Archive for the Relacionamento Category

Dêem tudo de si para concretizar o seu sonho.

Posted in Relacionamento, Uncategorized with tags , on dezembro 28, 2016 by Helen Ians

colar-de-turquesa-azulCacique agradece ao guerreiro aparelho pela dedicação aos trabalhos, pela luta, pela força do guerreiro, pela energia dispendida aqui nos trabalhos, e a pedido do guerreiro aparelho, Cacique conta aos guerreiros a história do colar, para aqueles que não conhecem.

Uma guerreira pequena, com seus 7 a 8 anos, ia comprar um presente para sua irmã. Era aniversário da irmã mais velha. As duas tinham perdido a mãe e a pequena queria homenagear a irmã mais velha por também tomar conta dela desde quando perderam a mãe. A guerreira pequena abriu a gaveta de sua casa, pegou um saco de moeda, saiu para uma loja, e parando na vitrine, viu um colar com uma pedra azul turquesa, que tinha a cor do olho da irmã. Esta guerreira pequena, quando viu, disse: “este é o colar que quero dar para minha irmã mais velha”. Entrou na loja, encostou no balcão, como diz guerreiro Lobato, e perguntou ao guerreiro, dono da loja:

– Eu gostei daquele colar com pedra azul, que está escrito turquesa. Tem a cor dos olhos da minha irmã mais velha. É aniversário dela, ela toma conta de mim e e eu quero dar este colar para ela.

Jogou no balcão as moedas que estavam no saquinho, sem saber o preço do colar que era uma joia verdadeira. É claro que não dava para a pequena fazer a compra e o guerreiro da loja perguntou para a pequena:

– É aniversario da guerreira irmã, é isso?

– Sim, nos perdemos mãe, é aniversário dela e ela toma conta de mim.

O guerreiro, emocionado, pegou o colar e fez um embrulho bonito:

– Pode pegar as moedas, e leve o presente para ela.

A pequena saiu, feliz, alegre. Na lua da noite deu o presente e a irmã, que agradeceu, gostou mas ficou com coisa na cabeça: “como ela comprou se não tinha dinheiro para comprar?”

Na lua do dia seguinte foi à loja e perguntou ao dono da loja:

– Ontem, minha irmã pequena veio aqui e comprou este colar, estou vendo que é verdadeiro,  é muito caro – como ela conseguiu comprar?

–  Sim, ela quis fazer surpresa para você e, sim, ela comprou o colar.

– Mas ela não tinha dinheiro, só as moedas que eu colocava na gaveta dela e ela colocava no saco.

O guerreiro olhou nos olhos da guerreira, pegou o colar, fez novo embrulho bonito e disse:

– A pequena pagou o preço que qualquer guerreiro poderia ter pago – ela deu tudo que ela tinha.

Não importa o preço, porque muitas coisas no caminho dos guerreiros e, muitos sabem, há coisas que não tem preço, não tem valor, e são sagradas. A guerreira deu tudo que ela tinha. É para vocês guerreiros darem o melhor de si, sempre. Este é o próximo passo, como disse o guerreiro peão, do sonho. Não adianta apenas ter o sonho e o guerreiro não dar o passo. Ela pagou o preço que qualquer outro guerreiro poderia ter pago. Ela deu o melhor de si, ela deu tudo com a sua luta. Que vocês guerreiros também neste próximo passo, em tudo que forem fazer, principalmente para a luta do seu sonho, tem tudo isso: sejam gratos por si mesmos, sejam gratos com a energia. Lutando realmente por aquilo que vale a pena. Dêem tudo de si, como a guerreira pequena fez: deu tudo de si. Que os guerreiros dêem tudo de si na vida, no caminho, dêem tudo de si para que concretizem os seus sonhos.

Cacique agradece a energia de todos os médiuns. Cacique agradece pela dedicação aos trabalhos. Quando se caminha junto e tem o mesmo foco, como fala guerreiro Peão, como é feito aqui na Casa de Luz e no caminho aqui de muitos, a única coisa que vão encontrar é vitória cada vez mais. A todos vocês, guerreiros de luz que acompanham os trabalhos, que reflitam sobre a história que Cacique acabou de deixar a vocês, lutem pelo seu sonho e dêem  o melhor de si para que concretizam  o sonho que é sagrado.

