Renascer em sabedoria e construindo individualidade forte.

the wise man and the little boyQue a Santa Luzia abençoe a todos. Na semana passada foi deixado aqui, em forma de mensagem – felizes daqueles que refletiram sobre elas – sobre aquela pessoa sábia que, até mesmo se o vento bater, ela não cai. Que já possui um grau de individualidade forte, grande, que o acompanha neste processo de evolução, neste caminho dito sagrado. Diferente daqueles que são massificados, como se diz, na linguagem popular de vocês – “maria vai com as outras” – que acompanha um comboio por acompanhar, e não sabe muitas vezes para onde está indo.

Deixei para vocês, na semana passada, que muitos não conseguem distinguir o sagrado de um buraco negro e esquecem daquilo que é mais importante, que vai preencher e transformar sua alma em alegria e paz. E acaba dando espaço para que energia ruim tome conta ou que, por muitas vezes, qualquer coisa faz levar a pessoa a tomar uma rasteira e cair porque não colocam um escudo à sua volta – não se protegem de todo tipo de energia que se aproxima.

Foi contada a história para vocês, na semana passada (apenas um resumo para quem não veio) do veterano de guerra que foi resolver um caso de sequestro. Ele estava lá dentro do carro com uma criança, e a todo o momento conversava com o assaltando, o sequestrador – muitas vezes até riam juntos, por várias vezes acenando para a imprensa que já estava no local. De uma hora para outra, ele percebeu o descuido do bandido, tirou a sua arma, jogou pela janela do carro, e a polícia entrou e fez o resto.

Sábio, focado, ninguém sabia mas foram descobrir que ele era um veterano de guerra. A todo o momento em que estava lá, pela segurança, em si mesmo ele sabia que teria a oportunidade de fazer o que fez, e tirar a arma – desarmar aquele sequestrador. Só depois que foram descobrir quem era o sujeito – um veterano, de guerra.

forest and lightApenas completando aquilo que bem disse a irmã Ana Neri, sobre renascer. Hoje eu conto uma das histórias que eu mais gosto, e para tudo chega o momento. Até agora eu não tinha contado. Eu quero que todos prestem atenção naquilo que vai ser dito. Há muito tempo atrás, numa cidade onde tinha muita montanha, existia um bandido, um pistoleiro. Naquela época era feito desta forma, nestas montanhas, afastadas, de algumas cidades.

E nesta montanha, ele fazia seus assaltos. Era um sujeito já de meia idade, forte, sabia usar a arma e lutar como ninguém. Naquele caminho onde ele ficava, próximo das montanhas, passavam muitos viajantes, era uma rota de viajantes. Com tantos assaltos que havia, as pessoas cada vez mais temiam este sujeito. Ele vivia disso, era o trabalho dele. Com medo, as pessoas começaram a diminuir, até chegar a um ponto em que poucos passavam por aquela estrada de terra, porque já sabiam o que iria acontecer. Ele foi perdendo, a comida diminuindo, ele já preocupado, até que certa feita lá longe ele consegue avistar um sujeito e, como diz uma amiga, sempre tem uns desavisados. Este sujeito vinha lá de longe e ele diz: já faz algum tempo que eu já não assalto ninguém, não levo nada. Parece que este sujeito vai me livrar o mês.

O sujeito se aproximava cada vez mais e ele, preparado com sua faca – era o que ele mais gostava de usar – na hora em que o sujeito passou na estrada, ele saltou lá da montanha, em cima do sujeito, com a faca na mão, e do mesmo jeito em que ele veio com a faca, na hora em que ele bateu com os dois pés no chão, ficou paralisado com a mão. Da mesma forma que veio, ele ficou paralisado. Ele não conseguiu pular em cima do viajante, o viajante continuou andando, como se nada estivesse acontecendo, até que o viajante escuta o berro:

Ei, me ajuda aqui, como é que vou fazer para sair desta posição? Não estou entendendo o que está acontecendo.

O viajante parou, olhou para trás e disse:

– Bom, se você está nesta posição com esta faca, alguma coisa você ia fazer. Você imagine se você não tivesse, o que teria acontecido é comigo. Com certeza, em uma hora desta, eu não estaria aqui para contar história nenhuma.

