício causado pelos bons pensamentos. Quando mantemos nossa mente limpa e nos conectamos aos pensamentos que realmente alimentam nossa vida, estamos ligados diretamente ao Pai que assim reconhece em seu filho o pleno desenvolvimento de sua alma.

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Procurar incessantemente por aquilo que sabes que não está em seu caminho é o mesmo que rodar em círculos e nunca chegar a a lugar algum. Os objetivos guiam nossas vidas porém, em alguns momentos, devemos mudar para que possamos a algum lugar chegar.

Psicografia feita por Viviane

A capacidade da visão maior de si mesmo e do entorno – Parte I

Posted in Arte de viver, Conselhos, Energia with tags , , on agosto 7, 2014 by Helen Ians

Que a Santa Luzia abençoe vocês. (pede que se acenda a vela).

Estou eu e meu amigo Estrela, sentados em algum canto bem longe daqui, e os tiros continuam…

Quando o plano espiritual coloca no caminho de vocês aquilo que é de importância, para aquilo que vai trazer justamente o que vocês esperam, desejam, buscam, aí a energia conspira a favor. Aí a gente mexe de um lado, mexe de outro, e as coisas começam a acontecer para ajudar um e outro. Como eu disse há algum tempo atrás, a gente escuta um tiro para cima como se fosse um grande tabuleiro onde vocês andam… e a gente de fora do tabuleiro. A pergunta é: Estrela, quem é que saiu? Foi fulano, foi sicrano… A pergunta então é: o que será que aconteceu? Como bem disse o nosso Irmão Pedra Alta há pouco – o que será que aconteceu?

E se a gente for analisar as coisas que acontecem aqui na Terra, se foi Deus que criou tudo isso – vamos colocar assim para vocês entenderem onde quero chegar – criou a tal máquina onde todos moram para que todos tenham alegria. Certo? E é claro que existe um corpo presente em cada espírito que gosta de prazer, de ter alegria, de caminhar em paz, até porque todos aqui estão atrás de paz e tranquilidade. Em ter uma família boa, em ter o caminho tranquilo e por aí vai. A gente sabe disso.

Aí como foi bem dito, toda esta energia posta no caminho e o que será que acontece?

Quando um sujeito, como eu disse há tempos atrás, consegue anular um pouco da sua verdade, a visão começa a aumentar. O erro maior, que estas pessoas, que praticamente saíram do tabuleiro, cometem, é justamente quando nivelam, vamos colocar assim, todo mundo da mesma forma.

Bonito! mas não sei querendo enganar quem. Todo mundo é igual: errado! Bem errado! Vocês são espíritos únicos, caminhando na Terra, mas um diferente do outro. Aquele que consegue enxergar todo mundo igual é justamente aquele que sai do tabuleiro e toma tiro. Ou o caminho fica ruim.

Por quê? Porque não consegue ver limite no próximo, não consegue ver a maldade no próximo, não consegue também ver as coisas que acontecem em torno de si, ou no seu caminho, caminho este  escolhido por vocês mesmos. “Porque todo mundo é igual”. Eu, na minha caminhada, se eu fosse ver e levar todo mundo como igual, eu, quando estive na Terra, fazendo os meus serviços, eu já estava é morto na primeira semana. Porque se todo mundo é igual – da mesma forma que eu vou agir com um, eu vou agir com outro… aí desencadeia uma coisa – vamos confiar em todo mundo porque todo mundo é bom. Não! Eu não sei onde é que pregam que todo mundo é bom. Aliás, onde pregam que todo mundo é bom, vocês podem ir embora.

Parece estranho falar de uma forma destas em um centro espírita. Aliás, eu já falei uma vez que aqui é centro para gente grande, é para gente que quer escutar e quer mudar. Não adianta ficar pintando que tudo é lindo e maravilhoso pois não tem nada disso. Eis o perigo iminente que ronda a todos e em que todos podem cair. Cair em armadilha, como eu sempre disse, ou pela carência de uma coisa ou de outra, ou pela falsa palavra de uma coisa ou de outra, e acabam deixando-se levar pelas bobagens da vida, pelas besteiras da vida. Porque eu só estou preocupado com uma coisa ou com outra. Apenas faço isto ou aquilo e do resto eu não quero saber. Mas é preciso saber sim, é preciso conhecer a direção do vento, é preciso saber onde o sol nasce, onde o sol vai embora, se põe. É preciso querer conhecer. Sempre é bom.

