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Renascer em sabedoria e construindo individualidade forte.

Posted in Arte de viver with tags , on julho 15, 2017 by Helen Ians

the wise man and the little boyQue a Santa Luzia abençoe a todos. Na semana passada foi deixado aqui, em forma de mensagem – felizes daqueles que refletiram sobre elas – sobre aquela pessoa sábia que, até mesmo se o vento bater, ela não cai. Que já possui um grau de individualidade forte, grande, que o acompanha neste processo de evolução, neste caminho dito sagrado. Diferente daqueles que são massificados, como se diz, na linguagem popular de vocês – “maria vai com as outras” – que acompanha um comboio por acompanhar, e não sabe muitas vezes para onde está indo.

Deixei para vocês, na semana passada, que muitos não conseguem distinguir o sagrado de um buraco negro e esquecem daquilo que é mais importante, que vai preencher e transformar sua alma em alegria e paz. E acaba dando espaço para que energia ruim tome conta ou que, por muitas vezes, qualquer coisa faz levar a pessoa a tomar uma rasteira e cair porque não colocam um escudo à sua volta – não se protegem de todo tipo de energia que se aproxima.

Foi contada a história para vocês, na semana passada (apenas um resumo para quem não veio) do veterano de guerra que foi resolver um caso de sequestro. Ele estava lá dentro do carro com uma criança, e a todo o momento conversava com o assaltando, o sequestrador – muitas vezes até riam juntos, por várias vezes acenando para a imprensa que já estava no local. De uma hora para outra, ele percebeu o descuido do bandido, tirou a sua arma, jogou pela janela do carro, e a polícia entrou e fez o resto.

Sábio, focado, ninguém sabia mas foram descobrir que ele era um veterano de guerra. A todo o momento em que estava lá, pela segurança, em si mesmo ele sabia que teria a oportunidade de fazer o que fez, e tirar a arma – desarmar aquele sequestrador. Só depois que foram descobrir quem era o sujeito – um veterano, de guerra.

forest and lightApenas completando aquilo que bem disse a irmã Ana Neri, sobre renascer. Hoje eu conto uma das histórias que eu mais gosto, e para tudo chega o momento. Até agora eu não tinha contado. Eu quero que todos prestem atenção naquilo que vai ser dito. Há muito tempo atrás, numa cidade onde tinha muita montanha, existia um bandido, um pistoleiro. Naquela época era feito desta forma, nestas montanhas, afastadas, de algumas cidades.

E nesta montanha, ele fazia seus assaltos. Era um sujeito já de meia idade, forte, sabia usar a arma e lutar como ninguém. Naquele caminho onde ele ficava, próximo das montanhas, passavam muitos viajantes, era uma rota de viajantes. Com tantos assaltos que havia, as pessoas cada vez mais temiam este sujeito. Ele vivia disso, era o trabalho dele. Com medo, as pessoas começaram a diminuir, até chegar a um ponto em que poucos passavam por aquela estrada de terra, porque já sabiam o que iria acontecer. Ele foi perdendo, a comida diminuindo, ele já preocupado, até que certa feita lá longe ele consegue avistar um sujeito e, como diz uma amiga, sempre tem uns desavisados. Este sujeito vinha lá de longe e ele diz: já faz algum tempo que eu já não assalto ninguém, não levo nada. Parece que este sujeito vai me livrar o mês.

O sujeito se aproximava cada vez mais e ele, preparado com sua faca – era o que ele mais gostava de usar – na hora em que o sujeito passou na estrada, ele saltou lá da montanha, em cima do sujeito, com a faca na mão, e do mesmo jeito em que ele veio com a faca, na hora em que ele bateu com os dois pés no chão, ficou paralisado com a mão. Da mesma forma que veio, ele ficou paralisado. Ele não conseguiu pular em cima do viajante, o viajante continuou andando, como se nada estivesse acontecendo, até que o viajante escuta o berro:

Ei, me ajuda aqui, como é que vou fazer para sair desta posição? Não estou entendendo o que está acontecendo.

O viajante parou, olhou para trás e disse:

– Bom, se você está nesta posição com esta faca, alguma coisa você ia fazer. Você imagine se você não tivesse, o que teria acontecido é comigo. Com certeza, em uma hora desta, eu não estaria aqui para contar história nenhuma.

O sujeito pediu ajuda, o viajante deu alguns passos para atrás, até chegar perto dele, ele congelado naquela posição. Ele tocou no pistoleiro, e o pistoleiro voltou a se movimentar de novo. O pistoleiro agradeceu, sem entender o que estava acontecendo, sentiu alguma coisa estranha, uma luz dentro deste sujeito viajante. Na verdade, o viajante era um mestre sábio que tinha alguns poderes. Eles começaram a conversar e o mestre disse:

Eu estou indo para aquela direção, você me acompanha e a gente vai conversando no meio do caminho.

E eles foram conversando. O mestre naquele momento percebeu que, com tudo aquilo que ele estava ensinando ao pistoleiro, cada vez que ele falava, o pistoleiro se iluminava, o olho dele brilhava.  Ele se interessava pelo assunto que era sobre transformação de vida, sobre renascer, como conquistar a si mesmo, como evoluir, como ter paz, como ser feliz. E cada vez mais ele se iluminando, até que em determinado ponto, o pistoleiro para e olha no mestre e diz:

Eu agradeço a ti pela ajuda, mas você sabe que eu não passo de um pistoleiro, matador, vivo disso, por que você está me contando tudo isso daí? Por qual motivo, se eu sou um pistoleiro? E outra, você já falou do carma, falou do dharma e eu fico imaginando como o meu carma deve ser, já que você disse da outra passagem, da outra encarnação, como é que vai ser meu carma. Não vai ser fácil, por tudo que já fiz, dos roubos, das mortes e por aí vai.

O mestre olhou, sabiamente, no olho do pistoleiro e disse:

Olha, filho, tudo é analisado, tudo é visto, e tudo, como a maioria das coisas, é perdoado. Se você quiser, de tudo que te ensinei, de tudo que te passei nestes dias que estamos caminhando, você pode ter o carma diminuído, ou até mesmo revisto, e a vida não te cobrar o quanto você já fez de errado. Só que, para isso, você vai ter que cumprir tudo aquilo que eu disse para você. Eu sei que você tem força, só que direcionada da forma errada, e você pode, sim, pegar nova direção, novo caminho, só que presta atenção no que vou te dizer. Eu sei que para você não vai ser fácil, mas peço que você não desista. Você vai ser hostilizado, você vai ser recriminado, você vai sentir as dores da carne com a humilhação, mas eu tenho certeza de que você vai conseguir passar por tudo isso e o seu carma vai diminuir, daquilo que você está fazendo.