À guerreira M, Cacique agradece pelo feito das mensagens, onde muitos acompanham, onde muitos são gratos em pensamento, onde muitos são salvos apenas pelo fato de lerem as mensagens que a guerreira coloca de coração no blog dos trabalhos. Cacique agradece à guerreira, aos guerreiros da Casa, ao guerreiro A. pela ajuda, ao guerreiro F. Cacique agradece ao guerreiro aparelho da mesma forma. Nossa guerra é uma. Há muitas luas atrás, guerreiro ainda pequeno, e Cacique sabia que o nosso compromisso se tornaria um, e Cacique não poderia ter escolhido um guerreiro mais focado aos trabalhos, com doação de energia aos trabalhos tão bem feito, e que segue a doutrina, segue o caminho, assim como todos da mesa, para que as coisas caminhem sempre da melhor forma. Cacique agradece pela força do guerreiro, e a todos vocês, da mesma forma, extensivo aos guerreiros, como diz o guerreiro Lobato. E que Deus abençoe a todos vocês, guerreiros deluz. Mitakuye Oyasin*.

NUVEM VERMELHA

*Por todas as nossas relações.

 

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Voltar atrás se for necessário.

Posted in Relacionamento with tags , on junho 5, 2016 by Helen Ians

voltar atrásQuero apenas pedir aos irmãos que estejam atentos aos sinais, mas principalmente aos sinais que vocês estão emitindo. Não deixem que o orgulho, a prepotência, os deixem cegos. Tenham a capacidade de admitir seus erros e voltar atrás se for necessário.

Lembrem-se, não existe a caridade e o amor se não tiverem humildade no coração.

Tenham todos uma boa semana e que Deus Nosso Pai abençoe a cada um de vós.

JURACI

CACIQUE: Que os guerreiros reflitam na mensagem que a grande guerreira acabou de deixar que e é de importância para todos, no caminho de cada guerreiro aqui.

Brilhem como vagalumes!

Posted in Relacionamento with tags , on janeiro 10, 2016 by Helen Ians

pirilamposNão muito a dizer depois de bem ditas palavras que, na verdade, sintetizam, o tema de hoje – a síntese de todas as cores.

Se me permite a corrente e o senhor, Grande Chefe, e todos os outros líderes presentes, que eu possa pinçar, pegar alguns poucos pontos que, mesmo que sempre estejamos repetindo, muitas vezes vocês tem dificuldade na vida prática em aplicar.

Em primeiro lugar, nós não gostamos, particularmente eu não gosto de definições. E isto foi dito, e bem dito. Prefiro os conceitos. A sutileza da percepção muito mais do que os rótulos que identificam isto, aquilo, este ou aquele, e que muitas vezes, exatamente por serem rótulos, levam ao julgamento, levam à acusação, e isto não é bom.

O outro ponto, que gostaria de enfatizar, se me permitem, é a questão da interiorização. Quando nós dizemos “olhem para dentro de si”, eu já disse uma vez e repito – as pessoas pensam “que negócio é este para olhar para dentro de mim, como faço isto?”.

Apesar de um conceito complexo, que implica a mente, a psicologia, o estudo também da alma, na ciência de vocês, e na visão espiritual, este conceito complexo pode ser simplificado de maneira prática para que saibam, para que saiam daqui mais de, além de atitudes, comportamento, o segredo é este: perceber-se.

A forma de perceber-se é pelo olhar do outro. Você é ou deve ser aquilo que você reflete nos olhos de quem o vê. Reparem quando vocês, e eu admiro isso, se preparam para a guerra – que é outro conceito que vocês devem entender – e saem, e notam e sentem que os outros, as outras pessoas, olham para vocês com certa e merecida admiração. Nem tanto à vaidade, nem tanto ao desleixo.

Aquela sensação de que “eu estou presente, eu faço parte, eu pertenço” a este mundo. Eu não sou uma coisa qualquer, eu não um ser pequeno, mas eu estou aqui e me sinto percebido por todos aqueles que me cercam, que estão próximos de mim. Não é bom isso? Isso é perceber-se, isto é autoconhecimento, e que não adianta passar o dia pensando “quem sou eu, de onde vim e para onde vou” que jamais virá resposta do espelho para vocês. Mas, sim no reflexo do olhar de todos aqueles que percebem você porque você está presente.

Eu disse que o conceito era complexo e poderíamos nos estender. Reflitam e reflitam nos olhos de quem os vê, aos nossos olhos nós vemos cada um de vocês, como seres brilhantes, possíveis, capazes, importantes, como indivíduos.

Mais uma coisa: é a questão da presença do grupo, a presença maior como exemplo, eu cito a nação Sioux. Conheçam vocês mais ou menos a história e muitas vezes alguns que vão buscar a informação pensam assim: “se tão grande nação, se tão importantes vitórias, por que haveria de se extinguir toda uma civilização?” E a resposta é aquela que deve ficar para exemplo, sem vaidade nossa, mas orgulho, sim, de que a civilização ficou – não construímos palácios, nada de pedras que possam ser visitadas pela posteridade. Mas basta citar, façam a prova, de como uma civilização pode ficar para sempre se atingiu o nível espiritual e ainda busca elevar-se. Mostre a imagem simples de um índio quase nu, se não totalmente, para ver a impressão e o respeito que isto causa pela pureza da própria imagem.