Por isso, aqueles que conhecem alguém que fala que todo mundo é igual, qualquer coisa serve, vocês se afastem e caiam fora porque vocês vão entrar em roubada. Eu tenho certeza disso. Porque se não consegue limitar aquilo que está enxergando, não consegue limitar a si mesmo. É simples, é muito simples.

Qual o motivo, como foi aqui bem falado pelo irmão, qual o motivo da tristeza? E aí a gente cai na mesma novela de sempre, que é simples: falta de limite com si mesmo, falta de querer enxergar as coisas e, o principal, para mim, é a falta de analisar as coisas pelas profundezas e não pela superfície. E olha que armadilha tem um monte por aí – é o que mais tem. E às vezes a armadilha, vocês vão pisar e a granada estoura.

Por isso que eu repito para vocês que não é qualquer coisa que serve – até porque, continuando a nossa história: se Deus fez a máquina para todo mundo ser feliz, o que será que está acontecendo? Será que a máquina que Deus fez está errada? Acho que não. E por que não está errada? Porque no fundo todos querem a paz, a tranquilidade, a alegria, a harmonia, uma família feliz, sim! Então a máquina não está errada.

O que será que está errado? Vamos começar a crescer! É você mesmo que está errado, é você mesmo. Pelas atitudes e por falta, sim, de julgar. Quando eu estou falando em julgar, não é apontar para a pessoa e começar a descarregar. Não é isto o que estou falando. Para a pessoa sábia, como vocês escutaram aqui, o julgamento é com você mesmo. Você não precisa apontar – você larga a pessoa falando sozinho e vai embora. Deixa dar cabeçada.

É preciso, sim, que se faça um julgamento aonde está botando o pé, aonde está botando a mão – pode ser vespeiro. Com quem vocês estão falando? Qual o interesse da pessoa? O que tem por trás disso? Não é tão simples assim.

Eu posso falar para vocês que eu conheci um sujeito que, em algumas guerras, a vitória se deu por uma simples conversa. Às vezes, você está conversando com um sujeito, você faz uma pergunta, ele olha para cima: você já sabe que está mentindo. Se ele mexe o nariz, você já sabe que o sujeito está com medo. Se mexe na camisa para arrumar a manga, você sabe que está escondendo alguma coisa… Ou até mesmo aquele sujeito que eu já contei para vocês uma vez, que foi pedir o dinheiro emprestado para o tal sujeito de posse e ele falou sim eu te empresto, mas se você adivinhar qual o meu olho de vidro. O sujeito disse eu tenho um olho de vidro e um normal. Vamos alterar a história: eu quero saber qual o meu olho natural, o outro é de vidro. Depois de o sujeito chegar perto, disse: eu já sei – é o da esquerda.

- E por que é o da esquerda?

- Você quer saber o olho de vidro ou o natural?

- O de vidro.

- Eu vou falar. É o da esquerda porque é o único que tem emoção.

A vida é mais complexa do que vocês pensam. Como a vida é composta de pessoas, sejam bem vindos: é preciso caminhar com cuidado, com cautela, porque senão vão caminhar na tristeza. Aí entra aquilo que eu estava conversando com um amigo nestes dias para trás, a gente acompanhando um, acompanhando outro – e dizendo: às vezes dá a impressão que você está cercado de gente, mas parece que você está sozinho. Às vezes você pode estar em determinados lugares com um amigo, ou com isso ou com aquilo, mas aquele pensamento que te aporrinha ou não, ele volta novamente, às vezes a impressão que eu posso estar em um bom lugar, mas nada mais tem graça. Será que a máquina de Deus está errada ou será que é vocês que estão tendo a atitude errada? Ou até mesmo botando o pé da forma errada? Por isto desta análise profunda das coisas – onde existe um espelho e este espelho é para ser visto.