Com tanto ensinamento, com tantas palavras sábias do mestre, novamente ele se iluminou, e percebeu que, realmente, ele poderia ter o perdão, um novo caminho, e disse:

Eu aceito.

O mestre começou a andar para um lado, ele começou a acompanhar o mestre, e o mestre disse:

Daqui para frente eu vou caminhar sozinho, e você caminha de volta para o teu vilarejo e vai cumprir tudo aquilo que eu te ensinei: vai ajudar a quem precisa, vai passar paz, vai passar a palavra, vai contar história.

E assim foi feito. O pistoleiro fez a volta, foi para o vilarejo e, é claro que não poderia ter acontecido outra coisa – desde o momento em que ele chegou ao vilarejo, foi hostilizado, mendigando comida, e por muitas vezes jogavam o prato em cima dele. Arrancaram suas roupas, bateram nele, porque todos lá o conheciam. E ele suportou todas as noites, ele suportou tudo aquilo que o mestre falou para ele e, cada vez que se lembrava das palavras do mestre, se iluminava. A muitos ele ajudou com as suas palavras, àqueles que já naquele momento o perdoaram. Só que a maioria das pessoas do vilarejo não tinha como perdoar aquilo que ele fazia e tinha feito. E assim foi feito por décadas. Passados já muitos anos, aproximadamente uns 15 anos mais ou menos – se é que foi feita naquela encarnação ou na outra – o pistoleiro caminhando se lembrou da última palavra do seu mestre que ele já não via há muito tempo – já que você aceita recuperar tudo isso, deste tempo, e  ajudar as pessoas, e colocar em prática aquilo que te ensinei, faça e, no final, nós vamos nos encontrar de novo.

O pistoleiro, com aquilo na cabeça, ia andando para lá e para cá, até que em determinado momento se lembrava de que ia encontrar o mestre de novo, e então se iluminiava, e isto dava força para ele, porque queria muito encontrar o mestre.

Nestas caminhadas em que ele estava refletindo, parou em determinado lugar que era um dos lugares da montanha onde ele antes fazia seus assaltos. Começou a refletir, a lembrar do que ele fazia, começou a ver o erro que cometeu, o que era feito, no trabalho dele. Neste momento em que se lembrava das palavras do mestre sábio, escutou e viu uma menina correndo em sua direção, com a roupa rasgada, e um sujeito, jovem, com uma faca na mão que era um bandido também, correndo atrás da menina. A menina vindo na direção dele, berrando.

Ele saiu da reflexão e levantou de onde ele estava, em uma pedra, e saiu em direção a desarmar este jovem bandido, que também sabia lutar. NO momento em que ele foi salvar a menina, os dois entraram em luta corporal, lutaram, lutaram, até que por infelicidade, sem intenção, ele conseguiu tirar a faca do jovem bandido e cravou no peito dele, e o jovem bandido morreu naquele momento.

Ele conseguiu salvar a menina, na hora em que estavam lutando, por infelicidade, num golpe, a faca penetrou no peito do jovem bandido. Naquele momento ele ficou apavorado, começou a refletir e não se conformava com o que tinha acontecido. E começou a lembrar de tudo que ele tinha feito de bom, até aquele momento, e falava para ele mesmo: não é possível que eu caminhei até agora, neste tempo todo no caminho que o mestre me ensinou, e agora acontece um negócio destes. Como é que fui matar o rapaz?

Ele não se conformava e pegou o jovem bandido no colo, caminhou adentrando uma floresta lá perto, e mentalmente começou a chamar o mestre: eu vou ter que ter alguma resposta de qualquer jeito, eu preciso saber por que aconteceu tudo isto.

Quanto mais ele adentrava a mata, ele percebia um clarão lá no fundo da floresta, e foi se aproximando, com o jovem bandido nos braços, e não conseguia se conformar com o que tinha feito. Falava com si mesmo: como é que eu fui fazer um negocio destes… mas eu vou querer uma explicação de tudo isso. Quando ele se aproximou do clarão encontrou, sentado em uma pedra, o seu mestre. Na hora em que o mestre viu que ele carregava o sujeito, o mestre abriu um sorriso e disse: há quanto tempo eu esperava por este momento… pelo jeito, você continua forte, continua bem, e como é bom te ver.

O moço parou com o bandido no colo, segurando ele nos braços e disse:

– Mestre, eu não estou entendendo nada – você não está vendo o que aconteceu? Eu matei um jovem bandido. Você não está vendo? Ele está aqui.

O mestre olhou no olho dele, sorriu e disse:

Sim, eu estou vendo que você matou um jovem bandido.

Neste momento, ele olhou para os seus braços e quem estava em seus braços, era ele mesmo. Ele estava carregando a si mesmo nos braços.

Ele matou tudo aquilo do rastro que ele deixou para trás, naquele momento, porque o mestre quando partira e tinha dito:

Assim que você estiver pronto, a gente vai se encontrar novamente e vou passar para você os outros ensinamentos para você continuar o seu caminho sagrado.

Naquele momento ele se iluminou, e percebeu, que aquele sujeito em seus braços era ele mesmo.

Quantos de vocês aqui deixam um rastro no caminho, como foi dito. Vão limpando o rastro, para que caminhem de uma forma mais tranquila, para que caminhem de uma forma onde a vida não devolva para vocês aquilo que vocês fizeram.

No momento em que o pistoleiro voltou para o vilarejo, o que ele recebeu lá, sendo hostilizado, onde apanhou, onde rasgaram suas roupas, foi chicoteado, nada mais era do que a vida devolvendo a ele o que ele mesmo tinha plantado. Por isso eu falo tanto aqui nesta casa: vão limpando o rastro, vão tirando as coisas do caminho, e façam a coisa certa. E naquele momento em que ele foi salvar a menina, ele teve este encontro unificado com si mesmo, e na hora em que ele olhou para ele, seus braços, morto, era ele mesmo.

Por isso é que é um complemento daquilo que a enfermeira Ana Neri falou – do renascer. A vida deu uma nova oportunidade para ele. A vida disse: agora, meu filho, você está pronto, para receber o resto das orientações, daquilo que você vai levar aos outros, da forma certa. Agora você está pronto. Ao olhar novamente, ele se iluminou, e percebeu, assim como é dito e assim como aconteceu na historia, por muitas vezes o caminho de vocês está livre, mas são vocês que colocam o obstáculo, o problema, vão deixando o rastro, e depois começam a caminhar e a vida começa a dar o troco. Mas ode perceber que o caminho de todos, assim como chamam de destino – sim, está traçado, mas ele não é tão firme como vocês podem imaginar. Existe uma flexibilidade de um lado e de outro. Porque vocês tem livre arbítrio para poderem caminhar da forma que quiserem na Terra.

