Façam ao outro o que desejam para si.

Posted in Arte de viver with tags , , on agosto 22, 2017 by Helen Ians

EM SI

Eu havia deixado aos irmãos que, durante a semana, colocassem em prática “fazer ao seu próximo exatamente aquilo que você gostaria que fizessem com você”. E acompanhamos alguns irmãos, percebendo que alguns entenderam o que foi dito aqui. Para outros, não ficou tão claro.

Gostaria que este fosse um exercício permanente para vocês, que, antes de tomarem uma atitude, se colocassem no lugar do outro e vissem se realmente gostariam que fizessem aquilo com você.

Toda semana aqui pedimos para que sejam suaves ao julgar o seu próximo, que o julgamento muitas vezes é precipitado, é egoísta, é equivocado. Não se esqueçam que com o mesmo peso com que você julga, será julgado.

A única coisa certa que sempre falamos é a lei do retorno e, como bem foi dito pela irmã nesta noite, não existe pessoa mais pobre do que aquela que é pobre de espírito, aquela que não alimenta sua alma através da fé, através da esperança e através da caridade.

A caridade a que nos referimos não é a material, pois esta é a mais fácil de praticar. Pratiquem a caridade, deem um sorriso, uma palavra, apenas um olhar para aquele que está a seu lado. Vocês veem, mas não enxergam o seu próximo. Então mais uma vez fica como tarefa a todos vocês, façam aquilo que gostariam que fizessem com vocês.

Guerreira Índia

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Abrir mão do que o corpo deseja.

Posted in Ajuda espiritual with tags , on agosto 22, 2017 by Helen Ians

A parte mais difícil de seguir o caminho, o caminho certo, é abrir mão do que o corpo deseja, mas que não está no coração.

É no coração que está a riqueza de espírito. A riqueza só fica maior quando o corpo entende que ele é apenas um meio e não o fim.

Enriqueça seu espírito por meio da caridade. A alma é eterna e o corpo acaba.

Guerreira Cigana Esmeralda

Não deixe a energia ruim atrapalhar o seu caminho.

Posted in Caminho Sagrado with tags , on agosto 21, 2017 by Helen Ians

Apenas para completar o que foi bem dito na Casa de Luz, nesta lua da noite, aqueles guerreiros que não conhecem, hoje, a mensagem de Cacique, ela serve para todos os guerreiros, em especial nesta lua da noite. É sobre aquele velho Cacique que precisava de uma guerreiro para ficar em seu lugar e, numa lua da noite, disse a si mesmo em um momento de paz, de reflexão: eu já sei quem é o guerreiro que vou colocar no meu lugar e que vai ser grande chefe, pois Cacique já está velho. Quando guerreiro foi fazer descanso, deitou e fez seu encontro com o Grande Espírito que lhe disse: Grande Espírito sabe que o guerreiro escolhido é forte, sábio, mas antes vai ser feito um teste para ver se é este guerreiro mesmo. Vai convocar todos os guerreiros que quiserem participar. Eles terão que subir até o ponto mais alto da Montanha Sagrada. O primeiro guerreiro que chegar ao topo da Montanha Sagrada vai ficar no lugar de Cacique.

A montanha era de difícil subida, poucos conseguiam chegar lá. Os guerreiros se reuniram na lua sagrada, prometida e, como vocês falam, dando a largada, todos saíram correndo para fazer a subida da montanha. No topo da montanha o grande chefe da aldeia e mais alguns guerreiros velhos ao seu lado. Os guerreiros começaram a subir a montanha, foram subindo, subindo, até que um grande guerreiro conseguiu chegar, depois de algumas horas – alguns chegavam à metade e escorregavam, alguns caíam – era muito alto. Todos ficaram surpresos, pois o que chegou não era o guerreiro escolhido pelo grande chefe da aldeia. Era outro guerreio.

Aí os guerreiros continuaram chegando, cada vez mais – e o cacique da aldeia olhou para o xamã e disse: “Onde está o guerreiro que é o melhor que eu tenho, meu braço direito? Caminharam um pouco e olharam lá para baixo: os guerreiros vinham subindo, alguns caindo, e viram este guerreiro na metade de montanha ajudando os pequenos que tentavam subir, por brincadeira, e alguns guerreiros com idade avançada também. E ele ajudando a quem precisava. É claro que, com uma atitude desta, demonstrava que este guerreiro ficaria no lugar do chefe. Os guerreiros se aproximaram e lhe perguntaram: “Guerreiro, por que não chegou primeiro? Você, guerreiro forte, guerreiro de guerra, guerreiro que tem visão longa com as coisas.” Guerreiro disse: “Eu preferi ajudar os que estavam tentando subir, pois eu já me conheço, eu sei até onde posso chegar, eu não precisava mostrar nada, os guerreiros aqui já conhecem. Por isso preferi mostrar aos guerreiros que eles também conseguem, com alguma ajuda, com fé, com esperança, com ajuda…

Assim foi feito e, novamente a visão naquela montanha e Grande Espírito disse: “Sim, você estava certo, sempre esteve. Foi apenas mais uma lição. Este guerreiro escolhido por você é o que vai ficar no seu lugar.” E assim o guerreiro ficou, tomando conta de todos os guerreiros.