Eu conheci um grande sábio que uma vez botou, e eu estava em terra, um espelho na frente de todo mundo e perguntou: o que você está vendo? Poucos conseguiram traduzir a si mesmo, vamos colocar assim, porque estavam preocupados sabe com que?É claro que é só uma comparação para vocês entenderem na época de hoje: é como se fosse alguém preocupado com o corte do cabelo, o comprimento do cabelo, se o pescoço está assim ou assado. E por aí vai, é besteira.

Uma coisa é certa: assim como felizes os convidados para a ceia do Senhor, é preciso a coragem para mudar. A coragem para transformar, a coragem para querer e a coragem, principalmente, para olhar para dentro de si e falar: errei. Aí é o começo da mudança, o começo da transformação.

Agora, tem um ponto que a gente tem que deixar claro – tem muitas coisas no caminho de vocês que a energia conspira para ficar com vocês, só que, como vocês às vezes não dão conta daquilo que esta acontecendo, da energia à sua volta, e só vão acordar mais tarde – o que acontece? É simples. A pergunta é: uma vez que o cavalo passou, e a pessoa não montou da forma certa, a pessoa cai do cavalo. E quando o cavalo vai embora, será que a pessoa consegue montar de novo?

A capacidade de julgar, dentro de um limite – Parte II

Posted in Ensinamentos, História de Vida, Objetivos, Visão with tags , , on agosto 7, 2014 by Helen Ians

JULGAMENTO(pergunta de participante) Eu não sei se é para todos, mas há uma coisa que me perturba muito que é “não julgues”. Inclusive na semana passada todo o tema foi este. Não que eu me sinta culpado e que vista a carapuça totalmente, mas eu não entendo qual é o limite de julgar ou não. Sei que é um assunto muito complexo, talvez longo para se responder hoje, mas pode ficar com um tema. 

Vou ser bem claro se o Sr. me permite: nós temos um amigo em comum que viveu em uma época que eu admiro muitíssimo… Às vezes eu penso que não gostaria de ter deixado esta época, mas é lógico o tempo voa… A justiça dos homens, não a dos deuses, como é vista hoje, ela nasceu muitos séculos depois deste nosso amigo. O Sr. sabe agora exatamente quem é. E antes disso, uma vez eu lhe perguntei e fiquei encantado com a sua resposta: como o Sr. e o nosso amigo sabiam quando existia a verdade? E era exatamente através dos olhos. Um homem (no sentido de “ser humano”) sabe de outro homem quando olha nos olhos de fato, lendo a resposta. Então, por mais que eu tenha estudado aquela civilização, eu não quero entrar muito em detalhes de qual civilização para não expor nosso amigo… Talvez seja egoísmo meu, eu quero que toda esta civilização para mim, como eu gostaria! Mas como se fazia o julgamento público, então? Não existe em nada, que está escrito da história de então, como se julgava.

E quando hoje se faz julgamento público, sem querer julgar e julgando, eu tenho horror aos juízes. Porque é tão evidente que o julgamento está sendo comprado ou vendido. Quando nós perdemos, se eu estiver errado, o Sr. me corrija inclusive me recordando a brilhante civilização, a m ais clara e mais nítida da história da humanidade, quando perdemos a crença na justiça organizada entre os homens, não sobra nada. E eu pergunto: onde podemos buscar esta sensação de justiça? Eu talvez consiga nos deuses, baseado nesta mesma civilização. Mas e as pessoas comuns, as pessoas… Não que eu seja extraordinário – comuns eu estou dizendo com menos cultura, com menos visão ou com dificuldade de entender alguma coisa, podem se sentir em uma sociedade justa em algum ponto. E eu não me refiro só à terrível – e a pior que eu nunca imaginei que eu pudesse ver – do Brasil, mas do mundo em geral… Não é que as coisas estejam melhor lá fora do que aqui, mas eu vejo um pouco mais de dignidade em outras civilizações modernas, paralelas à nossa. Perdoe-me se eu fui um pouco além… Mas eu pergunto: como se fazia justiça então, quando aqueles homens eram iguais, não no sentido clones um do outro, mas iguais em sua essência, em sua força… E aí se falava em democracia. Esta palavra democracia soa asquerosa hoje em dia. Muito diferente daquela civilização…