O sujeito pediu ajuda, o viajante deu alguns passos para atrás, até chegar perto dele, ele congelado naquela posição. Ele tocou no pistoleiro, e o pistoleiro voltou a se movimentar de novo. O pistoleiro agradeceu, sem entender o que estava acontecendo, sentiu alguma coisa estranha, uma luz dentro deste sujeito viajante. Na verdade, o viajante era um mestre sábio que tinha alguns poderes. Eles começaram a conversar e o mestre disse:

Eu estou indo para aquela direção, você me acompanha e a gente vai conversando no meio do caminho.

E eles foram conversando. O mestre naquele momento percebeu que, com tudo aquilo que ele estava ensinando ao pistoleiro, cada vez que ele falava, o pistoleiro se iluminava, o olho dele brilhava.  Ele se interessava pelo assunto que era sobre transformação de vida, sobre renascer, como conquistar a si mesmo, como evoluir, como ter paz, como ser feliz. E cada vez mais ele se iluminando, até que em determinado ponto, o pistoleiro para e olha no mestre e diz:

Eu agradeço a ti pela ajuda, mas você sabe que eu não passo de um pistoleiro, matador, vivo disso, por que você está me contando tudo isso daí? Por qual motivo, se eu sou um pistoleiro? E outra, você já falou do carma, falou do dharma e eu fico imaginando como o meu carma deve ser, já que você disse da outra passagem, da outra encarnação, como é que vai ser meu carma. Não vai ser fácil, por tudo que já fiz, dos roubos, das mortes e por aí vai.

O mestre olhou, sabiamente, no olho do pistoleiro e disse:

Olha, filho, tudo é analisado, tudo é visto, e tudo, como a maioria das coisas, é perdoado. Se você quiser, de tudo que te ensinei, de tudo que te passei nestes dias que estamos caminhando, você pode ter o carma diminuído, ou até mesmo revisto, e a vida não te cobrar o quanto você já fez de errado. Só que, para isso, você vai ter que cumprir tudo aquilo que eu disse para você. Eu sei que você tem força, só que direcionada da forma errada, e você pode, sim, pegar nova direção, novo caminho, só que presta atenção no que vou te dizer. Eu sei que para você não vai ser fácil, mas peço que você não desista. Você vai ser hostilizado, você vai ser recriminado, você vai sentir as dores da carne com a humilhação, mas eu tenho certeza de que você vai conseguir passar por tudo isso e o seu carma vai diminuir, daquilo que você está fazendo.

Com tanto ensinamento, com tantas palavras sábias do mestre, novamente ele se iluminou, e percebeu que, realmente, ele poderia ter o perdão, um novo caminho, e disse:

Eu aceito.

O mestre começou a andar para um lado, ele começou a acompanhar o mestre, e o mestre disse:

Daqui para frente eu vou caminhar sozinho, e você caminha de volta para o teu vilarejo e vai cumprir tudo aquilo que eu te ensinei: vai ajudar a quem precisa, vai passar paz, vai passar a palavra, vai contar história.

E assim foi feito. O pistoleiro fez a volta, foi para o vilarejo e, é claro que não poderia ter acontecido outra coisa – desde o momento em que ele chegou ao vilarejo, foi hostilizado, mendigando comida, e por muitas vezes jogavam o prato em cima dele. Arrancaram suas roupas, bateram nele, porque todos lá o conheciam. E ele suportou todas as noites, ele suportou tudo aquilo que o mestre falou para ele e, cada vez que se lembrava das palavras do mestre, se iluminava. A muitos ele ajudou com as suas palavras, àqueles que já naquele momento o perdoaram. Só que a maioria das pessoas do vilarejo não tinha como perdoar aquilo que ele fazia e tinha feito. E assim foi feito por décadas. Passados já muitos anos, aproximadamente uns 15 anos mais ou menos – se é que foi feita naquela encarnação ou na outra – o pistoleiro caminhando se lembrou da última palavra do seu mestre que ele já não via há muito tempo – já que você aceita recuperar tudo isso, deste tempo, e  ajudar as pessoas, e colocar em prática aquilo que te ensinei, faça e, no final, nós vamos nos encontrar de novo.

O pistoleiro, com aquilo na cabeça, ia andando para lá e para cá, até que em determinado momento se lembrava de que ia encontrar o mestre de novo, e então se iluminiava, e isto dava força para ele, porque queria muito encontrar o mestre.

Nestas caminhadas em que ele estava refletindo, parou em determinado lugar que era um dos lugares da montanha onde ele antes fazia seus assaltos. Começou a refletir, a lembrar do que ele fazia, começou a ver o erro que cometeu, o que era feito, no trabalho dele. Neste momento em que se lembrava das palavras do mestre sábio, escutou e viu uma menina correndo em sua direção, com a roupa rasgada, e um sujeito, jovem, com uma faca na mão que era um bandido também, correndo atrás da menina. A menina vindo na direção dele, berrando.

