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Alinhando pensamento, sentimento e atitude

Posted in Ensinamentos, Uncategorized with tags , on junho 3, 2017 by Helen Ians

MonasteryDando sequência ao que foi dito pelos guerreiros aqui da Casa de Luz, e tudo vai fazendo encaixe, onde uma reunião é sequência da outra, assim como deve ser feito no caminho de vocês, guerreiros, em que o aprendizado vai puxando outro, vai fazendo ligação e esta ligação vai se tornando cada vez maior no caminho dos irmãos.

Como diz o guerreiro, foi falado aos irmãos e contada história daquele jovem que estava há horas meditando. Seu mestre se aproxima, olha para o guerreiro e diz: o que o guerreiro está fazendo já há muito tempo? O guerreiro jovem olha para o mestre e responde: estou orando concentrado porque eu quero ficar igual à mente de Buda.

Isto foi contado aos guerreiros na lua da semana passada. O guerreiro mestre, sem falar nada, levantou e buscou madeira, e começou a lixá-la. Quando o guerreiro olha novamente ao mestre e diz: o que o guerreiro está fazendo porque eu estou concentrado, o guerreiro está bem?

O mestre responde: eu estou bem mas parece que você não está bem. Como vai ficar com a mente de Buda – da mesma forma que eu não vou conseguir transformar esta madeira, lixando, em espelho.

O guerreiro diz: o que eu tenho que fazer para ficar com a mente sábia?

O mestre diz: se deseja fazer andar uma carruagem, o guerreiro bate no cavalo ou na carroça? É evidente, ele responde, que é no cavalo. E o guerreiro-mestre pergunta: por que o guerreiro está batendo na carroça?

Esta foi a história deixada aos guerreiros na lua da semana passada, onde muitos aqui numa situação, no momento daquela guerra que pode ser ganha, os guerreiros acabam fazendo de uma outra forma porque esqueceram de se blindar, como é falado aqui na Casa de Luz. Esqueceram tudo aquilo que foi dito, porque uma reunião vai puxando a outra, e as mensagens são direcionadas a todos. Onde é preciso que os guerreiros, se buscam o seu sonho, que batam no lugar certo. Na visão de Cacique, o bater no lugar certo, que seria o cavalo na história, é os guerreiros ficarem atentos na matéria onde se deve blindar a si mesmos, colocando um escudo à sua volta, não deixando que a energia ruim faça parte do caminho dos guerreiros.

Ou como disse o guerreiro Pedra Alta – que não deixe o seu rastro, e sim o rastro da forma certa mas não o rastro de energia ruim. Para os irmãos entenderem, não combina o sagrado – é quando os guerreiros trabalham na vertical, buscando o Grande Espírito, e na matéria os guerreiros caminham de qualquer jeito. Por isso o cuidado que se deve ter quando os guerreiros estão caminhando para o sagrado. Quando os irmãos caminham para o sagrado, é preciso sentir como foi dito na lua passada, o centro de sua barca, que neste momento os guerreiros largam o remo, sentem a si mesmos, sentam no meio da canoa, do barco e fazem o seu encontro com o seu Deus, com o Grande Espírito, numa só unidade, no meio, e no centro de si mesmos.

Por isso guerreiro Alce Negro diz aos irmãos, quando os guerreiros estão unificados, e não precisam tirar o pó todos os dias do espelho, traduzindo aos guerreiros, do seu espirito, da sua alma – aquele guerreiro que já se unificou sabe o que deve ser feito.

Assim como foi dito, numa das passagens do guerreiro Alexandre Magno, como os guerreiros conhecem, que cruzou com os celtas, como foi dito a vocês irmãos, às margens do Rio Danúbio, e guerreiro fez o seu encontro com os druidas e perguntou do que os celtas tinham medo. Como eram guerreiros destemidos de tudo, eram excelentes guerreiros, não tinham medo de nada, perguntou do que teriam medo e o guerreiro respondeu: ele só tem medo de que o céu caia sobre a Terra e a Terra se eleve para o céu. É o único medo que os guerreiros tem.

Por que guerreiro disse isto? Porque, na visão de Cacique, se as coisas estiverem cada uma em seu lugar, da forma certa, Céu no seu lugar, Terra no seu lugar, cada guerreiro fazendo a sua parte, tudo caminha da forma certa e em paz, quando os guerreiros vão sentir e conquistar aquilo que lhes é de direito, sem medo, como foi dito, como foi falado aos guerreiros. Quantos aqui de vocês caminham sem sentir o que estão fazendo. Como bem diz a guerreira Juraci, em atitude, e vão deixando rastro, e vão deixando rastro… Aí os guerreiros tem que fazer a volta para ir limpando, ou não cumprem a sua palavra, não se alinha pensamento, sentimento, atitude...