PEÃO : Aqueles que na época, não tinham, a dignidade nem a honra e se desviavam do caminho por alguma traição, e era pego – era morto, não ficava. Eliminava o mal pela raiz. Não tinha perdão. Hoje em dia, a coisa é diferente porque existe muita gente falando e uma lei que não funciona. São vários intermediários até chegar onde tem que chegar. Porque se fosse aplicar o que tinha antes, hoje em dia, metade da população já estava morta pela mentira. Hoje em dia, o que eu vejo são as pessoas se ocultando, colocando a famosa máscara para parecer o que não é, e faz o circo.

Sobre o julgamento, que você perguntou, o julgamento hoje em dia…  Até mesmo naquela época, como era um julgamento de atitude, não que levasse à morte, mas a gente estava vendo que estava excedendo de um lado, excedendo de outro, fazendo algumas coisas… Hoje em dia, você não precisa apontar, o julgamento é para você ir até onde você já sabe o ponto em que a pessoa vai tombar. A hora que você estiver olhando qualquer tipo de armadilha, estiver vendo alguma coisa errada, deve colocar para si mesmo assim:  eu sei onde vai dar, eu já ganhei, eu já percebi a hora que dobrar a esquina, está pego. Vai até aí. Porque se você julgar desta forma, você já está completo em poder saber e também estar ciente daquilo que não deve ser feito. Diferente daqueles que acham que todo mundo é igual. Por isso eu estou falando desde o começo, por isso essa é uma boa pergunta.

A partir do momento em que o sujeito já se sente completo, e quando eu falo completo é: olhou, viu a coisa errada, analisou, ou sentiu uma armadilha ou sentiu alguma coisa conspirando de uma forma estranha, e a pessoa olha para dentro de si e já fala: eu já sei o que é, onde vai dar, ou isso ou aquilo, e lá para frente se eu estiver envolvido, vou perder a cabeça. E aí deixa a pessoa se enforcar sozinha. Se for um amigo, avisa: olha cuidado na esquia que na hora em que dobrar o cachorro está lá. Mas você não vai, não caminha junto com o povo.

(comentário do participante) Outra coisa: como existe esta pouca compreensão do que seja justo ou não, até porque é muito difícil, acredito que seja mesmo para todos, imaginar a justiça divina, independente de crença.

PEÃO: E se eu for explicar ajustiça divina, vocês não vão conseguir entender e é reunião para mais de um mês.

(participante) Então vamos para justiça medíocre dos homens, e hoje em dia eu digo medíocre como abaixo da média. Fica difícil para nós às vezes nos auto avaliarmos se certos ou errados porque, muitas vezes, os parâmetros estão tão deturpados que a gente fica torcendo para não ser bandido. Mas, ao mesmo tempo, qual é o conceito de bandido? Eu já ouvi gente digna, de confiança, dizer que o crime vale a pena. Não o crime de morte mas o subterfúgio. Parece que é isso que aparentemente rende alguma coisa.

PEÃO: Ai é que está o segredo. O que você está falando – do famoso “debaixo do pano” – esta é a parte que eu gosto de falar, que eu entendo. O famoso debaixo do pano, quando a pessoa caminha para qualquer coisa e não julgando com certa verdade também, esta pessoa, que está fazendo isso, já tem que ter analisado o caminho de ida e o caminho de volta, calculado tudo para nada dar errado. Eis o julgamento, não importando se o que está fazendo é certo ou errado. Agora quando se calcula, quando se mede – este é o segredo da história toda. Por quê? É simples. Porque a maioria das pessoas aqui na Terra, hoje, apenas caminham e não querem saber do que está acontecendo à sua volta. E aí partem para uma guerra, para uma conquista sem saber que ali na esquina tem um leão esperando. Se eu souber que ali na esquina tem um leão esperando, eu vou com uma espada na mão… se tiver coragem. E a coragem?