Aqueles que souberam andar na Terra, dando valor à natureza, integrando-se a ela, impressionam pela pureza, impressionam pela verdade. Portanto nos pedidos agora no final deste ciclo, na passagem para o próximo, que vocês tenham este nítido conceito de presença, individual, em pequenos grupos, e que a nação em que você vive possa deixar um legado de grandeza, de elevação espiritual, para que tudo aquilo que foi materialmente construído sobre esta terra, não seja mais tarde apenas ruinas, sem nenhuma importância, e tristemente poderia ser pelo contrário, tristes lembranças.

Mas antes que isso possa ser um objetivo, uma compreensão nacional, que seja a nível de cada um de vocês, “eu me sinto presente, eu faço a diferença. Se estender a mão para qualquer lado, mãos vão apertar as minhas, fazendo uma corrente, fortíssima. E se soltarmos as mãos depois desta energia, conseguiremos reconstruir o que quer que seja.”

Aí a outra máxima desta Casa, que juntos somos apenas um. Brilhem estranhas e queridas criaturas, como os vagalumes, cada um a sua cor, e que juntos façam o conjunto brilhante que pode ser o lar de cada um de vocês, a tribo de cada uma de vocês, o conjunto das tribos de uma grande nação.

Que Deus nos ilumine e que nos faça continuar brilhando como pirilampos em uma noite de Natal. Que assim seja.

PEDRA ALTA

A importância dos significados das palavras, atitudes e ações

Posted in Arte de viver, Relacionamento with tags , on maio 31, 2015 by Helen Ians

Oração de AgradecimentoEu fico sempre muito contente de ser precedido por uma entidade de luz que se manifesta de maneira tão suave, em palavras precisas e conceito perfeito. Em busca desta perfeição, está a importância do significado, quer sejam das palavras, quer sejam das atitudes ou das ações.  Querem um exemplo? Que está na linguagem, exatamente na língua que vocês conhecem e que nos só pudemos aprender, depois de tantos anos, com os nossos aparelhos. Esta é uma relação importante entre os médiuns. Eu dizia a meu amigo ali (mostra um participante), quando agradeci pela sempre pronta ajuda, não só dele como de todos vocês: eu disse obrigado. Quando eu aprendi esta expressão na língua de vocês, o português – interessante como vocês às vezes não percebem as armas que tem – até em expressões idiomáticas de uma determinada língua, em uma dada nação. Na maioria das línguas, se não em quase todas, quando se agradece se dá ou se deseja ao outro alguma coisa. Existe uma em que se expressa gracias, alguém fez a mim, deu a mim e eu ofereço gracias. Bonito, isto. Outra diz: thanks. A mesma coisa e etc. e etc… Não quero aqui dizer que aprendi a ser poliglota. Grazie. Muito agradecido. Obrigado.

Mas obrigado é mais do que isso: eu me obrigo; eu lhe devo algo. Em vez de eu estar oferecendo, eu pego para mim uma responsabilidade. Isto é profundo, quando se analisa o significado na linguística. Mas não quero dar aulas. O que eu quero dizer é o seguinte: prestem mais atenção ao que está em volta porque tudo significa alguma coisa. Algumas coisas tem valor intrínseco, verdadeiro, profundo. Outras, tilintam. Chegam a brilhar, por serem interessantes. Mas, infelizmente, ou felizmente, tenho consciência de que a maior parte dos significados não significa coisa alguma.

O que mais quero dizer, que sirva para vocês na vida prática, aqui neste plano? Sem querer parecer erudito, mas eu acho que todos deviam às vezes ser, pelo conhecimento que tem, que já adquiriram, e não só nesta vida, mas a lembrança de tantas outras e das coisas que estão aí, do conhecimento da humanidade.

Há um povo muito antigo, extremamente admirável porque um dia projetaram, acima deles, deuses, e para que não perdessem o elo entre a Terra e o Céu, em cada um deles colocaram suas próprias virtudes e seus próprios defeitos. Assim, ao temer um deus, eles refletiam: se eu estou errado, a ação será muito parecida com aquela que eu teria ao punir, se fosse o caso, alguém. Punir, não julgar. Um ato imediato a uma ação repulsiva ou indesejada. Não há tempo de julgamento. Todas as vezes que nos reunimos aqui, eu fico encantado com uma oração que vocês cantam como se fosse um hino. Em algum momento dela se faça dela: seja o espelho ou qualquer coisa assim. Reflita a luz.

