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De que forma a energia vai atuar se não existe o enxergar o limite?

Posted in Arte de viver, História de Vida with tags , on dezembro 14, 2016 by Helen Ians

perceber-o-limiteAntes da derradeira reunião semana que vem, eu vim deixar umas palavras para fazer um resumo de tudo que foi falado e feito dentro da Magia Maior, para todos aqui nesta Casa. Alguns aproveitaram a oportunidade que a Magia Maior colocou no seu caminho. Souberam aproveitar. Outros não aproveitaram. Outros no lugar de aproveitar, estavam reclamando.

O que fica, nisto tudo, do trabalho que é feito aqui, nesta Casa, com toda esta magia presente? A magia se torna sagrada, o sagrado é voltado para o Espírito, o Espírito para a Alma de cada um. Foi falado a todos aqui o que vale a pena e deve ser trabalhado com luta, com fé, da mesma forma como foi dito aqui nesta Casa sobre a diferença entre projeto e sonho, onde alguns entenderam, outros não – vai do momento de cada um. E principalmente vai daqueles que se interessam por aquilo que está sendo dito, e filtram aquilo que serve de momento.Estes que filtraram aquilo que foi colocado em seu caminho, alcançaram o seu objetivo, transformado em sonho. E por que será que conseguiram? É simples.

Eu lembro de uma história grega que é profunda; são duas histórias que vou deixar aqui, para encerrar o meu trabalho. Um sujeito encontra uma caixa, abre a caixa, encontra um anel e percebe que o anel é mágico. Quando ele coloca o anel, ele percebe que fica invisível. Aí começa a caminhar, começa a saquear, roubar, começa a só fazer besteira porque estava oculto. Caminhou mais um pouco, matou o rei, se apossou de tudo, ficou com a rainha e só fez besteira, invisível. Analisando, como eu sempre digo, em vez de analisar pela superfície, vamos ampliar um pouco a mente, principalmente o espirito e a alma: é o famoso sujeito ou sujeita que caminha de forma natural só que, quando põe o anel, quer ocultar as coisas, E caminha da forma errada.Não vai conseguir no sonho nunca, desta forma. Pode ter muitos projetos só que vai se diluindo. Vai se perder com o tempo porque não soube se limitar, não soube detectar, perceber aquilo que estava sendo posto no caminho. Como se a energia voltada na magia, que é sagrada, não soubesse que o sujeito cada vez que botava o anel, ficava invisivel e i lá e aprontava. Que jeito de chegar a algum lugar desta forma? Haja visto que quantos se perdem, se perdem, se perdem… Isto se chama lei da justiça, que é aplicada.

Em contrapartida, como eu sempre gosto de mostrar os dois caminhos, tem outra história de um mosteiro que estava em ruínas, estava a ponto de desabar. Os monges já preocupados com o mosteiro se reúnem e chegam à conclusão de que se não se mexerem o mosteiro vai cair na cabeça de todo mundo. Precisa reformar, pintar, fazer isso e aquilo. Se não for feito isto aqui vai desabar tudo.

Chamaram o mestre, sentaram à mesa para discutir o que seria feito e eles apresentaram o tal projeto para o mestre, dizendo: Isto aqui vai desabar, a gente tem que fazer alguma coisa, e até agora não chegamos a nenhuma idéia para poder salvar isso aqui. O mestre, com calma, disse: concordo com vocês que tem que ser feito alguma coisa e eu já tenho e vou sugerir para vocês já começarem a colocar em prática. Todos atentos ao que o mestre estava falando e o mestre continuou: Vocês vão para a cidade, tudo que vocês verem lá vocês vão saquear e roubar. Aí o que nós vamos fazer? Nós vamos juntar tudo que vocês saquearam e roubaram e vamos colocar aqui e vender depois para um e vender para outro. A gente levanta alguma verba para poder reformar isso aqui.

No mesmo momento, todos olharam um para o outro, achando a idéia absurda, e um deles indagou: é isso mesmo ou o senhor está brincando?

Não, vocês podem ir,  podem ir para a cidade – só que tem uma coisa que vou pedir. O que vocês roubarem, saquearem, não deixem ninguém ver, pois se alguém perceber e ver, vai ficar chato para todos, para mim principalmente. Vocês não deixem ninguém perceber. Vai ficar ruim para o mosteiro. Todos achando estranho mas lá se foram todos colocar em prática aquilo que o mestre disse.

Assim todos camnharam para a cidade, até que o mestre chega, entra no lugar sagrado deles, e percebe que um tinha ficado, ajoelhado, rezando. O mestre entrou no local sagardo e disse em voz alta: moço que você está fazendo aqui?

O sujeito olhou para a cara do mestre e disse: – Eu não poderia ter ido.

Mas foi uma ordem que eu te dei para ir junto com todos. Qual é o problema?

– O senhor não disse que não era para não deixar ninguém ver? Como eu poderia ir, se eu me vejo todos os dias?

Como eu poderia ir, se eu me vejo todos os dias… Isto se chama se limitar, isto se chama respeito, isto se chama, traduzindo, alcançar o sonho. Não é porque chamou, que foi. Não precisou de ninguém com chicote do lado para falar “é melhor você não ir pois isso daí pode dar problema lá para a frente, aí o seu sonho vai embora.  Ele não precisou. Foi o único que ficou. Ele olhava, ele conseguia enxergar a si mesmo, conseguia encontrar o limite, aquilo que realmente da forma que ele se respeitava, e se dava o respeito, e naquilo que ele acreditava e que ele já sabia que não era um bom caminho. É óbvio, os outros foram. Por isso este alcançou o seu sonho e foi longe, e foi longe…

Aquele que se limita, aquele que olha para dentro de si, aquele que enxerga a si mesmo – como eu já contei aqui a história do espelho – alcança. E sabe por que alcança? Porque depois daquele passo que foi dado e foi comentado, o motivo porque não ia – toda a energia à sua volta conspirou para que as coisas para ele dessem certo.

A pergunta é: precisou alguém falar que não era para ir? Não. Porque a pessoa se enxerga. Quantos aqui na Terra não se enxergam, não conseguem olhar para o seu interior! Aí precisam ter a bengala ou o chicote, como o meu general fala. De que forma a energia vai atuar novamente se não existe o enxergar, o limite? É com esta história que eu encerro, pelo menos hoje. Estas duas histórias são o melhor resumo que eu encontrei para o ano inteiro. A oportunidade é dada para todos, só que aqueles que se enxergam, alcançam o seu sonho.

E é desta forma que toda a minha corrente aqui deseja que todos vocês caminhem em evolução. Muita coisa é dada, muito coisa é firmada, muita coisa é acordada, para que as coisas para vocês se acertem. Mas que jeito que alguém vai dar (até porque a corrente sabe o que cada um precisa e o que vem buscar aqui, não precisa falar não) se não tiver atitude, não se comportar da forma correta, como eu já disse há muito tempo atrás para aqueles que já acompanham a gente, a magia não aceita desaforo. Tem coisas na vida que não aceitam desaforo e aí a pessoa perde e já não tem mais o que fazer. Como vocês falam, aí é tarde demais.

Como eu falei tempos atrás, quem caminha pela metade, não caminha. Ou caminha inteiro ou caminha completo. Aí muitos às vezes perguntam: mas a gente está aqui para aprender, para evoluir. Sim, concordo, estão aqui para aprender, transformar, mas não é possível que não sabe o risco e a linha que não se deve ultrapassar. Vence aquele que antecipa as bobagens, vence aquele que se limita com humildade em perceber as coisas. Aí como é dito, dá corda e lá para a frente se enforca.

Acredito eu que tudo que foi falado em mensagem, todo este ano, assim como nos outros, espero que tenha surtido efeito. Até porque o caminho e a vida é de vocês, cada um é um ser único aqui na Terra. Como eu já disse, às vezes o que os guias não entendem (vou contar um segredo para vocês) é como alguns conseguem desperdiçar aquilo que poderia ter sido concretizado em sonho, e o sonho na verdade. Desperdiçam um caminho, desperdiçam um passo, desperdiçam e vão desperdiçando porque não conseguem perceber a besteira.

Isso eu falo quando caminha da forma certa, porque aqueles que caminham da forma errada, sim, podem conquistar, podem ter um dia, dois meses, três meses. Mas como é dito onde eu fico, Deus dá, Deus ajuda, e a justiça de Deus é sagrada e é divina. Mas a do diabo é reta. E ela não demora para chegar. Deus pode dar para um, para outro, que é o que acontece. Mas lá na frente o que caminha errado, o diabo tira. Vocês podem ter certeza que é assim que acontece. É só olhar para trás. É claro que quem caminha da forma certa, continue caminhando da forma certa, porque existe uma grande corrente que se preocupa com você. Existe uma grande corrente que coloca no seu caminho aquilo que realmente vai deixar vocês contentes, em paz, alegres. Mas para isso é preciso também caminhar da forma certa. Se não, como eu disse, Deus vai dar mas, lá na esquina, o diabo toma. Que a Santa Luzia abençoe a cada um de vocês. Que todo mundo reflita sobre aquilo que foi deixado nesta noite.

PEÃO

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Sintam dentro de si mesmos antes de agir.