Este é o segredo do grande problema. As pessoas hoje em dia falam “eu quero sair do ponto A e chegar ao ponto B”. E ponto. No dia seguinte, levanta de manhã, se troca e apenas caminha do ponto A ao ponto B. Errado! É morte na certa. Não se preocuparam se vai chover ou não, o que tem que fazer no meio do caminho, com quem vão ter que falar, quem é que vão encontrar, o que pode acontecer no meio do caminho, o que pode acontecer com uma atitude errada, com uma fala errada… apenas foram.

(participante) Nem se este ponto b ainda vale a pena.

PEÃO: Exatamente. E não se limitam para isto. Diferente da sua conquista: eu quero sair do ponto A, quero conquistar o ponto B, e do ponto B eu quero chegar no C e construir aquilo que eu desejo. O que eu vou precisar?

 Este é o ponto de fracasso de muitos. Não tem uma estratégia. E quando eu falo de estratégia, pode ser qualquer coisa. Vou falar de uma bobagem – não é bem uma bobagem mas no tema aqui… Um sujeito vai conhecer uma sujeita e tem que saber também o jeito que vai caminhar. O famoso dependendo da atitude, lá para a frente reflete. No trabalho, a mesma coisa – se você vai falar com o sujeito que vai te contratar e vai lá parecendo que está morto, ele não vai te contratar. Isso eu tenho certeza.

Se eu for para a guerra, vou pegar um sujeito que não sabe usar uma espada, não sabe usar uma sariça, e não sabe e não tem a coragem para dobrar a famosa esquina, ou a linha que divide uma coisa da outra, ou uma encruzilhada bem feita… Eu posso até ir sozinho, mas sabe o que vai acontecer? Eu preciso estar bem preparado para ir sozinho. Eu não posso chegar e dizer: bom, se ele não vai, eu vou de qualquer forma… Amém. E pego o meu caminho. Eu preciso analisar, eu preciso pensar, ver o que vai acontecer… E se o vento mudar de um lado, mudar para o outro… Este é o segredo da conquista.

Quantos que, às vezes, a gente encontra, assim como encontrei muitos que falavam, falavam, falavam…  E eu deixava o sujeito falar e quando você ia ver, a história era outra.  Colocavam-se em uma posição de conforto, em uma posição aparentemente tranquila porque ocultavam, escondiam certas coisas.

A partir do momento em que você olha e você mesmo já julga, para você mesmo, e já sabe que o sujeito, do jeito que está indo, vai cair e vai encontrar, na encruzilhada, o dele… Este é o julgamento certo, é o ponto certo.

Se fosse em outra vida, a cabeça já estava cortada. Só que, como nós estamos falando desta vida, onde apenas caminha por caminhar, eu espero que mudem esta forma, não vou falar nem filosofia porque daí eu vou estar assinando algumas coisas, mas a forma que caminham…

Analisem ponto A, ponto B. Cuidado com aquilo que vão mostrar no começo, da forma que se comportam, da forma que vão falar, com certas coisas que podem refletir lá na frente, com aqueles que estão à sua volta e que podem te levar para o buraco. Cuidado com botar a mão em um ninho de cobra ou vespeiro e se queimarem. Até porque a intenção é simples: a famosa máquina de Deus. Porque se for desta forma, Deus errou. Só que vamos acreditar, e é claro que eu acredito assim como todos, vamos lutar até o final. Dá para ir mais um pouco? Sim, vamos mais um pouco. Vamos inflamar aquilo de autoanálise, vocês já conhecem a coragem de cada um em poder resgatar a si mesmo, resgatar aquilo que está dentro de cada um. Ate porque quando alguns alcançam o Supremo, se eu perguntar o que é o Supremo? O Supremo é aquele gosto que vocês sentem quando vocês sabem que podem ir do ponto A ao ponto B, tranquilos, em paz, só que é o tranquilo e em paz, com a espada na mão. E quando se caminha em paz e tranquilo com a espada na mão não é para espetar no outro, é em você mesmo. Quando perceber que estão com a atitude errada, olha para a espada, é quando vocês alcançam o Supremo.