Muitas vezes, está traçado para vocês um caminho excelente, e vocês acabam plantando da forma errada. Acabam buscando da forma errada, plantando da forma errada, fazendo da forma errada. É claro que, depois, vão ter o retorno, de uma forma ou de outra, materialmente ou em forma de energia.

Por isso façam como o pistoleiro que, no momento em que olhou nos seus braços, era ele mesmo. Ele se deu nova chance, se deu um novo caminho e se deu oportunidade de renascer em novo caminho, transformado em luz, transformado em paz, transformado em energia, para que pudesse levar os ensinamentos do seu mestre.

renascer

Por isso deixei a vocês, dias atrás, a história de Sócrates a quem perguntaram se ele, um gênio, pegasse um sujeito e amarrasse na cadeira e ele ficasse ensinando, se depois de alguns meses, o sujeito, solto, se tornaria um grande mestre. Com sua humildade, olhando para a cara dos discípulos, disse: minha mãe era uma ótima parteira, mas eu nunca vi ela fazer uma moça que não estivesse grávida, dar a luz.

Isso quer dizer o quê? Que se o sujeito não estiver aberto, se o sujeito não estiver alinhado com o seu pensamento e aquilo que busca, com aquilo que deseja, com a forma em que caminha, com aquilo que acredita, com aquilo que está vindo buscar na Terra – e todos aqui tem um compromisso firmado na Terra. Todos aqui vieram para deixar cravado o seu nome na Terra, todos. Não importa se conhecidos ou não. Mas para alguém você é importante, para alguém você marcou, nem que tenha sido um sorriso.

Este é o caminho que a corrente deseja que todos busquem neste renascimento. O renascer a si mesmo e aproveitar o caminho sagrado que é dado a ti, unificado com aquilo que tem de mais sábio na Terra, que é viver em paz, viver tranquilo e feliz. É o que deseja a corrente aqui a todos. Reflitam sobre a história deixada, não esqueçam que, por muitas vezes, vocês estão carregando a vocês mesmos.

Como estão me contando aqui  (aliás esta turma já passou por aqui na Casa, em forma de espirito, em forma de ajuda) Leonardo Da Vinci (uma pessoa da mesa comenta: um grande artista do renascimento), muitos acham que ele foi apenas um grande artista, um grande pintor. Sabem qual era uma das principais qualidades dele? Na verdade,  iam para sua casa não só para ver os seus quadros, na verdade, seus quadros eram secundários. Ele era também um gênio em cozinhar. Um chefe de cozinha, como ninguém. É o que estão me contando agora. Isto quer dizer o que? As pessoas muitas vezes se limitam porque querem. Na antiguidade, e eu posso afirmar isso para vocês, aquele que era médico, era médico, era pintor, tinha artes contidas dentro dele, assim como um poema, e além de tudo um guerreiro. Eram completos.

Platão, conhecem? (alguém comenta: professor de Aristóteles, que foi o mestre de Alexandre, o Grande). Ele também tinha “n” qualidades dentro de si, e colocava para fora aquilo que sabia. Muitos caminhavam lado a lado, com ele, para o aprendizado.

São outras épocas, infelizmente… Como disse um sábio, é complicado às vezes para um país que não tem identidade própria e tudo se pede emprestado. Vamos colocar de forma popular – é a imagem da balança da justiça, é o amor, onde se coloca a imagem do coração… Mas acredito, ainda, assim como todos da corrente acreditam, aqueles que são interessados, focados, aqueles que se interessam pela cultura, aqueles que se interessam em se tornarem mensageiros de Cristo, está aí um bom caminho, uma bela história – basta também dar o passo. E a gente sabe que vocês, hoje em dia, tem uma vasta forma de buscar, de pesquisar, de encontrar, e de querer. No lugar daquilo que é supérfluo, das bobagens, que façam, orem, pesquisem e façam, leiam. Não se tornem produtos do meio, massificados. Se tornem produtores do meio, chefes de si mesmos, e por consequente verdadeiros guerreiros que, se tiverem que pegar em uma espada, não vão passar vergonha.

Assim como era feito na casa branca, faziam a oração do Pai Nosso quando tocava o sino, e o som adentrava a floresta e, lá da casa branca, no topo de montanha se escutava o Pai Nosso.

Que a Santa Luzia abençoe a todos.

PEÃO

Sua essência dentro da sua verdade.

Posted in Arte de viver with tags , on julho 2, 2017 by Helen Ians

essencia e verdade

Que os guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz, que aproveitem este momento de limpeza para que também limpem a sua mente, limpem aquilo que está dentro de si e no lugar da energia que atrapalha, no lugar de dúvida, que os guerreiros coloquem a resposta, que os guerreiros coloquem a luz, que os guerreiros coloquem a transformação, a evolução porque aquilo que os guerreiros vêm buscar na Casa de Luz é aquilo que toda a corrente mostra aos guerreiros: que o guerreiro encontre a sua essência dentro de sua verdade. Este é o trabalho de toda a corrente aqui na Casa de Luz.

A partir do momento que o guerreiro com si mesmo, descobre sua essência, e é com ela que os guerreiros vão caminhar na verdade, na transparência, e encontrando sua paz que tanto precisa para que os guerreiros caminhem em evolução, em transformação e preparados para que no dia a dia, lutem, e busquem seus sonhos.

NUVEM VERMELHA

Palestras 26jun2017

Onde quero chegar, onde estou e qual o meu rastro?

Posted in Arte de viver, Uncategorized with tags , , on junho 23, 2017 by Helen Ians

frog

Ou na mão do santo ou na mão da Santa,  eu acho que alguns devem ter um monte de santa por aí, eu acho…

Irmã Lakota agradeço a ti e seus comandados, meu amigo irmão Trácio, gladiador, que o senhor continue cuidando, orientando e mostrando sempre o melhor caminho para seu aparelho, vá em paz. Irmã Cabocla, agradeço a ti toda a energia nesta Casa.

Aí eu completo com aquilo que já foi bem dito aqui nesta Casa e, na semana passada, se eu me lembro bem, eu deixei uma história em forma de pergunta aos médiuns, e que vou fazer para vocês que estão aqui para que cada um responda a si mesmo. Parece até uma piada. Mas vamos cumprir com nossa obrigação.

