Archive for the Visão Category

Lute pelo sonho, aquilo que vai alimentar sua alma.

Posted in Visão with tags , on março 20, 2017 by Helen Ians

eagleBoa noite, Santa Luzia abençoe vocês.

Falaram aqui do vento, falaram da força que o vento tem, e como diz meu povo cigano, da carroça e daquilo que dela caiu,  que se caiu é para deixar porque já foi. Só que existe uma linha nisso tudo da mesma forma que estão falando e comentando, e falaram estes dias para trás, que é a extensão do sonho de cada um, aqui na Terra. A  pergunta é: E se o sonho caiu da carroça?

Eu gosto de pegar o caminho contrário da história… Eu pego sempre o outro caminho. E aí, como é que faz? Eu tenho visto que, por muitas vezes, da sua culpa de ter caído da carroça ou saído do tabuleiro – como já expliquei aqui sobre o jogo do tabuleiro – se na maior parte a culpa é sua, isto quer dizer o quê? Se caiu da carroça, e é para deixar quer dizer que o seu sonho – e não estou falando do seu projeto de vida, uma coisa é projeto do dia a dia, e outra coisa é o seu sonho, é aquilo que vai alimentar a alma de cada um. O que fazer?

Ou não olhar mais para atrás, este é o primeiro motivo. Ou caminhar se lamentando e como bem falaram aqui, na nostalgia da noite. É na noite que as coisas acontecem, por isso o povo cigano gosta da noite: à noite as pessoas costumam tirar a máscara… De manhã e de tarde, todo mundo está com ela. À noite, as coisas acontecem porque é a essência de cada um que está lá. Se tiver que rir, vai rir, se tiver que chorar, vai chorar… Aí como já falaram aqui, vem a nostalgia da lembrança daquilo que deixou cair da carroça. A pessoa costuma ficar amargurada e começa a ter aquele sentimento de que… E a pergunta começa: o que eu fiz, o que eu deveria ter feito?

Em se tratando de sonho – eu não falo de projeto mas, sim de sonho – obviamente que, se é sonho, tem que lutar pelo sonho, que é aquilo que vai estar alimentando sua alma.

Mas falaram que se caiu é para deixar. É para deixar aquilo que não vale a pena. É para deixar aquilo que é projeto, deixar aquilo que é matéria, deixar aquilo que é bobagem e que, muitas vezes, quando se tem na mão, não sabe o que fazer e se perde. Porque a pessoa não se limitou e não soube perceber o quão importante foi dado a ti. Isto eu falo em qualquer ponto do seu caminho, em qualquer ponto da natureza humana.

Ragnar está aqui e está pedindo para contar uma história que aconteceu com ele. Eu gostaria que todos prestassem atenção. Todo o seu povo está aqui presente.

Numa certa feita  – estão me traduzindo aqui, novamente, embora ele já tinha me contado:

…ele subiu até uma montanha, sozinho, porque gostava do seu silêncio. Concentrou-se e pediu uma orientação ao deus, pediu uma visão, e naquele momento em que estava concentrado, ele percebeu que tinha uma águia vindo na sua direção. E a águia começou a aumentar, ficando cada vez maior, maior, maior… até que ela pousou em seu ombro.

Naquele momento em que ela pousou em seu ombro, eles se formaram em um só e a cabeça dele se fundiu em uma com a da águia. Naquele momento (estão me traduzindo aqui) ele levantou o voo como um só, e a águia saiu voando em um lugar mais alto e sobrevoou  tudo, toda a região. Em um determinado momento, mesmo concentrado, em transe, ele teve medo daquela altura e do que poderia acontecer. Era tão real e tão perfeito, que ele começou a ficar com o medo. Mas ele percebeu que o ar era pesado, bastava a águia levantar as asas, e mexer as asas, tão duro que era o ar, tão forte, pesado, que não tinha como ela cair. Ele teve segurança e sobrevoou mais um pouco e quando já estava no ápice do voo, já sem medo, ele perguntou para águia – naquele momento os dois se fundiram também em um só, parados no voo – era como se olhasse para ele com a cabeça encostada na testa dele e ele perguntou: que lição é esta que você está me dando? Que lição é este que eu preciso aprender? A águia respondeu: aquela coisa que você considera sutil é tão real quanto aquilo que você consegue tocar, que é sólido, pesado, assim como o seu sonho.

Por que a águia disse do seu sonho? Porque aquilo que vou repetir novamente (eu peço para que me falem novamente), aquilo que você considera sutil é tão real quanto aquilo que você toca na Terra que é sólido, por exemplo, o seu sonho.

Nisso, a águia novamente fez a volta com ele, colocou ele novamente no corpo e ele entendeu a mensagem. Que o sonho que todos tem aqui é real, é sonho, é verdadeiro e para isso deve-se tomar consciência da verdade daquilo que está dentro de cada um para que ele seja realizado, assim como Ragnar fez, assim que voltou do transe: ele já sabia que aquele sonho dele de conquista, ele ia alcançar. Para onde ele fosse, acreditando, ele iria alcançar e não poderia abandonar, ou ter receio, ou ter medo ou sei lá o que. Ele iria conquistar!

Ele percebeu que naquele momento o seu sonho, assim como a águia disse para ele, era real, existia, era sólido. Aquilo que é real, e é sólido, pode cair da carroça por uma besteira. Agora, feito novamente da forma certa, pode ser que, da mesma forma que a águia , em forma de magia sagrada – porque aquilo que é sagrado tem que ser guardado dentro de si, não tem que sair falando por aí. Aquilo que é sagrado, aquilo que acontece com vocês, em forma de sonho ou em forma sagrada, que vocês sabem, na língua atual como diz o nosso amigo escritor Monteiro Lobato, não é para ser compartilhado. É para ser guardado. É por isso que muitos, como já foi dito aqui e muito bem falado por todos, pelo irmão Pedra Alta, pela irmã Juraci, que caminham em nostalgia, que caminham por muitas vezes, tristes.

E como que ele conseguiu, concluindo a história, como conseguiu depois as suas conquistas? Deixando sua base forte, sua embarcação forte, seu drakkar forte.  Eu vejo que esta força do drakkar, esta força da embarcação para chegar e conquistar, é olhando para dentro de si, assim como o chefe disse a semana passada. Por isto toda a corrente bate tanto na mesma pedra e bate, bate, bate até estourar. Se estourar, a gente pega outra e vai batendo para ver até onde chegar.

Só que se algumas guerras não dão certo, ou se alguns sonhos não dão certo, não é que era para ter dado – Sim! Era para ter dado certo. Porque aquilo que é ligado na magia, aquilo que é ligado no sagrado, porque é só seu – muitos perdem porque esqueceram que também deveriam transformar a si mesmos na sua essência. É a mesma coisa que dar ouro para alguém e alguém não saber utilizar, não saber o que fazer. Desperdiçar.

Não conseguem entender que enquanto não mudar a essência e a forma, vão continuar, a sua carroça vai chegar uma hora em que vai estar vazia, ou vão caminhar sozinhos. Eu falo no aspecto geral – falo na matéria, falo de tudo. Esta é a responsabilidade e o compromisso de cada um aqui na Terra, porque senão o que vai acontecer é como foi falado aqui, é olhar para trás, ou numa noite de lua cheia, ficar se lamentando e a cada dia vão perceber que estão se distanciando daquilo que é verdade. Faço votos (é assim que fala?) que todos, quando perceberem que estão caminhando na magia sagrada, ou da mesma forma que tiveram um encontro destes ou um sonho que é sagrado, que o tratem como sagrado. Não como mais um ou qualquer um, que tratem ele como sagrado. Aquilo que pode ser a porta de alegria, paz e felicidade para vocês, vocês mesmos podem estar fechando e não estão sabendo. E pelo visto tem um monte que ainda continua fechando a porta.