Guerreiro fala para Cacique que cabe aqui nesta lua da noite a história de um mosteiro, como diz o guerreiro para Cacique, onde os jovens reunidos, olhando o mosteiro inteiro, já em ruínas, já bem antigo, velho, precisando de reforma, como se fala aqui na Terra. Eles procuram o seu mestre que estava rezando, concentrado, e perguntam a ele o que poderia ser feito, pois tudo estava em ruínas, parecendo que a qualquer momento tudo iria cair. O guerreiro, com sua sabedoria, falou para os guerreiros jovens: sim, eu concordo com vocês que precisa boa reforma. Tive grande idéia. Tem um vilarejo aqui próximo. Vocês vão até o vilarejo e roubem aquilo que der para que façamos grande reforma aqui. Todos neste momento param, olham para o guerreiro sábio e dizem: mas o guerreiro está falando para a gente ir até o vilarejo roubar? Sim, ele responde. Só que com um detalhe, o mosteiro tem nome bom, e todos os conhecem, não deixem que os vejam roubando e tendo esta atitude. Um guerreiro olhou para a cara do outro, achando estranho o pedido, conversaram entre eles e foram até a cidade.

Quando o guerreiro mestre levantou, viu que um guerreiro estava rezando, concentrado: o que o guerreiro jovem está fazendo aqui, se era para ter ido junto com os outros?

Ele respondeu: o guerreiro disse que era para ir, como eles foram.

Sim, foi o que eu disse.

Mas disse que era para tomar cuidado com os guerreiros que vissem a gente roubando, pegando as coisas.

Sim.

E como eu poderia ter ido se eu me vejo todos os dias?

Neste momento, o guerreiro sábio percebeu que o único guerreiro que tinha entendido a lição dada foi este guerreiro. Era o único guerreiro que entendeu aquilo que o guerreiro estava passando para todos. Neste momento o guerreiro se iluminou com o sagrado e lá para a frente se tornou o guerreiro chefe do mosteiro. Era o único.

Era o único, Cacique fala, que conseguiu olhar para dentro de si, e já convicto de suas atitudes, convicto, como diz guerreiro Lobato, de que existe a ética de coerção e a  ética convicta, que é a do próprio guerreiro. Como diz o guerreiro Peão, como dizia o guerreiro Platão: o guerreiro é o que é quando a última porta se fecha atrás de você, onde nenhum dos guerreiros estão olhando, estão vendo. Aí sim o guerreiro trabalha esta ética pura, de ser convicto, de encontrar o seu sagrado. É este centro da barca, como diz guerreiro Alce Negro, e guerreiro Ragnar, que vocês devem encontrar dentro de si – o guerreiro é o que é quando a última porta se fecha atrás de você.

Quantos guerreiros aqui fazem o contrário e apenas usam esta ética, omo diz o guerreiro Peão,  baixa, sem valor, sem sentido, de terem uma conduta certa, apenas quando está sendo visto, ou quando tem alguém olhando. Quantos!

Cacique percebe que uma história completa a outra em um sentimento de busca de si mesmo, busca daquilo que os guerreiros carregam dentro de si, que são seus sonhos, a sua paz, a sua alegria, onde sem medo esta luta, sim, pode ser ganha!

Que os guerreiros se encontrem, encontrando a vitória, se os irmãos tiverem este caminho todo alinhado de uma só forma. Em conduta, como diz a guerreira, em atitude, em estar completo. Não limpando a poeira todos os dias e, sim, percebendo o sol refletido no espelho. Ou quando sentam, como diz o guerreiro Ragnar, no meio de sua barca, e encontram e olham para o Grande Espirito, para o Sagrado, onde você, guerreiro, vai estar refletido neste espelho.

Isso é  um guerreiro que se  prepara para a conquista, independente do que for. E aquele guerreiro que trabalha, lua a lua, nas reuniões, refletindo, vão fazendo a construção de sei mesmo. Vão transformando a si mesmo, para que consigam sentir a terra e por onde caminham. O seu caminho será iluminado, para que a cada lua, a cada dia, o guerreiro enxergue de uma forma mais forte. Para que sejam abençoados pela energia maior do povo cigano, como diz o guerreiro, onde a dança se transforma no sagrado, onde aquele momento do sagrado se transforma em paz, e esta paz se transforma no seu espírito e na sua alma preenchida daquilo que os guerreiros lutaram e é merecido por direito.

Que os guerreiros reflitam no que foi dito e que o Grande Espírito abençoe a todos.

NUVEM VERMELHA

Há um ponto de energia sagrada que acompanha vocês.