Cacique lembra das histórias de guerreiro Peão, luas para trás, dizendo sobre cada guerreiro que ele dá aquilo que tem de melhor. É impossível um guerreiro que não tenha paz dentro de si, dar paz. É impossível um guerreiro que não tenha amor dentro de si, dar amor. É impossível um guerreiro que tem espinho dentro de si, dar flor. O guerreiro que tem um sentimento, se não estiver preparado, se não tiver transformado a si mesmo, é impossível dar aquilo que nunca sentiu, nunca teve e nunca soube o que é. É impossível, mesmo com todo o ensinamento, toda lição. Como vai dar alguma coisa se não tem o sentimento de amor, o sentir a paz, se nunca teve?

Cacique fala, não analisando a superfície, mas como o guerreiro Peão fala, analisando a profundeza. Por isso a transformação de sua alma, a transformação de seu espírito, onde muitos guerreiros se perguntam o porquê disso, o porquê daquilo, quando basta olhar para dentro de si, basta perceber o caminho que, sim, escolheu! Aí muitos guerreiros falam: “Mas eu não iria imaginar isso, ou aquilo, só fui entender depois.” Como guerreiro fala, e Cacique, da mesma forma: o depois pode ser tarde. O depois pode demorar anos. O depois pode demorar várias encarnações.

Como bem disse a guerreira, quantos guerreiros aqui, com o caminho livre, com o caminho tranquilo, como disse a história do guerreiro, contada através dele, mas pela guerreira. Como o guerreiro que tinha caminho tranquilo, em paz, e que sempre quis a paz, sempre quis um caminho, de verdade, e, dentro de si, encontrou e preencheu seu sonho. Como na história, ele recebeu apenas a sacola da moeda e tinha um grande caminho pela frente! Foi a única coisa que ficou. E o outro guerreiro com carma ruim, apenas sofreu um ferimento. O carma dele seria desencarnar em um ano.

Assim na terra como nos céus. Da mesma forma, vocês, guerreiros, quantos, com caminho livre, se atrapalham no caminho. Aí Cacique fala, como fazer volta agora? Assim também o contrário: – quantos guerreiros, com caminho não bom, com energia ruim, mas foi transformado em energia boa, transformado uma energia maior que ilumina o seu caminho e toma conta de cada caminho do guerreiro – e o guerreiro consegue enxergar o caminho. Aqueles guerreiros que escutaram realmente todo o ensinamento e colocaram em prática, estão fazendo seu caminho de evolução, encontrando o Grande Espírito. Por isso da importância de saber o que tem dentro de si. Ninguém consegue dar o que não tem. Não tem amor, não consegue passar, não tem paz, não consegue passar. O reflexo não é fora – mas é dentro de si.

Por isso corrente fala tanto das limitações. Limitem-se, coloque um escudo em volta, como fala na Terra, blindem a si mesmos, para a energia ruim não atrapalhar o seu caminho. Basta uma energia pequena para atrapalhar. Até fraca, mas atrapalha, porque aquilo que é sagrado não se mistura com energia ruim, aquilo que é sagrado tem a sua luz própria. Como os guerreiros falam aqui, aquilo que é sagrado não se mancha, é para sentir e, quando os guerreiros sentem realmente, como muitos que Cacique já ouviu falar aqui, estão no paraíso, quando tudo bem.

Mas por que o caminho pega outra direção – será que é o caminho que faz isto? Energia boa vai embora porque percebe que existe energia ruim a cada momento. A energia tem sabedoria, a energia não mistura. Por isso Cacique fala a vocês, guerreiros, que estão fazendo seu caminho sagrado. Não deixem energia ruim, atrapalhar, mesmo achando que vão saber lidar. Basta uma faísca e tudo vai por água abaixo, como os guerreiros falam. E não é para isso que os guerreiros estão aqui. Como os guerreiros recebem presente do Grande Espírito e não conseguem entender, não conseguem ver – querem fazer mistura com energia ruim. Ou, da mesma forma, energia do dia a dia misturar com aquilo que preenche a sua alma, que é o seu sonho. A não ser que nunca foi o sonho, apenas acha que foi. Aqueles guerreiros que não tem linguagem própria, mudam fácil as coisas.

Por isso, guerreiros, coloquem na mente aquilo que é verdade dentro de si, aquilo que importa, e lutem por aquilo que buscam, por aquilo que querem, mas lutem da forma certa para depois não ficarem batendo cabeça. Não estão aqui para isso mas, sim, para se transformarem. Bater cabeça pode até fazer transformação de trampolim – passa por certas coisas para fazer evolução, mas isso é derrota. Ah! Mas está melhorando. Pode estar melhorando, mas o melhorar sozinho não vale nada. Assim como fala guerreiro, um guerreiro de guerra morto não vale nada. Um guerreiro, sempre um guerreiro. Tem que estar vivo, pronto para a guerra. Do que vale um herói morto? É hoje, hoje é a lua sagrada, amanhã os guerreiros precisam pensar da mesma forma. Hoje é lua sagrada. Muitos se afastam de si mesmo, se afastam da energia. A energia está em qualquer lugar, basta fazerem o certo, darem abertura da forma certa, mas não podem esquecer que a energia se afasta quando se percebe qualquer energia ruim. Por isso que é preciso que os guerreiros se completem com aquilo que acreditam. Quando os guerreiros sabem aquilo que querem e tem palavra naquilo que realmente querem, os guerreiros lutam.