Ele saiu da reflexão e levantou de onde ele estava, em uma pedra, e saiu em direção a desarmar este jovem bandido, que também sabia lutar. NO momento em que ele foi salvar a menina, os dois entraram em luta corporal, lutaram, lutaram, até que por infelicidade, sem intenção, ele conseguiu tirar a faca do jovem bandido e cravou no peito dele, e o jovem bandido morreu naquele momento.

Ele conseguiu salvar a menina, na hora em que estavam lutando, por infelicidade, num golpe, a faca penetrou no peito do jovem bandido. Naquele momento ele ficou apavorado, começou a refletir e não se conformava com o que tinha acontecido. E começou a lembrar de tudo que ele tinha feito de bom, até aquele momento, e falava para ele mesmo: não é possível que eu caminhei até agora, neste tempo todo no caminho que o mestre me ensinou, e agora acontece um negócio destes. Como é que fui matar o rapaz?

Ele não se conformava e pegou o jovem bandido no colo, caminhou adentrando uma floresta lá perto, e mentalmente começou a chamar o mestre: eu vou ter que ter alguma resposta de qualquer jeito, eu preciso saber por que aconteceu tudo isto.

Quanto mais ele adentrava a mata, ele percebia um clarão lá no fundo da floresta, e foi se aproximando, com o jovem bandido nos braços, e não conseguia se conformar com o que tinha feito. Falava com si mesmo: como é que eu fui fazer um negocio destes… mas eu vou querer uma explicação de tudo isso. Quando ele se aproximou do clarão encontrou, sentado em uma pedra, o seu mestre. Na hora em que o mestre viu que ele carregava o sujeito, o mestre abriu um sorriso e disse: há quanto tempo eu esperava por este momento… pelo jeito, você continua forte, continua bem, e como é bom te ver.

O moço parou com o bandido no colo, segurando ele nos braços e disse:

– Mestre, eu não estou entendendo nada – você não está vendo o que aconteceu? Eu matei um jovem bandido. Você não está vendo? Ele está aqui.

O mestre olhou no olho dele, sorriu e disse:

Sim, eu estou vendo que você matou um jovem bandido.

Neste momento, ele olhou para os seus braços e quem estava em seus braços, era ele mesmo. Ele estava carregando a si mesmo nos braços.

Ele matou tudo aquilo do rastro que ele deixou para trás, naquele momento, porque o mestre quando partira e tinha dito:

Assim que você estiver pronto, a gente vai se encontrar novamente e vou passar para você os outros ensinamentos para você continuar o seu caminho sagrado.

Naquele momento ele se iluminou, e percebeu, que aquele sujeito em seus braços era ele mesmo.

Quantos de vocês aqui deixam um rastro no caminho, como foi dito. Vão limpando o rastro, para que caminhem de uma forma mais tranquila, para que caminhem de uma forma onde a vida não devolva para vocês aquilo que vocês fizeram.

No momento em que o pistoleiro voltou para o vilarejo, o que ele recebeu lá, sendo hostilizado, onde apanhou, onde rasgaram suas roupas, foi chicoteado, nada mais era do que a vida devolvendo a ele o que ele mesmo tinha plantado. Por isso eu falo tanto aqui nesta casa: vão limpando o rastro, vão tirando as coisas do caminho, e façam a coisa certa. E naquele momento em que ele foi salvar a menina, ele teve este encontro unificado com si mesmo, e na hora em que ele olhou para ele, seus braços, morto, era ele mesmo.

Por isso é que é um complemento daquilo que a enfermeira Ana Neri falou – do renascer. A vida deu uma nova oportunidade para ele. A vida disse: agora, meu filho, você está pronto, para receber o resto das orientações, daquilo que você vai levar aos outros, da forma certa. Agora você está pronto. Ao olhar novamente, ele se iluminou, e percebeu, assim como é dito e assim como aconteceu na historia, por muitas vezes o caminho de vocês está livre, mas são vocês que colocam o obstáculo, o problema, vão deixando o rastro, e depois começam a caminhar e a vida começa a dar o troco. Mas ode perceber que o caminho de todos, assim como chamam de destino – sim, está traçado, mas ele não é tão firme como vocês podem imaginar. Existe uma flexibilidade de um lado e de outro. Porque vocês tem livre arbítrio para poderem caminhar da forma que quiserem na Terra.