Três sapos estão em cima de uma pedra, dois sapos decidem pular na água, quantos sapos ficaram na pedra? Conta de matemática. Que cada um responda a si mesmo.

Aqueles que responderam que um sapo ficou na pedra, está enganado. Por que está enganado? É simples. Existe uma diferença e uma distância enorme entre decidir pular e pular. O “decidir”, não pulou. Decidiram pular mas não pularam. Diferente de que “dois pularam na água”. Esta é a grande diferença, entre a linha que separa a força de vontade de um, isto foi contado na semana passada, entre o decidir fazer, e ficar parado na famosa zona de conforto. Como eu já disse estes dias para atrás, para quebrar a resistência é difícil. Para quebrar aquilo que se acredita já há 30, 40 anos, 20 anos, é difícil. Como é que, de uma hora para a outra, a máscara vai cair e a pessoa vai enxergar a si mesma: nossa, quanta coisa errada eu fiz e hoje estou pagando. Sim, hoje estou pagando – o que é mais difícil ainda. Nós sabemos e entendemos, sem dúvida. Eis o motivo da brincadeira dos três sapos.

E dando sequência, eu quero que prestem atenção porque tudo é uma forma de sequência, como é falado aqui. Existem duas formas da pessoa crescer na Terra: na matéria, que é a forma difícil e dolorosa ou na forma espiritual, onde o moço e a moça vão refletir sobre aquilo que estão escutando, aqui ou em outro qualquer lugar, e vão buscar o crescimento dentro de si, como já foi dito, e colocar em seu caminho.

Tem gente que prefere buscar a matéria e, como já foi dito, buscar a matéria é buscar a sombra e a pessoa vai cada vez mais para o buraco. Como é falado aqui pela corrente indígena, busquem o espiritual para depois buscar o material. Quando é falado busquem o espiritual, ninguém está falando venham para a casa espirita, vão para um centro espirita, ou, como diz meu general, procurem as beatas por aí, que se dizem sem interesse, é claro, nenhum.

A pergunta que fica em toda esta escolha de evolução de caminho são duas perguntas que é preciso serem feitas e é claro que tudo isto é conhecimento e aprendizado de todos. Onde quero chegar e onde estou? Porque, às vezes, não combina onde a pessoa quer chegar com onde está. Aqui às vezes as pessoas acham que a corrente deve alguma coisa para alguém. No centro espírita que falarem isso, vão embora, porque o espírito está com chacota em cima de vocês – isso eu garanto. Primeiro, ninguém deve nada. Segundo, um espírito sério, como a corrente aqui é séria, como tem alguns outros lugares sérios – porque, quando mistura dinheiro, vai embora que é mentira. Só que tem gente, como diz meu general, que gosta de ser enganada e, sim vai ser enganada, podem ter certeza de que vai ser enganada. É dado aquilo que quer. Está plantando que que ser enganado, vai ser enganado.

Onde eu quero chegar e onde estou? Às vezes não combina. Muitos, às vezes, acham que a obrigação de um guia é fazer a pessoa ficar milionária – já que é para escrachar, nos vamos escrachar hoje, até o final. Também se enganam. A posição em que vocês estão sentados aí é a mesma posição dos médiuns que estão sentados aqui. Nenhuma diferença. A diferença é o comprometimento deles com o trabalho sério que existe em um caminho. Não tem diferença.

Se uns estão bem, outros também, e por aí vai, é claro que é fruto do direito de cada um, do trabalho, porque escolheram certo, fizeram certo, tiveram a atitude certa, não pararam no tempo, com muita pergunta, como disse a irmã India na semana passada: com muita teoria. Como diz meu general, uma coisa é ter cultura e outra coisa é ser inteligente.

Aí quando se começa a bater na máscara, a máscara cai. É claro que ela vai cair. E por que estou falando isso? Porque geralmente as pessoas vão deixando rastro de uma forma completamente errada.

Aí você olha para trás e vai pegando a máscara, vai pegando o rastro, e começa a bater na primeira máscara. Vão acompanhando o que estou querendo dizer. Diga-se de passagem a máscara é o defeito da pessoa. Aí você bate na primeira máscara e você vence, e a máscara cai. Aí você vai se aprofundar mais ainda, e continua se aprofundando, bate na segunda máscara, vence e a máscara cai. Aí você continua se aprofundando cada vez mais, bate de novo, vence e a máscara cai até, como é falado aqui nesta Casa, a pessoa se iluminar. Por isso foi dito tanto para a pessoa aqui que, quando a pessoa se ilumina, é na vertical, que é o encontro de si mesmo unificado com Deus.

Só que da mesma forma que a pessoa é iluminada e a pessoa acorda porque todas as máscaras caem e pode pegar um bom caminho, tem gente que se ilumina da forma errada. Aí o bom, sabe quem é o bom? Aquele que fala meia dúzia de palavras bonitas e erradas que não faz a pessoa crescer, e alimenta o erro da pessoa e a pessoa embarca e se afunda. Basta olhar para dentro de si. Basta olhar no espelho.

Aliás, foi dito de uma história de um espelho – aquele que já está unificada com Deus não precisa passar o pano e tirar a sujeira, a sujeira é a de si mesmo, porque a pessoa já sabe como deve ser o seu comportamento, a sua atitude, no seu dia a dia. Por isso que tanto é dito aqui, há mais de 30 anos, que o culpado é você. Pelas suas atitudes.

A pergunta que fica é onde entra o espiritual nisso? Tirando a parte que é tratamento de saúde, o trabalho nosso assim como de corrente certa não é angariar pessoas para deixar a casa lotada com 10 mil, 50 mil pessoas, nunca foi assim, o propósito não é este, desde a época que o mentor Augusto fundou este centro e os trabalhos. A intenção nunca foi esta. Há um tempo atrás eu disse que aqui é centro para gente grande. A pessoa que é pequena pega as coisas e vai embora, não tem problema nenhum.

Seria muito fácil porque vocês analisam as coisas pela superfície, como tudo que fazem. É dificil encontrar alguém que analisa as coisas através de um segundo olhar e analisa as coisas pelas profundezas. Como eu também venho falando há algum tempo. Seria muito fácil porque a gente sabe o que acontece com um e com outro. Como diz meu general, a gente sabe o que cada um vem buscar aqui. Seria fácil alimentá-los da forma errada só para tê-los aqui. Aqui ninguém pede nada, nem as garrafas que estão aqui – as garrafas são doadas. Isto já mostra o comprometimento de quem faz isso aqui acontecer, que são os médiuns, são vocês.

