Archive for the Objetivos Category

Com a alma feliz, descubra uma coisa a cada dia.

Posted in Objetivos with tags , , on agosto 22, 2017 by Helen Ians

CLEAN ENERGY

Conceição estava aqui do lado quando Cacique falou de buscar o que vocês querem, no caminho. Conceição lembrou que veio falar o que muitos irmãos falam: quer uma coisa e naquela hora não consegue o que quer.

Lembrando que pobres daqueles irmãos cujo espírito é pobre, que já perdeu tudo, já perdeu a fé, já perdeu a vontade que é importante para lutar, já perdeu o que é mais importante, acreditar que de um jeito ou de outro, tudo dá certo no final.

Este, sim, precisa de ajuda, porque sua alma está tão pequenininha que não consegue ver alegria em nada. Aí pode ter a maior fortuna de tesouro que quiser que não vai valer a pena. Pode estar cheio de gente do lado, mas não porque às vezes gosta dele. Pode ter muita coisa, mas no fundo do seu coração não tem nada. É isto que os irmãos não podem deixar de conhecer.

Dar alimento à sua alma, dar água à sua alma, deixar sua alma livre, deixa sua alma ser feliz e descobrir uma coisa de cada vez e todo dia.

Conceição vai rezar para que todo mundo fique no amor de Nosso Senhor Jesus Cristo e agradece de poder falar hoje.

Conceição

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Alimentar a chama que ilumina por dentro.

Posted in Objetivos with tags , on agosto 22, 2017 by Helen Ians

WHEAT FIELD

Muito difícil falar qualquer coisa depois de termos ouvido o que ouvimos, com uma simplicidade encantadora, a nobre senhora falar por todos nós.

Disse sobre a riqueza da alma e o cuidado que temos em alimentar esta “anima”, este fundamento, esta luz, esta chama, que ilumina vocês por dentro. Não deixem que ela se apague.

É preferível várias pequenas derrotas para quem continua a lutar do que uma vitória para aqueles que não fazem por merecer tal prêmio.

Foi o que ela disse: do que adianta a riqueza material, quando muitos são pobres de espírito? É assim.

O que foi dito, eu assino embaixo, e reitero as palavras, quando ela compara a alma à alegria desta criança tão bem vinda com o seu barulhinho alegre (refere-se a bebê que balbucia no local). Preferível ouvir isso do que ruídos que não são necessários. Agradecido pela assiduidade e pelo respeito com que adentram esta Casa.

Pedra Alta

Abertura

Posted in Objetivos, Uncategorized with tags , , on julho 8, 2016 by Helen Ians

proteção 1Que os guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz, e aproveitem este momento para limparem a mente, acalmarem o espírito e buscarem em sua alma o que realmente precisam para que caminhem em paz.

Colocando sempre em volta de si um grande escudo.

Sabendo muito bem e lembrando sempre que apenas aquilo que é sagrado os guerreiros devem colocar dentro do seu círculo sagrado.

É desta forma que os irmãos estarão encontrando a si mesmos e a resposta do que estão precisando em seu caminho.

Nuvem Vermelha

Para que caminhar na Terra sem objetivo?

Posted in Objetivos, Uncategorized with tags , , on julho 8, 2016 by Helen Ians

Para que caminhar na Terra sem objetivo? Caminhar só pelo andar não leva os irmãos a lugar algum. Sejam somente vocês, encham seus peitos com o orgulho de um guerreiro que todos os dias está pronto para a guerra. Não importa se ela começa hoje ou amanhã, se dura um dia ou um ano. A guerra aparece quando ela tem que aparecer e o verdadeiro guerreiro está sempre pronto para isso.

Nada pode nem deverá desviá-los do caminho. Tenham concentração, foco e, acima de tudo, vontade de guerrear. Sob o sol ou sob a lua, a magia sempre está presente, basta abrir seus corações. Guerreiro Peão.

Psicografia Viviane

Nuvem Vermelha: Cacique agradece a mensagem deixada através da guerreira, que o Grande Espírito e o sagrado abençoem a guerreira. A todos vocês que caminhem em paz, atentos, sabendo a cor de sua bandeira, que respeitem a si mesmos e, como bem disse o guerreiro na mensagem, não importa se no sol ou na lua, se abrirem os corações, os guerreiros vão sentir e estar preparados para separar aquilo que realmente é verdade, e vale a pena, daquilo que não. Aí, sim, colocando no seu círculo sagrado, cuidando com carinho e fazendo o equilirio do pensamento, do sentimento e da atitude.

 

Plantem o certo, para colher, todos os dias, o certo.