Posted in Caminho Sagrado, Ensinamentos, Uncategorized with tags , , , , on janeiro 25, 2017 by Helen Ians

um-ponto-de-energia-sagrada

Na lua do ano passado, muitas coisas aconteceram; para muitos, em forma de temporal, como se enxurrada passasse por alguns guerreiros, na maioria, e por esta água forte, batendo nos guerreiros, muitos tiveram a sensação como se a água estivesse passando pelos guerreiros e fazendo uma grande limpeza. Limpeza, Cacique fala, dentro de cada guerreiro: os ensinamentos. Por isso lua do ano que passou foi regida pela água, como os guerreiros falam aqui na Terra. Em outro segmento espiritual, como os guerreiros falam, Iemanjá.

Foi regido pela água. E muitos tiveram esta sensação de água com sua força batendo, lapidando os guerreiros, lua a lua, dia a dia. Para alguns guerreiros mais teimosos, a água passava, caía hoje, levantava; a água derrubava na lua seguinte, lua do mês;  e assim a água mostrava que é preciso ter entendimento a partir do momento em que os guerreiros abrem o caminho, abrem este canal espiritual, para que todas estas energias positivas de luz atuem no caminho do guerreiro. E assim foi feita, com toda a sua força, esta limpeza. Muitos sentiram, de uma forma ou de outra, este tempo. Alguns aprenderam, outros, ainda, como se tivessem materializado no espírito dos guerreiros, ao mesmo tempo, a dor que sentiram e a pergunta ao Grande Espírito do por que de muitas coisas. Não conseguiram olhar para dentro de si e perceberem que por muitas vezes plantaram errado e colheram da mesma forma, errado.

Quando os guerreiros dão oportunidade à magia sagrada trabalhando no seu caminho, existe um ponto de energia sagrado que acompanha a cada um de vocês, guerreiros, e tudo é lapidado como os irmãos falam na Terra, para que os guerreiros consigam enxergar como águia sagrada, lá para frente. Só que para caminharem da forma certa, com a visão da águia, é preciso que primeiro o guerreiro suba a montanha, olhe, desça, sobe de novo e olha e assim por diante. É desta forma que se constrói um caminho, se constrói um guerreiro de verdade, com etapas onde tudo tem fases, onde tudo tem uma sincronia que é preciso que os guerreiros cumpram. Se o guerreiro está na montanha um, não adianta querer montanha dois, montanha três… Porque não vão estar preparados para sentir da forma certa.

Aí Cacique volta ao começo da conversa aqui hoje, por isso alguns deram o passo e outros ainda se perguntam o que foi feito de errado, o que aconteceu? Cacique não fala da pergunta em si porque é importante se perguntar para se conhecer, mas Cacique indaga, sim, do por que ainda não encontrarem resposta para muita coisa se a resposta caminha lado a lado com o guerreiro. Está dentro de si a resposta. Isso é sobre a lua passada. O que passou do ano dos guerreiros.

Este ano de caminho novo vai ser regido pela força, pela sabedoria, pela cura – ano de caminho forte, da mata, como diz a linha espiritual, ou como diz guerreiro Lobato – Oxóssi, regido pelos grandes guerreiros da mata que vai atuar junto com todos vocês, guerreiros de luz. É um ano em que aquele irmão que tiver força e coragem para olhar dentro de si e dar o passo, aquilo que sonhou no ano da água do ano passado vai conquistar com a sua força, com a sua coragem, tudo aquilo que buscaram, mas não entenderam ou perderam. Vão buscar nesta lua do ano. Por isso ano regido pelos grandes guerreiros da mata, que na energia maior sagrada que vai caminhar lado a lado com todos os guerreiros de boa vontade.

Ano, Cacique fala a vocês, guerreiros, de luta, de força e aquele que realmente se preparou e isto é o principal que Cacique deixa a vocês, guerreiros, aquele irmão que se preparou e conseguiu entender aquilo que foi passado durante a lua do ano passado, vai conseguir, pelo entendimento, e vai conquistar nesta lua do ano. Para isso basta a força, a coragem, o entendimento e a força de vontade de realmente buscar, realmente querer este caminho do seu sonho. Por isso Cacique disse lua do ano passado que iria abrir a reunião com a continuação daquilo que é o sonho de cada guerreiro.

Uma coisa é a lua a lua dos irmãos, que é aquilo que os irmãos conquistam na Terra – na língua de vocês, como diz guerreiro lobato, é projeto, e o outro, que é aquilo que é sonho, aquilo que realmente alimenta a alma e o espírito de cada guerreiro e este ano é propício para isso. Para aqueles que entenderam, na lua do ano passado, todas as mensagens, tudo aquilo que foi posto ou de uma forma material ou, como diz o guerreiro Peão, e guerreiro Guardião: transformado em magia e colocado no caminho do guerreiro.