Que abram o olho. Se querem a felicidade plena, não adianta falar para mim que são momentos. Sim, os momentos de felicidade são aqueles construídos dentro de uma verdade, dentro da essência, onde se tira o seu melhor. Agora, muitos esquecem que da mesma forma que a essência é o combustível da magia, é o combustível do sagrado, porque se alimentar da forma errada, já era. Da mesma forma que ela alimenta, na transformação e na alegria, ela também alimenta a queda. Eu espero que vocês não esqueçam que só existem dois caminhos. Ou este caminho que transforma, ou a queda. Que cada um escolha o seu. É claro que a corrente deseja que todos peguem sempre o caminho que vai te trazer paz e alegria. Que a Santa Lucia abençoe cada um de vocês aqui.

Ragnar está pedindo para cada um, agora, neste momento, se concentrar, fechar os olhos, assim como ele fez naquela montanha. Ele está pedindo a todos aqui que se concentrem, que deixe o seu espírito ser levado, deixe seu espírito encontrar com a águia, porque você vai estar dando de frente, ela vai estar encostando a cabeça dela com a sua. E que cada um aqui converse com ela, e aproveite este momento onde todas as energias estão aqui presentes, todos os guerreiros dele estão aqui presentes, os xamãs da mesma forma, para passar para vocês, para vocês terem esta visão.

Que cada um tenha a sua visão sagrada.

Daqui para a frente é com vocês.

PEÃO

(Passe de Ragnar em todos da mesa).

Nuvem Vermelha: Cacique agradece aos guerreiros por toda a energia, toda a força, pelo passe deixado pelo guerreiro Ragnar. Que todos vocês, guerreiros de luz, lutem para que conquistem e encontrem aquilo que já foi deixado e bem falado aqui na Casa: sua paz, sua alegria, no Caminho Sagrado do Grande Espírito.

Sejam verdadeiros com si mesmos quando perceberem o Sagrado.

Posted in Objetivos, Visão with tags , on janeiro 10, 2016 by Helen Ians

2015-01-21-NorthernPlainsIndianman-thumb.pngQue os guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz, aproveitem este momento de encontro nosso aqui na Casa de Luz, para que os guerreiros encontrem a si mesmo, busquem aquilo que está dentro de cada guerreiro na sua verdade, mas em paz, tranquilos como os guerreiros falam na Terra, serenos, para que sintam o Caminho Sagrado do Grande Espírito.

E que se aproximem, como Cacique disse luas para trás, e os guerreiros aqui da mesma forma, aproximem-se de si mesmos, junto do coração, junto da alma de vocês, guerreiros. Que peguem este caminho em paz, que lutem por aquilo que os guerreiros acreditam, na sua verdade, que os guerreiros olhem para dentro de si e percebam o que estão fazendo, de que forma estão caminhando, de que forma estão sentindo a terra, para que os guerreiros não reclamem ou não fique fantasma na mente dos guerreiros.

A pergunta que muitos fazem a si mesmo “o porquê não dá certo, o porquê não consigo, o porquê”… Na língua de Monteiro Lobato “os porquês aqui na Terra” são os fantasmas que, alimentados de forma certa, como semente, que plantada e cuidada, todos os dias, dá fruto bom, mas é preciso o trabalho de vocês, guerreiros, a dedicação. O fantasma dentro de si, mal alimentado, mal cuidado, ou que “acham” que estão cuidando bem, mas não estão, ou “acham” que estão fazendo certo, mas não estão, ele pode se tornar um fantasma maior que acompanha os guerreiros.

Cacique fala “não é espirito que atrapalha os guerreiros, mas, sim, este fantasma que você, guerreiro, está criando dentro de si”.  Na maioria das vezes você, guerreiro, você, guerreira, que criou este fantasma que se tornou grande. Por isso a resposta de muitas perguntas já está dentro de si. Basta o guerreiro ter a coragem, como diz o guerreiro Lobato, ter bom senso, e descobrir dentro de si as respostas.

Muitos não querem enxergar. É neste momento em que se afasta de si mesmo, se afasta de seu espírito porque não aceita. “Acham” que estão fazendo o caminho certo. Aí os guerreiros falam para si mesmos, como a corrente aqui escuta: “Estou aqui na Terra para aprender, crescer e transformar… Eu tinha que errar, todos aqui estão para errar.”

Para a corrente, estas palavras tem um entendimento contrário. Como diz guerreiro Peão – todos aqui sabem o que é certo e o que está errado. A forma que estão agindo certo, a forma que estão agindo errado. Muitos conseguem detectar logo no começo do que fazem e consertam, outros demoram um pouco mais para se dar conta, outros já não conseguem se dar conta porque tudo, como diz o guerreiro Peão, na sua sabedoria, é um preço que os guerreiros pagam pelas suas atitudes, pela forma que estão caminhando na Terra, pela forma que estão sentindo o seu caminho.

Este preço, Cacique fala, pode sair caro para alguns. E para muitos pode ser tarde demais naquilo que sonharam, naquilo que buscaram, naquilo que desejaram. Não é que aparecem outros caminhos. Os guerreiros podem levar certas coisas dentro de si, daquilo que estão fazendo no trabalho, Cacique fala em relação a tudo. Mas tem certas coisas que são sagradas para vocês, é a verdade para vocês, é o sentimento puro para vocês, aí é posto no caminho dos guerreiros, e uns conseguem ter o entendimento, outros já não conseguem ter o entendimento, daquilo que sempre buscaram – ou por uma atitude ou por uma palavra, acabam escorregando, deixando escorregar pela mão de vocês guerreiros.

Quantos trabalhos que guerreiros deixaram escaparCacique fala, trabalhos sérios. Quantos! Quantos guerreiros, e até mesmo guerreiras, deixaram a si mesmos, pela forma que caminharam na Terra, em atitude, quantos guerreiros deixaram a si mesmos, se distanciaram de si mesmos.

Quando Cacique fala, distanciaram de si mesmos, é preciso que os guerreiros por um momento parem, agora pelo menos, de pensar só em si. Cacique fala se afastaram de si mesmos, é se afastaram de seu sonho, de sua busca. Porque não conseguiram ter a visão longa da águia, para perceber aquilo que colocaram como gratidão no seu caminho, aquilo que colocaram no seu caminho que, sim, era momento sagrado de um guerreiro com o guerreiro mesmo para o caminho inteiro. Que os guerreiros, assim como na nossa tribo, sejam verdadeiros com si mesmos, quando conseguem perceber o sagrado.

Como diz Cacique e a corrente aos guerreiros, o sagrado é visto pelo olho da alma, aquilo que sentem. Por isso, vocês, guerreiros, que tem o esclarecimento, que tem o entendimento, escutam as mensagens – a reunião não termina quando nós desincorporamos dos aparelhos, ou quando termina a reunião. Reunião começa quando os guerreiros saem da porta para fora, mostrando a si mesmos atitude, mostrando a si mesmos o caminho, e felizes com si mesmos de terem sido verdadeiros com o Caminho Sagrado, com aquilo que foi dado.