Posted in Arte de viver, História de Vida with tags , on julho 19, 2015 by Helen Ians

cavaloPara aqueles guerreiros que não sabem, numa das passagens nossas, dois guerreiros casaco-azul* perdidos, nos seus cavalos, pararam no lago sagrado para tomarem água e também dar água para cachorro grande – cavalo como é falado por vocês aqui na Terra – quando Cacique com mais alguns guerreiros, fez visão destes guerreiros.

Guerreiros nossos saíram em disparada já para fazer o ataque, quando Cacique ergueu o braço e ordenou que não fizessem nada. Apenas chegamos perto e Cacique viu, no olho dos dois pequenos guerreiros casaco-azul, que estavam assustados porque sabiam que poderiam ter encontrado a morte e não sabiam o que iria acontecer. Cacique viu no olho dos dois guerreiros novos que, além de assustados, estavam preocupados, e sentiram algo acontecendo no momento. Conseguiram se expressar na língua deles e conseguimos entender: eles estavam perdidos, com sede, quando viram o rio, a água do lago, e pararam para tomar. Eles entenderam que iriamos pegar os dois guerreiros e levar para a tribo. Assim foi feito.

Foram levados para a nossa  tribo e na comunciação entenderam que ficariam com a nossa tribo algumas luas para depois serem levados em segurança no caminho certo, no rumo certo, de volta para o forte dos guerreiros, onde estava o pai dos guerreiros. Um deles era pai grande casaco-azul, no forte.

Nas luas em que ficaram na aldeia, conseguiram sentir que existia um espírito lá dentro, conseguiram sentir alma lá dentro, amor, bondade, e perceberam que muita coisa que falaram e escutaram sobre os índios, não era verdade. Cacique colocou os pequenos para levar comida para eles – alimentação e coberta tatanka (búfalo), para aquecer.

Percebiam toda a riqueza nossa, que era um proteger o outro dentro da aldeia, onde terra é para todos, onde água é para todos. Cacique sentiu que nestas luas o olhar deles começou a fazer mudança. Começaram a ficar mais calmos, mais tranquilos. Na lua certa,   os dois guerreiros foram levados de volta ao forte mas, antes, Cacique deu um presente para os guerreiros.

Passadas algumas luas, onde houve muita guerra entre tribo nossa e casaco-azul, por uma atitude poderia haver ainda mais guerra, guerra, guerra, se tivesse matado os dois pequenos casaco-azul no lago.

Ao contrário, com a atitude certa, de perceber e sentir o que acontecia com aqueles dois pequenos guerreiros. Na verdade, o Cacique perguntava sempre aos dois pequenos guerreiros se eles sabiam  omotivo da guerra, o motivo da briga. Por que tanta guerra e por que eles também atacavam? Em nenhuma das luas em que Cacique perguntou o motivo, eles não sabiam porque atacavam, não sabiam porque faziam a guerra. Era porque outros faziam, ou porque escutavam, ou daquilo que supostamente escutavam e percebiam de uma forma errada, sobre aquilo que era passado. Faziam o seu julgamento o e encontravam o erro porque não achavam resposta do por quê de guerra, do por quê do ataque. Em agradecimento, casaco-azul pai de um dos guerreiros, general que seguiria por muitas luas para frente,  não teve mais guerra com este casaco azul, com este forte onde estavam e do qual depois saíram.

Por que Cacique conta para vocês guerreiros, esta passagem? Assim como falaram os guerreiros aqui, em ter fé, em transformação, em mudança, em acreditar em si mesmo, e fazer as coisas intensamente. nós fazíamos a guerra intensamente. Mas o intensamente, assim como disse o guerreiro Peão, também tem os dois lados.

Naquele momento que poderiam atacar, e Cacique fez sinal com a mão, levantando os dois braços para guerreiro nossos não atacar os dois pequenos que já serviam o exercíto deles, mas eram novos – perdidos, sem experiência. Pela atitude, naquele momento, conseguiram entender um “intenso”: se fosse na guerra, ou atacavam, poderiam desencadear mais guerra. O “intenso” nosso, naquele momento, foi Cacique levantar braço e guerreiros não atacarem. Isso fez com que os pequenos entendessem que se pode viver em harmonia quando se tem  a mente limpa. Como muita coisa foi passada para eles, a visão deles com a gente era essa. Sim, nossa guerra era nossa guerra, nós atacávamos quando tinha guerra. Era preciso para proteger toda a aldeia. Casaco-azul fazia a guerra e nós fazíamos ataque. So que conseguiram entender.

Quando se está dentro daquele túnel que Cacique fala para todos vocês guerreiros que é a verdade, que é o sentir em gesto e atitude, conseguiram entender aquilo que aldeia nossa vivia daquelas luas, daquele momento, de encontrar harmonia dentro de si. Se tivessem atacado o exército, teria guerra casaco-azul contra nós. Ação e reação como vocês falam na Terra.

Agora, Cacique fala a vocês, guerreiros, que se existe muito ataque assim como alguns casacos-azuis que montavam fortes e que foram todos atacados, porque faziam ataque. Não iam receber outra coisa  a não ser ataque. Esta transformação que Cacique fala que vocês, guerreiros, tem, assim como foi falado aqui – transformação em fé. Não adianta o querer, o fazer, sem procurar criar a paz, a harmonia, como diz o guerreiro Peão, aquela magia de paz novamente para que os guerreiros caminhem tranquilos. Como Cacique fala, há momentos de dar o passo, há momentos de recolher, há momentos de limparem a mente, encontrarem o fantasma dentro de si para os guerreiros fazerem o encontro com o Grande Espírto – tudo no momento certo.

Mas é preciso que os guerreiros tenham a sensibilidade e Cacique não fala naquilo que muitas vezes erram em atitude, e, sim, tenham a visão longa de sentir aquele momento ou aquele caminho escolhido, que estão passando. Porque muitos não conseguem sentir porque a mente, o seu espírito está longe. Não existe um passo para a transformação e, sim, o passo para achar o culpado. Se os guerreiros querem achar o culpado, é simples: olhem para dentro de si e percebam , achem a resposta da forma como estão caminhando na Terra. Sim, é preciso ter fé, ter força, porque os guerreiros conseguem fazer a sua guerra, fazer a sua luta dentro de sua verdade, como Cacique sempre fala. Mas é preciso encontrar este ponto em saber separar o que é guerra, naquele momento, e a mão para cima, como Cacique fala, que não é momento para fazer guerra.

Muitos de vocês apenas caminham, como diz guerreiro Peão – como se fosse o abrir a porteira e os guerreiro, como se fosse tatanka (búfalo) passando rápido. Da mesma forma que passam aqui, passam ali, passam do outro lado, passam no outro caminho e vão correndo. Não é desta forma. Como Cacique disse lua passada: se não sentirem o caminho, se não sentirem a si mesmos, se não sentirem toda a energia a sua volta do que está acontecendo, o erro, como diz o guerreiro Peão, é fatal.

Caminhem na Terra tranquilos, em paz, porque tudo tem o momento certo. Momento de fazer guerra, momento de ataque, momento de paz, momento de encontrar a si mesmo, de encontrar a sua verdade.

História do casal com o filho, e o cachorro

cachorroCacique lembra história que deixou guerreiro Peão a vocês, luas para atrás, do casal com filho pequeno. O casal queria colocar cachorro para tomar conta do sitio, tanto das terras como também dos três. E guerreiro arrumou um cachorro no sitio vizinho.

Para aqueles que não conhecem, entenderem a história: o homem  escutou falar que havia cachorro bom no sítio vizinho, só que bravo. E o guerreiro foi ver. No caminho encontrou alguns guerreiros e comentou que ia pegar cachorro para tomar conta da casa e deles e, principalmente, do pequeno. Todos falaram cuidado, cachorro bravo. É melhor não pegar, é melhor não ficar com ele.

Mesmo assim. o guerreiro chegou no lugar, pegou o cachorro e trouxe. Percebeu no olho do cachorro quando ele estava próximo da guerreira companheira e do filho, que ele era tranquilo, amoroso, em paz. Ele olhava o olho do cachorro e sentia coisa boa. Não sentia aquilo que falaram, as histórias. Sentia a verdade no cachorro.

Cachorro se tornou grande companheiro, principalmente do pequeno filho.

dead snakeAlgumas luas passaram e guerreiro e guerreira foram fazer compras na cidade mais próxima. Pegaram carroça e foram sendo que o filho ficou junto com o cahorro. O pequeno queria ficar e o guerreiro deixou. Foram fazer compras e quando voltaram, ao chegarem perto da porteira, cachorro vem correndo com boca vermelha, cheia de sangue. O guerreiro olhou para a boca do cachorro e o pior passou na cabeça do guerreiro. Parou na porta, e sem coragem de entrar, porque via mancha de sangue no chão, pegou a espingarda e matou o cachorro. Na cabeça dele, o cachorro tinha matado o filho. Quando o guerreiro, com coragem, abriu a porta, viu o pequeno sobre a cama, e uma cobra morta, no chão.  O filho salvo e a cobra morta nochão. O cachorro tinha lutado com a cobra e matou a cobra. Quando chegaram, o cachorro havia ido avisar. Imagine a cabeça do guerreiro quando sai, abraça filho, sai e vê o cachorro que matoum, o cachorro que havia salvo o pequeno.