Que os guerreiros sejam bem vindos a caminharem com toda a corrente sagrada nesta lua do ano de força, nesta lua do ano de conquista, nesta lua do ano para aqueles que realmente lutam por aquilo que é seu sonho. Vão conquistar.

Cacique agradece a energia de todos aqui na Casa de Luz, todos os guias de luz, todos os grandes guerreiros que vão caminhar com toda a corrente, com mais uma corrente que se aproximou da nossa, na lua da água do ano passado, com os grandes guerreiros que guerreiro Guardião e guerreiro Peão trouxeram, GUERREIRO RAGNAR, com todos os seus guerreiros, que vão estar presentes, trabalhando junto com a corrente e todos.

Por isso, que os irmãos fortaleçam a partir de hoje o seu espírito, a sua visão, com uma visão longa. Aqueles guerreiros que já tem, como diz o guerreiro Peão, sina, na língua de vocês, com algumas coisas, que os guerreiros se blindem.

Aqueles guerreiros que caminham com certas coisas já plantadas no seu espírito, procurem melhorar, procurem dar o passo, procurem perceber aquilo que é energia ruim que atrapalha o caminho. Podem ter certeza de que às vezes para aquele guerreiro que acha que não é nada, ou como os guerreiros mesmo falam “não é possível que isso atrapalhou”! Sim, uma energia ruim atrapalha todo o resto, pode cegar os guerreiros em atitude, pode cegar os guerreiros no passo dado e pode colocar por água abaixo, como diz guerreiro Peão, todo um caminho, um trajeto de luz ou um trajeto que seria abençoado pelo Grande Espirito, abençoado por toda a magia sagrada, pela falta de limite com si mesmo. Que os guerreiros se limitem e encontrem esta linha sagrada, sempre, entre o seu espírito, a sua consciência e a sua alma. Que os guerreiros de luz sejam bem vindos à Casa de Luz e que o Grande Espírito abençoe a todos.

NUVEM VERMELHA

Compaixão e caridade.

Posted in Ensinamentos, Uncategorized with tags , on janeiro 25, 2017 by Helen Ians

costa-atlantica

A simbologia do ano novo é bem clara como foi bem dito aqui. As águas limparam e também fertilizaram a terra e por isso o ano renasce forte como uma floresta após um incêndio e após as chuvas. Contudo para adentrar em uma floresta é preciso ser sutil, talvez seja este o segredo do sucesso neste novo ano: a sutileza.

O que é ser sutil? Firme mas suave ao mesmo tempo. Objetivo mas misterioso ao mesmo tempo. Pragmático, mas flexível, ao mesmo tempo. Esta dualidade, dando equilíbrio. Eu pergunto outra vez o que é ser sutil, principalmente quando se relaciona à simbologia da mata, da floresta. Não façam barulho, evitem o que for além do necessário. Procurem uma exposição atraente, que capte e que traga para perto de vocês, como disse o Grande Cacique, boas energias, de boas pessoas, de excelentes companhias.

Isto pode soar como oportunismo, e se vocês julguem assim, talvez não estejam tão errados. Oportunista, no bom sentido, não naquele sentido desvirtuado. Os maledicentes dizem: “os oportunistas aproveitam as boas oportunidades”. Por que não? As boas oportunidades vêm a nós, não a vocês, dependendo daquilo que vocês se permitem. O que não pode acontecer é que fiquem escondidos. E o que não pode acontecer é que se exponham além do limite, que aqui também foi bem dito. Que limite é este? Analisem pelo bom senso. Sintam, com sua intuição – uma das partes, uma das dimensões mais importantes da inteligência. As pessoas confundem inteligência com racionalidade, e os racionais demais pensam tanto que não sentem. Sentimento e razão. Atitude mas com emoção, sentindo de fato o que se faz. A quem se dirige? Com quem quer se relacionar e por quê? A resposta ao por que foi oportunista, ótimo. No bom sentido – aproveitando a oportunidade de bons relacionamentos, profissionais, pessoais, melhor ainda, o alto conhecimento e o alto relacionamento.

Quando vocês ouvem aqui uma oração belíssima, dois conceitos encantam: a compaixão e a caridade. Aliás, eles são ditos ao mesmo tempo nesta oração, parecendo um poema. As pessoas estão acostumadas a tudo mecanizado que ouvem e repetem como papagaio. Entendeu? Parou para pensar? Releu? Compaixão e caridade. Existem erros profundos tanto de um conceito quanto do outro. Nos dois conceitos, pelo errado, se acha que compaixão e caridade têm embutido a questão da pena, dó. Coitadinhos deles… Nada disso: compaixão quer dizer – vão lá pesquisar nas raízes linguísticas – trabalhar junto. Eu tenho compaixão por você, eu quero que você compartilhe comigo aquilo que você tem de bom. Ter compaixão por alguém é desejar que esta pessoa faça algo bom, útil, com você. Este é o ano para isso.