Há muitas luas atrás, chefe branco assinou documento, como se fala na Terra, lá onde nossa tribo viveu. Demarcou terra para toda a aldeia nossa. Hoje os guerreiros não cumprem aquilo que falam, estão passando serpente negra em nossa aldeia, como é dito. Na língua de vocês, é oleoduto, passando por toda a terra. O novo chefe branco fez assinatura e estão em guerra. Passando serpente negra em lugares sagrados para toda a aldeia nossa. Estão em guerra da forma deles, não estão desistindo. Não cumpriram o que falaram. Por isso aldeia nossa não consegue ver de forma correta.

Por isso vocês guerreiros cumpram aquilo que falam – sejam verdadeiros, sinceros com si mesmos. Na nossa aldeia não existe lugar para estes caminhos onde fala uma vez uma coisa e depois outra, como está sendo feito lá do outro lado, depois de tantas luas. Mas como todos os grandes guerreiros aqui, que ficam encrustados perto da terra, como nós, em forma de espírito, nós sabemos que a vida cobra, como disse a guerreira, e as coisas mudam. Aqueles que estão fazendo o errado vão colher o errado. Por isso Cacique fala e preserva tanto a sinceridade de si mesmos com vocês mesmos. Como consegue dormir e descansar direito se repete o erro, como lá está sendo feito? Serve de lição para todos. Sejam verdadeiros, sinceros.

O guerreiro que já sabe o que é, apenas caminha, buscando a visão longa da grande águia. Esta é a intenção deum guerreiro que se transforma e eleva o seu espírito, a sua alma. Que os guerreiros reflitam na mensagem deixada por todos os guerreiros aqui na Casa de Luz, que lutem pelo que querem e o busquem, mas dentro de sua verdade.

A todos os guerreiros aqui da mesa, Cacique agradece a energia, e o comprometimento com os trabalhos. Quando se tem um propósito e ele é sério – o propósito é transformar um guerreiro, ou dois ou três, ou quatro – existe um espírito acompanhando o caminho de cada guerreiro, para que busque e, assim, preencha a sua alma.

NUVEM VERMELHA

Abertura

Posted in Uncategorized on julho 24, 2017 by Helen Ians

Que os guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz, aproveitem este momento de paz, serenidade para que elevem o pensamento ao Grande Espírito, caminhem lua a lua, dia a dia se transformando, não esquecendo como disse o guerreiro Peão, nestes dias: a transformação é dentro de si, de dentro para fora.

NUVEM VERMELHA

Palestras 17jul2017

A história dos dois ursos.

Posted in Uncategorized on julho 24, 2017 by Helen Ians

the bear

Esta noite gostaria apenas de relembrar aos queridos irmãos uma história, provérbio, ensinamento repetido algumas vezes nesta Casa, mas nunca é demais, principalmente como disse o nosso irmão Cacique, sobre a importância da busca da transformação.

E esta história já contada é sobre os dois ursos. Todos têm dentro de si dois ursos. O urso bom e o urso ruim, e cada um vai crescer de acordo com o seu alimento, ou seja, o que você quer que cresça dentro de si, se você alimentar com bons pensamentos, atitudes – não só palavras ditas, como fala o ditado popular da boca para fora. Além de pronuncia-las, os irmãos devem sentir, dar a oportunidade do crescimento, respeitar as vontades do teu próximo, mesmo que não sejam suas, saber que cada um tem o seu tempo de evolução, principalmente contribuir.

Todos estamos sempre prontos para aprender alguma coisa. Todos temos algo de bom a ofertar ao nosso próximo. Todos temos também que receber algo de bom do nosso próximo. Reflitam queridos irmãos alimentem o urso que vai ajudá-los a crescer.

ANA NERI

O que você pode fazer pelo mundo?

Posted in Uncategorized on julho 24, 2017 by Helen Ians

Um bom tema, bem iniciado, pelas palavras que acabaram de ouvir, para esta noite, é a dualidade – o bem, o mal, o próprio e o inapropriado, o bom senso e a ignorância, e assim vai. Sempre há um meio termo, sem dúvida alguma. Mas o meio termo não é bom para vocês. Ninguém pode ser mais ou menos bom. Ou mais ou menos razoável. Poder, pode; não deveria. Portanto é importante que se tenha a noção dos extremos, a possibilidade do intermediário, mas caminhar entre uma coisa e outra não deve ser como se estivesse à beira de um abismo em um atalho muito estreito. Exige-se de todos nos o equilíbrio sem duvida alguma, mas sem preocupação de escorregar aqui ou lá.

Uma coisa que tem sido dita há semanas e seguidamente é quem tem a certeza de si mesmo? Quem segue os seus princípios ou os parâmetros universais de conduta não deve estar preocupado com limites, embora tenhamos que ter limites, sim, em determinados momentos.