Eu faço uma pergunta quase infantil, quase pueril. Quando vocês se olham no espelho, alguém já viu duas imagens refletidas. Não preciso da resposta: não é a resposta porque projetamos a nossa própria imagem. Prestamos atenção a tanta coisa que não tem nenhuma importância e não se atentam a sua própria imagem refletida, a não ser para amarrar o sapato, arrumar o cabelo… vaidades. Mas não olham para o rosto. Quem sou eu, seria uma pergunta muito complexa para se perguntar ao espelho. Mas, como estou eu, é fácil. E que interessante! Como estou eu, espelho? Espelho responde: bem, obrigado. Conseguiram fazer a ponte com o que falei no início? Obriguem-se, tragam a si mesmo a responsabilidade de ter e projetar uma imagem que seja tão encantadora que faça com que as pessoas que o veem digam: obrigado!

Certamente os deuses, lá, olhando vocês naquele instante, diriam: Nossa! Criaram-nos e nós os recriamos melhores do que nós. Isso é possível, mais do que provável. Exercitem esta sensibilidade em relação às coisas e ao significado de tudo. Você, meu filho (conversa com dono da casa) quando você pôs … aqui, eu fiquei muito feliz porque fazia bagunça na sua mesa e sempre pego aparelho – meio tonto, faz ás vezes as coisas sem saber oq eu está fazendo – pegando a flor, uma só, e dilui assim, sabe por que? Quando digo tonto, quero dizer que ele tem a sensibilidade de preparar, fazer com que a essência exale no lugar onde eu venha. Ele é especial? Não sei – não sei porque todos vocês, e cada um, é especial. Só que alguns oferecem, outros que tem muitas vezes muito mais a oferecer, se esquecem. E não é o caso de esquecermos mas é o caso de esquecer-se. Quando você (dirigindo-se à pessoa chamada), mesmo que não tenha sido por esta razão, preparou o lugar, você fez a mesma coisa: ofereceu. Muito obrigado. Deus o abençoe. E é assim. Não vamos ficar elogiando muito se não sobem todos nos pezinhos achando que são…

Mas é bom dizer às vezes para as pessoas que nos dão, nem que seja um pouquinho, “muito obrigado”. E é assim que eu e a corrente, embora o encontro não termina agora, todos nós dizemos a vocês, pela presença, pela delicadeza e o silêncio, pelo respeito que nos tem, exatamente refletido em tudo isso que acabei de dizer que está dentro de vocês. Vocês oferecem o que tem, e tem muito, e nós dizemos a vocês, além das graças, obrigado! Sentimo-nos com responsabilidade sobre, com vocês – responsáveis com, não por. Por esta harmonia que está na flor, nas pétalas, no perfume, na água bendita que sempre alguém coloca com tanto carinho. No trajeto que vocês fazem, às vezes com tanta dificuldade. Eu não conheço na história da humanidade onde, com tanto recurso, é tão difícil se locomover – se viessem a pé, chegariam primeiro… Mas, enfim, bendita tecnologia em alguns aspectos. Se eu estou certo, não sei, mas existe uma construção semântica de significado em tudo que foi dito, e será ainda dito nesta noite, para que vocês usem em sua vida, prestando muita atenção. Muito obrigada a todos e a cada um de vocês.

PEDRA ALTA

A linguagem verdadeira que, realmente, comunica e aproxima, é uma linguagem essencial que existe dentro de cada um.

Posted in Caminho Sagrado, Conselhos, Relacionamento with tags , , on setembro 18, 2014 by Helen Ians

Native american tribesNão vou me alongar mas gostaria de tocar em um tema muito importante – que sempre o foi mas nos dias de hoje, mais do que nunca – e que é ainda. Antes de falar sobre isso especificamente, vou falar sobre isso de outra maneira e peço a vocês que procurem usar tecidos leves e cores claras. Será que me entenderam? A ausência da cor faz com que a energia se aproxime de vocês, mesmo que seja boa, e grude em vocês, não deixa que respirem. Pensem sobre isso. Não vou insistir para não ser óbvio. E, aliás, a obviedade é o grande problema desta civilização e é por isso que resolvemos falar aqui, esta noite, de “linguagem”.

Muito bem. Vamos ser práticos, vamos ser objetivos com um exemplo. Quando as pessoas viajam para conhecer outras culturas, outros lugares, algumas se encantam com o idioma novo e procuram aprender, nem que sejam algumas palavras, tentam pelo menos se comunicar naquela língua. Outros já dizem não entendi nada do que você me disse, ao estrangeiro. Se recusam a aprender , tem dificuldade em perceber a linguagem diferente.