(participante) Entre A e B, entre a origem e o destino, muitas vezes a certeza, a tranquilidade, a estratégia, a espada na mão e o olhar, como o olhar dos cavalos – um aqui e outro ali, e se possível a terceira visão… O atraso… A sensação de que a gente está andando com os passos normais, sem pressa mas ao mesmo tempo não são passos lerdos, mas uma sensação de que está demorando muito tempo… O Sr. pode dizer se é um erro individual ou se o mundo enlouqueceu, se mudou a noção de tempo, de prioridade, de decisão…

PEÃO: Aí o erro já não é seu. É simples alcançar, o saber o que está acontecendo… Quando se está em uma posição destas, não é você que vai dar o passo. Você vai conspirar para que o outro lado dê o passo. É o famoso trabalhar com a sombra, para quem não conhece e nunca escutou. Isso eu usava muito em guerra. Trabalhem a sombra. Trabalhem a sombra…

(participante) Inclusive em um sentido oculto, no sentido de força espiritual também?

PEÃO: Até no oculto, com força espiritual. Só que neste caso é o oculto do lado material. Quantas guerras que, às vezes, a gente não sabia o que ia acontecer, ou o simples fato da guerra pela guerra, e às vezes, senhores e senhoras, não é um tiro para cima para desencadear certas coisas. Basta pegar uma bexiga e estourar e você já vai perceber o que o outro lado vai fazer. Vocês estão entendendo onde quero chegar? É só usar sabedoria.

Se for o tiro de verdade, vocês tem que estar cientes. Vamos fazer de novo o cálculo A e B, vamos calcular – vocês podem estar cientes de que dando um tiro para saber o que está acontecendo, a bala vem de volta, aí a coisa pode ficar feia. Agora uma bexiga estourando, a coisa é diferente…

Você sabe que, aproveitando, e às vezes as coisas se tornam tão simples: certa feita, o exército já estava posicionado para fazer o ataque, um cavalo preto rodando para um lado e para o outro, já no momento para atacar. A gente percebia que parecia que até porque foi dado o comando para deixar o espaço para eles virem e eles não vinham… O que se entende? Medo? Quem nasceu com espírito de guerra, vai ter o espírito de guerra a vida inteira. Não estavam lá para jogar xadrez, mas para fazer a guerra. O que resta? Parece que querem conversar… Aí o cavalo vai para um lado, para o outro, o tal sujeito fica com a sariça no chão, apeia do cavalo e vai em direção ao sujeito, a alguns sujeitos.  Aí fica fácil. Parece que eu estou escutando que ele quer negociar.

- Sim, e por que vocês não vieram já falar?

- E o medo de vir falar?

Aí deu para sentir que também o medo falava mais alto.

- Se eu estou vindo até aqui, você poderia ter ido até lá.

Eu me lembro de que o sujeito era moço demais e até meio que engasgou para falar.

- Você me leva para lá? Você vai entrar?

- Vou, por que? Tem algum problema, algum leão?

E depois de alguns minutos tudo resolvido. Pelo contrário – até porque foi dada a liberdade, alguns se uniram ao exército e, continuamos o nosso caminho, transformando a cidade em um melhor lugar. Eu aprendi o que eu tinha que aprender e continuamos. Fiz o que tinha que fazer. Teve uma boa festa. E seguimos caminho.

Isto é para vocês verem como as coisas podem se tornar simples quando vocês conseguem sentir o que está acontecendo no próprio caminho ou do outro lado. Só que antes disso, o que aconteceu antes de eu chegar lá? Existe um pré-julgamento do que estaria acontecendo. É o famoso ponto A e ponto B, onde não se limita em origem e destino. Porque a origem é um começo, e o destino é o ficar, é o fim. Não existe nem o começo e nem o fim. O que existe é a boa vontade em querer transformar, conquistar, buscar, ter fé, acreditar, só que para isso, senhoras e senhores, é preciso estar preparado. É preciso trabalhar a si mesmo, é preciso ter a  coragem de olhar no espelho e saber quem está olhando, é preciso querer enxergar nas suas atitudes. É preciso saber escutar.

