Arquivo para junho 14, 2017

Abertura Reunião

Posted in Conselhos, Uncategorized with tags , on junho 14, 2017 by Helen Ians

varios indios

Nuvem Vermelha saúda as entidades presentes e o guerreiro Trácio, o Gladiador.

Guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz, equilibrem sua matéria, sua mente, tenham força em seu caminho para buscarem o seu sonho, preencherem o seu caminho com alegria e paz. E, acima de tudo, acreditem em si mesmo, na magia sagrada de toda a corrente, e nos guerreiros que lua a lua, estão acompanhando vocês aqui, na Terra. Aproveitem as mensagens e que o Grande Espírito abençoe a todos.

NUVEM VERMELHA

6 jun 2017

Respeitar a natureza e a si próprios.

Posted in amor, Uncategorized with tags , , on junho 14, 2017 by Helen Ians

landscapeConceição veio hoje para falar que a gente sabia lidar com as coisas na Natureza. Sabia pegar as folhas para fazer o remédio para colocar no corpo quando estava machucado, para ajudar quando tinha alguma dor, e alguns até pegavam para colocar e fazer o seu senhor dormir ou até ficar zonzinho para poder fugir.

Mas principalmente sabia respeitar a Natureza, sabia que tinha hora certa para fazer colheita, sabia que tinha que esperar para poder plantar. Conceição veio hoje aqui para falar que cada um dos irmãos precisa respeitar a sua Natureza. A hora que tem que ficar igual semente, que tem o tempo que dorme, que só vai ficando mais forte para poder crescer. Igual a árvore que dá fruta, que ela precisa se alimentar até conseguir fazer o final e assim como os irmãos que precisam se alimentar da fé, da crença de cada um, que precisam ficar fortes para poder sair da terra e dar o fruto que precisa.

Respeite a Natureza e respeite a sua natureza. E respeita sua hora em que tem que fazer a reza para ficar forte, o seu corpo que você precisa tratar dele. Precisa ter respeito-  pois se um estiver bom e o outro não, como é que vai ficar? É isso. Conceição veio falar do jeito que Conceição sabe mas que fala com amor, pois quer ver os filhos sempre bem. Agradeço, irmãos, e que N. S. Jesus Cristo abençoe todos.

CONCEIÇÃO

Conheça sua própria natureza.

Posted in Arte de viver, Uncategorized with tags , , on junho 14, 2017 by Helen Ians

rock and nature

Gostaria de seguir na mesma linha do que vocês acabaram de ouvir, que a perfeição está de fato nas coisas mais simples da vida e outro conceito perfeito, da grande Senhora, que esteve aqui há instantes que é: conheça sua própria natureza. Acho que a noite promete. E eu gostaria que fosse nesta linha. E com alguns exemplos, que vem da Natureza, como as plantas, como foi bem dito, e como as pedras, que pela sua longevidade guardam segredos e a história de muitas civilizações.

Não sei se disse um dia mas repito: me chamavam Pedra Alta, não porque eu fosse imponente, como uma rocha, mas é que sempre que me procuravam, tinham certeza de que iriam me encontrar sobre algum rochedo. Mania de grandeza? Não creio porque nunca tive vaidade nisso ou em qualquer outra coisa. Mas admiravam, como eu me admirava da minha natureza, de querer enxergar, sempre, um pouco mais longe. Talvez no sentido de ajudar. Mas não vou ficar falando de mim. Não é uma apologia própria mas, sim, me referir a quem quer que faça isso e que tem a minha admiração. Alguns grandes homens tinham a habilidade e a sensibilidade de olhar os pássaros e neles projetar e por eles ter a visão longa. Sem ter que subir no rochedo. Mais fascinante, ainda, não? Pois é isso. O significado das coisas da Natureza, dos seres da Natureza, quando trazidos à nossa própria natureza.

Admiro muito pessoas que recendem ao cheiro da terra. Respeito imensamente aos que falam com a suavidade ou a firmeza do vento, cujas palavras vão, alcançam tantas pessoas tão longe. Hoje vocês escrevem mais do que falam e também esta é uma grande responsabilidade. Benditos sejam os escribas que deixaram suas memórias e, nelas, a memória do mundo, as civilizações.

Admiro aqueles que elevam a sua estatura, estatura física, sobre cavalos. Não por vaidade, mas pela mesma razão, de sentir sob si a força da natureza e olhar pelo menos um pouco mais acima do que se não estivesse montado.