Quando a gente percebe alguém fora do trilho ou a pessoa se alinha com o trabalho ou a pessoa é espirrada. Aí vem alguém aqui perguntar, amanhã, para o meu general – como é que um centro espírita fala que vai mandar alguém embora? Se tiver que mandar, manda. Ou cresce, ou se transfoma, ou está apto a escutar, ou vai procurar beatos por aí, que tem um monte, para te colocar no colo e falar meia dúzia de palavras bonitas.

Só que, pelo que eu sei aqui, só não vou dar exemplo para a coisa não se estender muito, até porque tenho muito trabalho a ser feito ainda e não vou perder tempo com coisa pequena – pelo visto os que pegaram o caminho estão bem. Basta olhar. Os que sabem escutar, estão bem.

Eu acho que às vezes existe uma controvérsia entre os fatos, quando a pessoa fala sem propriedade no que está falando. Isso eu digo pelo comprometimento de uma corrente séria que deseja a todos o crescimento.

É claro que aqueles que caminham da forma certa, estão plantando da forma certa, existe uma energia maior que ajuda, existe uma energia maior que manipula no campo espiritual, como foi bem dito aqui pelos nossos irmãos, e mandam os sinais para vocês.

Não existe crescimento – na minha época falava assim, só que em outra época – se a pessoa não deixar um rastro de sangue pelo caminho. Isto era dito no campo de batalha. E eu via que aqueles que tinham seu crescimento, na guerra, naquele momento, é porque estavam deixando o rastro. Tanto eu, como a corrente indígena, como Trácio, na sua época, Ragnar da mesma forma.

Para isso é preciso um preparo, é preciso a pessoa dar o passo. Qual a minha busca dentro de um lugar sagrado? A partir do momento em que sua busca no lugar sagrado é prazer, perde, cai, como muitos aqui já sabem. Correram atrás de prazer, se lascaram. Acabaram caindo. Correram atrás porque não conseguem detectar o sagrado, onde estão. Dinheiro? Estão em lugar errado porque haja vista – como bem disse meu general hoje sentado à mesa tomando café agora há pouco, só que de forma contrária – há pessoas que se iluminam com alegria, dentro da verdade, e estas são guiadas pelo plano espiritual. Não são todos que são guiados pelo plano espiritual. Se não estão se sentindo bem, vão para o colo da beata ou do beato.

Diferente daqueles que se iluminam aqui, quando acontece algum fato bom – ganhei tanto! Otimo, ganhou tanto. Só que aí o problema de saúde vai embora, engraçado… O problema de saúde vai embora, a pessoa está toda iluminada, por algum motivo. O motivo é “ganhou um bom dinheiro”, só que está achando que foi aqui que deu. Não foi aqui que deu. Se este é o pensamento, está muito enganado. Só que para pessoa chegar a este consenso todo, de rastro, onde você vai batendo como a corrente aqui faz, a corrente aqui trabalha da seguinte forma: vai batendo na sua máscara, e a máscara vai caindo. Vai batendo, vence e a máscara cai. Se aprofunda mais ainda e a máscara cai. E se aprofunda mais ainda, e bate e vence, e a máscara cai, até a pessoa ficar sem nada, estou falando sem nada de fantasia.

Sim, seria muito fácil começar aqui a fantasiar o circo. A coisa mais fácil que tem é acender alguém. Nisto eu sou perito. Ou para o lado bom ou para o lado ruim . Como eu trabalho nos dois lados, para quem não sabe, prazer. Apenas tenho um compromisso aqui nesta Casa e acabou se tornando em outro compromisso junto com a corrente, por isso venho ajudar.

Comecem, cada um aqui, como eu disse a primeira pergunta quando chegar em casa é onde eu quero chegar? Aí já vai ter a resposta. Se é encontrar a transformação, sejam bem vindos. Se por outro motivo, busque em outro canto. E onde estou? Aqui é um lugar sagrado porque existe um comprometimento e a seriedade de todos aqui para quem realmente quer crescer, quer evoluir, quer crescer. Como se evolui e como cresce? Prestem atenção no seu dia a dia nos sinais. Não se acovardem, não se acovardem por escutar a verdade, não se acovardem de conseguirem olhar no espelho refletindo a si mesmo. Eu também já disse, não se acovardem, porque se tiver que tirar o pó, vão tirando o pó, porque o nosso trabalho é bater, bater, bater cada vez mais até a pessoa ficar lapidada para conseguir.

Por isso que, até onde entendo de conselho, o bom amigo não é aquele que fala as coisas para te agradar. É aquele que fala a verdade, sem iludir. É a mesma coisa que chegar alguém aqui, que quer ajudar todo mundo, como dizem aqui é Madre Tereza de Calcutá. Vai virar beata, vamos colocar em um pedestal, é lindo. O que está ganhando em troca? É dinheiro, é passagem de viagem? O que mais? Eu preciso saber o que está ganhando. Que será que acontece?

Aí quando chega aqui, qual é o trabalho nosso? Botar no colo? Não. É mostrar a verdade. Olha, muda isso, muda aquilo, faz não sei o que, faz não sei o que lá. Só que as coisas não é de um dia para o outro. Como é que vocês dão nó na mesma corda durante 40 anos, 50 anos dando nó na mesma corda, aí o sujeito ou a sujeita acha que, de um dia para outro, vai desatar tudo. Encontraram a casa milagreira deste país. Sejam bem vindos, vamos mudar o nome do lugar. Não é mais Caminho Sagrado ou sei lá o nome. Muda aí. Vamos mudar: casa do milagre.

O problema não é nosso, o problema é de vocês. Amarraram os 40 nós? Vocês vão ter que desatar os 40 nós. Nós não temos obrigação nenhuma de ficar desatando os nós de vocês. Querem aprender ou querem ser acariciados? Eu não sou bom para isso, nunca fui.

Agora, quer uma corrente séria do lado de vocês, de cura, só que a parte de cura… vamos tocar no assunto agora da parte de cura. Pelo que a gente vê e percebe, tem gente que tem realmente problemas de saúde e n pessoas aqui foram curadas, até por milagres.

Agora a pessoa que se ilumina e se cura porque está precisando é do dinheiro, que busque outra casa porque aqui não vai buscar, tenho certeza absoluta. É assim que trabalha um centro sério. É desta forma. Já vimos muitas pessoas aqui evoluindo, se transformando, buscando o caminho e sentindo o sinal e sentindo a cada um aqui, em forma de espírito, no seu caminho. E aqui ninguém espera agradecimento. Guarde para vocês, agradeça a Deus, agradeça à arvore, sei lá a quem.