E caridade não é dar uma moedinha na esquina. Não é dizer, à distância, quando outros sofrem em outros continentes: ah! coitado deles. Caridade é doação. Coitado deles? Faça alguma coisa. Faça de fato, contribua de alguma forma. Hoje a comunicação é perfeita, os mecanismos de transferência do que quer que seja, são muito rápidos e eficazez. Caridade dar, doar aquilo que você tem de melhor. Se o seu casaco está velho e feio, não dê para ninguém. O que não serve para você não é para dar para ninguém.

Comecem a caridade por vocês mesmos. As águas levaram muita coisa, como disseram no ano passado, mas você ainda tem muita coisa desnecessária em sua casa. Estamos lá fazendo a limpeza e tropeçamos em muitas coisas que vocês não precisam. Revejam. Doem aquilo que é tão bom, mas que para você não tem utilidade, embora seja bom. Eu não m e refiro só a obras de arte, roupas, objetos, mas às coisas íntimas de vocês. Doem.

Se vocês estão mudando de atuação, peguem aquele conhecimento que foi tão útil e doem para alguém que está começando – aquele conceito, aquele conhecimento, aquela experiência. Guardem os troféus na gaveta, como lembrança, mas distribuam folhas de louro de suas vitórias, com quem ainda não as obteve.

É isso que tínhamos para dizer. Adentrem a floresta, sim, cônscios de que fazem parte dela, com a inteligência sensível da intuição, inclusive, como tem com outro nome, que é o instinto dos animais, que não chamam a atenção, que tentam evitar os predadores. E os predadores caminham suavemente na sombra, para obter o seu alimento, a sua fonte. Nós não somos animais assim, mas somos animais, sim, e com eles devemos aprender e conviver. Espero que nesta última frase vocês tenham entendido aonde queremos que vocês cheguem. Se for da cultura de vocês, que Oxóssi abra as matas, Oxóssi venha abrindo as matas do caminho de cada um. Que possa ser assim. E assim vai ser. Que Deus abençoe a todos nós.

PEDRA ALTA

Caridade começa em casa.

Posted in Ensinamentos, Uncategorized with tags on outubro 29, 2016 by Helen Ians

caridade-em-casaQuero apenas lembrar aos irmãos que aquele que se preocupa em fazer a caridade apenas fora de sua casa, que lembrem que não existe caridade que não comece dentro de casa.

Se você é incapaz de enxergar aqueles que estão ao seu lado, no seu convívio, e se julga incapaz de ajudá-lo ou estender a mão, de nada adianta fazer isso fora de casa. A caridade começa ali.

Reflitam e repensem.

JURACI

Olhar dentro de si, perceber o erro, sem distribuir a culpa.

Posted in Ensinamentos, Uncategorized with tags , , on julho 8, 2016 by Helen Ians

Como bem disse a guerreira Juraci, através da fé, da esperança, é o momento sagrado onde vocês, irmãos, fazem o seu encontro e caminham tranquilos, transformando-se lua a lua, dia a dia, em um grande guerreiro. E se transformarem em um grande guerreiro, para toda a aldeia nossa é o guerreiro respeitar aquilo que está sendo dado aos irmãos, é os guerreiros respeitarem também o momento, onde os irmãos estão pensativos com o caminho. Neste “pensativo com o caminho”, terem a coragem de olhar para dentro de si e buscarem aquilo que precisam. O colocar dentro do seu circulo sagrado, realmente, se sentirem e tiverem a certeza de que é sagrado e, como está falando guerreiro Peão, aqui, como disse estas luas para trás, fazer o equilíbrio do pensamento, do sentimento e da atitude. É a única forma dos irmãos realmente transformarem, crescerem.

Para Cacique é relativo, quando os guerreiros falam, quando corrente fala da transformação dia-a-dia. Pode ser que esta transformação dia a dia, se não estão olhando para dentro de si, não adianta. É a conversa que Cacique teve com guerreiro Peão estas luas para trás: muitos pensam: vou apenas caminhar, transformar lua a lua, procurar isto e aquilo. Mas podem perceber que quanto mais procuram, menos alegria encontram. Quanto mais mudam paisagem, isto já define para corrente, para Cacique, que os guerreiros estão perdidos. Onde mostra que também nada parece ter graça. Não é esta transformação de forma mecânica que a corrente fala a vocês, guerreiros. Os guerreiros podem ter caminhado, no tempo de vocês, 5, 10 anos, por isso aldeia fala, corrente nossa fala, se não sentirem a terra, se não olharem para dentro de si, ou os guerreiros tem uma caminho de transformação no sagrado, ou apenas estarão caminhando, mas achando que estão transformando.