O que é o limite? É o ponto que eu não devo ultrapassar porque eu não saberia como lidar com o que está do outro lado. Seja de um lado ou de outro, seja um ponto ou outro. A noção do equilíbrio não é possível explicar a não ser pelo exercício, caminhando. Mas quando eu digo que a trilha não é estreita é que muitos de vocês caminham com medo de escorregar. Já levantam pela manhã com dúvidas a respeito de… Pior se fosse duvida haveria um objetivo… Às vezes levantam sem nenhum, e se deixam levar pela coisa constante, pela mesmice.

Caminhem, mesmo em uma trilha estreita, com a certeza do destino, do ponto onde querem chegar. E se tem medo da altura, do tombo, da queda, não olhem para baixo nem para os lados em determinadas circunstâncias, mas à frente. Enxergando seus passos, sem perder a noção da distância que tem que percorrer.

Sinto todos vocês, em excesso de momentos com angústia, com medo. De que? Um pouco de culpa alguns sentem por ter a noção de seus erros. Em vez de se sentirem culpados, façam um ato de contrição, mesmo sem parar de andar no caminho, pensem: errei, tropecei, caí, levantei, estou andando outra vez. Nao são vocês que tem que ter medo ou se sentirem culpados. Não vou citar quem deveria ter ou quem de fato é culpado. É só vocês olharem em volta para ver exemplos daquilo que não deve ser feito, daquilo que não pode ser aceito.

A aceitação é outro tema importante que eu gostaria que o conselho viesse discutir com vocês outro dia. Uma coisa é aceitar porque se entende, porque se percebe, porque se tem conhecimento. Aí, sim, a aceitação pode ser verdadeira. O que não se pode é aceitar uma realidade que ofende, agride, destrói. Aí, olhando para frente, seguindo na trilha, sem medo, dizer – eu não quero isso para mim, meu caminho é outro, meu objetivo é outro e quem decide sobre a minha vida sou eu. Nisto tudo quais são as qualidades, algumas até atributos, características com que nascemos? É preciso ter – fácil falar, difícil praticar – coragem, determinação e discernimento. Principalmente, discernimento. Não há ninguém corajoso de fato e com bons resultados na sua audácia em enfrentar o que quer que seja, se não sabe antes discernir. É como diz o guerreiro Peão, fraco abusado, que lança da espada, incompetente porque não discerniu porque não avaliou sua própria capacidade.

Capacitem-se, pois, à luta, à guerra, e como fazer isto? Não está nos livros nem nas telinhas, não está lá. O grande ensinamento está lá fora, mas não na multidão. Nos exemplos da própria natureza, na sequência das estações, na lógica perfeita das mudanças, das transformações. É este o livro, o veículo que vocês devem aprender a ler. Não só ler, mas aprender. E discernir.

Eu me sinto, em determinados momentos, como uma folha que cai da árvore no outono, levada longe de sua origem, a alguma terra distante e sobre ela cai, para ali se transformar, se for uma semente, ali plantar. São imensas as possiblidades de transformação a cada dia. Pensem nisso, encontrem um sentido da vida, não apenas se atormentem com aquilo que lhes ofende. Àquilo que lhes ofende, com razão, a melhor resposta é a sua conduta.

Quiséramos todos nós que vocês pensassem assim: a força do indivíduo, o significado do seu comportamento. Se vocês tem influência sobre outras pessoas, conversem com elas a este respeito. O que você – diga à outra pessoa – pode fazer pelo mundo? Ela vai se surpreender porque ninguém hoje em dia faz perguntas profundas, apenas bobagens. E ela vai te responder, seja o que for. Você dirá: nossa, se não sei fazer isso, nos dois juntos faríamos algo… Imagine a multiplicação disso. Isto é ter consciência de suas possibilidades, ouvir das possibilidades do outro, e se complementarem. Eu tenho visto, e triste, pessoas altamente capazes, incapazes todavia de doar-se no que quer que seja.  De lembrar de uma pessoa qualquer, comunicar-se com ela e perguntar: como vai você? Verdadeiramente. Mas não. É mais fácil ignorar, não é? E uma coisa eu tenho certeza, a ignorância, seja lá do que for, não leva a lugar algum.

Aprendam, reaprendam, com aquilo que vocês sabem e ensinem um pouquinho disso aos outros. Estendam a mão, de vez em quando faz bem – principalmente para quem pede. Às vezes, não com palavras, mas com o olhar triste. É isso. Recepção, primeiro, consciência logo após, discernimento e a escolha. Escolham.  Se não for bom, lá na frente mudem.  O que não pode acontecer é esperar. Que a escolha, a vocês escolha.

Tudo que eu peço é que tenham o mínimo de ação, como se fala muito aqui – um passo basta para sair do lugar. Ou voltar a este lugar quando queiram, com saudades, se for o caso.