Por isto as duas perguntas, onde quero chegar e onde estou? Quando se busca o material, que é buscar a sombra, a sombra e o material – aquilo que eu disse a semana passada, quem busca o material, a matéria, se perde da noite para o dia. Troquei o carro, parabéns! Daqui 5 a 10 anos, a gente conversa. Isso se não perder antes. Troquei não sei que, ótimo…

Tudo que é de direito de vocês, vocês tem que lutar sim para conquistar. Ótimo, querem um milhão, lutem, vamos dar o maior apoio para vocês, a corrente vai estar acompanhando. Sá não esperem loteria. Agora vão lá jogar e se ganharem não vai falar que foi a corrente. Isto é pensar muito pequeno. Por isso, como fala meu general, existe uma distância enorme entre quem é culto e quem tem inteligência – buscar o espiritual é buscar a si mesmo, como é falado aqui. Todo mundo aqui conta história, conta isso, conta aquilo, que é justamente para vocês se iluminarem,  perceberem o que estão fazendo.

E por fim o rastro. É claro que gente entende quando a pessoa se perde em palavras ou em atitude porque ela está vendo o que ela fez como ela mesma durante a vida. Ponto para o plano espiritual. Parabéns a todos os espíritos aqui presentes que, vamos colocar assim, financiaram esta noite maravilhosa para mim. É evidente que, quando a pessoa começa a acordar, ou a pessoa vai estrilar, vai se debater e quem está acostumado com guerra, como a gente, o se debater não é nada. A gente dá risada. Para quem está acostumado com energia, também… é claro que nos sabemos que, às vezes, não é fácil enxergar a si mesmo, às vezes não é fácil olhar para dentro de si. Mas estes que estão fazendo isso, olhando para dentro de si, se estrebuchando continuem se estrebuchando que estão no caminho certo – é porque está surtindo efeito. É a parte que eu gosto.

Agora, é preciso mais cuidado porque uma coisa é certa – a corrente sabe que é certa e eu também sei que é certa – vocês podem estrebuchar com vocês mesmos, vocês podem estrebuchar com os outros, podem fazer o que querem com o caminho, agora cuidado com o estrebuchar com uma corrente inteira. É claro que não estamos falando que vamos pegar a pessoa e jogar debaixo do ônibus. Não é esta a intenção. Mas o ficar sozinho pode acontecer. Aí no lugar do crescimento, a pessoa vai encontrar alguém que lhe restou. Toda uma energia maior como esta, está atuando, está lapidando, está fazendo acontecer, aí vai restar o colo dos beatos. Tem um monte de beatos por aí e, cuidado, tem os que cobram, como diz meu general, são os estelionatários, quem não sabe vai pesquisar para ver o que é.

Eu espero que todos aqui tenham entendido a forma que se deve lidar consigo mesmo e com a vida, a forma que se deve caminhar que é o rastro, cuidado com o que deixam porque pode atrapalhar uma vida inteira sua, pode atrapalhar o seu sonho, mesmo que o seu sonho seja ganhar isto, ganhar aquilo, não importa. Se o seu sonho é isto, se você acredita nisto, vai lutar por aquilo que quer. Mérito seu, não é nosso.

Se toda a energia contribuiu e você escutou na forma certa, quantos aqui acabam se aproximando da corrente, e frequentam a casa, e estão desempregados – eu não gosto de ficar falando dos pontos de glória da casa mas às vezes é preciso. Detesto fazer isso, aliás, nunca falei, é a primeira vez. Tem gente que vem aqui pedindo ajuda para emprego e a pessoa começa a plantar da forma certa, a fazer e botar em prática tudo aquilo que escuta, e  as coisas começam a acontecer. Para uns, é claro, acontece da noite para o dia e para outros, vai demorar um pouco mais. A alegria da corrente é quando percebe que a pessoa se iluminou às vezes com uma palavra, com uma história e a pessoa está caminhando da forma certa, e consegue tal emprego que deseja, está bem, alavancando cada vez mais o seu progresso, a sua transformação e consegue se unificar com aquilo que é de mais sagrado.

Não somos nós mas ele mesmo. Sim, ele mesmo, porque escutou, está fazendo da forma correta o que deve ser feito, consegue sentir a energia à sua volta, como no dia do passe aqui, que é na semana que vem. Quando se fala de passe, é vago demais: vou passar energia. No momento do tal passe, como é dito nesta casa e em algumas, é o momento de se unificar com o guia que está passando. Só que alguns acham que nós não sabemos qual é a sua busca. É aquilo que a corrente indígena fala e que eu acho que é muito bem dito, e falado, e comentado: quando um sujeito com problema de saúde se aproxima de um xamã aqui da Casa e, para a gente não importa, se o sujeito ou a sujeita acredita ou não naquilo que está acontecendo. Nós não estamos preocupados se a pessoa acredita, não estamos preocupados se a pessoa frequenta a igreja crente ou frequenta não sei aonde, não estamos preocupados. Se der para ajudar, nós vamos ajudar, só que da forma certa. Não estamos aqui para ficar acariciando ninguém ou falando coisas que vocês vão adorar escutar. Seria a coisa mais fácil, seria até uma covardia, porque é covarde, na minha opinião, de falar aquilo que você quer escutar. Aí o sujeito pega o remédio que o xamã faz e leva para casa. Quem vai estar transformando aquela simples água em um remédio são vocês, no momento em que vocês vão tomar. Aí dá certo: A corrente é boa. Não dá certo: ela não presta, é tudo mentira.

A corrente não está preocupada com aquilo que vocês acham, esta é a verdade. Aqui a gente faz o que deve ser feito. Se é para botar a pessoa no caminho, nós vamos esbofetear até a pessoa ir para o chão. Ou ir para o hospital, vamos colocar assim. Aí a pessoa acorda, e quem sabe, pega o rumo da forma certa. O crescer é enxergar a verdade, a transparência da verdade, não importando o meio do caminho. Se o sujeito ou a sujeita vai encontrar o seu sonho, apanhando, vamos bater até encontrar, pode ter certeza que vamos ajudar. Agora, o que vai acontecer no meio do caminho, é um problema nosso.

Agora, a preocupação maior que se deve ter é quando toda uma energia sai do caminho da pessoa, pela falta de conhecimento, pela falta de entendimento daquilo que é feito de uma forma correta, onde existe uma verdade. Espero que cada um de vocês reflita sobre aquilo que é deixado pelo centro e que se mostrem mais verdadeiros com si mesmos. Querem a verdade? Sejam benvindos. Querem a mentira? Que busquem a mentira. O problema não é nosso, o problema é de vocês. Que Santa Luzia abençoe a todos.