Muitas vezes, está traçado para vocês um caminho excelente, e vocês acabam plantando da forma errada. Acabam buscando da forma errada, plantando da forma errada, fazendo da forma errada. É claro que, depois, vão ter o retorno, de uma forma ou de outra, materialmente ou em forma de energia.

Por isso façam como o pistoleiro que, no momento em que olhou nos seus braços, era ele mesmo. Ele se deu nova chance, se deu um novo caminho e se deu oportunidade de renascer em novo caminho, transformado em luz, transformado em paz, transformado em energia, para que pudesse levar os ensinamentos do seu mestre.

renascer

Por isso deixei a vocês, dias atrás, a história de Sócrates a quem perguntaram se ele, um gênio, pegasse um sujeito e amarrasse na cadeira e ele ficasse ensinando, se depois de alguns meses, o sujeito, solto, se tornaria um grande mestre. Com sua humildade, olhando para a cara dos discípulos, disse: minha mãe era uma ótima parteira, mas eu nunca vi ela fazer uma moça que não estivesse grávida, dar a luz.

Isso quer dizer o quê? Que se o sujeito não estiver aberto, se o sujeito não estiver alinhado com o seu pensamento e aquilo que busca, com aquilo que deseja, com a forma em que caminha, com aquilo que acredita, com aquilo que está vindo buscar na Terra – e todos aqui tem um compromisso firmado na Terra. Todos aqui vieram para deixar cravado o seu nome na Terra, todos. Não importa se conhecidos ou não. Mas para alguém você é importante, para alguém você marcou, nem que tenha sido um sorriso.

Este é o caminho que a corrente deseja que todos busquem neste renascimento. O renascer a si mesmo e aproveitar o caminho sagrado que é dado a ti, unificado com aquilo que tem de mais sábio na Terra, que é viver em paz, viver tranquilo e feliz. É o que deseja a corrente aqui a todos. Reflitam sobre a história deixada, não esqueçam que, por muitas vezes, vocês estão carregando a vocês mesmos.

Como estão me contando aqui  (aliás esta turma já passou por aqui na Casa, em forma de espirito, em forma de ajuda) Leonardo Da Vinci (uma pessoa da mesa comenta: um grande artista do renascimento), muitos acham que ele foi apenas um grande artista, um grande pintor. Sabem qual era uma das principais qualidades dele? Na verdade,  iam para sua casa não só para ver os seus quadros, na verdade, seus quadros eram secundários. Ele era também um gênio em cozinhar. Um chefe de cozinha, como ninguém. É o que estão me contando agora. Isto quer dizer o que? As pessoas muitas vezes se limitam porque querem. Na antiguidade, e eu posso afirmar isso para vocês, aquele que era médico, era médico, era pintor, tinha artes contidas dentro dele, assim como um poema, e além de tudo um guerreiro. Eram completos.

Platão, conhecem? (alguém comenta: professor de Aristóteles, que foi o mestre de Alexandre, o Grande). Ele também tinha “n” qualidades dentro de si, e colocava para fora aquilo que sabia. Muitos caminhavam lado a lado, com ele, para o aprendizado.

São outras épocas, infelizmente… Como disse um sábio, é complicado às vezes para um país que não tem identidade própria e tudo se pede emprestado. Vamos colocar de forma popular – é a imagem da balança da justiça, é o amor, onde se coloca a imagem do coração… Mas acredito, ainda, assim como todos da corrente acreditam, aqueles que são interessados, focados, aqueles que se interessam pela cultura, aqueles que se interessam em se tornarem mensageiros de Cristo, está aí um bom caminho, uma bela história – basta também dar o passo. E a gente sabe que vocês, hoje em dia, tem uma vasta forma de buscar, de pesquisar, de encontrar, e de querer. No lugar daquilo que é supérfluo, das bobagens, que façam, orem, pesquisem e façam, leiam. Não se tornem produtos do meio, massificados. Se tornem produtores do meio, chefes de si mesmos, e por consequente verdadeiros guerreiros que, se tiverem que pegar em uma espada, não vão passar vergonha.

Assim como era feito na casa branca, faziam a oração do Pai Nosso quando tocava o sino, e o som adentrava a floresta e, lá da casa branca, no topo de montanha se escutava o Pai Nosso.

Que a Santa Luzia abençoe a todos.

PEÃO

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