Eu digo a vocês: o segundo tipo, e são muitas pessoas hoje em dia, correm um risco muito grande – pela falta de curiosidade e da abertura em relação à comunicação – risco de estarem perdidos porque a linguagem comum, hoje em dia, é rasa, superficial, sem conteúdo, vazia. Se não exercitarem esta capacidade, este dom que é de todos nós, até pela curiosidade de decifrar outras linguagens, acabam ficando óbvios.

E a vida não é óbvia, se não pela sua superficialidade. Interessa, sim, que vocês sejam profundos, quando dizemos, e dizemos sempre: mergulhem no seu interior. As pessoas que não tem facilidade de entender outras linguagens ou que não procuram entende-las, devem pensar: como vou mergulhar em mim mesmo e é assim. Quando se diz isto, de alguma forma significa ler, enxergar, tocar, ouvir além dos sentidos, perceber o sutil e o imperceptível à maioria. Maioria esta que, como a linguagem que usam, é vulgar, vazia e sem conteúdo.

Utilizem a sua sensibilidade – a mesma que faz com que vocês admirem uma obra de arte. A arte pode estar, aliás, está, predominantemente na natureza. Não queremos necessariamente intelectuais, artistas, críticos mas gente com sentimento, com sensibilidade.

Às vezes vejo coisas que me deixam pasmo – as pessoas entram em uma floricultura e falam: me dê meia dúzia daquela, 45 daquela, junta tudo e manda entregar. Muita gente está mandando entregar um monte de coisas, coisas estas que não pararam para observar a essência do que estão doando e achando que são magnânimos. Estão entendendo onde quero chegar? Não aceitem coisas que lhes mandam entregar – menos ainda agradeçam por esta falta absoluta de sensibilidade. Mas, pelo contrário, quando entregarem uma coisa, mesmo que não seja palpável, tangível, façam com a linguagem ampla e restrita, muito além dos seus sentidos.

Dizemos isso e estou encerrando – me perdoem por ter me alongado – porque precisamos de pessoas inteiras, que se comunicam de todas as maneiras. Cuja presença é visível, imprescindível. Cuja presença é como a de cada de um de vocês que nos preenche, nos completam, nos honram, que fazem a diferença, pela maneira como se comportam, mesmo em silêncio, porque há respeito, há sinceridade, há entendimento mesmo no silêncio.

Tenham curiosidade e aprendam outras formas de se comunicar. E podem ter certeza que muitas delas independem de sua educação e sua cultura, ou qualquer tipo de conhecimento que possam ter. A linguagem verdadeira que, realmente, comunica e aproxima vocês do que interessa, é uma linguagem essencial que existe dentro de cada um.

Que Deus se comunique conosco de todas as formas para que sintamos na pele a sua presença real.

NUVEM

Que os guerreiros reflitam sobre o que o guerreiro acabou de deixar a todos , da importância de um caminho quando é feito dentro da verdade e da seriedade.

O lugar sagrado de cada um.

Posted in Caminho Sagrado, Relacionamento with tags , , on abril 16, 2014 by Helen Ians

cavaleiro na mataAssim como alguns já sabem, em uma das minhas trajetórias – vocês vão entender porque estou falando isso – depois de meu serviço feito, em uma das minhas passagens, eu pegava o meu cavalo e caminhava mato adentro até encontrar a saída do mato, que eu já sabia onde era de cor e salteado.

Neste caminho de volta, eu vinha tentando acalmar o meu espírito e a minha alma, de certa forma – e, não pelo serviço feito, mas pelas lembranças de algumas coisas que eu tinha.

Como cada um tem o seu refúgio, cada um tem o seu lugar sagrado, como é dito aqui pelos índios, eu, nesta passagem que tive, eu também tinha o meu lugar tranquilo.

Eu tinha dois lugares onde eu me encontrava.

Um era na casa branca, onde tinha a família que eu ajudava e era amigo do dono da casa. A gente caçava junto, fazia algumas coisas. Eles passavam muita dificuldade com o filho, e eu meio que os apadrinhei, por certa ajuda dada a mim uma vez.

O outro lugar onde eu me encontrava e ficava co meu espírito sossegado era uma capela branca onde eu me dirigia direto com o meu cavalo. Deixava meu cavalo parado, dava água a ele e me dirigia à capela sagrada. Eu esperava o sino da capela tocar, pois ele sempre mexeu comigo. Esperava a missa começar, onde o padre era meu amigo e a gente conversava e sempre eu saía tranquilo, eu saía em paz pelo sino tocando, pela missa feita pelo padre, que eu escutava, pelas muitas conversas que eu tive com o padre, e isso me fazia bem.