Posted in Objetivos, Uncategorized with tags , , on março 27, 2016 by Helen Ians

Earth balance - Sharon CummingsAssim como foi dito na lua da semana passada, uma vez feita a limpeza do lado espiritual, é preciso que vocês, guerreiros, todas as luas, como Cacique contou a história para os guerreiros, arem a terra, arem dentro de vocês, para que vocês plantem o certo, para colher todos os dias, o certo. Muitos se esquecem de fazer esta reflexão que é olhar dentro de si e buscar aquilo que precisa dentro do seu silêncio. É um trabalho diário. Não adianta hoje, e depois somente luas para frente, fazer. É em todas as luas, todos os dias, deixando aquilo que não serve, deixando aquilo que atrapalha, deixando como diz o guerreiro Peão “lixo” para trás. É o que os guerreiros têm que fazer aqui na Terra para caminharem tranquilos, buscando cada vez mais a sua transformação, a sua luz. Esta é a forma que Grande Espírito deseja que cada guerreiro caminhe aqui na Terra.

Que os guerreiros sejam bem vindos à Casa de luz e aproveitem toda esta limpeza que está sendo feita para que também limpem as suas mentes e caminhem com mais calma, com mais  tranquilidade. Quando Cacique fala caminhar com calma e tranquilidade, muitos entendem o contrário – ficarem “sentados”, “parados”. O caminhar com calma é caminhar equilibrados, sem fantasma na mente.

Sim, façam a sua guerra todos os dias, todas as luas, os guerreiros vão vencer, podem ter certeza. Sempre há um propósito no caminho de cada guerreiro. Alguns se perguntam o porquê disso, o porquê daquilo. Muitas vezes estão sendo preparados para a próxima guerra, para a próxima batalha. Muitas vezes. Outras vezes, que é o caminho contrário – é um aviso, é um aprendizado, uma lição. Como diz o guerreiro, “puxão de orelha” para que os irmãos entendam o seu caminho.

Lembrando a vocês, guerreiros, que tudo faz parte da evolução de um caminho onde o mais importante para aqueles que realmente querem encontrar a vitória, querem fazer a sua guerra, é preciso ter força, é preciso ter fé, é preciso, como vocês falam na Terra, focar naquilo que realmente querem. Cacique fala é o querer de verdade, não é para alimentar vaidade, ego, nem são palavras ao vento É o que realmente vai trazer paz aos guerreiros.

NUVEM VERMELHA – Mensagem de Abertura

Imagem – Earth Balance – Sharon Cummings

Sejam verdadeiros com si mesmos quando perceberem o Sagrado.

Posted in Objetivos, Visão with tags , on janeiro 10, 2016 by Helen Ians

2015-01-21-NorthernPlainsIndianman-thumb.pngQue os guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz, aproveitem este momento de encontro nosso aqui na Casa de Luz, para que os guerreiros encontrem a si mesmo, busquem aquilo que está dentro de cada guerreiro na sua verdade, mas em paz, tranquilos como os guerreiros falam na Terra, serenos, para que sintam o Caminho Sagrado do Grande Espírito.

E que se aproximem, como Cacique disse luas para trás, e os guerreiros aqui da mesma forma, aproximem-se de si mesmos, junto do coração, junto da alma de vocês, guerreiros. Que peguem este caminho em paz, que lutem por aquilo que os guerreiros acreditam, na sua verdade, que os guerreiros olhem para dentro de si e percebam o que estão fazendo, de que forma estão caminhando, de que forma estão sentindo a terra, para que os guerreiros não reclamem ou não fique fantasma na mente dos guerreiros.

A pergunta que muitos fazem a si mesmo “o porquê não dá certo, o porquê não consigo, o porquê”… Na língua de Monteiro Lobato “os porquês aqui na Terra” são os fantasmas que, alimentados de forma certa, como semente, que plantada e cuidada, todos os dias, dá fruto bom, mas é preciso o trabalho de vocês, guerreiros, a dedicação. O fantasma dentro de si, mal alimentado, mal cuidado, ou que “acham” que estão cuidando bem, mas não estão, ou “acham” que estão fazendo certo, mas não estão, ele pode se tornar um fantasma maior que acompanha os guerreiros.

Cacique fala “não é espirito que atrapalha os guerreiros, mas, sim, este fantasma que você, guerreiro, está criando dentro de si”.  Na maioria das vezes você, guerreiro, você, guerreira, que criou este fantasma que se tornou grande. Por isso a resposta de muitas perguntas já está dentro de si. Basta o guerreiro ter a coragem, como diz o guerreiro Lobato, ter bom senso, e descobrir dentro de si as respostas.

Muitos não querem enxergar. É neste momento em que se afasta de si mesmo, se afasta de seu espírito porque não aceita. “Acham” que estão fazendo o caminho certo. Aí os guerreiros falam para si mesmos, como a corrente aqui escuta: “Estou aqui na Terra para aprender, crescer e transformar… Eu tinha que errar, todos aqui estão para errar.”