Muito agradecido e honrado pela presença de entidades iluminadas nesta noite. Estou triste porque tenho visto vocês assim, amedrontados, acuados, fechados como uma pérola linda e perfeita, ainda na sua concha. Abram-se para o mundo, façam-se brilhar. Se precisarem de ajuda, na hora da angústia, do medo, da tristeza, chamem um de nós. Eu não vou aparecer assim, fazer poo! – mas peçam a presença aconchegante. Ouçam – vocês são capazes, já! -porque subiram degraus na espiritualidade – de nos ouvir, além daqui. Em qualquer cantinho, onde vocês estiverem consigo mesmos.  Em qualquer cantinho, em qualquer lugar, a qualquer hora.

PEDRA ALTA

Se tiver deixado algum rastro, volta e limpa.

Posted in Uncategorized on julho 24, 2017 by Helen Ians

poor house 2

Para quem não leu ainda o blog, é só acompanhar que já tem as mensagens da semana passada, mas para quem não acessou e não viu, vou fazer um resumo do que deixei na semana passada, que serve para todos aqui, onde cada um está no seu momento, no seu aprendizado, está olhando para dentro de si, onde cada um está perdendo ou está ganhando.

Eu contei a história do pistoleiro que vivia de roubar, assaltar, em uma montanha em um lugar distante. Cada viajante que passava era assaltado. É a forma como ele vivia. Era temido na aldeia deles, por todos. Sabia lutar, manusear uma faca. E assim fazia – quem passava, ele não perdoava: chegava, assaltava, levava as coisas e assim ia se mantendo, para poder se alimentar, para poder fazer isso, fazer aquilo. Uma bela feita, já fazia um tempo que não passava ninguém por aquela região da montanha. É claro que, por todo o assalto que tinha, as pessoas já não passavam por lá.

Passado um tempo, o pistoleiro já sem nada, suas moedas estavam ficando escassas até que ele viu um sujeito vindo de longe, sozinho, desavisado de tudo, caminhando como se nada estivesse acontecendo. Até que ele chegou próximo à montanha de onde o pistoleiro ficava atrás e o pistoleiro deu um salto da montanha, com a faca em punho. Assim que ele encostou os dois pés no chão, ele travou, sua mão ficou para cima. O viajante nem deu bola, continuou andando. Ele ficou paralisado naquele momento e começou a pedir ajuda, pedir socorro: moço me ajuda aqui, como é que ou fazer minhas coisas, não estou conseguindo nem me mexer.

O viajante que na verdade era um sábio, era um mestre, parou, olhou para trás, viu o sujeito naquela posição e disse: olha moço, estou imaginando aqui se você não tivesse ficado aí deste sujeito, como é que eu estaria? Mas vou te ajudar.

Caminhou até o pistoleiro e nele tocou, e o pistoleiro voltou a se mexer.  O pistoleiro agradeceu e achou estranho tudo que estava acontecendo quando o mestre disse: eu vou para aquelas bandas ali, se quiser me acompanhar, vamos. O pistoleiro sem nada a perder, já estava naquela situação, pensou: quer saber, eu vou junto.

Nestas caminhadas que foram feitas, por muito tempo o mestre passou parte dos ensinamentos para ele. Ele ia caminhando, escutando, cada vez mais se iluminando, ia gostando. Assim foi feito por um bom tempo. Até que numa encruzilhada, o mestre olha para ele e fala: moço, você já aprendeu o que tinha que aprender, já está sabendo de muita coisa que te ensinei; eu vou seguir por este caminho aqui, só que vou sozinho.

O pistoleiro sem entender nada, disse: fala uma coisa, por que você me ajudou tanto, me contou várias historias, me mostrou como é que é a vida, me mostrou o que tinha que ser feito, da bondade e isso e aquilo, para eu me transformar, me iluminar, encontrar a mim mesmo, se eu sou um pistoleiro, eu não passo de um saqueador, eu não passo de um esfaqueador, e você está me ajudando? Fico imaginando como é que vai ser se eu tenho tudo isto nas costas. Olha o rastro de coisas que deixei.

O mestre disse: moço o seu caminho é livre e o destino está traçado. Mas o destino é flexível, vai depender de sua conduta, da forma como você vai caminhar, daquilo que você vai fazer e as coisas podem mudar. A coisa não é tão rígida e dura como você está achando que é, porque cabe a você resolver e decidir aquilo que você quer. Você pode voltar para aquela aldeia sua, pregar a bondade, ou ajudar quem precisa, levar os ensinamentos todos só que não se esqueça de uma coisa, e aí nos vamos fazer um trato. Primeiro, você vai passar por tudo isso, só que não esqueça que você vai ser humilhado, você vai ser penalizado, as pessoas vão te virar a cara porque já sabe quem você é, o que você fez, e se você aguentar de forma serena, convicta do que estiver fazendo, lá para frente a gente volta a se encontrar, e eu passo o resto dos ensinamentos para você. Está feito? Ele disse sim. Um foi para um lado, o outro foi para o outro.

Como disse o mestre, ele foi hostilizado, chicoteado, rasgaram a roupa dele, bateram nele, mas ele aguentou firme. Foi caminhando, caminhando, até que chegou a um ponto em que ele estava próximo da montanha onde fazia os assaltos. Ficou refletindo em seu caminho, não via o seu mestre por décadas, e pensou: pelo menos até aqui estou fazendo o caminho certo, como o mestre manda.