Que todos busquem as três lições de casa: as duas perguntas – onde estou, onde quero chegar (o buscar o material é diferente de buscar o espiritual) e o rastro. Sejam fortes, verdadeiros, íntegros, com ética com vocês mesmos. E se decidiu pular, que pulem na água.

Como diz Ragnar aqui para mim – queria deixar esta história para depois, só para os médiuns, mas quero falar agora, como ele está pedindo. Às vezes nós somos uma gota de chuva, só que por muitas vezes a gente se sente sozinho. Só que, em determinado momento da nossa vida, vamos ser atirados no oceano e vamos nos misturar com todo o oceano e fazer o nosso encontro, e perceber naquele momento que você está ligado em todo o oceano, você não está mais sozinho. Não vai mais se sentir sozinho e não vai mais ter medo.

Agradeço a todos, vão em paz, e que a Santa Luzia abençoe a cada sonho que vocês almejam para a sua vida. Não esqueçam, alimentem o seu sonho, alimentem o que buscam, alimentem a sua verdade, é isto que vai trazer paz, alegria e esperança para vocês. O resto é lixo e vai embora. Ragnar, agradeço as palavras.

PEÃO

Conheça sua própria natureza.

Posted in Arte de viver, Uncategorized with tags , , on junho 14, 2017 by Helen Ians

rock and nature

Gostaria de seguir na mesma linha do que vocês acabaram de ouvir, que a perfeição está de fato nas coisas mais simples da vida e outro conceito perfeito, da grande Senhora, que esteve aqui há instantes que é: conheça sua própria natureza. Acho que a noite promete. E eu gostaria que fosse nesta linha. E com alguns exemplos, que vem da Natureza, como as plantas, como foi bem dito, e como as pedras, que pela sua longevidade guardam segredos e a história de muitas civilizações.

Não sei se disse um dia mas repito: me chamavam Pedra Alta, não porque eu fosse imponente, como uma rocha, mas é que sempre que me procuravam, tinham certeza de que iriam me encontrar sobre algum rochedo. Mania de grandeza? Não creio porque nunca tive vaidade nisso ou em qualquer outra coisa. Mas admiravam, como eu me admirava da minha natureza, de querer enxergar, sempre, um pouco mais longe. Talvez no sentido de ajudar. Mas não vou ficar falando de mim. Não é uma apologia própria mas, sim, me referir a quem quer que faça isso e que tem a minha admiração. Alguns grandes homens tinham a habilidade e a sensibilidade de olhar os pássaros e neles projetar e por eles ter a visão longa. Sem ter que subir no rochedo. Mais fascinante, ainda, não? Pois é isso. O significado das coisas da Natureza, dos seres da Natureza, quando trazidos à nossa própria natureza.

Admiro muito pessoas que recendem ao cheiro da terra. Respeito imensamente aos que falam com a suavidade ou a firmeza do vento, cujas palavras vão, alcançam tantas pessoas tão longe. Hoje vocês escrevem mais do que falam e também esta é uma grande responsabilidade. Benditos sejam os escribas que deixaram suas memórias e, nelas, a memória do mundo, as civilizações.

Admiro aqueles que elevam a sua estatura, estatura física, sobre cavalos. Não por vaidade, mas pela mesma razão, de sentir sob si a força da natureza e olhar pelo menos um pouco mais acima do que se não estivesse montado.

Admiro aqueles que conduzem os cavalos mas se deixam por eles muitas vezes serem conduzidos. Assim como os nobres guerreiros nórdicos se referiram aqui à hora de remar, conduzir a nave ao rumo que se se sabe ou a que se quer chegar, e em outras horas deixar os remos e se deixar levar pela maré.

Acho fascinante como consigo, pelo menos pela lembrança desta vida na tribo, fazer referência ao mar que jamais vi. Quem sabe não tenha visto pelos olhos de uma águia. Talvez pudesse ter visto, ou mesmo sentido, respirado o ar marítimo lá em cima, quando ficava pensando sobre a vida. E a vida, meus companheiros, aqui no Conselho e vocês todos que me ouvem, é só aquilo que faz algum sentido.

Se vocês querem saber se estão vivendo intensamente, plenamente, parem um instante que seja e reflitam sobre o que você faz, o que você é, o que você quer, aquilo que você pede e pelo que agradece – faz algum sentido, qualquer que seja? Aí terão certeza de estar vivendo. Se não, a passagem pela Terra lembra muito aquelas touceiras de mato seco que rolavam nas areias do deserto, sem direção, ao sabor do vento, ressecadas, sem vida.

Eu prefiro, eu gosto, eu admiro as pessoas que tem viço. Não importa a idade. Mas que sejam “verdes”, no sentido da clorofila que sintetiza a luz do sul, por isso citei o verde. Gosto de gente colorida, feliz, como as bandeirinhas da festa que vem por aí.

Aproveitem esta noite. Há uma certa magia quando tocamos as coisas simples da natureza. As plantas, as pedras… Com as plantas aprendemos o que é fugaz, passageiro, que se transforma, que cresce, morre, deixa sementes, volta a nascer. Isso é vida. E as pedras? Coloquem o ouvido numa rocha. Ah! tenham sensibilidade de ouvir segredos de outras épocas, de outras civilizações, de outras vidas.

Muito agradecido a todos do Conselho pela honra, pelas presenças iluminadas no círculo, com o fogo sagrado desta estação. Que se multiplique pelas fogueiras. E a vocês, jamais esqueçam que tudo que fazemos é por vocês, e a energia que existe aqui e as formas de cura e atendimento só podem existir porque cada um de vocês traz um pouco da sua energia. São vocês que trabalham, são vocês que ajudam a quem precisa de ajuda. O restante é sintonia, cumplicidade, da verdadeira harmonia, não importando de onde vieram, não importando de quando estiveram mas, no momento, são todos, todos, unidos, brilhantes, aquecedores como a chama desta fogueira. É isso. Não só isso mas importante isso.

PEDRA ALTA

Espalhe o amor que recebeu e ele retornará

Posted in Arte de viver on maio 1, 2017 by Helen Ians

telling stories

Em diversas culturas, nas tribos indígenas, através até das parábolas, em histórias contadas na hora de dormir, ou ainda aquelas em que é necessário que se passe o ensinamento e ele deve ser feito da maneira mais sutil. Principalmente, que faça com que aquele que a escute, que a ouça, aprenda, não esqueça e passe adiante o conhecimento, a sabedoria.