Para a corrente, estas palavras tem um entendimento contrário. Como diz guerreiro Peão – todos aqui sabem o que é certo e o que está errado. A forma que estão agindo certo, a forma que estão agindo errado. Muitos conseguem detectar logo no começo do que fazem e consertam, outros demoram um pouco mais para se dar conta, outros já não conseguem se dar conta porque tudo, como diz o guerreiro Peão, na sua sabedoria, é um preço que os guerreiros pagam pelas suas atitudes, pela forma que estão caminhando na Terra, pela forma que estão sentindo o seu caminho.

Este preço, Cacique fala, pode sair caro para alguns. E para muitos pode ser tarde demais naquilo que sonharam, naquilo que buscaram, naquilo que desejaram. Não é que aparecem outros caminhos. Os guerreiros podem levar certas coisas dentro de si, daquilo que estão fazendo no trabalho, Cacique fala em relação a tudo. Mas tem certas coisas que são sagradas para vocês, é a verdade para vocês, é o sentimento puro para vocês, aí é posto no caminho dos guerreiros, e uns conseguem ter o entendimento, outros já não conseguem ter o entendimento, daquilo que sempre buscaram – ou por uma atitude ou por uma palavra, acabam escorregando, deixando escorregar pela mão de vocês guerreiros.

Quantos trabalhos que guerreiros deixaram escaparCacique fala, trabalhos sérios. Quantos! Quantos guerreiros, e até mesmo guerreiras, deixaram a si mesmos, pela forma que caminharam na Terra, em atitude, quantos guerreiros deixaram a si mesmos, se distanciaram de si mesmos.

Quando Cacique fala, distanciaram de si mesmos, é preciso que os guerreiros por um momento parem, agora pelo menos, de pensar só em si. Cacique fala se afastaram de si mesmos, é se afastaram de seu sonho, de sua busca. Porque não conseguiram ter a visão longa da águia, para perceber aquilo que colocaram como gratidão no seu caminho, aquilo que colocaram no seu caminho que, sim, era momento sagrado de um guerreiro com o guerreiro mesmo para o caminho inteiro. Que os guerreiros, assim como na nossa tribo, sejam verdadeiros com si mesmos, quando conseguem perceber o sagrado.

Como diz Cacique e a corrente aos guerreiros, o sagrado é visto pelo olho da alma, aquilo que sentem. Por isso, vocês, guerreiros, que tem o esclarecimento, que tem o entendimento, escutam as mensagens – a reunião não termina quando nós desincorporamos dos aparelhos, ou quando termina a reunião. Reunião começa quando os guerreiros saem da porta para fora, mostrando a si mesmos atitude, mostrando a si mesmos o caminho, e felizes com si mesmos de terem sido verdadeiros com o Caminho Sagrado, com aquilo que foi dado.

Como dizia o guerreiro Prof. Policarpo, o guerreiro colhe aquilo que planta. Se plantar mandioca, colhe mandioca. Se plantar tristeza, vai colher tristeza, se plantar amor, vai colher amor, se plantar boas atitudes, o que vai ter em troca? Boas atitudes.

É preciso que os guerreiros sejam verdadeiros, honestos com si mesmos e com aquilo que o Grande Espírito dá a vocês, guerreiros, em forma de gratidão, Cacique fala. Não é porque muitos pensam – não está na hora, não estava no momento de eu ter este sagrado, não consegui – vocês, guerreiros, como Cacique disse, na história da lua passada, estão muito preocupados com definição da história do elefante que Cacique contou.

Como diz guerreiro Lobato, estão preocupados com onde estão no mapa, que lugar estão no mapa, e esquecem o sagrado. Como os cinco guerreiros do elefante onde cada um deu definição. Os cinco estavam certos. Pode ser raiz forte, pode ser grama, pode ser orelha, folha de bananeira. Todos certos. Estão preocupados com definição.

O todo, o sagrado é aquilo que está dentro de si. Por isso a diferença de um guerreiro e de outro, quando um guerreiro consegue perceber o que está no seu caminho. Por que muitos não conseguem? Porque a mente, que trai vocês todos os dias, está lá para frente. Aí quando o guerreiro Peão falou já falou a todos aqui na Casa de Luz, alguém sabe o que vai acontecer dentro de 70, 50, 20 anos na lua de vocês? Esquecem-se do hoje…

Quando se faz uma guerra, para aquilo que deseja e busca, assim como aldeia nossa sempre fez, com grandes guerreiros ao lado, que não temiam. Quando iam fazer guerra, era guerra. Só existia uma palavra – era vitória. Assim foi, guerra por guerra, para quem conhece história, mas a maior vitória nossa não foi o que vencia, a maior vitória Cacique falava aos guerreiros, assim como fala hoje para vocês guerreiros: (a maior vitória) é a vitória de um guerreiro pelo outro, é quando você olha o reflexo no rio e sabe quem é você, guerreiro.