Como dizia o guerreiro Prof. Policarpo, o guerreiro colhe aquilo que planta. Se plantar mandioca, colhe mandioca. Se plantar tristeza, vai colher tristeza, se plantar amor, vai colher amor, se plantar boas atitudes, o que vai ter em troca? Boas atitudes.

É preciso que os guerreiros sejam verdadeiros, honestos com si mesmos e com aquilo que o Grande Espírito dá a vocês, guerreiros, em forma de gratidão, Cacique fala. Não é porque muitos pensam – não está na hora, não estava no momento de eu ter este sagrado, não consegui – vocês, guerreiros, como Cacique disse, na história da lua passada, estão muito preocupados com definição da história do elefante que Cacique contou.

Como diz guerreiro Lobato, estão preocupados com onde estão no mapa, que lugar estão no mapa, e esquecem o sagrado. Como os cinco guerreiros do elefante onde cada um deu definição. Os cinco estavam certos. Pode ser raiz forte, pode ser grama, pode ser orelha, folha de bananeira. Todos certos. Estão preocupados com definição.

O todo, o sagrado é aquilo que está dentro de si. Por isso a diferença de um guerreiro e de outro, quando um guerreiro consegue perceber o que está no seu caminho. Por que muitos não conseguem? Porque a mente, que trai vocês todos os dias, está lá para frente. Aí quando o guerreiro Peão falou já falou a todos aqui na Casa de Luz, alguém sabe o que vai acontecer dentro de 70, 50, 20 anos na lua de vocês? Esquecem-se do hoje…

Quando se faz uma guerra, para aquilo que deseja e busca, assim como aldeia nossa sempre fez, com grandes guerreiros ao lado, que não temiam. Quando iam fazer guerra, era guerra. Só existia uma palavra – era vitória. Assim foi, guerra por guerra, para quem conhece história, mas a maior vitória nossa não foi o que vencia, a maior vitória Cacique falava aos guerreiros, assim como fala hoje para vocês guerreiros: (a maior vitória) é a vitória de um guerreiro pelo outro, é quando você olha o reflexo no rio e sabe quem é você, guerreiro.

Quem ia para a guerra, eram guerreiros preparados para a guerra. Não eram sempre guerreiros de guerra, a sua alma, seu espírito já era de guerra. Não precisava ter guerra toda lua, porque quando acabava a guerra, levava algumas luas para se recompor, encontrava a paz, participava de ritual para encontrar novamente a tranquilidade, e qual a diferença de um guerreiro com o outro? Nenhuma. A diferença é que na alma, no seu espírito já era espírito de guerra e é o que vocês, guerreiros, precisam ter naquilo que acreditam. Não se vai para uma guerra, como falam, já pensando ou numa derrota ou numa vitória. Se vai para uma guerra, como diz guerreiros, focado naquele momento, aquele momento é único. É preciso que um guerreiros junto com o outro dê o melhor, um cobrindo o outro, como os guerreiros falam.

Igual família, igual a um guerreiro e uma guerreira, é igual tudo, como um todo. Se um guerreiro não cobrir o outro, se um guerreiro errar e o outro não fizer acordo, não mostrar o erro, perde guerra.

Diferente de guerreiros na época que já iam para a guerra, já iam para a batalha, com um objetivo – de todos voltarem.

Este “todos voltarem”, traduzindo na época de vocês, é todos voltarem para o Caminho Sagrado, todos voltarem para aquilo que acreditam, todos voltarem a ter novamente a esperança naquilo que querem, naquilo que buscam, naquilo que acreditam.

Por isso, a importância de todo entendimento, como diz o guerreiro, analisando não a superfície e, sim, pelas profundezas, que é o certo. Muitos já julgam errado, sem saber da verdade, muitos já opinam, como diz guerreiro Lobato, por aquilo que estão vendo, ou da forma errada. Na língua de vocês existe uma palavra que na aldeia nossa não se gosta que é o “acho”. “Acho que é isso, acho que é aquilo”. Eu acho, já deduzem e é este o caminho que os guerreiros pegam. Por isso guerra nossa é guerra em silêncio.

Casaco azul na época, fazia muito barulho por isso perderam todas as guerras, pelo menos de aldeia nossa. Muito barulho, pouca atitude. Apertar gatilho qualquer guerreiro aperta, na época deles. Assim como qualquer guerreiro atira flecha. A pergunta é: quando, de que forma, qual a lua certa, o construir um caminho para que a estratégia de vocês de certo.

A todo o momento a corrente aqui sempre falou em forma de mensagens, por isso que muitos aqui sempre perguntaram a si mesmos – quantos a corrente escutava… “parece que mensagem foi para mim”. Sim, foi para você, guerreiro, para você, guerreira, pode ter certeza. E o que fizeram para mudar? Quantas vezes pediram a vocês ou falaram em forma de mensagem aqui ou, como diz guerreiro Peão, até através da magia que muitos receberam, mas não conseguiram entender.

Sim, a magia existe, para aqueles que perguntam – e não importa para a corrente se aqueles que acreditam, acontece… Pode acontecer com todos, independente de acreditarem na magia. Porque vocês, guerreiros também tem guerreiro do seu lado, assim como parentes, assim como espíritos de ajuda, que querem ver o bem de vocês, querem que vocês tenham caminho bom, caminho sagrado, com alegria. E os guerreiros sabem aquilo que é bom para vocês.

Mas para isso é preciso serem honestos com si mesmos. Serem verdadeiros com si mesmos. Aí, sim, buscarem este caminho que tanto querem,  que tanto buscam, que tanto sonham. Aqui cada um de vocês tem a sua busca, os seus sonhos, sim é de direito de cada um, se não como Cacique fala a vocês e guerreiro Peão fala, se não grande Espirito esta errado naquilo que criou.

Homem branco caminha sem sentir a terra. Vai por ir. Por isso muitas coisas dão errado, muitas coisas não acontecem. Sentem e não é para sentirem como muitos fazem aqui, de uma forma errada, sentirem o caminho quando parece tudo o perdido. Aí acordam, como diz guerreiro Peão, aí querem desatar o no que deram há muitas luas. Não é desta forma. Será que o caminho não está mostrando o que é para ser feito, ou o que era pare ter sido feito, ou será que cabeça está preocupada com definição ou que lugar está no mapa?

Reconheçam o caminho que pisam. É o começo. Percebam quem está à sua volta que realmente pode trazer boas energias.  Como muitos às vezes se perguntam, não adianta pisar na cobra que a cobra não vai ficar quieta – a cobra vai picar. Caminhem certo. Caminhem agradecidos ao Grande Espírito por aquilo que possuem, por aquilo que está ao seu lado, pela lição que tiveram, este é o caminho sagrado do Grande Espírito.

Que vocês guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz!

NUVEM VERMELHA

Mensagem Final na Abertura dos trabalhos de 2015

Posted in Energia, Visão with tags , , , on janeiro 31, 2015 by Helen Ians

noite sagradaQue todos vocês, irmãos de luz, sejam abençoados por Deus, sejam abençoados pela Energia Maior que vai acompanhar a cada um de vocês, irmãos de luz. Esta é a mensagem da guerreira Cabocla a todos.

A todos vocês, guerreiros de luz, Cacique agradece a energia de cada um aqui nesta Casa, agradece a todos os guerreiros, em forma de espírito, de força, de guerra, em especial nesta lua da noite, também já formando um grande Círculo Sagrado onde já formaram junto com o guerreiro Peão, o guerreiro Guardião, e os grandes guerreiros da África, aqui presentes.