Por isso Cacique fala a vocês, guerreiros: caminhem em transformação, caminhem naquilo que acreditam. Se o guerreiro tivesse seguido aquilo que realmente tinha sentido e visto no olho do cachorro o que percebeu nas luas em que o cachorro ficou com ele, e acreditado, teria aberto a porta, visto o pequeno salvo, a cobra morta e não teria matado o cachorro. Esta visão que Cacique fala que vocês, guerreiros, devem ter.

Como disse o guerreiro Peão, o papel aceita tudo, o falar da mesma forma, mas procurem sentir a energia, procurem sentir no olho, sem o julgamento. Assim como o guerreiro errou, muitos podem errar e estar errando e matando aquilo que acompanha vocês, guerreiros. E quando Cacique fala “aquilo que companha vocês, guerreiros”, é dentro da verdade, é aquilo que traz alegria para vocês. Aquilo que completa vocês.

Quantos de vocês, guerreiros, já mataram desta forma, ou com atitude errada, ou com julgamento errado. Quantas coisas, quantas situações , e como diz o guerreiro peão, o preço a ser pago é alto. E pode levar o resto do caminho.  É preciso que vocês, guerreiros, trabalhem mais este lado espiritual, que é o lado da alma, do espírito, como foi dito – para que vocês, guerreiros, se completem e encontrem aquilo que buscam, na sua verdade, que é o que todos aqui buscam, que é a paz.

É o se sentirem conpletos, felizes, é a busca do entendimento como aconteceu no lago, em sentir, é a busca e o entendimento do que aconteceu no cachorro. O caminho é de vocês , guerreiros, e é para que vocês caminhem em transformação e felizes. Como o guerreiro Peão diz: se não grande máquina, que Grande Espírito construiu, está errada.

Enquanto se tem magia, assim como foi passado aos dois casacos-azuis dentro da aldeia, enquanto se tem esta magia sagrada ao seu lado, não se importando com aquilo que está à sua volta, mas apenas aquilo que está dentro de si e aquilo que os guerreiros acreditam. Só que dentro disto tudo é preciso desenvolver toda esta energia à sua volta, para que os guerreiros se blindem, para que nenhuma energia contrária tome conta. Ou qie os guerreiros caminhem em vão e caiam. Como Cacique disse há luas atrás, o caminhar com alegria, é caminhar na magia sagrada. O seu encontro com o Grande Espírito é hoje, é amanhã, é outra lua, é outra lua. É na montanha sagrada.

Felizes aqueles que sobem na montanha sagrada, e em oração, conversam com o Grande Espírito e sentem o Grande Espírito. Muitos que sobem, quando descem, não conseguiram encontrar. Porque desccem e sobem montanha sagrada como se estivessem caminhando, é a mesma coisa de abrir porteira e muitos tatanka saírem correndo. Não é assim que se caminha na Terra. Caminhem obedecendo esta magia sagrada. Tornem o seu momento sagrado e de magia. É para isso que os guerreiros estão na Terra, para encontrarem toda esta transformação e encontrarem o principal que é a si mesmos. Que o Grande Espírito abençoe a todos.

Cacique agradece a todos vocês guerreiros de luz aqui na Terra, pela energia aos grandes guerreiros aqui na Casa de Luz, por toda a limpeza, por toda a guerra feita, como diz o guerreiro Lobato, em prol dos guerreiros. Que vocês, irmãos – como diz o guerreiro Peão, deixem as bobagens de lado e vivam hoje uma lua sagrada, amanhã, outra lua sagrada. E o Grande Espírito espera a cada um de vocês, guerreiros, mas não às suas mentes, pois suas mentes traem vocês todos os dias, todas as luas. E sim espera o seu espírito, a sua alma, amanhã, neste novo dia, nesta nova lua, onde, ao acordarem, os guerreiros só tem dois caminhos para escolher, o caminho da derrota ou o caminho da vitória. Que o Grande Espírito abençoe a todos.

NUVEM VERMELHA

* Casaco-azul: refere-se aos soldados norte-americanos na guerra contra os índios, quando Nuvem Vermelha era vivo.

A capacidade de julgar, dentro de um limite – Parte II

Posted in Ensinamentos, História de Vida, Objetivos, Visão with tags , , on agosto 7, 2014 by Helen Ians

JULGAMENTO(pergunta de participante) Eu não sei se é para todos, mas há uma coisa que me perturba muito que é “não julgues”. Inclusive na semana passada todo o tema foi este. Não que eu me sinta culpado e que vista a carapuça totalmente, mas eu não entendo qual é o limite de julgar ou não. Sei que é um assunto muito complexo, talvez longo para se responder hoje, mas pode ficar com um tema. 

Vou ser bem claro se o Sr. me permite: nós temos um amigo em comum que viveu em uma época que eu admiro muitíssimo… Às vezes eu penso que não gostaria de ter deixado esta época, mas é lógico o tempo voa… A justiça dos homens, não a dos deuses, como é vista hoje, ela nasceu muitos séculos depois deste nosso amigo. O Sr. sabe agora exatamente quem é. E antes disso, uma vez eu lhe perguntei e fiquei encantado com a sua resposta: como o Sr. e o nosso amigo sabiam quando existia a verdade? E era exatamente através dos olhos. Um homem (no sentido de “ser humano”) sabe de outro homem quando olha nos olhos de fato, lendo a resposta. Então, por mais que eu tenha estudado aquela civilização, eu não quero entrar muito em detalhes de qual civilização para não expor nosso amigo… Talvez seja egoísmo meu, eu quero que toda esta civilização para mim, como eu gostaria! Mas como se fazia o julgamento público, então? Não existe em nada, que está escrito da história de então, como se julgava.

E quando hoje se faz julgamento público, sem querer julgar e julgando, eu tenho horror aos juízes. Porque é tão evidente que o julgamento está sendo comprado ou vendido. Quando nós perdemos, se eu estiver errado, o Sr. me corrija inclusive me recordando a brilhante civilização, a m ais clara e mais nítida da história da humanidade, quando perdemos a crença na justiça organizada entre os homens, não sobra nada. E eu pergunto: onde podemos buscar esta sensação de justiça? Eu talvez consiga nos deuses, baseado nesta mesma civilização. Mas e as pessoas comuns, as pessoas… Não que eu seja extraordinário – comuns eu estou dizendo com menos cultura, com menos visão ou com dificuldade de entender alguma coisa, podem se sentir em uma sociedade justa em algum ponto. E eu não me refiro só à terrível – e a pior que eu nunca imaginei que eu pudesse ver – do Brasil, mas do mundo em geral… Não é que as coisas estejam melhor lá fora do que aqui, mas eu vejo um pouco mais de dignidade em outras civilizações modernas, paralelas à nossa. Perdoe-me se eu fui um pouco além… Mas eu pergunto: como se fazia justiça então, quando aqueles homens eram iguais, não no sentido clones um do outro, mas iguais em sua essência, em sua força… E aí se falava em democracia. Esta palavra democracia soa asquerosa hoje em dia. Muito diferente daquela civilização…

PEÃO : Aqueles que na época, não tinham, a dignidade nem a honra e se desviavam do caminho por alguma traição, e era pego – era morto, não ficava. Eliminava o mal pela raiz. Não tinha perdão. Hoje em dia, a coisa é diferente porque existe muita gente falando e uma lei que não funciona. São vários intermediários até chegar onde tem que chegar. Porque se fosse aplicar o que tinha antes, hoje em dia, metade da população já estava morta pela mentira. Hoje em dia, o que eu vejo são as pessoas se ocultando, colocando a famosa máscara para parecer o que não é, e faz o circo.

Sobre o julgamento, que você perguntou, o julgamento hoje em dia…  Até mesmo naquela época, como era um julgamento de atitude, não que levasse à morte, mas a gente estava vendo que estava excedendo de um lado, excedendo de outro, fazendo algumas coisas… Hoje em dia, você não precisa apontar, o julgamento é para você ir até onde você já sabe o ponto em que a pessoa vai tombar. A hora que você estiver olhando qualquer tipo de armadilha, estiver vendo alguma coisa errada, deve colocar para si mesmo assim:  eu sei onde vai dar, eu já ganhei, eu já percebi a hora que dobrar a esquina, está pego. Vai até aí. Porque se você julgar desta forma, você já está completo em poder saber e também estar ciente daquilo que não deve ser feito. Diferente daqueles que acham que todo mundo é igual. Por isso eu estou falando desde o começo, por isso essa é uma boa pergunta.

A partir do momento em que o sujeito já se sente completo, e quando eu falo completo é: olhou, viu a coisa errada, analisou, ou sentiu uma armadilha ou sentiu alguma coisa conspirando de uma forma estranha, e a pessoa olha para dentro de si e já fala: eu já sei o que é, onde vai dar, ou isso ou aquilo, e lá para frente se eu estiver envolvido, vou perder a cabeça. E aí deixa a pessoa se enforcar sozinha. Se for um amigo, avisa: olha cuidado na esquia que na hora em que dobrar o cachorro está lá. Mas você não vai, não caminha junto com o povo.

(comentário do participante) Outra coisa: como existe esta pouca compreensão do que seja justo ou não, até porque é muito difícil, acredito que seja mesmo para todos, imaginar a justiça divina, independente de crença.