Assim na Terra como nos céus, as coisas acontecem por acaso no caminho de cada um, porque aqui tudo é transformado em energia, que se torna uma – e estas energias transformadas na energia maior do sagrado, elas se encontram. E às vezes como acontece na Terra, algumas pessoas são direcionadas para cá, por algum motivo ou pelo outro. E por que eu falo tudo isso? É simples.

Mesmo estando eu hoje em espírito, o espírito carrega de todas as passagens a lembrança de tudo. E eu sempre fui grato, que é uma coisa que eu tive comigo, desde as coisas feitas há muito tempo atrás. Dentro desta gratidão toda é aquilo que Deus me dava, onde eu ajudava quem eu achava que eu tinha que ajudar, eu só podia agradecer, e por todos que por certa feita ou outra cruzaram o meu caminho, para me passar uma boa energia.

Hoje, vim aqui especialmente, como eu disse assim na Terra como no céu, e a gente acabava convidando, espiritualmente, certas pessoas – e eu tenho um convidado especial, hoje, que veio aqui. Cadê o Padre? (chama o Padre). Faça o favor, pode sentar aqui. Boa noite, Padre. Agradeço sua vinda aqui e minhas bênçãos.

Muito obrigado, eu que agradeço o convite, e as minhas bênçãos também.

Eu é que peço as suas bênçãos assim como fazia antes. Fazendo assim, e assim como eu escutava, e gostava muito das palavras, eu queria que você fizesse o favor de deixar algumas palavras aqui. Estes são os meus amigos da mesa. (dirigindo-se aos participantes da mesa) Cumprimentem o meu amigo padre que está aqui hoje.

Eu gostaria que assim como eu escutava e acalmava o meu espírito, eu queria que você pudesse deixar algumas palavras de conforto a todos aqui. É uma honra a todos e para mim. Que a Santa Luzia te abençoe.

Meus irmãos, boa noite a todos. Eu acho que a melhor palavra para definir hoje a nossa reunião – da qual eu me sinto honrado e feliz pelo convite espiritual e físico que me foi feito – acho que a melhor palavra para esta noite foi como o nosso irmão guerreiro Nuvem Vermelha disse, há instantes atrás, sobre a sintonia interior. Então eu peço que vocês, neste momento, assim como na minha visão, que é limitada, sou aprendiz como todos neste caminho da eternidade, como o Senhor Jesus Cristo uma vez que nos ensinou, que devêssemos amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo.

O que é Deus senão o Grande Espírito que foi dito hoje? O que é amar ao próximo se nós não temos a compreensão do que é amar-se primeiro? E isto fala com sintonia interior. Então eu peço que nestes minutos da noite que se esvai, entrem em comunhão com o coração de vocês. Para auxiliar, aqueles que assim o quiserem coloquem a mão no peito. O centro de força que você carrega no seu peito, aquele mesmo centro de força que você transmite quando abraça alguém, aquele centro de força que você sente palpitando quando vê alguém que ama, que gosta. Sinta este amor fluir em você esta noite.

Sintonize em você estas vibrações poderosas que nós carregamos hoje e é possível sentir. Vamos nos enchendo de luz, esta luz que invade a nossa alma, enquanto, ao mesmo tempo, o nosso coração acompanha o ritmo do tamborilar das chuvas fora deste recinto. Chuvas que lavam a terra, mas que se observadas com toda atenção e carinho, lavam também nossa alma das nossas culpas, das nossas preocupações, da nossa press. Vivemos em eterna pressa em nosso mundo. Para que? Para concluirmos que tudo está no aqui e no agora.

Na minha humilde capelinha eu sempre peço para que as pessoas dêem um gostoso abraço na pessoa que está do lado. Mas hoje eu quero propor algo diferente: dê um abraço gostoso em você mesmo. Perceba-se, sinta-se e permita-se amar primeiro para que, depois, você consiga amar o próximo. Não se constranja: dê um abraço em você mesmo assim (mostra). É possível nos amarmos com todas as nossas imperfeições, não carregar mais culpa, é possível ficar apenas no amor e na caridade. Se você consegue se abraçar, certamente você consegue abraçar o outro que é tão limitado como você mesmo. E o outro é tão precisado de ajuda como nós também precisamos. Então agradeço a todos vocês que compreenderam a essência destas palavras, sinceras com toda certeza, embora humildes, mas cheias de significado e elevação espiritual.