Quem ia para a guerra, eram guerreiros preparados para a guerra. Não eram sempre guerreiros de guerra, a sua alma, seu espírito já era de guerra. Não precisava ter guerra toda lua, porque quando acabava a guerra, levava algumas luas para se recompor, encontrava a paz, participava de ritual para encontrar novamente a tranquilidade, e qual a diferença de um guerreiro com o outro? Nenhuma. A diferença é que na alma, no seu espírito já era espírito de guerra e é o que vocês, guerreiros, precisam ter naquilo que acreditam. Não se vai para uma guerra, como falam, já pensando ou numa derrota ou numa vitória. Se vai para uma guerra, como diz guerreiros, focado naquele momento, aquele momento é único. É preciso que um guerreiros junto com o outro dê o melhor, um cobrindo o outro, como os guerreiros falam.

Igual família, igual a um guerreiro e uma guerreira, é igual tudo, como um todo. Se um guerreiro não cobrir o outro, se um guerreiro errar e o outro não fizer acordo, não mostrar o erro, perde guerra.

Diferente de guerreiros na época que já iam para a guerra, já iam para a batalha, com um objetivo – de todos voltarem.

Este “todos voltarem”, traduzindo na época de vocês, é todos voltarem para o Caminho Sagrado, todos voltarem para aquilo que acreditam, todos voltarem a ter novamente a esperança naquilo que querem, naquilo que buscam, naquilo que acreditam.

Por isso, a importância de todo entendimento, como diz o guerreiro, analisando não a superfície e, sim, pelas profundezas, que é o certo. Muitos já julgam errado, sem saber da verdade, muitos já opinam, como diz guerreiro Lobato, por aquilo que estão vendo, ou da forma errada. Na língua de vocês existe uma palavra que na aldeia nossa não se gosta que é o “acho”. “Acho que é isso, acho que é aquilo”. Eu acho, já deduzem e é este o caminho que os guerreiros pegam. Por isso guerra nossa é guerra em silêncio.

Casaco azul na época, fazia muito barulho por isso perderam todas as guerras, pelo menos de aldeia nossa. Muito barulho, pouca atitude. Apertar gatilho qualquer guerreiro aperta, na época deles. Assim como qualquer guerreiro atira flecha. A pergunta é: quando, de que forma, qual a lua certa, o construir um caminho para que a estratégia de vocês de certo.

A todo o momento a corrente aqui sempre falou em forma de mensagens, por isso que muitos aqui sempre perguntaram a si mesmos – quantos a corrente escutava… “parece que mensagem foi para mim”. Sim, foi para você, guerreiro, para você, guerreira, pode ter certeza. E o que fizeram para mudar? Quantas vezes pediram a vocês ou falaram em forma de mensagem aqui ou, como diz guerreiro Peão, até através da magia que muitos receberam, mas não conseguiram entender.

Sim, a magia existe, para aqueles que perguntam – e não importa para a corrente se aqueles que acreditam, acontece… Pode acontecer com todos, independente de acreditarem na magia. Porque vocês, guerreiros também tem guerreiro do seu lado, assim como parentes, assim como espíritos de ajuda, que querem ver o bem de vocês, querem que vocês tenham caminho bom, caminho sagrado, com alegria. E os guerreiros sabem aquilo que é bom para vocês.

Mas para isso é preciso serem honestos com si mesmos. Serem verdadeiros com si mesmos. Aí, sim, buscarem este caminho que tanto querem,  que tanto buscam, que tanto sonham. Aqui cada um de vocês tem a sua busca, os seus sonhos, sim é de direito de cada um, se não como Cacique fala a vocês e guerreiro Peão fala, se não grande Espirito esta errado naquilo que criou.

Homem branco caminha sem sentir a terra. Vai por ir. Por isso muitas coisas dão errado, muitas coisas não acontecem. Sentem e não é para sentirem como muitos fazem aqui, de uma forma errada, sentirem o caminho quando parece tudo o perdido. Aí acordam, como diz guerreiro Peão, aí querem desatar o no que deram há muitas luas. Não é desta forma. Será que o caminho não está mostrando o que é para ser feito, ou o que era pare ter sido feito, ou será que cabeça está preocupada com definição ou que lugar está no mapa?

Reconheçam o caminho que pisam. É o começo. Percebam quem está à sua volta que realmente pode trazer boas energias.  Como muitos às vezes se perguntam, não adianta pisar na cobra que a cobra não vai ficar quieta – a cobra vai picar. Caminhem certo. Caminhem agradecidos ao Grande Espírito por aquilo que possuem, por aquilo que está ao seu lado, pela lição que tiveram, este é o caminho sagrado do Grande Espírito.

Que vocês guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz!