PEÃO: E se eu for explicar ajustiça divina, vocês não vão conseguir entender e é reunião para mais de um mês.

(participante) Então vamos para justiça medíocre dos homens, e hoje em dia eu digo medíocre como abaixo da média. Fica difícil para nós às vezes nos auto avaliarmos se certos ou errados porque, muitas vezes, os parâmetros estão tão deturpados que a gente fica torcendo para não ser bandido. Mas, ao mesmo tempo, qual é o conceito de bandido? Eu já ouvi gente digna, de confiança, dizer que o crime vale a pena. Não o crime de morte mas o subterfúgio. Parece que é isso que aparentemente rende alguma coisa.

PEÃO: Ai é que está o segredo. O que você está falando – do famoso “debaixo do pano” – esta é a parte que eu gosto de falar, que eu entendo. O famoso debaixo do pano, quando a pessoa caminha para qualquer coisa e não julgando com certa verdade também, esta pessoa, que está fazendo isso, já tem que ter analisado o caminho de ida e o caminho de volta, calculado tudo para nada dar errado. Eis o julgamento, não importando se o que está fazendo é certo ou errado. Agora quando se calcula, quando se mede – este é o segredo da história toda. Por quê? É simples. Porque a maioria das pessoas aqui na Terra, hoje, apenas caminham e não querem saber do que está acontecendo à sua volta. E aí partem para uma guerra, para uma conquista sem saber que ali na esquina tem um leão esperando. Se eu souber que ali na esquina tem um leão esperando, eu vou com uma espada na mão… se tiver coragem. E a coragem?

Este é o segredo do grande problema. As pessoas hoje em dia falam “eu quero sair do ponto A e chegar ao ponto B”. E ponto. No dia seguinte, levanta de manhã, se troca e apenas caminha do ponto A ao ponto B. Errado! É morte na certa. Não se preocuparam se vai chover ou não, o que tem que fazer no meio do caminho, com quem vão ter que falar, quem é que vão encontrar, o que pode acontecer no meio do caminho, o que pode acontecer com uma atitude errada, com uma fala errada… apenas foram.

(participante) Nem se este ponto b ainda vale a pena.

PEÃO: Exatamente. E não se limitam para isto. Diferente da sua conquista: eu quero sair do ponto A, quero conquistar o ponto B, e do ponto B eu quero chegar no C e construir aquilo que eu desejo. O que eu vou precisar?

 Este é o ponto de fracasso de muitos. Não tem uma estratégia. E quando eu falo de estratégia, pode ser qualquer coisa. Vou falar de uma bobagem – não é bem uma bobagem mas no tema aqui… Um sujeito vai conhecer uma sujeita e tem que saber também o jeito que vai caminhar. O famoso dependendo da atitude, lá para a frente reflete. No trabalho, a mesma coisa – se você vai falar com o sujeito que vai te contratar e vai lá parecendo que está morto, ele não vai te contratar. Isso eu tenho certeza.

Se eu for para a guerra, vou pegar um sujeito que não sabe usar uma espada, não sabe usar uma sariça, e não sabe e não tem a coragem para dobrar a famosa esquina, ou a linha que divide uma coisa da outra, ou uma encruzilhada bem feita… Eu posso até ir sozinho, mas sabe o que vai acontecer? Eu preciso estar bem preparado para ir sozinho. Eu não posso chegar e dizer: bom, se ele não vai, eu vou de qualquer forma… Amém. E pego o meu caminho. Eu preciso analisar, eu preciso pensar, ver o que vai acontecer… E se o vento mudar de um lado, mudar para o outro… Este é o segredo da conquista.

Quantos que, às vezes, a gente encontra, assim como encontrei muitos que falavam, falavam, falavam…  E eu deixava o sujeito falar e quando você ia ver, a história era outra.  Colocavam-se em uma posição de conforto, em uma posição aparentemente tranquila porque ocultavam, escondiam certas coisas.

A partir do momento em que você olha e você mesmo já julga, para você mesmo, e já sabe que o sujeito, do jeito que está indo, vai cair e vai encontrar, na encruzilhada, o dele… Este é o julgamento certo, é o ponto certo.

Se fosse em outra vida, a cabeça já estava cortada. Só que, como nós estamos falando desta vida, onde apenas caminha por caminhar, eu espero que mudem esta forma, não vou falar nem filosofia porque daí eu vou estar assinando algumas coisas, mas a forma que caminham…

Analisem ponto A, ponto B. Cuidado com aquilo que vão mostrar no começo, da forma que se comportam, da forma que vão falar, com certas coisas que podem refletir lá na frente, com aqueles que estão à sua volta e que podem te levar para o buraco. Cuidado com botar a mão em um ninho de cobra ou vespeiro e se queimarem. Até porque a intenção é simples: a famosa máquina de Deus. Porque se for desta forma, Deus errou. Só que vamos acreditar, e é claro que eu acredito assim como todos, vamos lutar até o final. Dá para ir mais um pouco? Sim, vamos mais um pouco. Vamos inflamar aquilo de autoanálise, vocês já conhecem a coragem de cada um em poder resgatar a si mesmo, resgatar aquilo que está dentro de cada um. Ate porque quando alguns alcançam o Supremo, se eu perguntar o que é o Supremo? O Supremo é aquele gosto que vocês sentem quando vocês sabem que podem ir do ponto A ao ponto B, tranquilos, em paz, só que é o tranquilo e em paz, com a espada na mão. E quando se caminha em paz e tranquilo com a espada na mão não é para espetar no outro, é em você mesmo. Quando perceber que estão com a atitude errada, olha para a espada, é quando vocês alcançam o Supremo.

(participante) Entre A e B, entre a origem e o destino, muitas vezes a certeza, a tranquilidade, a estratégia, a espada na mão e o olhar, como o olhar dos cavalos – um aqui e outro ali, e se possível a terceira visão… O atraso… A sensação de que a gente está andando com os passos normais, sem pressa mas ao mesmo tempo não são passos lerdos, mas uma sensação de que está demorando muito tempo… O Sr. pode dizer se é um erro individual ou se o mundo enlouqueceu, se mudou a noção de tempo, de prioridade, de decisão…

PEÃO: Aí o erro já não é seu. É simples alcançar, o saber o que está acontecendo… Quando se está em uma posição destas, não é você que vai dar o passo. Você vai conspirar para que o outro lado dê o passo. É o famoso trabalhar com a sombra, para quem não conhece e nunca escutou. Isso eu usava muito em guerra. Trabalhem a sombra. Trabalhem a sombra…

(participante) Inclusive em um sentido oculto, no sentido de força espiritual também?

PEÃO: Até no oculto, com força espiritual. Só que neste caso é o oculto do lado material. Quantas guerras que, às vezes, a gente não sabia o que ia acontecer, ou o simples fato da guerra pela guerra, e às vezes, senhores e senhoras, não é um tiro para cima para desencadear certas coisas. Basta pegar uma bexiga e estourar e você já vai perceber o que o outro lado vai fazer. Vocês estão entendendo onde quero chegar? É só usar sabedoria.

Se for o tiro de verdade, vocês tem que estar cientes. Vamos fazer de novo o cálculo A e B, vamos calcular – vocês podem estar cientes de que dando um tiro para saber o que está acontecendo, a bala vem de volta, aí a coisa pode ficar feia. Agora uma bexiga estourando, a coisa é diferente…

Você sabe que, aproveitando, e às vezes as coisas se tornam tão simples: certa feita, o exército já estava posicionado para fazer o ataque, um cavalo preto rodando para um lado e para o outro, já no momento para atacar. A gente percebia que parecia que até porque foi dado o comando para deixar o espaço para eles virem e eles não vinham… O que se entende? Medo? Quem nasceu com espírito de guerra, vai ter o espírito de guerra a vida inteira. Não estavam lá para jogar xadrez, mas para fazer a guerra. O que resta? Parece que querem conversar… Aí o cavalo vai para um lado, para o outro, o tal sujeito fica com a sariça no chão, apeia do cavalo e vai em direção ao sujeito, a alguns sujeitos.  Aí fica fácil. Parece que eu estou escutando que ele quer negociar.

– Sim, e por que vocês não vieram já falar?

– E o medo de vir falar?

Aí deu para sentir que também o medo falava mais alto.

– Se eu estou vindo até aqui, você poderia ter ido até lá.

Eu me lembro de que o sujeito era moço demais e até meio que engasgou para falar.

– Você me leva para lá? Você vai entrar?

– Vou, por que? Tem algum problema, algum leão?

E depois de alguns minutos tudo resolvido. Pelo contrário – até porque foi dada a liberdade, alguns se uniram ao exército e, continuamos o nosso caminho, transformando a cidade em um melhor lugar. Eu aprendi o que eu tinha que aprender e continuamos. Fiz o que tinha que fazer. Teve uma boa festa. E seguimos caminho.