É onde começam a mudar cenário, paisagem, o nome, mas nada resolve.  Que fiquem parados, mas que olhem, tenham a coragem de olhar para dentro de si e perceberem realmente aquilo que é verdadeiro. Como o guerreiro Peão disse estas luas para trás, hoa vida lua a lua, dia a dia pode estar batendo em vocês, guerreiros. Os guerreiros vão para o chão diversas vezes, mas o segredo é o quantas vezes os guerreiros conseguem ter a força para levantar e transformar aquele caminho. E para Cacique os guerreiros só conseguem levantar a partir do momento em que olharem para dentro de si, perceberem o erro, sem distribuir a culpa, mas olhar para dentro de si.

Cacique, na época da lua na terra, em vida, aqueles guerreiros novos que estavam chegando, que começavam, aqueles que Cacique percebia que já tinham o espirito de guerra, estes guerreiros já começavam a ter preparo na linguagem de vocês porque tem coisas que já estão contidas dentro de um guerreiro. Basta acender a chama. E mostrar o caminho. E por muitas vezes ensinamentos a estes pequenos guerreiros, e isto serve para todos aqui, que quando começavam a fazer flecha, a primeira coisa que Cacique falava, quando estavam preparando flecha muito rápido para fazer: não é essa flecha que tribo nossa busca. Fazer flecha de qualquer jeito, fazer flecha displicente, fazer flecha sem respeito à flecha, mas sim fazer flecha com carinho.

Cacique falava: É melhor fazer uma bem feita que ela vai fazer voo reto, do que fazer 50 flechas de qualquer jeito, sem respeito à flecha, sem ter o cuidado necessário para a sua importância, para aquilo para que vão usar.

Muitos, Cacique deixava fazer rápido, pois queriam mostrar rapidez de fazer flecha. Cacique pegava guerreiro e fazia com que atirassem a flecha. Percebiam que a flecha saía torta. Guerreiro com flecha torta é casaco azul derrotando você, guerreiro. É é tatanka (búfalo) vindo atrás de guerreiro. Tribo nossa, aldeia nossa fazer flecha com motivo, com carinho. A flecha é sagrada. Aquilo que fazem é sagrado. E quando os guerreiros colocam a flecha no arco e dispara, ela tem um motivo. Na nossa época, era para guerra, para a caça. A de vocês, hoje em dia, é outro motivo, outra época, mas finalidade de sua flecha feita com respeito, entendendo porque estão fazendo.

A partir do momento que a flecha está pronta, a flecha é sua. Você fez a flecha. Se acertaram você, guerreiro, você, guerreira, é porque a primeira flecha lançada sua, estava errada. Muitos, brancos, como Cacique sempre fala, em conversa no nosso plano, fazem muitas coisas, boa parte do que é feito é displicente. Não existe, como disse guerreiro, foco, e muitos não sabem nem o motivo do por quê estão fazendo. Por isso são atacados. Dão um passo sem saber o porquê, ou deixam entrar no seu círculo sem saber o motivo. São enganados por palavras ou por situações. E não sabem o real valor daquilo que está acontecendo naquele momento.

Esta importância sobre que Cacique fala – assim como todos falaram, cada guerreiro de sua forma – de ter o cuidado, naquele momento. A flecha é sagrada e para cada um de vocês guerreiros, para a sua alegria, vocês vão encontrar o sagrado. E triste a corrente, triste tribo nossa, quando percebem que os guerreiros estão recebendo o sagrado e jogam fora, por displicência, por atitude, por ter mal feito a flecha.

Seria simples Cacique falar a vocês guerreiros, como quando em Terra: 500 flechas Cacique quer. 1000 flechas Cacique quer. Fazer tudo rápido e deixar tudo em um canto. Não se perde o sagrado, não se perde um guerreiro porque flecha foi feita errada. Cacique falava aos guerreiros, Tatanka está com você guerreiro, por que flecha desviou, não foi reta? Mesmo com tempestade, com vento, flecha boa não desvia. Quantos aqui desviando, ou desviaram do caminho, porque atiraram errado, fizeram flecha errada, colocaram no arco errado. Da mesma forma, o arco onde é a base, é mais sagrado ainda, é o sagrado do sagrado. A flecha, Cacique vê como o segredo, como falava na época, traduzindo na língua de vocês, a flecha é como se fosse o segredo e o arco, o sagrado. O segredo do sagrado, e o sagrado do sagrado.