NUVEM VERMELHA

A capacidade de julgar, dentro de um limite – Parte II

Posted in Ensinamentos, História de Vida, Objetivos, Visão with tags , , on agosto 7, 2014 by Helen Ians

JULGAMENTO(pergunta de participante) Eu não sei se é para todos, mas há uma coisa que me perturba muito que é “não julgues”. Inclusive na semana passada todo o tema foi este. Não que eu me sinta culpado e que vista a carapuça totalmente, mas eu não entendo qual é o limite de julgar ou não. Sei que é um assunto muito complexo, talvez longo para se responder hoje, mas pode ficar com um tema. 

Vou ser bem claro se o Sr. me permite: nós temos um amigo em comum que viveu em uma época que eu admiro muitíssimo… Às vezes eu penso que não gostaria de ter deixado esta época, mas é lógico o tempo voa… A justiça dos homens, não a dos deuses, como é vista hoje, ela nasceu muitos séculos depois deste nosso amigo. O Sr. sabe agora exatamente quem é. E antes disso, uma vez eu lhe perguntei e fiquei encantado com a sua resposta: como o Sr. e o nosso amigo sabiam quando existia a verdade? E era exatamente através dos olhos. Um homem (no sentido de “ser humano”) sabe de outro homem quando olha nos olhos de fato, lendo a resposta. Então, por mais que eu tenha estudado aquela civilização, eu não quero entrar muito em detalhes de qual civilização para não expor nosso amigo… Talvez seja egoísmo meu, eu quero que toda esta civilização para mim, como eu gostaria! Mas como se fazia o julgamento público, então? Não existe em nada, que está escrito da história de então, como se julgava.

E quando hoje se faz julgamento público, sem querer julgar e julgando, eu tenho horror aos juízes. Porque é tão evidente que o julgamento está sendo comprado ou vendido. Quando nós perdemos, se eu estiver errado, o Sr. me corrija inclusive me recordando a brilhante civilização, a m ais clara e mais nítida da história da humanidade, quando perdemos a crença na justiça organizada entre os homens, não sobra nada. E eu pergunto: onde podemos buscar esta sensação de justiça? Eu talvez consiga nos deuses, baseado nesta mesma civilização. Mas e as pessoas comuns, as pessoas… Não que eu seja extraordinário – comuns eu estou dizendo com menos cultura, com menos visão ou com dificuldade de entender alguma coisa, podem se sentir em uma sociedade justa em algum ponto. E eu não me refiro só à terrível – e a pior que eu nunca imaginei que eu pudesse ver – do Brasil, mas do mundo em geral… Não é que as coisas estejam melhor lá fora do que aqui, mas eu vejo um pouco mais de dignidade em outras civilizações modernas, paralelas à nossa. Perdoe-me se eu fui um pouco além… Mas eu pergunto: como se fazia justiça então, quando aqueles homens eram iguais, não no sentido clones um do outro, mas iguais em sua essência, em sua força… E aí se falava em democracia. Esta palavra democracia soa asquerosa hoje em dia. Muito diferente daquela civilização…

PEÃO : Aqueles que na época, não tinham, a dignidade nem a honra e se desviavam do caminho por alguma traição, e era pego – era morto, não ficava. Eliminava o mal pela raiz. Não tinha perdão. Hoje em dia, a coisa é diferente porque existe muita gente falando e uma lei que não funciona. São vários intermediários até chegar onde tem que chegar. Porque se fosse aplicar o que tinha antes, hoje em dia, metade da população já estava morta pela mentira. Hoje em dia, o que eu vejo são as pessoas se ocultando, colocando a famosa máscara para parecer o que não é, e faz o circo.

Sobre o julgamento, que você perguntou, o julgamento hoje em dia…  Até mesmo naquela época, como era um julgamento de atitude, não que levasse à morte, mas a gente estava vendo que estava excedendo de um lado, excedendo de outro, fazendo algumas coisas… Hoje em dia, você não precisa apontar, o julgamento é para você ir até onde você já sabe o ponto em que a pessoa vai tombar. A hora que você estiver olhando qualquer tipo de armadilha, estiver vendo alguma coisa errada, deve colocar para si mesmo assim:  eu sei onde vai dar, eu já ganhei, eu já percebi a hora que dobrar a esquina, está pego. Vai até aí. Porque se você julgar desta forma, você já está completo em poder saber e também estar ciente daquilo que não deve ser feito. Diferente daqueles que acham que todo mundo é igual. Por isso eu estou falando desde o começo, por isso essa é uma boa pergunta.