Neste momento, ele escutou aos berros, uma moça vindo em sua direção, já com as roupas rasgadas, em prantos e viu um jovem bandido correndo atrás dela. Ele partiu para cima para salvar a moça, entraram em luta corpora, o bandidoe manuseava como ninguém uma faca, e por infelicidade, a faca crava no peito do jovem bandido.

O moço fica lá caído; o pistoleiro que já não estava acreditando no que acontecera, e embora tivesse salvado a moça mas não se conformava: como eu fui fazer um negócio destes, se eu caminhei até agora, há anos, praticando o bem, levando a palavra, como o mestre disse e, agora, fui fazer isso. Alguma explicação eu tenho que ter de qualquer jeito.

Ele não se conformava, pegou o jovem no braço, saiu caminhando para dentro da floresta. Cada vez que ele adentrava a floresta, se perguntava por que foi acontecer aquilo, até que ele viu clarão. Na hora que ele olhou o clarão, era o mestre. Olá, meu filho, eu já estava esperando você já faz tempo. Como é que você está, pelo que estou vendo, você está bem, está forte, levou a palavra certa, fez o certo.

O pistoleiro não estava entendendo nada: mestre você não está vendo que eu acabei de matar este moço agora? O mestre olhando no olho dele, com um sorriso, disse: sim, eu estou vendo que você matou um sujeito.

Neste momento, o pistoleiro olhou nos seus braços e viu que era ele mesmo que estava em seus braços. Naquele momento, ele matara tudo aquilo que ele tinha deixado para trás – pelo feito, pela serenidade, pela paz, pelo entendimento do que o mestre passara para ele há tanto tempo. Foi dada uma nova oportunidade a ele que por tanto tampo aguardava o mestre para que ele lhe passasse o resto dos ensinamentos.

Como eu disse, na semana passada, quantos aqui, do mesmo jeito, caminharam e deixaram seus rastros, quantos escutaram as lições deixadas aqui na casa: olha, cuidado com a energia ruim, cuidado com isso, cuidado com aquilo. Só que às vezes parece que dá a impressão que é sempre com os outros. Alguns acordaram e outros não. Aqueles que acordaram, fizeram um bom caminho, conquistaram e preencheram o seu espírito com o seu sonho. Aqueles que não tombaram, caíram, e estão lutando. Ou não. Ou continuam deixando rastro, que é o que eu vejo.

Para ilustrar esta história – como eu tinha comentado que é mais fácil ilustrar as coisas, eu vou hoje ilustrar a história da história, para vocês entenderem os dois caminhos. Como eu trabalho com os dois caminhos, é o que vamos fazer hoje. Que também serve aqui para todos e eu quero que prestem atenção.

Em um lugar afastado, há muito tempo atrás, também numa aldeia, num vilarejo, existia um mestre, também sábio, que conseguia prever o futuro. Ele tinha uma vidência assim como ninguém. Na linha indígena, era como se fosse um xamã. Tinha uma visão longa, previa o futuro, tinha um dom e não errava nunca, era um velho, um idoso sábio. O idoso para quem não sabe é aquele com quem você pode sentar, conversar e aprender. O velho é aquele que não presta, é o malandro com quem você não aprende nada. Eis a diferença.

Por muitas vezes, até pela idade dele, estava na tapera dele, quieto, e a turma começava a chegar para ele prever as coisas e, ele, por educação, falava isto e aquilo, para um e para outro. Só que chegou um momento em que ele não aguentava mais, não conseguia mais fazer as coisas dele. E ele então falou: vou pegar minhas coisas e vou embora.

Ele adentrou a floresta e sumiu. Só que não adianta, quando a turma quer as coisas, para alguns não há limite e conseguiram achá-lo, morando dentro da selva. Para muitos, o milagre ou a conquista basta prever, basta alguém dizer e a pessoa fica quieta e não faz mais nada e fica esperando. Só que, ao esperar, ninguém conquista nada. Se não derem o passo hoje no presente, o seu futuro está condenado. Se você não der o passo, nada acontece.

Ele pegou de novo a tralha dele e foi mais fundo, ainda para mais longe. Tendo passado anos e anos em que ele já estava lá, já ninguém mais na aldeia conseguia encontrar o pobre coitado que não tinha sossego. Hoje ele encontrara a paz dele, sozinho lá na floresta. Lá na aldeia: cadê o vidente? Deve ter morrido.

Até que duas crianças – para o sábio, pela idade avançada, eles eram crianças – vão para a mata, entrando atrás da caça, e vão entrando, entrando na floresta, até que percebem que não iriam conseguir caçar nada,. Um olha para a cara do outro e diz: e agora, a gente está perdido, não sabemos voltar, estamos no meio da floresta. Se a gente voltar, vai escurecer e é perigoso, na floresta com tanto animal selvagem é perigoso. Vamos andar mais um pouco para ver se há uma saída. Até que lá no fundo viram um clarão. Ah! É a salvação. Ficar nesta escuridão não vai dar não. Caminharam até a tapera e quem estava lá era o mestre que olhou os dois jovens e disse: só me faltava esta agora, conseguiram me achar. Só que os dois jovens não lembravam direito de quem ele era. Já fazia anos que o vidente tinha saído da aldeia e, embora tivessem escutado sobre ele, não lembravam muito dele. Neste local, aquele que bate na parte do outro, é sempre bem tratado. Os dois jovens, apavorados, quando o mestre os convida a entrar. Que aconteceu?