Isto é para vocês verem como as coisas podem se tornar simples quando vocês conseguem sentir o que está acontecendo no próprio caminho ou do outro lado. Só que antes disso, o que aconteceu antes de eu chegar lá? Existe um pré-julgamento do que estaria acontecendo. É o famoso ponto A e ponto B, onde não se limita em origem e destino. Porque a origem é um começo, e o destino é o ficar, é o fim. Não existe nem o começo e nem o fim. O que existe é a boa vontade em querer transformar, conquistar, buscar, ter fé, acreditar, só que para isso, senhoras e senhores, é preciso estar preparado. É preciso trabalhar a si mesmo, é preciso ter a  coragem de olhar no espelho e saber quem está olhando, é preciso querer enxergar nas suas atitudes. É preciso saber escutar.

É claro que quando o sujeito entrou para conversar com o tal Senhor da guerra, ele já não entrou falando. E o respeito?

Às vezes, a gente não sabe com quem está falando, por isso que é preciso analisar. Não sabe onde está botando pé, por isso é preciso sentir. Para toda esta transformação, de uma grande conquista, onde esta conquista se torna única quando existe a boa vontade. E o maior conquistado nisto tudo é você mesmo.

(participante) Por isso, Senhor, é que temos que abstrair esta sensação de perda de tempo, porque, na verdade, estamos nos aproximando de uma vitória independentemente de quanto tempo leve.

PEÃO: É isto mesmo. É preciso que tenham boa vontade. É preciso saber o que estão fazendo, é a única forma de encontrar a vitória. E eu não estou muito interessado nas conquistas, o que eu tinha que fazer eu já fiz e continuo fazendo do meu lado, aqui. Até porque quem trabalha, tem que seguir regra. Eu apenas faço acerto de conta. Por isso que os meus acertos de conta, quando a gente olha para um lado, olha para o outro e fala: olha, manda alguma coisa diferente… põe no caminho o lado B, para ver o que vai acontecer. E a pessoa cai na armadilha. Se o propósito é todos se transformarem, vamos mudar para melhor. Agora, é preciso lutar por aquilo que quer, por aquilo que busca, e é preciso lutar pelo Supremo.

(participante) Agora eu pergunto para o Sr. e para o nosso grande amigo: quando o Senhor mandava alguns dos seus generais de confiança, que lhe eram gratos por ensinamentos anteriores que os fizeram generais, por mérito deles, mas por sua condescendência, neste período em que eles tinham a permissão de pesquisar as possibilidades de vitória ou o interesse de uma conquista, enquanto o Sr. esperava… (isto acontece comigo, é lógico que é difícil de comparar com a grandiosidade do que o Sr. fazia)… o Sr. se sentiu em algum momento culpado por não estar na linha de frente, não ter ido pessoalmente nesta pesquisa? Porque todos sabemos que, nas batalhas, o Sr. ia à frente, o inimigo o via como um mito. Neste período de negociações o Sr. se sentiu culpado: “eu estou aqui e ele está lá”?

PEÃO: De forma alguma, até porque os meus generais eram escolhidos a dedo, todos completos em tudo. E quando se escolhe alguém a dedo, não se escolhe por escolher. A escolha é feita completa, onde existe a sensibilidade maior, onde existe a cumplicidade maior, onde existe o espírito de guerra maior, onde existe a sabedoria e humildade trabalhando junto, e onde existe, no momento de guerra é a guerra, e no momento de servir é o momento de servir. Por isso, a escolha era feita a dedo. Eu sabia que o trabalho deles, a missão deles era perfeita por isso eu ficava tranquilo. Porque tudo era passado e nada escondido. Porque existia uma coisa que hoje em dia é difícil de ver – cumplicidade e transparência entre os iguais. Por isto eu preservo tanto, da mesma forma que eu admirava e a cumplicidade era grande com os meus generais, que às vezes quando eu vejo certas coisas que acontecem aqui – que é dado para vocês e vocês não se dão conta do que está acontecendo – é triste.

Mas sempre há tempo. Eu espero que vocês tenham entendido o recado, eu espero que cada um cresça da sua forma, mas procurem analisar o caminho antes. Procurem saber com quem estão falando, procurem sentir toda a energia que conspira à sua volta. Às vezes, não precisa da guerra. Às vezes, o que precisa é uma boa conversa. A guerra deixa mais para a frente. Até porque a guerra é preciso saber fazer a guerra se não vocês ficam no meio do caminho e este não é o propósito. Aí volta de novo que a máquina de Deus estaria errada. Mas é claro que ela não está errada. Ela está certa e não tem nada fora do lugar. Absolutamente nada. Agradeço a todos. Que a tanta Luzia abençoe a todos. Aos meus amigos e generais presentes, sejam bem vindos.  (sinos tocam)
As coisas acontecem. Felizes daqueles que acreditam!

GUERREIRO PEÃO

Sabedoria espiritual: emoção, aceitação, entendimento.

Posted in Ajuda espiritual, Caminho Sagrado, Casa de Luz, História de Vida with tags , , on outubro 27, 2013 by Helen Ians

spiritual wisdomComo foi dito aqui na Casa de Luz esta noite, antes das mensagens, é feita – como vocês falam aqui na Terra – uma análise da energia e da mente de cada guerreiro e as mensagens são deixadas para todos, para que os irmãos encontrem o entendimento e saiam da Casa de  Luz leves, tranquilos, em paz, buscando a serenidade no seu caminho. Hoje, Cacique fala aos guerreiros da sabedoria espiritual – não aquela encontrada em forma de leitura – não é esta que Cacique fala nesta lua da noite. Cacique fala na busca, na sabedoria espiritual, onde a realidade por muitas vezes se mistura na emoção.

Muitos pensam que sabedoria espiritual não vai legitimar (como diz o guerreiro Lobato) em forma de caminho aquilo que o guerreiro vai encontrar dentro de si e colocar na sua verdade, no seu mundo real. Na verdadeira sabedoria espiritual, quando o guerreiro está pleno, existe aceitação e acima de tudo o entendimento. Por isso Cacique sempre fala aos guerreiros, o primeiro passo é sempre a aceitação e depois o entendimento. Seguindo na mesma direção, no fluxo (como diz o guerreiro) e transformando aquilo que o Grande Espírito dá aos guerreiros. Se o Grande Espírito está colocando algo no caminho dos guerreiros é para que os irmãos transformem, como vocês falam na Terra, no trampolim da sua verdade, no trampolim da sua realidade. Não a realidade imaginária, como diz o guerreiro, que transita em emoção e se perde no vento.  Mas aquela verdadeira onde o sábio espiritual consegue enxergar, analisar a situação como um todo, e buscando o elemento necessário, como diz o guerreiro, a ser posto na alimentação deste caminho.

Como diz o guerreiro, é buscar esta energia, a sabedoria em forma de razão, a sabedoria na vivência, em saber que, sim, está tudo na Terra ligado. Tudo tem ligação, tudo tem envolvimento do espiritual com o material. Por isso tanta troca de energia, e tanta troca também de sabedoria.

Quando o Cacique fala sabedoria espiritual, Cacique não fala como diz o guerreiro Lobato, na língua de vocês – QI* – como vocês falam. Cacique fala no entendimento, de não cortar um caminho que já está feito. Quando Cacique fala em cortar um caminho que já está feito, Cacique não fala que não pode mudar o caminho. Mas Cacique fala em que os guerreiros sejam verdadeiros com si mesmos, serem verdadeiros com seu propósito, com aquilo que realmente acreditam. Onde existem os dois pontos, onde os guerreiros devem trabalhar, que é o sentido do caminho e o questionamento. 

Cacique fala no sentido do caminho, que é a sua verdade dentro da realidade. O saber usar a sua energia, o saber usar aquilo que existe no seu caminho. Aí os guerreiros, depois disso, encontram o questionamento e conseguem encontrar o equilíbrio, uma coisa é a outra.

A realidade que, sim, não existe só um caminho e, sim, vários, dentro da sua verdade. E o questionamento:  Será que eu preciso? Será que a transformação vai ser boa? Quantos guerreiros caminham na Terra com um ponto de interrogação na mente porque não conseguem equilibrar estes dois lados? E a verdade deste caminho é uma, aquele guerreiro com visão longa, aquele guerreiro que é sincero nos seus atos, com suas atitudes, sim, o que se coloca no seu caminho se o guerreiro tiver perseverança, tiver fé, esperança, e souber encontrar o equilíbrio da balança entre a realidade e o questionamento. Vai conseguir transformar naquilo que busca. Vai conseguir esta evolução a partir de você mesmo.

Não o esperar colocarem no caminho porque já está no caminho. O entendimento já está no caminho. A sabedoria já está no caminho. E muitos se perdem com os impulsos porque a emoção toma conta naquele momento onde a realidade está à sua frente mas a mente trai os guerreiros e os irmãos acabam pegando ou mudando o caminho pela mente.

Como diz o guerreiro Lobato, é um impulso levado à morte. É um impulso levado à derrota porque não conseguiram legitimar a si mesmos (como diz o guerreiro Lobato), dentro de si mesmos. Apenas caminham sem a paciência de que se não conseguem, e não conseguiram resolver aquilo que deixaram para trás, novamente vai aparecer no caminho do guerreiro, da guerreira, para que os irmãos resolvam novamente, aquilo que criaram e deixaram para trás.

Se o começo foi errado, sim é preciso fazer o retorno. Quando Cacique fala retorno não é que os guerreiros vão fazer o caminho para trás e, sim, usando o equilíbrio do seu caminho e do questionamento, encontrando uma palavra que muitos guerreiros deixam de usar aqui na Terra que é o bom senso, o bom senso com si mesmos.