Cacique agradece aos guerreiros, aos médiuns, pela dedicação aos trabalhos, pela energia doada, pelo tempo de vocês, doado à corrente, à espiritualidade, e àqueles que precisam: toda a corrente agradece. Aos guerreiros aqui desta Casa, pela recepção a todos, pelo amor contido. E também o agradecimento à guerreira, pela escrita, onde os guerreiros podem acompanhar as mensagens, através do blog. Cacique agradece à guerreira pela dedicação, pelas mensagens que servem de escada, que servem de força, de luz para aqueles guerreiros, como diz o guerreiro Lobato, que acessam e que, ou por um motivo ou mesmo sem o motivo, são ajudados. Onde é salva muita gente através da leitura, onde se revigora, como diz o guerreiro, a energia. O agradecimento à guerreira, pela dedicação à corrente, pela dedicação ao trabalho feito.

E a todos vocês, guerreiros de luz, nesta lua de trabalho, de dedicação, onde pela simplicidade misturada ao amor puro, pela simplicidade unida à vida, os guerreiros vão encontrar, se olharem dentro de si, a tranquilidade, a paz e a alegria que merecem.

É preciso que os guerreiros coloquem em seu caminho a essência da resposta. E a resposta maior se transformará em paz, em alegria, em cura e visão longa, onde, sim, os guerreiros vão encontrar o que vão estar plantando. Que o Grande Espírito abençoe a todos.

NUVEM VERMELHA

A capacidade de julgar, dentro de um limite – Parte II

Posted in Ensinamentos, História de Vida, Objetivos, Visão with tags , , on agosto 7, 2014 by Helen Ians

JULGAMENTO(pergunta de participante) Eu não sei se é para todos, mas há uma coisa que me perturba muito que é “não julgues”. Inclusive na semana passada todo o tema foi este. Não que eu me sinta culpado e que vista a carapuça totalmente, mas eu não entendo qual é o limite de julgar ou não. Sei que é um assunto muito complexo, talvez longo para se responder hoje, mas pode ficar com um tema. 

Vou ser bem claro se o Sr. me permite: nós temos um amigo em comum que viveu em uma época que eu admiro muitíssimo… Às vezes eu penso que não gostaria de ter deixado esta época, mas é lógico o tempo voa… A justiça dos homens, não a dos deuses, como é vista hoje, ela nasceu muitos séculos depois deste nosso amigo. O Sr. sabe agora exatamente quem é. E antes disso, uma vez eu lhe perguntei e fiquei encantado com a sua resposta: como o Sr. e o nosso amigo sabiam quando existia a verdade? E era exatamente através dos olhos. Um homem (no sentido de “ser humano”) sabe de outro homem quando olha nos olhos de fato, lendo a resposta. Então, por mais que eu tenha estudado aquela civilização, eu não quero entrar muito em detalhes de qual civilização para não expor nosso amigo… Talvez seja egoísmo meu, eu quero que toda esta civilização para mim, como eu gostaria! Mas como se fazia o julgamento público, então? Não existe em nada, que está escrito da história de então, como se julgava.

E quando hoje se faz julgamento público, sem querer julgar e julgando, eu tenho horror aos juízes. Porque é tão evidente que o julgamento está sendo comprado ou vendido. Quando nós perdemos, se eu estiver errado, o Sr. me corrija inclusive me recordando a brilhante civilização, a m ais clara e mais nítida da história da humanidade, quando perdemos a crença na justiça organizada entre os homens, não sobra nada. E eu pergunto: onde podemos buscar esta sensação de justiça? Eu talvez consiga nos deuses, baseado nesta mesma civilização. Mas e as pessoas comuns, as pessoas… Não que eu seja extraordinário – comuns eu estou dizendo com menos cultura, com menos visão ou com dificuldade de entender alguma coisa, podem se sentir em uma sociedade justa em algum ponto. E eu não me refiro só à terrível – e a pior que eu nunca imaginei que eu pudesse ver – do Brasil, mas do mundo em geral… Não é que as coisas estejam melhor lá fora do que aqui, mas eu vejo um pouco mais de dignidade em outras civilizações modernas, paralelas à nossa. Perdoe-me se eu fui um pouco além… Mas eu pergunto: como se fazia justiça então, quando aqueles homens eram iguais, não no sentido clones um do outro, mas iguais em sua essência, em sua força… E aí se falava em democracia. Esta palavra democracia soa asquerosa hoje em dia. Muito diferente daquela civilização…

PEÃO : Aqueles que na época, não tinham, a dignidade nem a honra e se desviavam do caminho por alguma traição, e era pego – era morto, não ficava. Eliminava o mal pela raiz. Não tinha perdão. Hoje em dia, a coisa é diferente porque existe muita gente falando e uma lei que não funciona. São vários intermediários até chegar onde tem que chegar. Porque se fosse aplicar o que tinha antes, hoje em dia, metade da população já estava morta pela mentira. Hoje em dia, o que eu vejo são as pessoas se ocultando, colocando a famosa máscara para parecer o que não é, e faz o circo.

Sobre o julgamento, que você perguntou, o julgamento hoje em dia…  Até mesmo naquela época, como era um julgamento de atitude, não que levasse à morte, mas a gente estava vendo que estava excedendo de um lado, excedendo de outro, fazendo algumas coisas… Hoje em dia, você não precisa apontar, o julgamento é para você ir até onde você já sabe o ponto em que a pessoa vai tombar. A hora que você estiver olhando qualquer tipo de armadilha, estiver vendo alguma coisa errada, deve colocar para si mesmo assim:  eu sei onde vai dar, eu já ganhei, eu já percebi a hora que dobrar a esquina, está pego. Vai até aí. Porque se você julgar desta forma, você já está completo em poder saber e também estar ciente daquilo que não deve ser feito. Diferente daqueles que acham que todo mundo é igual. Por isso eu estou falando desde o começo, por isso essa é uma boa pergunta.

A partir do momento em que o sujeito já se sente completo, e quando eu falo completo é: olhou, viu a coisa errada, analisou, ou sentiu uma armadilha ou sentiu alguma coisa conspirando de uma forma estranha, e a pessoa olha para dentro de si e já fala: eu já sei o que é, onde vai dar, ou isso ou aquilo, e lá para frente se eu estiver envolvido, vou perder a cabeça. E aí deixa a pessoa se enforcar sozinha. Se for um amigo, avisa: olha cuidado na esquia que na hora em que dobrar o cachorro está lá. Mas você não vai, não caminha junto com o povo.

(comentário do participante) Outra coisa: como existe esta pouca compreensão do que seja justo ou não, até porque é muito difícil, acredito que seja mesmo para todos, imaginar a justiça divina, independente de crença.

PEÃO: E se eu for explicar ajustiça divina, vocês não vão conseguir entender e é reunião para mais de um mês.

(participante) Então vamos para justiça medíocre dos homens, e hoje em dia eu digo medíocre como abaixo da média. Fica difícil para nós às vezes nos auto avaliarmos se certos ou errados porque, muitas vezes, os parâmetros estão tão deturpados que a gente fica torcendo para não ser bandido. Mas, ao mesmo tempo, qual é o conceito de bandido? Eu já ouvi gente digna, de confiança, dizer que o crime vale a pena. Não o crime de morte mas o subterfúgio. Parece que é isso que aparentemente rende alguma coisa.

