Conversar com o que está acima.

cachoeira

Concordo plenamente com o que acaba de ser aqui bem dito. Existe o sagrado e o profano. Profano não é bem aquilo que as pessoas às vezes imaginam ser, o que é ruim, mas é aquilo que está fora dos templos. Como diz a nobre senhora: não importa onde vocês vão buscar a espiritualidade em termos de princípios religiosos ou crenças mais ou menos difundidas entre vocês.

Realmente não importa a grandiosidade de uma, como vocês chamam, Catedral. Sem dúvida a beleza e o ambiente podem influenciar um pouco para que você se sinta diferente do que é a correria lá fora. Este é um culto templário, todavia os templos, e por isso eu falo profanos – aquilo que é fora deles, estão em qualquer lugar. Esta mesma grandiosidade vocês podem encontrar em uma floresta, em um belo jardim, ou junto ao mar. Ou nas montanhas, que importa o lugar? É para que vocês entendam de uma vez por todas, que a paz não está fora, que a crença, a fé, não está no lugar, ou qualquer lugar. Está lá dentro de você.

Concordo também que muitas vezes, por atribulações de uma cidade agitada por muitos acontecimentos seguidos com alguns de vocês, ou todos já sentiram isto, é difícil parar embora não para se lastimar ou se entristecer ou ter qualquer outro tipo de sentimento negativo. Mas respirar fundo e pensar – eu estou vivo, eu continuo, eu tenho força porque eu acredito nisso. E o que é acreditar nisso? Deem o nome que quiserem a isso, mas entrem em sintonia com isso que vocês deram o nome. Várias vezes já dissemos aqui – como foi citado o nome de Deus – quantos nomes, quantas casas e quantos nomes tem Deus, não é? Apenas respeitem aqueles que chamam assim ou de outra forma, aqueles que vão ao templo, e aqueles que não vão, estão fora dos templos, são profanos neste sentido. Se alguém não entender, procure a origem da palavra profano. Mas o sagrado sempre vai existir. Basta sentir dentro do templo ou fora dele. Em qualquer tipo de templo e em qualquer lugar fora dele. Observem a história da humanidade e vejam as diferentes culturas. Alguns templos belíssimos, erigidos aos deuses, ou a um deles, ou ao maior deles, segundo as crenças então – e outras que não tem nada construído para este fim, mas a fé, as crenças, a religiosidade, junto a tudo isso a espiritualidade que pode sair de tudo isso, existe – sempre existirá.

Que bom que as pessoas discutissem isto ou aquilo, relacionado à fé, à espiritualidade. Este é o exercício que fazemos aqui – todos nós juntos há quantos anos, há quanto tempo, não é? Refletir, conversarmos a respeito daquilo que está acima, muito além do que é simplesmente material. Portanto, se não querem sair para ir a algum lugar, de culto, cultuem a sua espiritualidade em qualquer lugar. O melhor lugar é lá dentro. Fora disso, naquele ambiente em que vocês estão em paz. Se não estão em paz, façam-se ficar em paz, pensando, sentindo, observando, ouvindo, em todos os sentidos, esta paz.

Se estão muito agitados – não duvido que estejam neste mundo em que vocês vivem hoje de tanto barulho e ruído – afastem-se um pouco de tudo isso às vezes, por instantes que seja. Faça uma oração. É também linda a diversidade das orações, que sempre os homens fizeram em toda a história da humanidade. Conversar com o Além, com o que está acima.

Modernamente, não há tantos ritos, esta Casa é um exemplo – não se pede nada, não se acende nada, não se faz nada, além desta conversa em círculo entre nós. Existem planos, sem dúvida; existem níveis de evolução, sem dúvida alguma; todavia percebam que em determinados momentos estamos todos juntos, aqui. Cada um de vocês pode elevar-se pela espiritualidade, e todos, todos os níveis, todos os degraus, podem por instantes, se abaixarem não ao rés do chão, mas no nível em que flutue uma excelente, limpa, clara, brilhante energia. Isto é possível e vocês podem fazer isso quando quiserem.

Quando se sentirem atormentados, perseguidos, maltratados, seja lá o que for, que possam sentir como ameaça. Parem um pouco. Vistam uma armadura de luz e prossigam. E passam, estas sensações ruins passam. Os erros que eventualmente cometem, reflitam sobre eles e façam um momento de contrição. Ou seja: errei, não gostaria de repetir o erro. Ao contrário, quando tiverem uma sensação de que fizeram algo muito bom para vocês mesmos ou para outras pessoas, façam outro ato de contrição: acertei e quero repetir o meu acerto. No balanço de tudo isso, ao final de tudo isso, o resumo, a análise de ganhos e perdas. Podem ter certeza de que se fizerem isso de coração, sempre, sempre, os ganhos vão brilhar e os desacertos, os desenganos, as injustiças, seus erros, ficarão esquecidos porque vocês já subiram um degrau. Aquilo foi para baixo.

Eu costumava ouvir aqui nesta Terra um conselho destes médicos que se dizem psicólogos, erradamente – porque psicologia, no meu entender, é um estudo da alma. Vão lá ver a origem da palavra, o sentido.

Tem uma coisa que eles repetem não sei se como papagaio, ao final do dia, ou ao inicio de um, quando vocês fazem suas abluções, seus banhos nestas casas modernas que vocês têm, aquela coisa como se fosse uma cachoeira falsa. Entrem de cabeça nesta coisa como se fosse uma cachoeira mesmo, pois na verdade pode ser, e deixem sair pelo ralo, lavar-se em todos os sentidos. Aí tudo vai por este ralo. Espero sinceramente que se lavem assim. Aí está a conjunção matéria – espirito, e uma cerimônia, um rito sagrado de lavagem. Aquilo que se impregna na matéria, que sai com a bendita água, e aquilo que se impregna lá dentro de vocês, aqueles sentimentos pequenos, joga tudo fora. Que maravilha, a cada dia podermos estar limpos de novo!

O que passou é passado e o futuro é presente porque a cada instante em que vocês agem nesta direção de ascensão, vocês já estão vivendo o seu futuro. Simples, assim, se sentirem isto profundamente. Bastará.

Quero todo mundo limpinho por dentro e por fora. Quem costuma fazer suas abluções à noite, comece esta noite. Não deixe para depois. O futuro é hoje, agora.

Era isso: uma mensagem simples, prática, objetiva – eu espero. Exatamente na linha que foi iniciada pela grande senhora. Muito agradecido, senhor, a todos os membros do Conselho, às égides presentes. A todos, uma semana “limpinha” para vocês.

PEDRA ALTA

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