Além de tudo isto, o que fica é a lembrança, a aprendizagem que temos com nossa família, o amor e o cuidado que talvez nem todos percebam naquele momento e que só a maturidade traga. Mas o que é impossível de se esquecer: o que aprendemos do exemplo, e do amor. Este amor perdura para toda a eternidade, mesmo quando os caminhos momentaneamente se separam, mas a ligação de afeto é eterna.

Refaçam o que aprenderem, passem adiante as suas lembranças, o amor que receberam, dupliquem, tripliquem, espalhem, e este amor vai retornar a vocês, mais uma vez.

Agradeço a oportunidade de estar mais uma vez nesta Casa de Luz e peço a Deus que abençoe a todos.

ANA NERI

Viver com leveza

Posted in Arte de viver with tags , on maio 1, 2017 by Helen Ians

vida leve

Aproveitando tudo que foi dito aqui nesta noite, quero lembrá-los que, para toda a ação, existe uma reação. Para tudo aquilo que é feito, há uma resposta, um retorno.

Fiquem atentos àquilo que estão semeando. Não tem como, como dizia nosso amigo e mentor Prof. Policarpo, plantar alho e colher cebola.

Não tem como semear discórdia, semear dúvidas, enfim, semear tudo aquilo que vocês não gostam e receber de volta carinho, atenção. Fiquem atentos pois a única coisa certa é a lei do retorno.

Vivam, sim, com a leveza. Passem para frente todo o conhecimento, lições de amor. Mas deixem de lado a soberba, o orgulho e a prepotência.

Que Deus nosso Pai nos abençoe e ilumine a cada um de vós.

JURACI

Nutram-se daquilo que é bom, daquilo que lhes dá prazer.

Posted in Arte de viver, Uncategorized with tags , on março 24, 2017 by Helen Ians

prazerÉ impossível não prosseguir nesta linha aberta aqui esta noite pela grande Senhora: o alimento. Nem vou falar sobre aquilo que vai à mesa. Principalmente nestes últimos dias, pelo que tem acontecido aqui. Mas um pouco vale a pena falar. Se há fartura e eu desejo de todo coração que haja para todos, sem exceção, à mesa, tudo aquilo que se prova, que se tem acesso, ele faz bem pelo gosto, pelo aroma, com certeza é bom alimento. Aquilo que você gosta. Se em alguns momentos, e todos passam por isso, não há tanta fartura, mas aquilo que é colocado sobre a mesa, é sagrado. E aquele pouco se torna, pela gratidão, a melhor coisa do mundo, a melhor iguaria e a mais sofisticada. Portanto é a emoção, o sentimento, menos do que a razão, que faz com que o alimento seja nutritivo. Até mesmo se não há tantos nutrientes neste ou naquilo alimento, no sentido físico-químico.

Prestem atenção: às vezes as coisas acontecem por aí, pela responsabilidade de um ou de muitos, para que vocês voltem a dar valor ao que realmente tem valor, em qualquer sentido, até neste, tão simples, tão cotidiano, quanto alimentar-se.

Mas a Senhora, sábia como é, delicada, falou do que possa alimentar a alma. E se eu pudesse reduzir a um só estado – nem é sentimento, mas é um estado – para mim, a alma se alimenta pela felicidade. E eu não gosto quando eu ouço, felicidade é um momento, é um instante – podemos estar sempre felizes. Eu não concordo com isso. Como não concordo que se aprende pela dor. Coisa nenhuma! Aprende-se pelo amor, aí sim, se não houve o aprendizado, vem a dor. Muitos podem estar pensando, estou sentindo dor e é física. Pode ser, sim. Às vezes, se perde a saúde por várias razões, como já dissemos aqui. Algumas delas são temas desta noite: o que você come? Do que você se nutre? E onde está a sua felicidade?

Afirmo, em qualquer circunstância, mesmos as mais difíceis, é possível preservar a felicidade. A felicidade não é o momento, é o estado de espirito. Ser feliz é reconhecer, pelo mínimo, se não, agradecer, por tudo mais que se tem.

Se eu não tenho isto ou aquilo, se eu acho que perdi isto ou aquilo, eu não perdi tudo. Eu tenho muito, sempre, mas é que as pessoas se deprimem, perdem o viço, a alegria, o bem estar por momentos. Por fases, por instantes que, de fato, não são de felicidade porque esquecem o processo de ser feliz.

Por mais dor que eu esteja sentindo, que maravilha, que presente, que alimento para a minha alma, se alguém toca em meu ombro e diz: eu estou aqui.  E vocês que procuram a evolução espiritual tem muitas mãos sobre seus ombros, além daquelas, daqueles que estão próximos de vocês. Portanto, reconheçam, eu não vou dizer, acreditem ou tenham fé – isto já vem sendo dito há muito tempo, e é um principio fundamental da vida: acreditar, ter consciência de que o individuo é várias dimensões. Pelo mínimo, três, para que vocês entendam.

Se lhes faltar a clareza da mente, usem o sentimento. Se o sentimento se esvaziar, por alguma coisa, uma grande decepção, uma grande dor, usem a mente. Limpem a mente. E se nada disso funcionar, pensem na parte espiritual. Aliás, não pensem nada. A parte espiritual não se pensa. A parte espiritual se incorpora, se vive.  Quando eu digo vive, é vive para sempre. Portanto, nutram-se daquilo que é bom, daquilo que lhes dá prazer. Muitos têm medo de sentir prazer em todos os sentidos: é nutrição. Procurem trazer para dentro conceitos perfeitos, palavras absolutas, sentimentos nobres. Se você proferir uma palavra mágica, ela ressoa por ai. Bate e volta.

Portanto, ser feliz é ser cônscio. Consciente absolutamente. Ser consciente exatamente disso, sentindo em torno (acho linda esta coisa do redondo, do círculo), tudo aquilo que lhe faz bem. Concordo que vocês não estão no nível de suportar tantas pressões, tantas provocações. Às vezes, vocês reagem e ainda bem que reagem porque senão estariam… Mas depois da reação voltem a sentir o que de fato vocês são e o que os outros, muito próximos neste círculo, são: as mãos que lhes são colocadas suavemente nos seus ombros. Sentiu a presença? Pois é, façam-se presentes. Isso é ser feliz.

E nesta noite, como foi dito pelo grande Cacique, especial, com tantas égides presentes, eu desejo de coração ainda mais felicidade para cada um de vocês. Que Deus nos ilumine a todos e mostre este caminho sempre.

PEDRA ALTA