Por que Cacique fala do bom senso com si mesmos? Onde se perdem na emoção poderiam estar alimentando a realidade. Sim, a emoção é combustível daquilo que querem realizar, fazer , mas tudo isso acontece através não da emoção. Muitos acham que tudo origina na emoção – a emoção toma conta e os guerreiros, motivados por um motivo que não sabem, se deixam levar. Não é isso. As coisas começam pela crença. Tudo origina da crença.  O começo é o crer, acreditar, é a forma certa. No caminho vai fazer o encontro daquilo que já está no seu próprio caminho, o caminho da realidade, onde não existe a fuga de si mesmo.

Quantos guerreiros fogem de si mesmos porque não conseguiram encontrar este equilíbrio da balança! Fogem dos seus propósitos porque a paciência não existe.  Fogem daquilo que o Grande Espírito deixou no caminho dos irmãos que é encontrar a si mesmo – refletido no Sagrado. Encontrar a si mesmo refletido em um caminho onde os irmãos buscam mas o começo é a crença, não a emoção por fazer a crença. Eu acredito na transformação do humano. Eu acredito na transformação de um guerreiro melhor onde suas atitudes, dentro de sua verdade, da realidade, vai estar sendo única no seu caminho.

Cacique fala a vocês, guerreiros que, sim , existem momentos em que é preciso, sim, não mudar o caminho mas sim mudar a atitude, mudar a forma com que estão botando o pé na terra e caminhando.

Uns apenas caminham com um sapato e vão embora. Tirem o sapato! Caminhem descalços para que os guerreiros sintam a si mesmos, antes de sentir a terra. Conversem com si mesmos para depois encontrar Grande Espírito porque tudo tem um motivo, tudo está interligado com energia e com o Grande Espírito. Como diz o guerreiro guardião, nada está fora do lugar.  Quem tira fora do lugar são os próprios guerreiros: é necessário mudança, é necessário a forma de enxergar um caminho, a forma de enxergar a si mesmo mas é preciso ter consciência onde entra a realidade e o questionamento, da análise como um todo. Mas esta análise como um todo , como diz o guerreiro, não é pela superfície mas, como diz o guerreiro Peão, é pelas profundezas. Às vezes, uma atitude pode ser fatal aos guerreiros. Assim como uma atitude, como diz o guerreiro, pode levar os guerreiros a encontrarem a si mesmos, encontrarem a Grande Luz, aquilo que é realmente importante em um caminho de um guerreiro.

Uns reencarnando na Terra, a  pedido, para que transformem novamente o seu mundo, outros como diz o guerreiro Peão, partindo de volta para Casa. O reencontro com familiares, o reencontro com seu próprio caminho, onde lá para a frente novamente a reencarnação será feita e os guerreiros continuam a sua evolução. Continuam no seu Caminho Sagrado porque são sábios perante aquilo que escolheram. São sábios aos olhos do Grande Espírito porque, naquele momento de transição, de passagem, um guerreiro se aproxima, a calma toma conta, é feita a pergunta – porque a realidade toma conta, onde o medo vai embora e a realidade toma conta daquele momento, da situação, e a pergunta é feita – Quer fazer a passagem? – na lua do trabalho, a resposta pela paz espiritual, pela calma mental e pela evolução contida dentro da guerreira – Já estou pronta e bem acompanhada, para caminhar. Que assim seja.

E assim Cacique fala a vocês  guerreiros, este caminho evolutivo do Grande Espírito, onde muitos buscam tudo aquilo que Cacique deixou a vocês, guerreiros, outros já estão prontos porque são contidos de sabedoria, como no caso desta guerreira. São contidos, como diz o Guerreiro Lobato, de ilustração, onde cada página deixada realmente se transforma em realidade na página da vida.

Que o Grande Espírito abençoe a todos.

Que os guerreiros tenham boas luas pela frente, que os irmãos encontrem a si mesmos assim como guerreiros de luz encontram a luz, a calma, a paz, não importando se na reencarnação ou na passagem, voltando para Casa, não importa. Que cada guerreiro encontre a sua sabedoria e o seu Caminho Sagrado, caminhando junto com o Grande Espírito.

* QI = Quociente Intelectual

Nuvem Vermelha

Tem coisa que não é para botar o pé.

Posted in Caminho Sagrado, Ensinamentos, História de Vida with tags , , , , on junho 4, 2013 by Helen Ians

assisiBoa noite. Que a Santa Luzia abençoe a todos.

Às vezes, as respostas das coisas vêm a cavalo. E, às vezes, as respostas é que as coisas estão caminhando no caminho certo. As coisas aparecem com forma, vamos colocar assim – e a forma que eu falo é a forma humana. A forma quer dizer que estamos aqui, estou aqui, e o caminho é este.

Para quem não sabe, esta corrente aqui, para quem não sabe, é guiada pela corrente dos franciscanos – São Francisco de Assis.

Para quem não sabe, que fique sabendo, onde, falo para vocês, os índios é que tomam conta, que vão tocando, com toda a falange dos guardiões do lado, com corrente e com o acordo que é feito, do nosso lado (eu falo em nome de todos os guardiões), e as coisas acontecem quando tem que acontecer.

E esta corrente formada, vão se aproximando, vão ficando, vão fazendo os acordos e a resposta vem – a resposta de que vocês estão no caminho certo. A resposta que todos precisam, principalmente os mediuns aqui desta casa, a resposta vem em figura humana. A resposta de que vocês estão no caminho certo. Às vezes, depois de alguns entreveros, que acontecem.

(dirige-se às pessoas que chegam) São as filhas do homem que estão ali, as filhas. Para quem não sabe o que eu estou falando – que a resposta chega em forma humana, que sim, este é o caminho, o caminho é certo. Foram passadas algumas coisas na semana passada, na outra (eu tive que sair). O pai destas duas moças que estão aqui foi que fundou este grupo todo aqui e ele é um protegido da corrente nossa. Principalmente, eu o protejo. Por isso que as moças são bem vindas aqui na Casa. Ele fica feliz de ver vocês aqui, principalmente quando os netos vêm, principalmente a neta.

– A neta hoje está trabalhando.

Eu sei.

Dando continuidade ao que estava sendo dito, da mesma forma que este grupo foi formado pelo guerreiro Augusto que foi montando, foi juntando as peças, com seu guia, chamado professor Policarpo que montou o grupo, através do médium. Era um médium que respeitava o seu guia, era um médium que cumpria com as suas obrigações – eu sei disso, vocês também sabem disso. E eu sei que faz falta para muitos aqui, e para todos que tiveram a oportunidade de o conhecer. Mas ele continua na corrente, continua tocando os trabalhos como deve ser feito, hoje ao lado do guia dele que é o Professor Policarpo, e fora os outros.

Está explicado para vocês que as coisas não é a toa como deve ser feito. Por isso que os trabalhos são feitos da forma certa, que os trabalhos são tocados de  uma forma harmônica, vamos colocar assim, por todos os guias que se apresentam aqui. Isto é o que vim deixar para vocês entenderem como é que funciona a coisa.  É um recado para os médiuns aqui.

E continuando a mensagem, dando sequência ao que meu irmão Pedra Alta disse – eu conto para vocês uma história rápida e é bom que os jovens que estão aqui – Marina, William… aos mais novos, e àqueles que já são mais crescidos mas ainda tem a cabeça de mais novo também. Não cresceram ainda, onde a ilusão às vezes toma conta e cega alguns, que, por muitas vezes, por onde eu caminhei e caminho – e vocês já me conhecem e sabem por onde (que fique entre a gente) – eu já vi muita gente que se iludiu com certas coisas, ficou cego com certas coisas e depois não conseguiu sair da lama.

Não conseguiu bater os pés porque cada vez que batia se afundava cada vez mais. E aí, no momento em que este sujeito resolveu (isto serve para todos aqui, não importa se sujeito ou sujeita – vocês prestem atenção ao que vou dizer), quando resolveu ganhar o mundo, isto que eu falo é a historia da cidade da pedra. Onde o sujeito resolveu sair lá da aldeia deles, desta cidade pequena de pedra e disse: Vou ganhar o mundo.

E assim foi feito. Saiu e foi. Sozinho. Conheceu certas coisas que o levaram a cada vez mais ficar cego com as coisas, foi comprado por certas coisas que não tinha sentido, não tinha cabimento. Como não conhecia e não sabia o que era, quis provar, achando que estava saindo da lama, todo feliz. Só que estava se afundando cada vez mais na lama, no lamaçal. Quanto mais coisa conseguia, mais se afundava.

E eu falo para vocês que chegou um momento e resolveu voltar para a cidade da pedra. E chegando na cidade da pedra, com um cordão pendurado – e isso eu via, eu posso falar pois eu estava lá – começou a mostrar o tal cordão de ouro para todos: que a vida lá do outro lado era melhor, era boa, que era muita festa, era bebida, era isso , era aquilo – este mundo de ilusão onde muitos caem.

Passou por uma certa colina de pedra, até que um mestre sábio olhou para ele e disse: está feliz , moço?