Agradeço a ti meu irmão pelas palavras deixadas. Caminhamos juntos e você já sabe que se precisar de qualquer coisa, é só mentalizar, e a Santa Luzia. Para encerrar o trabalho desta noite, um Pai Nosso, assim como era feito. (Padre inicia o Pai Nosso e todos oram juntos)

Que a Santa Luzia abençoe a todos. Padre André, agradeço a sua mensagem. Você é bem vindo aqui. Os meus guardiões, você já sabe vão caminhar com todos vocês. A todos vocês que tenham um caminho próspero pela frente e façam a diferença para muitos e que busquem, assim como era feito, busquem este caminho mesmo os fantasmas tomando conta da mente de vocês, mas que busquem esta força toda com vocês, para poderem caminhar tranquilos. Sempre lembrem que vai existir um lar que é para vocês acalmarem e aquietarem o espírito de vocês, assim como eu encontrava na missa no sino da capela sagrada com as palavras do meu amigo padre.

Eu agradeço mais uma vez a todos, a todos os guardiões presentes, a todas as energias aqui presentes, que o Grande Espírito, como é falado pelos meus amigos índios, e a Santa Luzia abençoem vocês.

(Peão entrega presente abençoado por Santa Luzia, ao padre).

Reforma íntima, em primeiro lugar.

Posted in Casa de Luz, Relacionamento with tags , , , on outubro 4, 2013 by Helen Ians

Nesta lua da noite, Cacique reforça aquilo que os grandes guerreiros já deixaram aqui a todos, lembrando sempre que, sim, como bem disse a guerreira, é preciso colocar uma pedra, olhar para frente, seguir o caminho sagrado escolhido, e fazer deste caminho uma grande vitória. Mas Cacique lembra aos guerreiros que, nesta transição de mudança de um caminho para o outro, é este ponto que os guerreiros precisam saber trabalhar, para que os irmãos olhem para dentro de si e façam uma reflexão daquilo que aconteceu. Não apenas fazer a mudança do caminho, e seguir, porque, por muitas vezes, Cacique fala – o errado é o próprio guerreiro. A escolha errada foi o próprio guerreiro. A falta de dar mais um passo para conquistar a vitória, o próprio guerreiro. Porque se os guerreiros ficarem pulando de caminho em caminho, isto se torna como se fossem robôs, máquinas, e os guerreiros não são máquinas. Esta transição que é o segredo do guerreiro e da guerreira. Este é o ponto de reflexão, de reforma íntima, como diz o guerreiro Lobato: os irmãos analisarem todos os pontos e as lacunas, para que os irmãos se preparem, aí, sim, para o próximo caminho.

Quando Cacique fala de mudança do caminho é mais para os guerreiros entenderem a palavra de vocês, mas, para Cacique, não é bem mudança de caminho. E, sim, mudança de entendimento. Onde um guerreiro se eleva mais um degrau para poder seguir de uma forma reta, como diz o guerreiro Lobato, de uma forma ímpar, mais um caminho. Aí, sim, mais um caminho.

E como foi dito, na lua passada: o entendimento gera compromisso, o compromisso gera entendimento e responsabilidade, a mudança interna para a mudança externa, hoje o que os guerreiros querem para este país é mudança externa. Isso não resolve. Enquanto não mudarem o seu interno, enquanto o problema de seu próximo não for o seu, enquanto os irmãos não se alertarem que o caminho de um é o caminho de todos e vice-versa, que aquilo que estão plantando estão deixando para os guerreiros pequenos que estão vindo.

E, o principal, a educação. Hoje o que se vê são guerreiros correndo para lá e para cá e não tem tempo para educar o próprio filho, a própria filha, porque não tem tempo. E o filho é criado pelo vizinho. Aí depois os guerreiros reclamam de uma atitude, aí, sim, Cacique fala “externa”, errada. Algumas palavras, como disse o guerreiro Lobato, deveriam ser tiradas do vocabulário dos guerreiros em uma reforma interna. O interesse, é a primeira. Aquele guerreiro que se entrega com a alma, com certeza vai caminhar tranqüilo, em paz, sereno, porque o interesse, de outra forma, é descoberto.

Aquele que se doa sem esperar nada em troca, da mesma forma, apenas faz, e pronto. Não precisa de medalha, não precisa de mérito, não precisa reconhecimento. Apenas faz, como diz o guerreiro peão, o que deve ser feito.  O levar vantagem, da mesma forma. Por isso que estes são os que dão mais cabeçada e vão dando. É nítido, como diz o guerreiro – ninguém é bobo. Por isso Cacique fala de uma forma direta, da mudança interna. É a reforma íntima que vai trazer frutos para um dia melhor. Deste fruto, quem está por perto vai sentir o gosto.

Essa é a consciência certa de um caminho reto onde nós sabemos, perfeitamente, todos estão aqui na Terra para evoluírem. Sim, podem errar, acertar, porque estão aqui na Terra para aprenderem, para evoluir, mas é preciso que haja atenção neste errar dos guerreiros para que os irmãos, lá para frente, não olhem para trás e depois soltem a frase que sempre a corrente escuta: eu não tive sorte, eu não sei o que acontece. Cacique responde: o problema é você.