PEÃO: Ai é que está o segredo. O que você está falando – do famoso “debaixo do pano” – esta é a parte que eu gosto de falar, que eu entendo. O famoso debaixo do pano, quando a pessoa caminha para qualquer coisa e não julgando com certa verdade também, esta pessoa, que está fazendo isso, já tem que ter analisado o caminho de ida e o caminho de volta, calculado tudo para nada dar errado. Eis o julgamento, não importando se o que está fazendo é certo ou errado. Agora quando se calcula, quando se mede – este é o segredo da história toda. Por quê? É simples. Porque a maioria das pessoas aqui na Terra, hoje, apenas caminham e não querem saber do que está acontecendo à sua volta. E aí partem para uma guerra, para uma conquista sem saber que ali na esquina tem um leão esperando. Se eu souber que ali na esquina tem um leão esperando, eu vou com uma espada na mão… se tiver coragem. E a coragem?

Este é o segredo do grande problema. As pessoas hoje em dia falam “eu quero sair do ponto A e chegar ao ponto B”. E ponto. No dia seguinte, levanta de manhã, se troca e apenas caminha do ponto A ao ponto B. Errado! É morte na certa. Não se preocuparam se vai chover ou não, o que tem que fazer no meio do caminho, com quem vão ter que falar, quem é que vão encontrar, o que pode acontecer no meio do caminho, o que pode acontecer com uma atitude errada, com uma fala errada… apenas foram.

(participante) Nem se este ponto b ainda vale a pena.

PEÃO: Exatamente. E não se limitam para isto. Diferente da sua conquista: eu quero sair do ponto A, quero conquistar o ponto B, e do ponto B eu quero chegar no C e construir aquilo que eu desejo. O que eu vou precisar?

 Este é o ponto de fracasso de muitos. Não tem uma estratégia. E quando eu falo de estratégia, pode ser qualquer coisa. Vou falar de uma bobagem – não é bem uma bobagem mas no tema aqui… Um sujeito vai conhecer uma sujeita e tem que saber também o jeito que vai caminhar. O famoso dependendo da atitude, lá para a frente reflete. No trabalho, a mesma coisa – se você vai falar com o sujeito que vai te contratar e vai lá parecendo que está morto, ele não vai te contratar. Isso eu tenho certeza.

Se eu for para a guerra, vou pegar um sujeito que não sabe usar uma espada, não sabe usar uma sariça, e não sabe e não tem a coragem para dobrar a famosa esquina, ou a linha que divide uma coisa da outra, ou uma encruzilhada bem feita… Eu posso até ir sozinho, mas sabe o que vai acontecer? Eu preciso estar bem preparado para ir sozinho. Eu não posso chegar e dizer: bom, se ele não vai, eu vou de qualquer forma… Amém. E pego o meu caminho. Eu preciso analisar, eu preciso pensar, ver o que vai acontecer… E se o vento mudar de um lado, mudar para o outro… Este é o segredo da conquista.

Quantos que, às vezes, a gente encontra, assim como encontrei muitos que falavam, falavam, falavam…  E eu deixava o sujeito falar e quando você ia ver, a história era outra.  Colocavam-se em uma posição de conforto, em uma posição aparentemente tranquila porque ocultavam, escondiam certas coisas.

A partir do momento em que você olha e você mesmo já julga, para você mesmo, e já sabe que o sujeito, do jeito que está indo, vai cair e vai encontrar, na encruzilhada, o dele… Este é o julgamento certo, é o ponto certo.

Se fosse em outra vida, a cabeça já estava cortada. Só que, como nós estamos falando desta vida, onde apenas caminha por caminhar, eu espero que mudem esta forma, não vou falar nem filosofia porque daí eu vou estar assinando algumas coisas, mas a forma que caminham…

Analisem ponto A, ponto B. Cuidado com aquilo que vão mostrar no começo, da forma que se comportam, da forma que vão falar, com certas coisas que podem refletir lá na frente, com aqueles que estão à sua volta e que podem te levar para o buraco. Cuidado com botar a mão em um ninho de cobra ou vespeiro e se queimarem. Até porque a intenção é simples: a famosa máquina de Deus. Porque se for desta forma, Deus errou. Só que vamos acreditar, e é claro que eu acredito assim como todos, vamos lutar até o final. Dá para ir mais um pouco? Sim, vamos mais um pouco. Vamos inflamar aquilo de autoanálise, vocês já conhecem a coragem de cada um em poder resgatar a si mesmo, resgatar aquilo que está dentro de cada um. Ate porque quando alguns alcançam o Supremo, se eu perguntar o que é o Supremo? O Supremo é aquele gosto que vocês sentem quando vocês sabem que podem ir do ponto A ao ponto B, tranquilos, em paz, só que é o tranquilo e em paz, com a espada na mão. E quando se caminha em paz e tranquilo com a espada na mão não é para espetar no outro, é em você mesmo. Quando perceber que estão com a atitude errada, olha para a espada, é quando vocês alcançam o Supremo.

(participante) Entre A e B, entre a origem e o destino, muitas vezes a certeza, a tranquilidade, a estratégia, a espada na mão e o olhar, como o olhar dos cavalos – um aqui e outro ali, e se possível a terceira visão… O atraso… A sensação de que a gente está andando com os passos normais, sem pressa mas ao mesmo tempo não são passos lerdos, mas uma sensação de que está demorando muito tempo… O Sr. pode dizer se é um erro individual ou se o mundo enlouqueceu, se mudou a noção de tempo, de prioridade, de decisão…

PEÃO: Aí o erro já não é seu. É simples alcançar, o saber o que está acontecendo… Quando se está em uma posição destas, não é você que vai dar o passo. Você vai conspirar para que o outro lado dê o passo. É o famoso trabalhar com a sombra, para quem não conhece e nunca escutou. Isso eu usava muito em guerra. Trabalhem a sombra. Trabalhem a sombra…

(participante) Inclusive em um sentido oculto, no sentido de força espiritual também?

PEÃO: Até no oculto, com força espiritual. Só que neste caso é o oculto do lado material. Quantas guerras que, às vezes, a gente não sabia o que ia acontecer, ou o simples fato da guerra pela guerra, e às vezes, senhores e senhoras, não é um tiro para cima para desencadear certas coisas. Basta pegar uma bexiga e estourar e você já vai perceber o que o outro lado vai fazer. Vocês estão entendendo onde quero chegar? É só usar sabedoria.

Se for o tiro de verdade, vocês tem que estar cientes. Vamos fazer de novo o cálculo A e B, vamos calcular – vocês podem estar cientes de que dando um tiro para saber o que está acontecendo, a bala vem de volta, aí a coisa pode ficar feia. Agora uma bexiga estourando, a coisa é diferente…

Você sabe que, aproveitando, e às vezes as coisas se tornam tão simples: certa feita, o exército já estava posicionado para fazer o ataque, um cavalo preto rodando para um lado e para o outro, já no momento para atacar. A gente percebia que parecia que até porque foi dado o comando para deixar o espaço para eles virem e eles não vinham… O que se entende? Medo? Quem nasceu com espírito de guerra, vai ter o espírito de guerra a vida inteira. Não estavam lá para jogar xadrez, mas para fazer a guerra. O que resta? Parece que querem conversar… Aí o cavalo vai para um lado, para o outro, o tal sujeito fica com a sariça no chão, apeia do cavalo e vai em direção ao sujeito, a alguns sujeitos.  Aí fica fácil. Parece que eu estou escutando que ele quer negociar.