Quando se coloca a sua flecha, guerreiro, guerreira, o segredo do sagrado e o sagrado do sagrado que é a base, que tem que estar forte, bem feita, limpa. A história é construída através daí.

Se arco estiver sujo, como Cacique falava – se arco não estiver firme, o seu propósito, o sagrado é rompido, e o sagrado não dura, e a flecha sai errada. Que os guerreiros pensem nisso, reflitam, e o principal desta lua da noite, preparem o seu arco, preparem a sua flecha, o segredo e o sagrado, e busquem o sentido do seu caminho.

Que os guerreiros tomem cuidado com palavras ditas, ou palavras vindas, que os guerreiros tomem cuidado com situações onde podem ser, como cacique dizia em vida, armadilha para os guerreiros.

Cacique já disse e alguns guerreiros aqui lembram, que Cacique foi encontrar o chefe branco, Presidente na época. Fez encontro duas vezes. Uma para escutar o guerreiro e ver o que o guerreiro queria, e a promessa. E a segunda foi para olhar no olho do guerreiro e mostrar mais uma vez que estava mentindo, que era a única coisa que ele fazia. Cacique não foi mais. Aldeia nossa, para proteger os guerreiros, e deixar àqueles que estavam vindo todo ensinamento que toda a aldeia tinha, e o principio, embora sem ter o conhecimento, assim como temos hoje, em forma de espírito. Mas naquela época a gente já trabalhava este espiritual com os grandes xamãs, guerreiro Alce Negro, com todos os guerreiros já preparados. Não sabíamos o que era, mas sabíamos que era o sagrado. Sabíamos que era o sagrado do sagrado. Grande Espírito nos fazia ver, assim como vimos muito. Já existia respeito.

É desta forma que corrente deseja a todos que caminhem, em paz, tranquilos, mas buscando a si mesmos, dentro de si, a sua energia, a sua verdade, olhando o sagrado do sagrado, de uma forma correta.

Assim como na aldeia nossa, corrente nossa, tribo nossa, na época olhava um para o outro. Quando sentavam, para cada guerreiro colocar a sua opinião, realmente sentavam para respeitar a palavra. Como diz guerreiro Lobato, se chegava a um consenso para perceber o melhor caminho. Sempre buscando a ajuda, a força do espiritual, sem saber o que era espírito, na época, sem saber assim como os guerreiros tem hoje a oportunidade do conhecimento, através de reuniões como estas, ou livros, como fala guerreiro Lobato. Isto não existia.

Como Cacique falava, casaco azul pode acabar com toda a nação nossa, os guerreiros podem falar o que quiserem, como o faziam, mas nunca acabar, como os guerreiros falam na Terra, com caminho sagrado vermelho, com uma alma sagrada vermelha, onde por mais que tivesse guerra a nossa bandeira sempre teve respeito e sagrado. Nós sabíamos a força que sempre teve.Esta visão do sagrado, com a bandeira dos guerreiros, com o caminho, e com si mesmos, como a corrente passa a vocês, guerreiros, o respeitar.

Casaco azul tentaram por muitas luas acabar com tudo, mas acabaram com si mesmos. Aqueles que tentaram passar da linha que separa uma coisa da outra, do desequilíbrio com o equilíbrio, da insensatez com a sensatez, nós mostramos a eles o caminho de volta. Que os guerreiros se tratem a si, não aceitem qualquer energia dentro do seu círculo sagrado, não aceitem palavras ao vento, não aceitem cenários montados. Sintam, coloquem escudo à sua volta, é a forma de caminharem tranquilos, e realmente transformarem e, aí, sim, lua a lua, dia a dia, caso contrário vão estar parados, achando que estão transformando.

Cacique agradece a todos vocês guerreiros de luz, aqui na Casa de Luz. Cacique agradece a energia de cada guerreiro. Não esqueçam que são sagrados, se comportem como sagrados, era o que Cacique dizia aos guerreiros, às guerreiras, a todos da tribo.

NUVEM VERMELHA

Plantem valores puros, comportamentos adequados, atitudes dignas. Plantem beleza.

Posted in Ensinamentos, Uncategorized with tags , on junho 27, 2016 by Helen Ians

arvore com bons frutos

Eu gostei muito da metáfora da semente, na palestra quase imediatamente anterior, proferida pelo Grande Cacique com sabedoria. Como ele disse, atire a semente em boa terra, cuide daquilo que dali germinará e mais na frente terá sombra, flores e novos frutos. Perfeito. É assim na natureza. Saindo da metáfora, é exatamente assim na vida. Se me permite, o Grande Cacique, tudo isso é para frente e eu me permito voltar um pouco atrás. Que semente é aquela ou quais sementes são aquelas? Muito importante na vida – e aqui esqueçam as metáforas mas apliquem o conceito à sua existência. Que sementes são aquelas? Foram vocês que escolheram. Ou a nível individual, cada um de vocês, ao plantar, sabe a origem da semente. Isto é tão importante e tão fundamental quanto na genética. Estou certo?