– Saimos para caçar e nos perdemos.

– Claro, vocês fiquem à vontade, pode comer, beber, e eu vou arrumar um lugar para vocês dormirem.

No dia seguinte os dois acordaram, já com um plano infalível, é claro: já que amanheceu a gente não vai embora sem perguntar nada para ele.

A gente agradece o que você fez, mas não podemos ir embora, e você podia falar algumas coisas para a gente do que vai acontecer.

O mestre disse – eu já não faço isto faz tempo e quero ficar aqui no meu canto. Um deles, arrojado, disse: você está sendo egoísta. O mestre acabou concordando e disse: você aí vai se tornar dentro de um ano um grande rei. E você que está aí – disse, olhando para o outro – você estará morto daqui um ano. Vocês pediram para eu falar.

Os dois, com a resposta do mestre, saíram meio desnorteados, um ia virar rei e o outro iria morrer em um ano. Voltaram para a aldeia onde contaram que tinham visto o mestre, e que um iria virar rei e o outro morrer, em um ano. Todos acreditaram porque, depois de todo este tempo passado, o mestre nunca tinha falhado. O que iria se tornar um rei começou a caminhar pelo vilarejo maltratando todo mundo, apontando o dedo para todo mundo dizendo: você, na hora em que eu for rei, você vai sair daqui, você eu vou mandar enforcar… Já começou a botar o plano infalível dele de rei.

O outro, que iria morrer em um ano, falou: só tenho mais um ano, vou começar a ajudar todo mundo, pelo menos meu espirito vai em paz. Começou a se transformar, a se iluminar, ele se encostou em gente sábia para pegar cada vez mais a sabedoria, se transformar e melhorar. O outro com sua arrogância, com sua petulância só fazia besteira.

Passou um ano, um ano e um mês, um ano e dois meses e nada de um morrer ou do outro virar rei. Falavam: não é possível que bem agora o vidente fosse errar. O que iria morrer em um ano estava muito feliz e falou: melhor deixar quieto. O que ia virar rei disse que alguma coisa estava errada, e que teriam que entrar na mata de novo para ver com ele o que aconteceu. Por que foi errar agora? O outro falou: eu não tenho nada a perder, vou com você.

E os dois, de novo na mata, encontraram o clarão, bateram lá na tapera do sábio que ainda estava lá e na hora em que ele os viu, disse: eu não estou acreditando que estou vendo vocês dois aqui de novo.  Que aconteceu?

Você errou naquilo que você disse – Você está lembrado? Voltamos para ver o que aconteceu porque tem alguma coisa errada. Eu iria virar rei e o meu amigo aqui ia morrer. E nada aconteceu. Eu não virei rei e ele não morreu.

O sábio: vocês dois, façam a meia volta, pensem e amanhã vocês voltam para cá.

Os dois voltaram para o vilarejo, morrendo de medo, e no dia seguinte fizeram o mesmo caminho e em vez de ir à tarde, foram de manhã, cortaram a floresta novamente, até que aquele que iria virar rei encontra um saco de moeda em cima de uma arvore. Sem querer, bateu o olho, subiu e era um saco de moeda.

Ele diz: se o vidente mandou a gente voltar e depois voltar para cá de novo, isso deve ser um sinal, o saco de moeda. É o começo de eu me tornar um rei.

O outro, já que iria morrer mesmo, nem chegou a avançar no saco de moeda, e disse: já que eu vou morrer mesmo, deixa o saco de moeda para o rei.

Nisso, eles escutam um barulho na sua direção, e quem viu foi o que ia morrer, que estava mais atrás. Viu um bandido vindo em direção ao saco da moeda. Ele havia roubado e vinha seco para pegar a moeda. O outro pulou nele antes e conseguiu fazer com que o bandido fosse embora, só que antes do bandido ir embora, ele fez um corte próximo ao peito do sujeito, do menino que iria morrer. O menino viu que o corte não era fundo, pegou um pedaço de pano e estancou o sangue e os dois seguiram caminho até a tapera do vidente.

Chegaram lá e disseram: você mandou voltar, a gente voltou, só que novamente eu vou comentar – você errou e a gente quer saber por que.

O outro não se conformava de jeito nenhum.

Como que eu errei, é claro que eu não errei. Vocês pensaram?

A gente não sabia o que pensar.

Eu deixei claro para vocês que o destino é traçado, mas ele não é tão duro e inflexível com vocês acham que ele é. As coisas podem mudar. É isso que vocês não entenderam. Você julgava que se tornaria um rei, e pegou um caminho errado. Você foi arrogante petulante, destratou, apontou o dedo para quem te queria o bem, você fez isso, fez aquilo, já dando ordem de forma errada sobre o que iria acontecer e a sua penitência foi justamente você não se tornar rei, o que te restou foi este saco de moeda. Você teria um caminho de rei, com tudo, feliz, onde você se tornaria um rei querido por todos, e preencheria o seu sonho. O que restou foi este saco de moeda. E você que teria um carma ruim, iria morrer e durar só um ano, você teve um perdão e apenas um corte superficial. Como você, neste tempo todo esperando a morte, se transformou, escutou, buscou ensinamento, buscou lição, buscou se transformar e levar a palavra, o destino e a vida te perdoaram. E você, que quando saiu daqui já começou a fazer planos, olha o que te restou, pelo caminho errado que teve. Contente-se.