A partir do momento em que o sujeito já se sente completo, e quando eu falo completo é: olhou, viu a coisa errada, analisou, ou sentiu uma armadilha ou sentiu alguma coisa conspirando de uma forma estranha, e a pessoa olha para dentro de si e já fala: eu já sei o que é, onde vai dar, ou isso ou aquilo, e lá para frente se eu estiver envolvido, vou perder a cabeça. E aí deixa a pessoa se enforcar sozinha. Se for um amigo, avisa: olha cuidado na esquia que na hora em que dobrar o cachorro está lá. Mas você não vai, não caminha junto com o povo.

(comentário do participante) Outra coisa: como existe esta pouca compreensão do que seja justo ou não, até porque é muito difícil, acredito que seja mesmo para todos, imaginar a justiça divina, independente de crença.

PEÃO: E se eu for explicar ajustiça divina, vocês não vão conseguir entender e é reunião para mais de um mês.

(participante) Então vamos para justiça medíocre dos homens, e hoje em dia eu digo medíocre como abaixo da média. Fica difícil para nós às vezes nos auto avaliarmos se certos ou errados porque, muitas vezes, os parâmetros estão tão deturpados que a gente fica torcendo para não ser bandido. Mas, ao mesmo tempo, qual é o conceito de bandido? Eu já ouvi gente digna, de confiança, dizer que o crime vale a pena. Não o crime de morte mas o subterfúgio. Parece que é isso que aparentemente rende alguma coisa.

PEÃO: Ai é que está o segredo. O que você está falando – do famoso “debaixo do pano” – esta é a parte que eu gosto de falar, que eu entendo. O famoso debaixo do pano, quando a pessoa caminha para qualquer coisa e não julgando com certa verdade também, esta pessoa, que está fazendo isso, já tem que ter analisado o caminho de ida e o caminho de volta, calculado tudo para nada dar errado. Eis o julgamento, não importando se o que está fazendo é certo ou errado. Agora quando se calcula, quando se mede – este é o segredo da história toda. Por quê? É simples. Porque a maioria das pessoas aqui na Terra, hoje, apenas caminham e não querem saber do que está acontecendo à sua volta. E aí partem para uma guerra, para uma conquista sem saber que ali na esquina tem um leão esperando. Se eu souber que ali na esquina tem um leão esperando, eu vou com uma espada na mão… se tiver coragem. E a coragem?

Este é o segredo do grande problema. As pessoas hoje em dia falam “eu quero sair do ponto A e chegar ao ponto B”. E ponto. No dia seguinte, levanta de manhã, se troca e apenas caminha do ponto A ao ponto B. Errado! É morte na certa. Não se preocuparam se vai chover ou não, o que tem que fazer no meio do caminho, com quem vão ter que falar, quem é que vão encontrar, o que pode acontecer no meio do caminho, o que pode acontecer com uma atitude errada, com uma fala errada… apenas foram.

(participante) Nem se este ponto b ainda vale a pena.

PEÃO: Exatamente. E não se limitam para isto. Diferente da sua conquista: eu quero sair do ponto A, quero conquistar o ponto B, e do ponto B eu quero chegar no C e construir aquilo que eu desejo. O que eu vou precisar?

 Este é o ponto de fracasso de muitos. Não tem uma estratégia. E quando eu falo de estratégia, pode ser qualquer coisa. Vou falar de uma bobagem – não é bem uma bobagem mas no tema aqui… Um sujeito vai conhecer uma sujeita e tem que saber também o jeito que vai caminhar. O famoso dependendo da atitude, lá para a frente reflete. No trabalho, a mesma coisa – se você vai falar com o sujeito que vai te contratar e vai lá parecendo que está morto, ele não vai te contratar. Isso eu tenho certeza.

Se eu for para a guerra, vou pegar um sujeito que não sabe usar uma espada, não sabe usar uma sariça, e não sabe e não tem a coragem para dobrar a famosa esquina, ou a linha que divide uma coisa da outra, ou uma encruzilhada bem feita… Eu posso até ir sozinho, mas sabe o que vai acontecer? Eu preciso estar bem preparado para ir sozinho. Eu não posso chegar e dizer: bom, se ele não vai, eu vou de qualquer forma… Amém. E pego o meu caminho. Eu preciso analisar, eu preciso pensar, ver o que vai acontecer… E se o vento mudar de um lado, mudar para o outro… Este é o segredo da conquista.

Quantos que, às vezes, a gente encontra, assim como encontrei muitos que falavam, falavam, falavam…  E eu deixava o sujeito falar e quando você ia ver, a história era outra.  Colocavam-se em uma posição de conforto, em uma posição aparentemente tranquila porque ocultavam, escondiam certas coisas.

A partir do momento em que você olha e você mesmo já julga, para você mesmo, e já sabe que o sujeito, do jeito que está indo, vai cair e vai encontrar, na encruzilhada, o dele… Este é o julgamento certo, é o ponto certo.