– Sim, e por que vocês não vieram já falar?

– E o medo de vir falar?

Aí deu para sentir que também o medo falava mais alto.

– Se eu estou vindo até aqui, você poderia ter ido até lá.

Eu me lembro de que o sujeito era moço demais e até meio que engasgou para falar.

– Você me leva para lá? Você vai entrar?

– Vou, por que? Tem algum problema, algum leão?

E depois de alguns minutos tudo resolvido. Pelo contrário – até porque foi dada a liberdade, alguns se uniram ao exército e, continuamos o nosso caminho, transformando a cidade em um melhor lugar. Eu aprendi o que eu tinha que aprender e continuamos. Fiz o que tinha que fazer. Teve uma boa festa. E seguimos caminho.

Isto é para vocês verem como as coisas podem se tornar simples quando vocês conseguem sentir o que está acontecendo no próprio caminho ou do outro lado. Só que antes disso, o que aconteceu antes de eu chegar lá? Existe um pré-julgamento do que estaria acontecendo. É o famoso ponto A e ponto B, onde não se limita em origem e destino. Porque a origem é um começo, e o destino é o ficar, é o fim. Não existe nem o começo e nem o fim. O que existe é a boa vontade em querer transformar, conquistar, buscar, ter fé, acreditar, só que para isso, senhoras e senhores, é preciso estar preparado. É preciso trabalhar a si mesmo, é preciso ter a  coragem de olhar no espelho e saber quem está olhando, é preciso querer enxergar nas suas atitudes. É preciso saber escutar.

É claro que quando o sujeito entrou para conversar com o tal Senhor da guerra, ele já não entrou falando. E o respeito?

Às vezes, a gente não sabe com quem está falando, por isso que é preciso analisar. Não sabe onde está botando pé, por isso é preciso sentir. Para toda esta transformação, de uma grande conquista, onde esta conquista se torna única quando existe a boa vontade. E o maior conquistado nisto tudo é você mesmo.

(participante) Por isso, Senhor, é que temos que abstrair esta sensação de perda de tempo, porque, na verdade, estamos nos aproximando de uma vitória independentemente de quanto tempo leve.

PEÃO: É isto mesmo. É preciso que tenham boa vontade. É preciso saber o que estão fazendo, é a única forma de encontrar a vitória. E eu não estou muito interessado nas conquistas, o que eu tinha que fazer eu já fiz e continuo fazendo do meu lado, aqui. Até porque quem trabalha, tem que seguir regra. Eu apenas faço acerto de conta. Por isso que os meus acertos de conta, quando a gente olha para um lado, olha para o outro e fala: olha, manda alguma coisa diferente… põe no caminho o lado B, para ver o que vai acontecer. E a pessoa cai na armadilha. Se o propósito é todos se transformarem, vamos mudar para melhor. Agora, é preciso lutar por aquilo que quer, por aquilo que busca, e é preciso lutar pelo Supremo.

(participante) Agora eu pergunto para o Sr. e para o nosso grande amigo: quando o Senhor mandava alguns dos seus generais de confiança, que lhe eram gratos por ensinamentos anteriores que os fizeram generais, por mérito deles, mas por sua condescendência, neste período em que eles tinham a permissão de pesquisar as possibilidades de vitória ou o interesse de uma conquista, enquanto o Sr. esperava… (isto acontece comigo, é lógico que é difícil de comparar com a grandiosidade do que o Sr. fazia)… o Sr. se sentiu em algum momento culpado por não estar na linha de frente, não ter ido pessoalmente nesta pesquisa? Porque todos sabemos que, nas batalhas, o Sr. ia à frente, o inimigo o via como um mito. Neste período de negociações o Sr. se sentiu culpado: “eu estou aqui e ele está lá”?

PEÃO: De forma alguma, até porque os meus generais eram escolhidos a dedo, todos completos em tudo. E quando se escolhe alguém a dedo, não se escolhe por escolher. A escolha é feita completa, onde existe a sensibilidade maior, onde existe a cumplicidade maior, onde existe o espírito de guerra maior, onde existe a sabedoria e humildade trabalhando junto, e onde existe, no momento de guerra é a guerra, e no momento de servir é o momento de servir. Por isso, a escolha era feita a dedo. Eu sabia que o trabalho deles, a missão deles era perfeita por isso eu ficava tranquilo. Porque tudo era passado e nada escondido. Porque existia uma coisa que hoje em dia é difícil de ver – cumplicidade e transparência entre os iguais. Por isto eu preservo tanto, da mesma forma que eu admirava e a cumplicidade era grande com os meus generais, que às vezes quando eu vejo certas coisas que acontecem aqui – que é dado para vocês e vocês não se dão conta do que está acontecendo – é triste.

Mas sempre há tempo. Eu espero que vocês tenham entendido o recado, eu espero que cada um cresça da sua forma, mas procurem analisar o caminho antes. Procurem saber com quem estão falando, procurem sentir toda a energia que conspira à sua volta. Às vezes, não precisa da guerra. Às vezes, o que precisa é uma boa conversa. A guerra deixa mais para a frente. Até porque a guerra é preciso saber fazer a guerra se não vocês ficam no meio do caminho e este não é o propósito. Aí volta de novo que a máquina de Deus estaria errada. Mas é claro que ela não está errada. Ela está certa e não tem nada fora do lugar. Absolutamente nada. Agradeço a todos. Que a tanta Luzia abençoe a todos. Aos meus amigos e generais presentes, sejam bem vindos.  (sinos tocam)
As coisas acontecem. Felizes daqueles que acreditam!

GUERREIRO PEÃO

O momento certo, é agora. A hora certa é agora. Basta dar o passo.

Posted in Caminho Sagrado, Casa de Luz, Ensinamentos, Visão with tags , , on junho 10, 2013 by Helen Ians

momento certoGuerreiros de luz que caminham aqui na Terra, e só pelo fato de darem o passo e buscarem uma energia a mais, assim como os guerreiros buscam aqui nesta Casa, e outros guerreiros que buscam em outras Casas e em outros lugares, não importando se é Casa de Luz, se é Igreja, na língua dos guerreiros, se é falar com o pastor, como os guerreiros falam, não importa.

O importante é este caminho onde os guerreiros dão o passo que leva até o Grande Espírito. Este passo que é grandioso, que faz a diferença aqui na Terra, já é o passo da vitória, já é o passo da conquista. Onde se percebe nítido, os guerreiros que estão aqui, e são guerreiros de batalha, de guerra, de vitória, de encontro, porque estão dando oportunidade a si mesmos de construírem, evoluírem, e transformarem o seu caminho espiritual e materialmente.

Se, na visão do Grande Espírito, todos os guerreiros estão aqui para aprenderem, evoluírem, melhorarem – os guerreiros estão no caminho certo porque estão dando a oportunidade da energia tomar conta de seu espírito, de sua alma, de seu caminho.

Só este passo já é motivo para os irmãos acordarem alegres, acordarem com força e lembrarem que são filhos do Grande Espírito, têm força para transformar o seu caminho, transformar o caminho do próximo, transformar, em palavras, a ajuda. Ajuda esta que você mesmo, guerreiro, precisa e também o seu próximo.

