Archive for the Rtuais e cerimônias Category

Nestas festas, ofereçam seus talentos a quem está a seu lado. Simplesmente.

Posted in Dons, Festas e celebrações, Rtuais e cerimônias with tags , , on dezembro 17, 2012 by Helen Ians

gifted womanBrevemente eu vou dizer a vocês, todos, aquilo que eu disse, a mesma coisa que eu disse de formas diferentes para pessoas queridas que estiveram esta noite diante de nós, ou diante de mim, se querem individualizar a energia.

Cada um de vocês tem um atributo ou mais de um, muito forte. Uns tem uma beleza que ilumina, outros tem um talento incontestável, outros tem o dom da arte. Outros são guerreiros. Outros são súditos – com uma humildade emocionante, não submissos. Enfim, poderia enumerar uma série delas mas, infelizmente, pelo momento do mundo em que vocês vivem, por uma questão de autodefesa, por uma questão de preservação, de segurança, de sobrevivência mesmo, vocês guardaram estas coisas tão preciosas, tão lá dentro, que só nós conseguimos ver estas qualidades tão claras, tão nítidas.

Eu vou ser muito breve. Identifiquem, se é que ainda não o fizeram, estes atributos e as variações destas coisas boas que, pelo exercício anterior da vida, se tornaram qualidades reconhecidas, um pouco perdidas, e ofereçam isto. Seria pedir muito que oferecessem a todo mundo, numa magnânima vontade de mudar tudo?  Menos. Ofereçam isso a quem está a seu lado, simplesmente.

Este é o maior presente, nesta troca de gentilezas que parece que infelizmente, ou não – até é compreensível o que acontece no fim do ciclo. Que vocês chamem como quiser, é um acerto de contas, não é? Onde todos deveriam fazer (a palavra é estranha) um balanço daquilo que se deve, daquilo que se tem a haver.

E eu não me refiro à moeda, papel, ou qualquer coisa menor, mas uma troca, um balanço que as pessoas deviam, olhando-se nos olhos, dizer: eu fiz isso para você, sem pedir nada em troca, e você me deu isso. Não uma cobrança, porque daí o momento que pode ser sublime, seria constrangedor. Presenteiem a quem vocês amam com um simples “obrigado”, ou “desculpe, eu não queria ter feito o que fiz”. Aí, sim, pedras coloridas, luzes piscantes, árvores enfeitadas, pão feito na casa, os melhores vinhos, aquela coisa que explode bonito – champagne. Isto é complemento, que as pessoas fazem com aquilo que podem. Se não houver esta coisa, champagne, que seja com água pura da fonte, translúcida. Mas se não houver a troca profunda, verdadeira, humana, isto será apenas, aí sim, fogos do artifício. É simples assim. Boas festas. Que Deus abençoe esta noite especial.

Pedra Alta

A névoa da lua nova: mágica.

Posted in Natureza, Rtuais e cerimônias with tags , , on fevereiro 3, 2011 by Helen Ians

A lua nova, que não é tão atraente quanto a crescente, não tem a mesma força nem os odores da lua minguante, menos ainda o brilho intenso da lua cheia, quando os povos antigos acendiam as fogueiras, as lamparinas, e cantavam, dançavam em torno, quem sabe, até de si mesmos.

Mas a lua é nova e é este o momento exato em que vocês estão vivendo, não apenas em uma contagem de ciclo menor de fases da lua, mas o momento maior: lua nova – sutil, praticamente imperceptível mas real, e mágica.

Nestas luas novas, os povos antigos apagavam suas fogueiras, suas lamparinas, cessavam as danças, como fazemos nós também, para sentir a sutiliza da luz prateada, difusa, onde todos parecíamos estar sob uma névoa, nas noites de lua nova.

Magia. É isso, meus queridos amigos, filhos, irmãos, que gostaríamos que vocês sentissem. Que possam se sentir como a névoa da lua nova, em tons de prata, sutis. Que possam transmitir esta sutileza que gira em torno de vocês. E o poder verdadeiro de ser mágico. Mágicos que curam, mágicos que estendem suas mãos, solidários. Mágicos grandiosos. Mitos. Mágicos conselheiros, mágicos xamãs até de si mesmos.