Se fosse em outra vida, a cabeça já estava cortada. Só que, como nós estamos falando desta vida, onde apenas caminha por caminhar, eu espero que mudem esta forma, não vou falar nem filosofia porque daí eu vou estar assinando algumas coisas, mas a forma que caminham…

Analisem ponto A, ponto B. Cuidado com aquilo que vão mostrar no começo, da forma que se comportam, da forma que vão falar, com certas coisas que podem refletir lá na frente, com aqueles que estão à sua volta e que podem te levar para o buraco. Cuidado com botar a mão em um ninho de cobra ou vespeiro e se queimarem. Até porque a intenção é simples: a famosa máquina de Deus. Porque se for desta forma, Deus errou. Só que vamos acreditar, e é claro que eu acredito assim como todos, vamos lutar até o final. Dá para ir mais um pouco? Sim, vamos mais um pouco. Vamos inflamar aquilo de autoanálise, vocês já conhecem a coragem de cada um em poder resgatar a si mesmo, resgatar aquilo que está dentro de cada um. Ate porque quando alguns alcançam o Supremo, se eu perguntar o que é o Supremo? O Supremo é aquele gosto que vocês sentem quando vocês sabem que podem ir do ponto A ao ponto B, tranquilos, em paz, só que é o tranquilo e em paz, com a espada na mão. E quando se caminha em paz e tranquilo com a espada na mão não é para espetar no outro, é em você mesmo. Quando perceber que estão com a atitude errada, olha para a espada, é quando vocês alcançam o Supremo.

(participante) Entre A e B, entre a origem e o destino, muitas vezes a certeza, a tranquilidade, a estratégia, a espada na mão e o olhar, como o olhar dos cavalos – um aqui e outro ali, e se possível a terceira visão… O atraso… A sensação de que a gente está andando com os passos normais, sem pressa mas ao mesmo tempo não são passos lerdos, mas uma sensação de que está demorando muito tempo… O Sr. pode dizer se é um erro individual ou se o mundo enlouqueceu, se mudou a noção de tempo, de prioridade, de decisão…

PEÃO: Aí o erro já não é seu. É simples alcançar, o saber o que está acontecendo… Quando se está em uma posição destas, não é você que vai dar o passo. Você vai conspirar para que o outro lado dê o passo. É o famoso trabalhar com a sombra, para quem não conhece e nunca escutou. Isso eu usava muito em guerra. Trabalhem a sombra. Trabalhem a sombra…

(participante) Inclusive em um sentido oculto, no sentido de força espiritual também?

PEÃO: Até no oculto, com força espiritual. Só que neste caso é o oculto do lado material. Quantas guerras que, às vezes, a gente não sabia o que ia acontecer, ou o simples fato da guerra pela guerra, e às vezes, senhores e senhoras, não é um tiro para cima para desencadear certas coisas. Basta pegar uma bexiga e estourar e você já vai perceber o que o outro lado vai fazer. Vocês estão entendendo onde quero chegar? É só usar sabedoria.

Se for o tiro de verdade, vocês tem que estar cientes. Vamos fazer de novo o cálculo A e B, vamos calcular – vocês podem estar cientes de que dando um tiro para saber o que está acontecendo, a bala vem de volta, aí a coisa pode ficar feia. Agora uma bexiga estourando, a coisa é diferente…

Você sabe que, aproveitando, e às vezes as coisas se tornam tão simples: certa feita, o exército já estava posicionado para fazer o ataque, um cavalo preto rodando para um lado e para o outro, já no momento para atacar. A gente percebia que parecia que até porque foi dado o comando para deixar o espaço para eles virem e eles não vinham… O que se entende? Medo? Quem nasceu com espírito de guerra, vai ter o espírito de guerra a vida inteira. Não estavam lá para jogar xadrez, mas para fazer a guerra. O que resta? Parece que querem conversar… Aí o cavalo vai para um lado, para o outro, o tal sujeito fica com a sariça no chão, apeia do cavalo e vai em direção ao sujeito, a alguns sujeitos.  Aí fica fácil. Parece que eu estou escutando que ele quer negociar.

– Sim, e por que vocês não vieram já falar?

– E o medo de vir falar?

Aí deu para sentir que também o medo falava mais alto.

– Se eu estou vindo até aqui, você poderia ter ido até lá.

Eu me lembro de que o sujeito era moço demais e até meio que engasgou para falar.

– Você me leva para lá? Você vai entrar?

– Vou, por que? Tem algum problema, algum leão?

E depois de alguns minutos tudo resolvido. Pelo contrário – até porque foi dada a liberdade, alguns se uniram ao exército e, continuamos o nosso caminho, transformando a cidade em um melhor lugar. Eu aprendi o que eu tinha que aprender e continuamos. Fiz o que tinha que fazer. Teve uma boa festa. E seguimos caminho.