– Estou, estou muito. O mundo lá fora é bem melhor que este – olhe o que eu conquistei conquistei muita coisa. Minha sabedoria agora está plena, sou um conhecedor da vida.

E o sábio só olhando para a cara dele.

– Olhe o que eu conquistei também, este cordão de ouro.

E o sábio olhou para o cordão de ouro dele disse: é um cordão bonito mas parece que só é isso.

E o sujeito olhou para a cara do sábio, com todo respeito, é claro. Que, ainda, o que faltou e ainda o que tinha era o respeito:
– E não está bom só ser bonito?

Está bom demais. É só para isso. Concordo que ele é bonito mas vou mostrar uma coisa para você – que além de bonito, é útil.

O sujeito não acreditou muito que poderia ter naquela cidade que ele deixou e abandonou, com curiosidade, porque tinha ouvido falar que, para onde ia, só tinha festa, era bebida, era bagunça. E estava duvidando do que poderia encontrar lá.

E assim o mestre o levou para um local sagrado, como é dito aqui. E mostrou:

Você está vendo aquele cordão de pedra? Aquele é o nosso cordão de ouro.

E o sujeito jovem olhando para o mestre: Mas é só pedra!

E o sujeito olhou dizendo que era só pedra, e disse:

… diferente do meu cordão de ouro que tem esta pedra de diamante pendurado nele.

O sábio, quieto, apenas olhou, e continuou a mostrar:

Moço, aquele cordão, para nós de ouro, que você só enxerga pedra, é um cordão de ouro sagrado porque, no final daquele cordão de ouro, que tem o formato de cordão igual ao seu, tem uma pedra lá, que ela moi o trigo e o milho para toda esta cidade, que sustenta esta cidade com o alimento. Aquela é a pedra sagrada, é o nosso diamante. Não só é bonita mas ela é útil. Não só é bonita mas ela também é útil.

E assim ficou a lição para o menino mais novo, o sujeito, que estava cego e iludido com as besteiras da vida, que estava levando ele para um lugar que não era bom.

Do mesmo jeito eu falo para vocês que quantos aqui, iludidos ou por conversa furada dos outros, ou até mesmo sendo levados por amigos e amigas – vamos colocar assim – que na verdade não querem o seu bem, querem é te levar para o inferno, querem te levar para o buraco.

E quantos que eu vejo caírem do cavalo por este motivo. Quantos!

Começam a ser envolvidos pela ilusão , o próximo passo é ficar cego. E, como bem disse o meu amigo Pedra Alta, aí começa a escutar aquela voz: Vai, vai vai…

E eu já vi muitos indo para os quintos dos infernos por causa da isso. Porque não souberam se limitar com as coisas. Eu vou até um pouco mais longe, não é  nem o equilíbrio da gente: tem coisa que não é para botar o pé.

Chega um determinado momento da vida de todos, como já aconteceu com todos aqui, que aí é que você tem que escolher. Você chega na encruzilhada e percebe:

E agora? Ou eu fico deste jeito, que estou bem, estou feliz, estou tranqüilo (ou estou tranqüila) ou se eu continuar com bobagem, seguindo os outros, seguindo o que os outros ficam atiçando para as coisas… Que será que eu faço?

Quantos eu já vi que não souberam se limitar e tombaram feio, caíram feio. E a coisa começa a se afunilar de tal forma que a pessoa é engolida por estas energias, assim como eu vejo aonde eu fico  – são pessoas engolidas por aquilo que fizeram, ou por aquilo que estão passando,ou querendo se passar, ou querendo se furtar. Querendo roubar a si mesmo, transparecendo que é uma coisa e é outra. Ou oculto dentro de cada um, onde, aos olhos da sabedoria e da sapiência, a visão fica aparente de quem sabe se queimar e voltar.

Por isso que estou falando que chega um determinado momento – serve para todos – que você tem que escolher o que você quer da vida. E a vida é assim – é de escolha. Fazendo a escolha errada, bom passeio para o inferno! Fazendo a escolha certa, bom passeio na sua paz.

É preciso se limitarem com certas coisas para depois não chorar. E as coisas que, às vezes, eu falo, são coisas mandadas, sim. A partir do momento em que vocês abrem o canal, abrem caminho para a gente atuar – e por muitos, aqui às vezes não abrem mas a gente atua do mesmo jeito – são mandadas certas coisas e às vezes as pessoas não aproveitam o que está sendo mandado.

Aí vão acordar como eu já vi muitos aqui, lá para a frente, aí vão falar: Eu tinha o ouro e não sabia, eu achei que apenas o ouro era bonito. Eu tinha um caminho bom e não sabia. Eu tinha uma vida tranquila e não sabia.

Cuidado onde vocês metem a mão, vocês  podem se queimar.

Fazem as coisas da forma certa, abençoada pela Santa Luzia, fazem as coisas – vocês podem sim ganhar o mundo, vocês podem, sim, conquistarem sim o que quiserem. Vocês podem, sim, se enriquecer de ouro. Não tem problema algum, mas que saibam fazer disso um caminho da forma certa. Saibam caminhar da forma certa, saibam se limitar da forma certa e não esqueçam que a vida é feita de escolha. Escolheu um lado, o outro você perde. Já vi muitos que falam – estive em um lado e outro e não perdi nada. Perdeu, sim, e eu provo que perdeu.

Mas como assim? Eu continuo.

Você continua, será? A energia já foi mudada, o seu espírito já foi mudado e a mente também já foi mudada tanto de um lado quanto do outro, ou, daquilo que é material – o que a gente está falando.

Quando vocês chegarem neste nível de encruzilhada – e agora? Põe na balança! Eu tenho os dois caminhos na minha frente. Para tudo que forem fazer e que é, vamos colocar assim, notório de um sucesso, notório de uma conquista plena, conquistem, eu digo, com caráter, com dignidade.

A conquista que eu falo é a conquista em nome da Santa Luzia, em nome do sino daquela igreja branca – aí, sim, que continue com a conquista. Devem conquistar, devem mesmo.

Existe uma falange do lado de quem respeita o próximo e a si mesmo. Respeito ao seus ideais. Respeita com caráter o seu caminho e as suas escolhas.

Se as escolhas forem – eu vou dar um pulo ali para ver o que está acontecendo, vou tomar um goles e depois eu volto para depois continuar  na mesma. Cuidado! Eu já vindo muitos indo e não acharem o caminho de volta, já vi muitos indo e quando voltaram, se estrumbicaram. Já vi muitos indo e quando voltaram,  não encontraram mais nada, e já vi muitos indo e, ao voltarem, a vida ficou mais vazia ainda.

Geralmente, se perguntarem para mim “o que acontece?” – não consegue voltar. Aí tem que ter uma mão para ajudar a voltar. “Ô, volta. Tá perdido? Tá perdida?”

– Quem criou isto? Foi espírito ou foi alguma coisa externa?

Foi você mesmo! Eu já vi muito, e eu posso falar com propriedade, eu já vi muitos espíritos sem luz, cutucando alguém com fé, com esperança, e não conseguiram fazer nada. E não era um espírito só, não, eram muitos. Porque este sujeito, esta sujeita, não saiu do caminho, nem por curiosidade. Em compensação eu vejo muitos sendo atazanados por eles e sendo engolidos em fração de segundos e, até hoje, estão perdidos – isto eu falo com propriedade.

Eu espero que vocês tenham entendido o recado a todos, principalmente os mais jovens, onde neste mundo de ilusão tem de tudo, onde a bagunça generalizada vira parece que um caminho de glória só que a glória do inferno. Vira um caminho de glória – será que é para o sucesso? Não é para o sucesso. Vira um caminho de glória para depois se arrepender lá na frente. E falar: olha o que eu fiz. Ainda é cedo para resolverem algumas coisas. Ainda é cedo. E depois não vão falar que ninguém avisou. Que a Santa Luzia abençoe a vocês.

Peão

Aonde você está? Aonde você quer chegar? E até onde você pode chegar?

Posted in Arte de viver, Conselhos, Esperança, História de Vida with tags , , , , , , on maio 27, 2013 by Helen Ians

CornelisdeVos-Alexander_and_DiogenesQue os deuses iluminem a cabeça de todos aqui. Peço que todos fiquem muito atentos ao relato que vou deixar a vocês e que, no final, vai fazer um grande sentido.

Estava eu perambulando por uma certa cidade, caminhando lentamente, com alguns livros embaixo do braço. Encontrei um jovem rei que havia acabado de perder o seu pai, há poucos meses. Estava muito confuso, tendo seu reino em expansão – ele me parou e começamos a dialogar. De início, eu só escutava e ele me falava sobre as idéias dele, o que ele queria fazer, mas em nenhum momento me dizia até onde queria chegar. Eu lhe perguntei: me responda apenas três perguntas – Aonde você está? Aonde você quer chegar? E até onde você pode chegar? Ele se calou, olhou para mim, não respondeu nada, e depois disse: “com os olhos irei te mostrar”. E, assim, acabou  nosso diálogo, com os dois calados, cada um seguindo sua direção. Ele foi, travou muitas batalhas, e a cada batalha nova que ele iria encontrar, ele olhava ao céu e tinha uma águia. Toda a vez que a águia estava lá, ele vencia a batalha. Isso foi expandindo ainda mais o seu reino, só que certa vez a águia não estava lá e ele fez a guerra da mesma forma e obteve a derrota.