Os dois saíram da tapera que nunca mais conseguiram achar de novo.

Um já condenado, se transformou, escutou e buscou o caminho e foi perdoado, um com carma bom, outro com o carma ruim. O com carma bom se tornaria o rei, aprendeu a lição e ficou com apenas um saco de moeda. O outro com carma ruim foi perdoado, e teve o seu caminho modificado pelo sagrado.

A ilustração é a melhor forma de mostrar como muitos fazem com o seu caminho. Como é dito, sim, o destino está traçado, assim como diz meu povo cigano, dentro da magia sagrada, dentro da dança, dentro da música – o destino está traçado para todos, só que o caminho é hoje. Hoje tem que ser feito da forma certa, plantar da forma certa e colher amanhã.

Por isso todas estas histórias. Tanto é falado aqui: põe um escudo à sua volta, manda a energia ruim embora, cuidado com isso, cuidado com aquilo, é o preço que se paga. E aqueles que fazem o certo, se transformam , dão o passo, conseguem, conquistam, preenchem seu espírito com o sonho, com aquilo que realmente vieram buscar nesta passagem. Sempre há tempo na sua busca. Agora, o continuar buscando e o continuar errando por bobagem, a energia fica cada vez mais longe.

Se estiver fazendo a coisa certa, mesmo fazendo a coisa certa, olha um pouquinho para trás e veja se não deixou nenhum rastro. Se deixou, limpa. Limpa aquilo que incomoda a energia, aquilo que incomoda o seu caminho, limpa aquilo que você já sabe que vai incomodar porque é certeza que incomoda e que a distância entre o que você busca e o seu sonho se torna cada vez mais longe.

Por isso, da importância aqui, se todos estão realmente buscando uma transformação dentro, unificado dentro da sua verdade e seu sonho, que lutem, que busquem. E a todos aqui como eu já disse: a consciência nasce pelo contraste, a pessoa às vezes tem que ter um baque para ver o que perdeu. Tudo como é dito – a consciência se dá através do contraste.

E tudo é feito para que vocês entendam este caminho, como dito aqui, caminho sagrado, caminho do Grande Espírito, da Santa Luzia, do meu fogo cigano, da magia sagrada, onde tudo é unificado, tudo se une para que as coisas se completem. Não adianta uma energia trabalhada no caminho de um e a pessoa tem um tipo do comportamento errado. Ou o comportamento certo. Por isso é que é dito aqui que a energia se movimentou, a energia tomou conta, a corrente manipulou certas coisas para ajudar e a pessoa fez o certo. O contrário já cai na tristeza, pois a pessoa não conseguiu enxergar, detectar. Continua querendo a sua conquista, só que continua com certas bobagens no caminho.

Quando o povo cigano se reúne na lua cheia para dançar, escutar a música, unificado naquele momento sagrado do encontro com si mesmo, suavemente, seu espirito tem que estar puro, se não você é só mais um em volta da fogueira, se não você é só mais um dançando, só mais um  querendo.

Lembrem-se destes dois caminhos, daquele que tinha o carma bom e transformou em energia péssima e perdeu, e apenas o que restou a ele foi o saquinho com a moeda que logo acabaria. E o outro que tinha o carma ruim, conquistou a vida, conquistou o seu caminho, se transformando em um grande mestre porque deu o passo da forma certa. O que ia deixando era o sagrado do sagrado, o que ia deixando era a unificação de seu encontro com alago maior.

Pensem, reflitam sobre tudo que foi deixado aqui nesta noite e a pergunta que fica é: o que eu quero com meu caminho? Se querem, lutem da forma certa, mas o lutar não é apenas um ponto de interrogação nas perguntas. É caminhar na forma certa. Não adianta como na história da máscara, aonde quanto mais você vai batendo mais você vai achando. Não adianta caminhar da forma errada e depois chegar à fogueira querer sentar e querer sentir todo o sagrado da magia cigana. A energia sabe. O cigano sabe. Não resolve, não adianta. Que assim seja!

(Vai para Andaluzia, general? A energia é boa.)

Boa-noite a todos, que a Santa Luzia abençoe a cada um de você aqui, que todos busquem o seu caminho, seus sonhos, lutem por aquilo que querem, não se esqueçam desta caminhada que é o mais importante pra nós, ciganos: daquilo que você plantou hoje e daquilo que você quer, de hoje até a fogueira, onde o caminho pode ser longo ou curto. Mas caminhem da forma certa e ao chegarem vão sentir toda a energia sagrada e tudo aquilo que a corrente deseja a vocês.

Como era feito na casa branca, o sino tocava e se escutava de longe, pela mata entrava, pela mata ecoava. Pai nosso…

PEÃO