Isto é para vocês verem como as coisas podem se tornar simples quando vocês conseguem sentir o que está acontecendo no próprio caminho ou do outro lado. Só que antes disso, o que aconteceu antes de eu chegar lá? Existe um pré-julgamento do que estaria acontecendo. É o famoso ponto A e ponto B, onde não se limita em origem e destino. Porque a origem é um começo, e o destino é o ficar, é o fim. Não existe nem o começo e nem o fim. O que existe é a boa vontade em querer transformar, conquistar, buscar, ter fé, acreditar, só que para isso, senhoras e senhores, é preciso estar preparado. É preciso trabalhar a si mesmo, é preciso ter a  coragem de olhar no espelho e saber quem está olhando, é preciso querer enxergar nas suas atitudes. É preciso saber escutar.

É claro que quando o sujeito entrou para conversar com o tal Senhor da guerra, ele já não entrou falando. E o respeito?

Às vezes, a gente não sabe com quem está falando, por isso que é preciso analisar. Não sabe onde está botando pé, por isso é preciso sentir. Para toda esta transformação, de uma grande conquista, onde esta conquista se torna única quando existe a boa vontade. E o maior conquistado nisto tudo é você mesmo.

(participante) Por isso, Senhor, é que temos que abstrair esta sensação de perda de tempo, porque, na verdade, estamos nos aproximando de uma vitória independentemente de quanto tempo leve.

PEÃO: É isto mesmo. É preciso que tenham boa vontade. É preciso saber o que estão fazendo, é a única forma de encontrar a vitória. E eu não estou muito interessado nas conquistas, o que eu tinha que fazer eu já fiz e continuo fazendo do meu lado, aqui. Até porque quem trabalha, tem que seguir regra. Eu apenas faço acerto de conta. Por isso que os meus acertos de conta, quando a gente olha para um lado, olha para o outro e fala: olha, manda alguma coisa diferente… põe no caminho o lado B, para ver o que vai acontecer. E a pessoa cai na armadilha. Se o propósito é todos se transformarem, vamos mudar para melhor. Agora, é preciso lutar por aquilo que quer, por aquilo que busca, e é preciso lutar pelo Supremo.

(participante) Agora eu pergunto para o Sr. e para o nosso grande amigo: quando o Senhor mandava alguns dos seus generais de confiança, que lhe eram gratos por ensinamentos anteriores que os fizeram generais, por mérito deles, mas por sua condescendência, neste período em que eles tinham a permissão de pesquisar as possibilidades de vitória ou o interesse de uma conquista, enquanto o Sr. esperava… (isto acontece comigo, é lógico que é difícil de comparar com a grandiosidade do que o Sr. fazia)… o Sr. se sentiu em algum momento culpado por não estar na linha de frente, não ter ido pessoalmente nesta pesquisa? Porque todos sabemos que, nas batalhas, o Sr. ia à frente, o inimigo o via como um mito. Neste período de negociações o Sr. se sentiu culpado: “eu estou aqui e ele está lá”?

PEÃO: De forma alguma, até porque os meus generais eram escolhidos a dedo, todos completos em tudo. E quando se escolhe alguém a dedo, não se escolhe por escolher. A escolha é feita completa, onde existe a sensibilidade maior, onde existe a cumplicidade maior, onde existe o espírito de guerra maior, onde existe a sabedoria e humildade trabalhando junto, e onde existe, no momento de guerra é a guerra, e no momento de servir é o momento de servir. Por isso, a escolha era feita a dedo. Eu sabia que o trabalho deles, a missão deles era perfeita por isso eu ficava tranquilo. Porque tudo era passado e nada escondido. Porque existia uma coisa que hoje em dia é difícil de ver – cumplicidade e transparência entre os iguais. Por isto eu preservo tanto, da mesma forma que eu admirava e a cumplicidade era grande com os meus generais, que às vezes quando eu vejo certas coisas que acontecem aqui – que é dado para vocês e vocês não se dão conta do que está acontecendo – é triste.

Mas sempre há tempo. Eu espero que vocês tenham entendido o recado, eu espero que cada um cresça da sua forma, mas procurem analisar o caminho antes. Procurem saber com quem estão falando, procurem sentir toda a energia que conspira à sua volta. Às vezes, não precisa da guerra. Às vezes, o que precisa é uma boa conversa. A guerra deixa mais para a frente. Até porque a guerra é preciso saber fazer a guerra se não vocês ficam no meio do caminho e este não é o propósito. Aí volta de novo que a máquina de Deus estaria errada. Mas é claro que ela não está errada. Ela está certa e não tem nada fora do lugar. Absolutamente nada. Agradeço a todos. Que a tanta Luzia abençoe a todos. Aos meus amigos e generais presentes, sejam bem vindos.  (sinos tocam)
As coisas acontecem. Felizes daqueles que acreditam!

GUERREIRO PEÃO