Para muitos, julgam que ele foi derrotado, que ele foi um tolo pois toda a vez que a águia estava lá, ele vencia. Quando a águia não apareceu, por que ele não recuou? Ao final desta mensagem, vocês vão ver como ele não recuou, e ele não teve a derrota. Ainda hoje, depois desta mensagem, vai ficar mais esclarecido, mas muitos ainda julgavam que ele havia perdido esta guerra. Mas foi com esta derrota que ele me provou, e provou a muitos outros, aonde ele queria chegar e até aonde ele poderia chegar.

Confuso? Onde ele queria chegar?

Caio: Posso responder?

Fica à vontade. Eu perguntei.

Caio: Mas eu posso citar nomes ou não é bom agora?

Ainda não.

Caio: A sua lanterna, senhor, iluminou os olhos azuis que mostraram exatamente o céu onde a águia ia um dia aparecer, ou sempre apareceria para este grande homem.

Poderia interromper o senhor neste exatamente momento pois o senhor já deu a deixa que eu gostaria que deixasse.

Caio: A linguagem que o senhor usou com Sua Majestade foi a de olhar nos olhos, exatamente, e continuou assim – embora tenha havido uma derrota aparente, a vitória foi eterna pois o maior objetivo deste grande homem…

Pode parar se não você vai estragar…

Caio: pureza de objetivos, pureza de princípios..

Continuando, antes que o senhor acabe com  a minha mensagem (risos). Muitos acharam que era derrota. Agora, mudando um pouco de diretriz, eu faço a mesma pergunta a um de vocês mas não responda de imediato pois esta pergunta será direcionada à pessoa certa, talvez não seja só uma mas sejam duas. Mas, como um grande amigo disse nesta noite, sobre a lógica, vamos brincar um pouco com ela.

Diante dos números, qual o primeiro número que tem, tirando o zero? – O um.

 

Qual a primeira letra do alfabeto de vocês? – A.

 

Quais as cores primárias com A? – Azul e Amarelo.

 

Engraçado, não? Vamos agora direcionar a pergunta ao primeiro guerreiro. Tem algum guerreiro usando vestimenta azul? Mais de um – muito bom. Algum dos dois quer ser voluntário? – Posso ser.

Se eu perguntar ao guerreiro, onde você está, onde você quer chegar e até onde você pode ir?
– Sinceridade? Quero chegar, onde eu tiver felicidade.

Para você que está com a camiseta azul, o céu é o limite? – Sim.

Perfeito. É onde eu queria chegar com você (pergunta agora sobre alguém com roupa amarela).

Vamos lá. E para você, guerreira, faço a mesma pergunta que fiz ao guerreiro ao lado. Onde você está, onde quer chegar e onde pode ir? – Eu não sei onde posso ir.

Era exatamente isso o que eu queria que respondesse. Coincidência ou não, está tudo saindo de acordo, se eu não interrompesse o rapaz (risos). Então vamos lá: você não sabe onde você quer ir. A cor de sua camisa é amarela. O sol de que cor é? – Amarelo.

Dizem que o sol é muito quente e muitos tem medo de chegar até ele. Entendeu por que você não sabe onde quer chegar? Porque tem medo de se queimar.

Só que podemos olhar de outra forma este amarelo de sua vestimenta e do seu sol, que está com você. Talvez por nosso amigo voluntário… (pergunta seus nomes: Fernando e Will). Ao guerreiro Fernando, o azul e o céu é o limite. Para muitos é bom. Cada um tem sua escolha. Agora o seu é amarelo (dirigindo-se ao outro) e depende da maneira que enxerga –  pode ser um cadeado te prendendo ou pode lhe dar asas para chegar ao sol. Porque o sol, o que ele transmite? A luz, e a luz não tem fim. Se perder o medo de se queimar, você pode ir longe, entendeu?

Eu peguei somente estes dois guerreiros voluntários, talvez por uma coincidência das camisetas ou do que eles estão passando. É meio confuso isto. Mas serve para qualquer um que está aqui. Poderia ser você, ou você… até mesmo se eu perguntasse quantos estão com uma calça jeans azul? Muitos. Quantos tem o cabelo amarelo e assim por diante. Mas eu resolvi pegar estes dois guerreiros de exemplo. Então vamos ao que interessa porque não podemos mais perder tempo.

Voltando à historia do jovem rei, nesta última luta que muitos julgaram que ele perdeu, ele não perdeu. Ele sabia exatamente o que estava fazendo e o que iria acontecer. Toda vez que a águia estava ali, ela estava mostrando que o céu iria ser o limite. A cada batalha, o céu era o limite – ele ia ganhar o território mas não obter a glória que ele tanto desejava. Várias vezes a águia lá e muitos acharam que era o sinal de vitória. Muitos se enganaram. Era o sinal de que o céu era o limite. Na última batalha (alguns dizem ser a última… respeitamos), a águia  não estava  lá – alguém sabe me responder por quê? – Não.

Porque o céu,  naquele momento, deixou de ser o limite. Ele iria alcançar o sol e a minha pergunta iria ser respondida: aonde ele estava, aonde ele queria chegar e até aonde ele poderia ir. E observando agora, o senhor pode falar o nome dele.

Caio: Alexandre, o Grande.

Ou seja, se agora nos dias de hoje vocês ainda conhecem… tem algum guerreiro que não conhece? – Sim

Converse com alguns guerreiros aqui e eles indicarão filmes e livros se desejarem conhecer.

Então, como muitos conhecem, ele atingiu o objetivo dele que era o sol, ou seja, a eternidade. Fui claro? Ele foi claro também?

Rita: Me veio, não sei se é só fotografia, digamos assim, a última imagem, a última visão dele antes do desencarne, foi exatamente a águia, não foi?

Talvez.

Caio: O Sr. me permite? Eu só queria, com a sua permissão, dizer o nome do pai de sua majestade, Alexandre, o Grande, a quem eu admiro muito, e toda humanidade deve muito – Felipe II, da Macedônia. E por que o senhor não diz o seu, que é tão lindo o seu nome?

Porque eu não preciso disto. Você quer que eu diga o meu nome? Direi. Eu vim de um rei, na época imperial, e eu era apenas um bobo da corte.

Espero ter sido claro e ter tirado a dúvida dos meus dois voluntários. Espero ter ajudado. Fico feliz por isso e agradeço a oportunidade e a cooperação de todos aqui. Desculpe a brincadeira, irmão (a Caio) e agradeço a todos. Que os deuses abençoem e iluminem a mente de cada um de vocês.

O bobo da corte

Abra seus olhos, tudo pode ser transformado no caminho dos guerreiros.

Posted in Casa de Luz, Ensinamentos, História de Vida with tags , on abril 12, 2013 by Helen Ians

forest at nightQue o Grande Espírito abençoe todos os guerreiros.

Vou contar uma história para os guerreiros agora. Certa vez havia um senhor ancião, que estava perdido dentro de uma mata. Era a primeira lua dele perdido na mata e não sabia onde era a saída e o que fazia. Não tinha nada em mãos. Eis que aparece um jovem mago, oferecendo a ele em uma das mãos um pedaço de madeira, um arpão, e na outra mão, um pedaço de corda. Disse para o ancião: – O senhor tem direito de escolher um dos dois.

O Ancião olhou e respondeu:

Me dá o que não vai lhe fazer falta pois qualquer dos dois será útil para mim. Se você me dá a corda, eu farei um arco e flecha. E se você me dá  o arpão, eu farei uma lança.

Com isso, ele não precisou de nenhum dos dois pois o mago mostrou a saída para ele. Retornando para seu vilarejo, levou esta lição – tudo se transforma.

E é assim no caminho dos guerreiros. Muitas vezes, guerreiros esperam que Grande Espírito jogue, em seu destino, algo pronto – um bom emprego, sem fazer a luta.

Muitos acostumaram já, desde pequenos, a ter tudo já feito, tudo pronto, mas não é assim. Existem guerreiros para quem não importa o caminho que o Grande Espírito oferece a ele – se é a profissão a ou a profissão b pois ele sabe que pode transformar qualquer uma das duas em uma grande profissão. Porque sabe que uma luta, quando você faz a luta, ela se transforma em glória e este é o pensamento. Tudo pode ser transformado.

Quantas coisas não caminham na vida dos guerreiros, e se transformam, quantas coisas!  Um pedaço de madeira se transforma em papel, em móvel, entre várias outras coisas. E assim por diante. Eu poderia ficar usando várias matérias primas que se transformam em um zilhão de coisas e é assim que são os guerreiros. Você pode ser o que você quiser, basta ter a vontade de se transformar, porque ninguém vai fazer você ser o que você quer ser – se não, você mesmo. Abra seus olhos e comece a se transformar.

Que o Grande Espírito abençoe todos os guerreiros.

Chaleira Preta

Nuvem Vermelha:

Cacique pede aos guerreiros que lembrem da mensagem deixada aos guerreiros aqui nesta Casa de Luz, agora há pouco: as palavras do guerreiro Chaleira Preta, onde todos podem ser transformar quando há boa vontade, quando os guerreiros buscam dentro da verdade aquilo que realmente importa no caminho dos guerreiros.