Não é o mundo que está conspirando para te derrotar, não é o espírito que quer te derrubar, não é um guerreiro ou outro que fez um trabalho, como dizem aqui na Terra, de macumba, o que é um absurdo. Aí os guerreiros vão falar para si mesmos que não tem sorte. Cacique pergunta: que sorte? A sorte, para Cacique, na língua de vocês, é só um símbolo. Quando os guerreiros arregaçam as mangas e transpiram, todo dia, toda lua, porque querem aprender, querem evoluir e ajudar o próximo, deixando de lado o interesse – a vantagem e o interesse – aí, sim, o transpirar gera resultado e o resultado é imediato. Se não é do lado material, que é de direito de cada guerreiro, porque aqui na Casa de Luz ninguém prega que os guerreiros não têm que ter nada, e apenas devem falar de Deus ou do Grande Espírito. Os guerreiros não vão escutar e nem o Grande Espírito quer que fale tanto dEle. Esta é a verdade. O grande Espírito fica feliz quando vê um guerreiro fazendo o certo, caminhando com o pé na terra, sentindo a terra e sendo abençoado por toda a energia à sua volta.

O Grande Espírito não espera os guerreiros cantando a todo o momento. Ele espera, sim, que se ajude o próximo com uma palavra. Às vezes, os guerreiros entendem e interpretam as coisas da forma errada. Que cada irmão faça sua parte no seu entendimento, na sua evolução. Tenham consciência de que, sim, são fortes, são filhos do Grande Espírito, para caminharem.

Por si só vão sentir os sinais que o Grande Espírito vai deixar aos irmãos. Para falar com o Grande Espírito, não precisa estar aqui, não precisa estar em canto nenhum. Para falar com o Grande Espírito, os irmãos podem estar trancados em suas casas e ali conversarem com o Grande Espírito.

Para muitos, em nossa época, o Grande Espírito se tornava a água, um lago, um rio, aquela montanha onde a energia dela, quando o sol batia, refletia na água. Este é o Grande Espírito. Não é um guerreiro que está sentado em uma cadeira, o Grande Espírito, como muitos acham, com uma vara, como diz o guerreiro Lobato, dizendo: você, guerreiro, acertou, você errou, você acertou. Não é nada disso que o Grande Espírito espera. Quantos encontram o Grande Espírito aqui, através dos sinais.

E Cacique conta de uma situação alguns anos atrás, no tempo de vocês, quando um guerreiro estava dentro da roda de seu carro e não estava bem. Queria praticamente tirar a vida. Isto faz muitas luas atrás. Quando este guerreiro parou no que o guerreiro Lobato fala – farol, do nada um carro para do outro lado, olha para o guerreiro e diz: Deus está com você. Não importa se o guerreiro que disse é católico, é evangélico ou freqüenta algum terreiro como os guerreiros falam. A sua bondade foi ao extremo e o principal, para Cacique que acompanhou, não foi a bondade e, sim, o guerreiro ter sentido a energia do seu irmão do lado. Para nós não tem tempo, mas parece que isso foi há 20 anos. Por isso, o estar focado, como diz o guerreiro Peão, o estar compenetrado, o estar sentindo aquilo que está fazendo naquele momento é importante. Não só para o guerreiro como também para o seu próximo.

Que os guerreiros tenham boas luas para frente, que os irmãos usem e abusem, como diz o guerreiro Lobato, daquilo que possuem dentro de vós que é a força, a coragem, a sabedoria, que transcendam toda esta força e transformem em luz no seu caminho. Que o Grande Espírito abençoe a todos.

Cacique agradece a todos os guerreiros, aqui na Casa de Luz, aos médiuns em especial. A todos os guerreiros, pela energia, pela dedicação aos trabalhos. A todos vocês, guerreiros de luz, cada guerreiro que caminha até a Casa de Luz é de grande importância pelo fato de quando estão vindo à Casa de Luz alguns guerreiros, que pedem ajuda, já estão próximos de vocês. Quando começam os trabalhos, já são encaminhados. Esta é a melhor ajuda que estes guerreiros podem ter, graças a vocês, guerreiros de luz.

A toda a corrente, em especial a corrente dos guardiões, Cacique agradece. À corrente africana, da mesma forma, e a toda corrente que se aproxima da nossa corrente e luta em guerra onde a sua guerra é a nossa e, podem ter certeza, os guerreiros não estão sozinhos. Podem ter certeza de que o caminho é nosso para que os irmãos caminhem também mais tranqüilos.

NUVEM VERMELHA