Os guerreiros não caminham até esta Casa de Luz à toa. Têm um motivo, têm um propósito. E este é um motivo de vitória, de limparem da mente o fantasma, deixando para trás, e olharem para frente, com já foi dito aqui nesta Casa. Olharem à sua frente o grande caminho de luz, onde com sua energia, com sua transformação, vão clarear, lua a lua, o seu caminho, o seu destino, como é falado aos guerreiros: todos podem, todos conseguem, todos conquistam. Basta encontrar a si mesmo, dia-a-dia.

Não é o esperar como muitos acham, como alguns falam, na hora certa, no momento certo. O momento – Cacique fala para os guerreiros – é agora, a hora certa é agora. Basta dar o passo. Amanhã já é uma nova lua. Este é o momento certo do nosso encontro. E Cacique fala a vocês, guerreiros, que aquilo que forem fazer, realizar, transformar, que os guerreiros se dediquem, como disse o guerreiro Lobato, 100% naquilo que estão fazendo, com alegria, com dedicação, com amor e com respeito.

Quantos guerreiros perdem aquilo que é dado ou aquilo mesmo que construíram porque tem coisas que são mandadas a vocês guerreiros e outras são pela sua construção. Mas são perdidas porque não respeitaram, são perdidas porque não conseguiram entender o sagrado daquilo que construíram ou daquilo que foi dado, deixado aos guerreiros. Transformaram o sagrado em um caminho comum. Felizes daqueles que transformam um caminho comum em um sagrado. E se os guerreiros perguntarem onde está o sagrado, não está em lugar nenhum, guerreiros. O sagrado é para sentir. Por isso deixado a vocês irmãos que cada momento é único. Se os guerreiros colocam em sua mente que um caminho é o mesmo que o outro, estão enganados, assim como cada guerreiro aqui na Terra é diferente do outro.

Cacique já viu muitos guerreiros pegando caminho comum e transformando em sagrado, que para outros que estavam vindo ou já tinham passado, era apenas um caminho. Assim como guerreiros com visão sábia respeitaram o Caminho Sagrado e para aqueles que estavam vindo ou já passaram era apenas um caminho. Não conseguiram sentir o toque do Grande Espírito. Na língua de vocês, guerreiros, pequenos milagres, quando os guerreiros são puxados a sentirem, sentem, constroem, transformam e crescem, ou não conseguem, pelo entendimento, como diz o guerreiro Alce Negro, porque você, guerreiro, e você, guerreira, não conseguem enxergar o seu próprio eixo. No centro. Cacique vê como uma linha, como o perispírito ligado ao corpo. Quando os guerreiros ajustam a sua mente, que é o corpo físico, ao seu espírito, à sua alma, equilibram esta linha, para que possam sentir a si mesmos. Como querem sentir o novo caminho se não conseguem sentir a si mesmos?

Se os guerreiros não estão preparados, nesta única unidade, uma unidade de linha, vão apenas caminhar por caminhar, e buscar a resposta em lugares quando a resposta está dentro de cada um. Onde a resposta está no toque. Toque do Grande Espírito.

Cacique sabe que, nas luas de hoje, os guerreiros têm contato com todo tipo de energia. Por isto a corrente tanto fala dos guerreiros colocarem um escudo à sua volta e apenas deixar entrar aquilo que sentem que é sagrado.

Para um guerreiro preparado, forte, com a sua linha como eixo forte, se entra energia ruim, energia vai embora sem contaminar vocês, guerreiros. Lembrando que existem guerreiros que gostam de dar abertura e, depois, não conseguem mandar embora aquilo que atrapalha a sua mente, o seu espírito, o seu caminho. Cacique fala que não existe um caminho, se os guerreiros assim perguntarem. O que existe é aquilo que sentem, o que existe é aquilo que agradecem ao Grande Espírito, onde todos somos um.

Se todos os caminhos levam ao Grande Espírito, que os guerreiros transformem e sintam toda a energia espiritual mas sintam a si mesmos também. Não adianta buscarem apenas o Grande Espírito, Deus, se não buscarem antes a si mesmos. E quantos fazem o caminho inverso – querem fazer o encontro com o Grande Espírito mas não conseguem fazer o encontro com si mesmos.

Quantos que fazem o caminho inverso – o Grande Espírito deixando no caminho de vocês, guerreiros, muitas transformações, mas não conseguem sentir. E perguntam a si mesmos: Onde está o Grande Espírito? O caminho não está bom…

Primeiro, encontrem o equilíbrio de si mesmos e aí sim façam um bom caminho, na estrada vermelha, buscando o Grande Espírito, se aproximando de si mesmos.

Peçam antes de deitarem , conversem com o Grande Espírito. O conversar com o Grande Espírito é se aproximarem de si mesmos e podem ter certeza que, se não sentirem nada na hora, naquele momento o caminho vai estar aberto para o seu perispírito fazer o caminho. E a visão virá na lua do dia seguinte: os irmãos vão perceber o quanto sentiram esta energia.

Que os guerreiros tenham boas luas pela frente, encontrem a si mesmos, encontrem sempre e não esqueçam: que os guerreiros não se diminuam. Vocês, guerreiros, já são grandes, já são fortes. Levantem a cabeça com humildade, saibam quem são, encontrem um caminho novo onde possam sentir lado a lado o seu espírito o seu coração. E lado a lado, a sua alma e o Grande Espírito.

Nuvem Vermelha

Por que me vem isso agora, neste momento?

Posted in Ensinamentos, Obstáculos, Visão with tags , , , on maio 16, 2013 by Helen Ians

circulo da vidaNem sempre os guerreiros aceitam as mudanças como algo que vai transformar a vida dos guerreiros. Nas mudanças, principalmente quando se encerra um ciclo, muitas vezes o primeiro pensamento que vem é: “porque isso, agora neste momento?” O Grande Manitu diz que os momentos nem sempre são quando os guerreiros se preparam porque, às vezes, é essencial, nas suas vidas, que os caminhos sejam “encerrados” (Joana não gosta de falar isto, porque não existe isto, quando se tem constante aprendizado – assim como nós da tribo dizíamos, que o nosso caminho são as fases da lua.)

É preciso saber prestar atenção nas mudanças destas fases e tirar de cada fase algo para que, quando chegar novamente, os guerreiros não se entristeçam, não se assustem, e passem a compreender que as mudanças vão estar sempre favorecendo os guerreiros.

Aí os guerreiros dizem na sua mente: “Como a mudança da perda dos meus “bem querer” pode favorecer? Como a mudança de um trabalho, onde eu tinha um ganho razoável e passo a ter outro, inferior, possa me favorecer?”

E assim vão as perguntas, sempre vistas e olhadas nem sempre como vitórias, mas enxergadas pelos guerreiros como se fossem uma derrota. E não é assim que o Grande Manitu apresenta a vocês.

As mudanças – inclusive as vindas daqueles entes queridos que fazem a sua jornada e que passam para um novo caminho – talvez não sejam bem encaradas por aqueles que aqui ficaram, mas para aquele que seguiu este novo ciclo, este novo passo, para ele vai ser algo bem quisto. Ele cumpriu sua missão, sua tarefa e está tendo a oportunidade de fazer outro caminho.

E para aqueles que ficam, há a oportunidade também de saber lidar, não com a perda – porque nada se perde – mas com a distância. De saber valorizar os segundos e o tempo aqui dentro deste ciclo de vocês, e transformando aquilo que muitas vezes no seu caminho que vocês enxergavam como um obstáculo como algo não superado, para saber que quem passou por aquele trajeto lá atrás, da perda, da tristeza, consegue fazer um caminho sólido, se fortificando, e sabendo que estas fases fazem parte daquilo que o Grande manitu nos oferece.

