Arquivo de conhecer sua natureza

Conheça sua própria natureza.

Posted in Arte de viver, Uncategorized with tags , , on junho 14, 2017 by Helen Ians

rock and nature

Gostaria de seguir na mesma linha do que vocês acabaram de ouvir, que a perfeição está de fato nas coisas mais simples da vida e outro conceito perfeito, da grande Senhora, que esteve aqui há instantes que é: conheça sua própria natureza. Acho que a noite promete. E eu gostaria que fosse nesta linha. E com alguns exemplos, que vem da Natureza, como as plantas, como foi bem dito, e como as pedras, que pela sua longevidade guardam segredos e a história de muitas civilizações.

Não sei se disse um dia mas repito: me chamavam Pedra Alta, não porque eu fosse imponente, como uma rocha, mas é que sempre que me procuravam, tinham certeza de que iriam me encontrar sobre algum rochedo. Mania de grandeza? Não creio porque nunca tive vaidade nisso ou em qualquer outra coisa. Mas admiravam, como eu me admirava da minha natureza, de querer enxergar, sempre, um pouco mais longe. Talvez no sentido de ajudar. Mas não vou ficar falando de mim. Não é uma apologia própria mas, sim, me referir a quem quer que faça isso e que tem a minha admiração. Alguns grandes homens tinham a habilidade e a sensibilidade de olhar os pássaros e neles projetar e por eles ter a visão longa. Sem ter que subir no rochedo. Mais fascinante, ainda, não? Pois é isso. O significado das coisas da Natureza, dos seres da Natureza, quando trazidos à nossa própria natureza.

Admiro muito pessoas que recendem ao cheiro da terra. Respeito imensamente aos que falam com a suavidade ou a firmeza do vento, cujas palavras vão, alcançam tantas pessoas tão longe. Hoje vocês escrevem mais do que falam e também esta é uma grande responsabilidade. Benditos sejam os escribas que deixaram suas memórias e, nelas, a memória do mundo, as civilizações.

Admiro aqueles que elevam a sua estatura, estatura física, sobre cavalos. Não por vaidade, mas pela mesma razão, de sentir sob si a força da natureza e olhar pelo menos um pouco mais acima do que se não estivesse montado.

Admiro aqueles que conduzem os cavalos mas se deixam por eles muitas vezes serem conduzidos. Assim como os nobres guerreiros nórdicos se referiram aqui à hora de remar, conduzir a nave ao rumo que se se sabe ou a que se quer chegar, e em outras horas deixar os remos e se deixar levar pela maré.

Acho fascinante como consigo, pelo menos pela lembrança desta vida na tribo, fazer referência ao mar que jamais vi. Quem sabe não tenha visto pelos olhos de uma águia. Talvez pudesse ter visto, ou mesmo sentido, respirado o ar marítimo lá em cima, quando ficava pensando sobre a vida. E a vida, meus companheiros, aqui no Conselho e vocês todos que me ouvem, é só aquilo que faz algum sentido.

Se vocês querem saber se estão vivendo intensamente, plenamente, parem um instante que seja e reflitam sobre o que você faz, o que você é, o que você quer, aquilo que você pede e pelo que agradece – faz algum sentido, qualquer que seja? Aí terão certeza de estar vivendo. Se não, a passagem pela Terra lembra muito aquelas touceiras de mato seco que rolavam nas areias do deserto, sem direção, ao sabor do vento, ressecadas, sem vida.

Eu prefiro, eu gosto, eu admiro as pessoas que tem viço. Não importa a idade. Mas que sejam “verdes”, no sentido da clorofila que sintetiza a luz do sul, por isso citei o verde. Gosto de gente colorida, feliz, como as bandeirinhas da festa que vem por aí.

Aproveitem esta noite. Há uma certa magia quando tocamos as coisas simples da natureza. As plantas, as pedras… Com as plantas aprendemos o que é fugaz, passageiro, que se transforma, que cresce, morre, deixa sementes, volta a nascer. Isso é vida. E as pedras? Coloquem o ouvido numa rocha. Ah! tenham sensibilidade de ouvir segredos de outras épocas, de outras civilizações, de outras vidas.

Muito agradecido a todos do Conselho pela honra, pelas presenças iluminadas no círculo, com o fogo sagrado desta estação. Que se multiplique pelas fogueiras. E a vocês, jamais esqueçam que tudo que fazemos é por vocês, e a energia que existe aqui e as formas de cura e atendimento só podem existir porque cada um de vocês traz um pouco da sua energia. São vocês que trabalham, são vocês que ajudam a quem precisa de ajuda. O restante é sintonia, cumplicidade, da verdadeira harmonia, não importando de onde vieram, não importando de quando estiveram mas, no momento, são todos, todos, unidos, brilhantes, aquecedores como a chama desta fogueira. É isso. Não só isso mas importante isso.

PEDRA ALTA