É claro que quando o sujeito entrou para conversar com o tal Senhor da guerra, ele já não entrou falando. E o respeito?

Às vezes, a gente não sabe com quem está falando, por isso que é preciso analisar. Não sabe onde está botando pé, por isso é preciso sentir. Para toda esta transformação, de uma grande conquista, onde esta conquista se torna única quando existe a boa vontade. E o maior conquistado nisto tudo é você mesmo.

(participante) Por isso, Senhor, é que temos que abstrair esta sensação de perda de tempo, porque, na verdade, estamos nos aproximando de uma vitória independentemente de quanto tempo leve.

PEÃO: É isto mesmo. É preciso que tenham boa vontade. É preciso saber o que estão fazendo, é a única forma de encontrar a vitória. E eu não estou muito interessado nas conquistas, o que eu tinha que fazer eu já fiz e continuo fazendo do meu lado, aqui. Até porque quem trabalha, tem que seguir regra. Eu apenas faço acerto de conta. Por isso que os meus acertos de conta, quando a gente olha para um lado, olha para o outro e fala: olha, manda alguma coisa diferente… põe no caminho o lado B, para ver o que vai acontecer. E a pessoa cai na armadilha. Se o propósito é todos se transformarem, vamos mudar para melhor. Agora, é preciso lutar por aquilo que quer, por aquilo que busca, e é preciso lutar pelo Supremo.

(participante) Agora eu pergunto para o Sr. e para o nosso grande amigo: quando o Senhor mandava alguns dos seus generais de confiança, que lhe eram gratos por ensinamentos anteriores que os fizeram generais, por mérito deles, mas por sua condescendência, neste período em que eles tinham a permissão de pesquisar as possibilidades de vitória ou o interesse de uma conquista, enquanto o Sr. esperava… (isto acontece comigo, é lógico que é difícil de comparar com a grandiosidade do que o Sr. fazia)… o Sr. se sentiu em algum momento culpado por não estar na linha de frente, não ter ido pessoalmente nesta pesquisa? Porque todos sabemos que, nas batalhas, o Sr. ia à frente, o inimigo o via como um mito. Neste período de negociações o Sr. se sentiu culpado: “eu estou aqui e ele está lá”?

PEÃO: De forma alguma, até porque os meus generais eram escolhidos a dedo, todos completos em tudo. E quando se escolhe alguém a dedo, não se escolhe por escolher. A escolha é feita completa, onde existe a sensibilidade maior, onde existe a cumplicidade maior, onde existe o espírito de guerra maior, onde existe a sabedoria e humildade trabalhando junto, e onde existe, no momento de guerra é a guerra, e no momento de servir é o momento de servir. Por isso, a escolha era feita a dedo. Eu sabia que o trabalho deles, a missão deles era perfeita por isso eu ficava tranquilo. Porque tudo era passado e nada escondido. Porque existia uma coisa que hoje em dia é difícil de ver – cumplicidade e transparência entre os iguais. Por isto eu preservo tanto, da mesma forma que eu admirava e a cumplicidade era grande com os meus generais, que às vezes quando eu vejo certas coisas que acontecem aqui – que é dado para vocês e vocês não se dão conta do que está acontecendo – é triste.

Mas sempre há tempo. Eu espero que vocês tenham entendido o recado, eu espero que cada um cresça da sua forma, mas procurem analisar o caminho antes. Procurem saber com quem estão falando, procurem sentir toda a energia que conspira à sua volta. Às vezes, não precisa da guerra. Às vezes, o que precisa é uma boa conversa. A guerra deixa mais para a frente. Até porque a guerra é preciso saber fazer a guerra se não vocês ficam no meio do caminho e este não é o propósito. Aí volta de novo que a máquina de Deus estaria errada. Mas é claro que ela não está errada. Ela está certa e não tem nada fora do lugar. Absolutamente nada. Agradeço a todos. Que a tanta Luzia abençoe a todos. Aos meus amigos e generais presentes, sejam bem vindos.  (sinos tocam)
As coisas acontecem. Felizes daqueles que acreditam!

GUERREIRO PEÃO

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