E Ele não oferece a seu filho, como muitas vezes já disse o Pai, aquilo que não consegue suportar. Os guerreiros vão estar sempre amadurecendo, encontrando no que está à sua volta um novo sentido, e aprendendo a desenvolver uma visão longa – não a meia visão daquilo somente que está muito próximo.

Joana deixa estas palavras hoje, nesta noite, para que os guerreiros possam valorizar tudo que está ao seu alcance, em vez de seguir maldizendo, reclamando. Passe a observar com bons olhos, passe a entender o que está hoje à sua frente e qual a lição que os guerreiros têm a tirar disto. Não saiam somente deste caminho, deste círculo, como entraram. Entraram pequenos, desnudos, mas que, sim, possam sair revestidos de boas ações, revestidos e transformados não como o mestre, mas, sim, como a sua semelhança. Porque aí, sim, os guerreiros serão guerreiros vitoriosos. Aí, sim, os guerreiros vão poder levantar a bandeira da honra e glória do Meu Pai. Que o Grande Manitu abençoe a todos.

Guerreira Joana

Discernimento de que há apenas Um Caminho.

Posted in Ensinamentos, Objetivos, Obstáculos, Visão with tags , on maio 13, 2012 by Helen Ians

Cacique espera que os guerreiros tenham entendido e reflitam sobre as mensagens deixadas aqui na Casa de Luz.

O principal, para toda a corrente, além de tudo que os guerreiros deixaram aqui na Casa de Luz, como exemplo de alegria, como exemplo da Grande Luz, como exemplo da força, da coragem, como exemplo da Grande Lua, que os irmãos aprendam a caminhar sob a luz do grande Sol. Caminharem com a alma, com o Espírito, encontrando tudo aquilo que os guerreiros falaram aqui há pouco, que é a felicidade, a alegria de cada guerreiro.

Mas também que os guerreiros saibam caminhar – que é o mais importante para todos – sob a sombra da lua. Quantos só conseguem caminhar sob a luz do Grande Sol, e esquecem-se de ter a mesma determinação, a mesma alegria quando caminham sob a luz ou sob a sombra, aí vai depender da forma que o guerreiro, a guerreira está vendo a Grande Lua.
Para uns a Grande Lua é motivo de festa, de alegria e dança.

Há muitas luas atrás, a Grande Lua era um sinal para que os guerreiros tivessem atenção ao seu próprio caminho. Aí Cacique pergunta aos guerreiros: quem será que está certo? Não existe aquele que está certo e aquele que está errado. A forma que os guerreiros estão vendo é a certa. E como Cacique fala “certa”, é aquela que se os guerreiros forem pensar, a mesma Grande Lua é a festa para uns e pode dar a sombra da tristeza para outros. Aí Cacique pergunta: mas como pode acontecer? S

ão os dois caminhos que são proporcionados pelo Grande Espírito, sim, que os guerreiros devem aprender a caminhar. Tanto transformar o Sol Maior em uma alegria por aquilo que o Grande Espírito tem dado aos guerreiros e, da mesma forma, encontrar a alegria dentro da sombra da Grande Lua, onde os guerreiros também faziam a sua dança, agradecendo a Grande Lua por aquilo que ela estava oferecendo aos guerreiros tanto de um lado como do outro. Quanta descoberta, quanta alegria deixada, quantos pequenos reencarnaram, ou na luz ou na sombra.

Cada guerreiro com a sua forma de viver e com a sua forma de ver, sim, se consegue caminhar com a luz do Grande Sol, com grande alegria.

Mas aquele guerreiro que sabe da sua força, da sua energia, consegue também, ao olhar a Grande Lua, sagrada – assim como está hoje, perceber de riqueza, o quanto o Grande espírito deixa aos guerreiros.

O importante, guerreiros, guerreiras, é a forma que os guerreiros estão vendo, e de que forma os irmãos veem ou uma coisa ou outra. Para uns, a importância maior de um lado, e para outros, da mesma forma. De um lado se conquista a vitória, a paz, e do outro, da mesma forma. Quando os guerreiros conseguem enxergar, não com os olhos da carne, que pode trair aos guerreiros, mas com os olhos do espírito, conseguem ver com este espírito da alma o Grande Espírito, e perceber a Sua bondade como um todo, como diz o guerreiro Alce Negro, não julgando apenas o que estão vendo.

Porque se forem julgar, além do guerreiro e da guerreira, que podem ser julgados da mesma forma, a importância seria de ter a Grande Lua protegendo os guerreiros, sendo o espelho, como diz o guerreiro aqui, para muitos e qual seria a importância do Sol no caminho dos guerreiros, na vida de todos? É preciso que os guerreiros olhem o vosso caminho com os olhos da alma.

Que os guerreiros olhem o vosso caminho não como uma importância única, tirando proveito apenas para si mesmo, e esquecendo que o Sol é de todos, ilumina a todos, e também a Grande Lua transforma a sua sombra em equilíbrio, também dá a sua luz maior, onde muitos já se encontraram na sua dança noturna, quando a Grande Lua fez a diferença para muitos. Onde derramado o sorriso da alegria, ou derramada a lágrima, todos se abraçaram e fizeram seus encontros com si mesmos.

Porque tudo – o Sol ou a Lua – acabam se tornando Um, e este Um que o Cacique fala aos guerreiros, realmente dentro de sua verdade, onde não é visto com os olhos da carne e, sim com os olhos da alma, se transforma em Um.

É desta forma que tudo deve ser visto pelos guerreiros de paz aqui na Terra, é desta forma que os guerreiros deixam aos irmãos, como diz o Guerreiro Lobato, o discernimento de uma verdade ou da outra. Ou para um guerreiro preparado, ou uma guerreira preparada, não existindo uma verdade ou outra, existindo, sim, apenas Um Caminho na frente dos guerreiros, e o que os guerreiros podem encontrar neste caminho, a responsabilidade é dos guerreiros, os olhos são dos guerreiros, da mesma forma quando põe o pé na Terra e a sentem, é o guerreiro que está sentindo. Para uns, a Terra vai estar de um jeito e para outros, de outro. A Terra é a mesma.

Que o Grande Espírito abençoe a todos.
A todos os guerreiros aqui da Casa de Luz, Cacique agradece a energia de todos, a todos os espíritos aqui na Casa de Luz, Cacique agradece a todos, sem exceção, pela energia doada, por proteger a todos, proteger, ensinar, pela dedicação do dia a dia, dos guerreiros de luz com cada um de vocês aqui na Terra Grande, ao mostrar o caminho ou mostrar o sentido da vida, ou mostrar o caminho da terra molhada, ou da terra seca, ou da terra tombada.

Também todos se tornam Um quando o objetivo maior, o foco maior dos guerreiros é deixar aos irmãos um pouco mais de esclarecimento, um pouco mais de paz e muita alegria aos guerreiros. E passar a vocês, guerreiros, que podem fazer a diferença, primeiro não no caminho do próximo, mas no seu caminho, porque se o seu caminho está evoluído com a Grande Luz, não importa se a Luz do Sol ou da Grande Lua, que é a mesma, mas fazer com que os guerreiros encontrem o Caminho Sagrado, vermelho, do Grande Espírito.

CACIQUE NUVEM VERMELHA