E que esta magia sutil e prateada traga a cada um de vocês a paz, profunda, eclética, do Grande Pai. Que assim seja. Que assim seja em outras línguas: Amém. Que assim seja: Namastê! Que assim seja: Shalom! Que assim seja: Salam! Que assim seja, Wakantanka! Fiquem com o Grande Espírito.

Pedra Alta

Sabedoria, desprendimento, discernimento e união.

Posted in Ensinamentos, Rtuais e cerimônias with tags , , on janeiro 18, 2011 by Helen Ians

Vamos aproveitar a primeira reunião deste ano, como nosso irmão disse, e renovar as nossas esperanças, fazer novos votos de caridade, intensificando-a com um simples gesto de doar – não só materialmente mas doar o seu amor, a sua atenção, a sua amizade, o seu companheirismo, a sua presença, a sua dedicação, a sua paciência.

Sejamos mais unidos – nem por isso deixaremos de buscar os nossos objetivos. Aproveitem, se aquele cheirinho de primeiro dia de ano novo ainda está presente em nós, e guardem, na memória, tudo o que vocês desejaram ao seu próximo e a si mesmos.

Continuem buscando o caminho de luz, como filhos na companhia do Grande Pai, e lembrem-se que não existe castigo. Existe somente causa e efeito, por isso pensem nas vossas atitudes, nas vossas palavras antes de as proferirem. Ajam, sim, com o coração, aliado à razão, e principalmente solicitando a sabedoria e o desprendimento. Agradeço a presença de todos os irmãos presentes nesta nossa primeira reunião e a oportunidade de estar mais uma vez a serviço do Grande Pai.

Guerreira (enfermeira) Ana Nery.

Primeiro contato com a Guerreira Luz Forte.

Posted in Ajuda espiritual, Caminho Sagrado, Dons, História de Vida, Rtuais e cerimônias with tags , , on setembro 26, 2010 by Helen Ians

Este é o relato do primeiro contato da guerreira Luz Forte, vinda através de uma jovem na Casa de Luz, com a intervenção de Nuvem Vermelha.

Cacique: Guerreiro Peão, seja bem vindo. Fique à vontade. Guerreiro Fiori, fale para a guerreira Marina sentar aqui do lado.

Cacique: Toda a corrente sagrada de luz está aqui presente. Que os guerreiros aproveitem este momento com todos os xamãs que estão aqui, para que os irmãos sintam toda a energia, toda a luz que os guerreiro estão colocando sobre os guerreiros aqui neste momento na Casa de Luz. Tudo bem guerreira? (energizando Guerreira Marina). E agora, sim. Guerreira, está bem? O coração disparado? Senta aqui. Coloca a mão na mesa, e se concentre. (Nuvem Vermelha energiza a guerreira).  Guerreira Luz Forte toma conta da guerreira. Que a guerreira seja bem vinda. (Chaleira Preta e Joana se manifestam em língua nativa).

Cacique: A guerreira seja bem vinda. A guerreira é bem vinda no trabalho e que a guerreira acompanhe também a pequena, onde dois espíritos se tornam um, como nós já tínhamos falado. Guerreiro Alce Negro, Cacique agradece a presença da guerreira Luz Forte, guerreira xamã aqui na presença de toda a tribo. Guerreira Luz Forte! (manifestação do guerreiro Pedra Alta em língua nativa).

Cacique: Vamos deixar a guerreira sentir toda a energia, toda a sensação, a vibração. Que o Grande Espírito abençoe a todas as correntes aqui na Casa de Luz, com energia, com  força e que tragam cada vez mais a paz em todos os lugares, no caminho de todos os guerreiros que estão aqui na Terra para aprender, para evoluir. Cada guerreiro com o seu compromisso, independente da idade, independente daquilo que busca, porque o compromisso firmado tem que ser cumprido para a paz de todos os guerreiros.