Por que eu digo isto? Porque é lamentável, se não fosse horrível, ou até por ser horrível, que coisas se repitam, fatos se repitam, com milhares de anos de história para trás. Erros crassos! E hoje, no século da tecnologia, da comunicação, com tantos recursos, ainda vemos barbáries praticadas, nem na Idade sei lá… da pedra lascada… Lascados estão vocês, se continuarem a lançar sementes mesmo em terra fértil, de origem duvidosa. O que eu quero dizer com isso? Costumes, valores, princípios morais… Ah! Se pelo menos, fossem. Jogam e ainda regam, para nascer lá na frente estas coisas que vocês vêem por aí. Não me refiro a nenhum de vocês, nem àqueles que estão próximos, ou aos seus queridos, mas sabemos e agradecemos que venham não a nós, mas ao caminho que não é nosso e de todos aqueles que ascendem.

Vou sintetizar. Escolham sementes geneticamente purificadas, se é que pode ser assim. Plantem valores puros, comportamentos adequados, atitudes dignas. Plantem beleza, quem sabe tudo isso seja a moral que muitos se arvoram em dizer de uma moral que na verdade é o oposto de tudo isto. Quem sabe possamos todos aqui, nesta Terra, nos aproximarmos da ética. Não existe uma ética ruim, existe ética que é a soma de tudo aqulo que eu disse que devemos plantar, que é a síntese da semente de boa origem, e que dará com certeza, aí sim, a sombra, as flores, os frutos que aqueles que fizeram este trabalho, mrerecem desfrutar e colher. Simples assim. Ou tão complexo tudo isto quanto possa ser.

Hoje é a primeira grande fogueira acesa em todo o mundo. Sintam isso. Como disse o Grande Cacique, a corrente está presente, está formada quando demos as boas vindas a todos que estão aqui, a vocês e aqueles que vocês não podem ver, mas podem, ou poderiam se estivessem equilibrados e sensíveis, com a sensibilidade que pertence a cada um de vocês. Esta é a noite da grande fogueira. Vamos nos sentar em volta dela. De vez em quando, jogar uma coisa que a gente não gosta, “queima coisa ruim!”. Às vezes vocês tem vontade, não é?

Vamos terminar com leveza. Quando estenderem as bandeirinhas e aquela comidaiada boa, me convide que eu vou. Deus nos ilumine a todos com a mesma intensidade deste fogo sagrado que crepita dourado em cima mas azul na sua base. E que possa ser assim, para os próximos dias, quem sabe anos a fio. Que assim seja! Boa noite, queridos!

PEDRA ALTA

Ofereçam seu beijo ou seu abraço. Recebam o seu beijo ou seu abraço.

Posted in Ensinamentos, Uncategorized with tags , on maio 9, 2016 by Helen Ians

convivencia

Faço minhas as palavras aqui deixadas hoje. O que vemos são tantos recursos que principalmente os jovens possuem, mas que hoje em dia atingem todas as faixas etárias, onde as pessoas não conversam mais, não se olham – não existe o olho no olho, não existe mais ver um sorriso, são apenas carinhas… Carinha triste, carinha feliz, carinha mandando beijos. E onde estão os beijos dados fisicamente?

Ficamos tristes de ver o individualismo predominando cada vez mais: as pessoas não conversam, não convivem em grupo. E se estão em grupo, cada um está com seu aparelho, sem se conversarem, sem prestarem atenção em uma roda de conversa…

Parem, foquem na realidade, olhem o seu próximo, olhem o seu pai, olhem sua mãe, olhem para quem está dentro de sua casa. Todos os recursos e a tecnologia vieram para ajudar e não para destruir aquilo que já andava escasso que é o relacionamento humano.

Peço a todos vocês que estão aqui que, por duas horas ao dia, fiquem sem seus aparelhos e procurem prestar atenção em tudo aquilo que está à sua volta, ofereçam uma palavra de ajuda, de incentivo, de apoio.

Ofereçam seu beijo ou seu abraço. Recebam o seu beijo ou seu abraço.

Da mesma forma que foi pedido pelo irmão Pedra Alta, para que transmitissem o recado, peço aos que estão aqui hoje que proponham um desafio às pessoas que convivem com vocês: que esta semana, por duas horas, abram mão de qualquer recurso, seja o aparelho de telefone, seja a tv, seja o computador, o telefone, e tentem resgatar e sentir novamente o prazer do convívio com aqueles que estão à sua volta.

JURACI