Ao final da palestra de Nuvem Vermelha, ele fala com a guerreira Luz Forte:

Cacique: Guerreira lakota Luz Forte, toda a corrente agradece à guerreira , toda a corrente agradece a todos os guerreiros – guerreiro Guardião, guerreiro Peão, a todos os guerreiros aqui na Casa de Luz, onde foi falado que o tempo não existe, o que existe é o compromisso, o respeito, o carinho, a boa vontade, a dedicação.

Cacique: Em nome de toda a corrente, Cacique agradece a vinda da grande guerreira lakota, guerreira xamã, trazida pelos guerreiros. Que a guerreira tome conta do aparelho da guerreira, que a guerreira a acompanhe, junto com o guerreiro Peão, e com toda a corrente, onde são transformados dois em um só espírito, onde é transformada a Grande Luz à sua volta, para que a energia, o trabalho e o compromisso, por ordem do Grande Espírito, assim seja feito.

Cacique: Que o Grande Espírito abençoe a grande guerreira, guerreira guardiã Luz Forte, xamã dos grandes guerreiros. A guerreira vai se aproximando cada vez mais. Que a guerreira volte tranqüila.

(Nuvem Vermelha, dirigindo-se ao aparelho): – Tudo bem, guerreira? Tranquila? Guerreiro dê um pouco de água para a guerreira. Viu a Grande Luz?
– Vi. (responde o aparelho, a pequena guerreira Marina).

Purificação na tenda do vapor: aproximação de irmãos.

Posted in Rtuais e cerimônias with tags , , , on agosto 25, 2010 by Helen Ians

inipiNão por acaso, mas exatamente em noites como esta, de lua grande, dias antes daqueles que antecedem a estação que se aproxima onde o vento é suave, é brisa, e parece que vem de todos os lados. Era assim na tribo, em que alguns guerreiros se reuniam, afastando-se do centro para um lugar mais distante, onde ali construíamos naquele momento, com galhos das árvores que se preparavam para trocar de vestimenta na primavera, caídos.

Fazíamos uma construção grande o suficiente para que pudéssemos nós, alguns guerreiros, ficar de pé ao lado uns dos outros, em círculo, e acendíamos o fogo e sobre ele… pedras. Tínhamos à mão um pouco de água pura e, quando as pedras esquentavam, fazíamos com que a água escorresse de nossas mãos sobre as pedras quentes e delas se elevava vapor .

Em oglala sioux chamava-se este ritual inipi, não de ini ciação mas de aproximação de irmãos, iguais em essência mas, naquele momento, profundamente diferentes naquilo que procuravam, e que pudesse vir a acontecer dias à frente.

Uns tinham perdido alguém, não alguma coisa porque isso nada importava a nós, mas alguns, com uma tristezxa grande se aproximavam, outros pelo contrário tinham recebido por exemplo a graça divina de um filho recém-nascido. Outros vinham por amor a suas famílias, outros apenas agradecendo a honra de ser digno e estes irmãos próximos, em torno do vapor, a mais etérea talvez substância da natureza, que se eleva da Mãe Terra ao céu pela diluição em minúsculas e brilhantes gotas da própria água.

Acreditem vocês ou não, mas nós naquele instante nos elevávamos até com uma sensação física junto com o vapor ao céu, e de lá, como pássaros, como nuvens, víamos tudo aquilo que havíamos pedido ou que gostaríamos, almejaríamos, alcançar, resolvido. E despencávamos juntos  como as primeiras chuvas da primavera, fertilizando a terra seca com uma promessa de prosperidade à tribo. Era assim que fazíamos. É assim que pode ser feito.

E aqui um segredo: sabem por que tudo do alto parece fácil e resolvido? Porque lá em cima não há ruído. Não preciso falar mais nada porque acredito que nós estamos sendo entendidos cada vez mais por vocês e a isso temos que agradecer porque todos vocês vem aqui, limpos, abertos e puros, para nos receber. E nós não somos nada diante do ainda mais alto e insondável mas que pode ser atingido, pelo bem, nesta viagem de suas almas, como viajavam as nossas, ao Grande Espírito. Wakan Tanka. Honrado!

Pedra Alta