Admiro aqueles que conduzem os cavalos mas se deixam por eles muitas vezes serem conduzidos. Assim como os nobres guerreiros nórdicos se referiram aqui à hora de remar, conduzir a nave ao rumo que se se sabe ou a que se quer chegar, e em outras horas deixar os remos e se deixar levar pela maré.

Acho fascinante como consigo, pelo menos pela lembrança desta vida na tribo, fazer referência ao mar que jamais vi. Quem sabe não tenha visto pelos olhos de uma águia. Talvez pudesse ter visto, ou mesmo sentido, respirado o ar marítimo lá em cima, quando ficava pensando sobre a vida. E a vida, meus companheiros, aqui no Conselho e vocês todos que me ouvem, é só aquilo que faz algum sentido.

Se vocês querem saber se estão vivendo intensamente, plenamente, parem um instante que seja e reflitam sobre o que você faz, o que você é, o que você quer, aquilo que você pede e pelo que agradece – faz algum sentido, qualquer que seja? Aí terão certeza de estar vivendo. Se não, a passagem pela Terra lembra muito aquelas touceiras de mato seco que rolavam nas areias do deserto, sem direção, ao sabor do vento, ressecadas, sem vida.

Eu prefiro, eu gosto, eu admiro as pessoas que tem viço. Não importa a idade. Mas que sejam “verdes”, no sentido da clorofila que sintetiza a luz do sul, por isso citei o verde. Gosto de gente colorida, feliz, como as bandeirinhas da festa que vem por aí.

Aproveitem esta noite. Há uma certa magia quando tocamos as coisas simples da natureza. As plantas, as pedras… Com as plantas aprendemos o que é fugaz, passageiro, que se transforma, que cresce, morre, deixa sementes, volta a nascer. Isso é vida. E as pedras? Coloquem o ouvido numa rocha. Ah! tenham sensibilidade de ouvir segredos de outras épocas, de outras civilizações, de outras vidas.

Muito agradecido a todos do Conselho pela honra, pelas presenças iluminadas no círculo, com o fogo sagrado desta estação. Que se multiplique pelas fogueiras. E a vocês, jamais esqueçam que tudo que fazemos é por vocês, e a energia que existe aqui e as formas de cura e atendimento só podem existir porque cada um de vocês traz um pouco da sua energia. São vocês que trabalham, são vocês que ajudam a quem precisa de ajuda. O restante é sintonia, cumplicidade, da verdadeira harmonia, não importando de onde vieram, não importando de quando estiveram mas, no momento, são todos, todos, unidos, brilhantes, aquecedores como a chama desta fogueira. É isso. Não só isso mas importante isso.

PEDRA ALTA

Tenham mais prática do que teoria.

Posted in Ajuda espiritual with tags , on junho 14, 2017 by Helen Ians

inundação

India quis vir aqui hoje para falar com vocês, como já foi dito aqui, que há muito tempo a natureza da Terra de vocês está dando sinal que tem coisa errada acontecendo. O lugar que era para ter chuva, tem sol, o lugar para ter sol está todo cheio de água. Nem a natureza mais está aguentando de tanto que o homem mexeu nas coisas de Grande Pai.

Mas India não veio aqui para debater isso, não. India só está falando para comparar natureza da Terra de vocês com o que está acontecendo com cada um que está aqui hoje. Todo mundo aqui é preocupado com o pano que vai por, com a cor disso ou daquilo, como é que vai, se vai, com quem vai, mas vocês não prestam atenção nos sinais que o corpo de vocês está dando, como disse a irmã, que falou. E quando o corpo dá sinal, ignora sinal e acha que sabe tudo porque informação vocês tem, mas prática vocês não tem nenhuma.

Como já foi falado muito, Índia vai falar só, como vocês falam, para resumir: que vocês tenham mais prática do que teoria. Se tem sinal, vai atrás – vai entender se é de corpo, se é de mente, se é de espírito, e não achar que sabe tudo, que pode tudo.

Os irmãos nao querem ter humildade suficiente para saber onde é que está errado porque às vezes precisa saber, precisa dividir isso com outros – seja homem de branco, seja com outras pessoas, seja com alguém. Isto é para vocês “ferir orgulho”. Lembrem que, por orgulho, muitos foram antes da hora da partida.

Vocês precisam começar a entender o que são os sinais. Mas se alguém está esperando sinal de fogo, de qualquer coisa destas besteiras, não vai ter nada disso. Sinal é para perceber, é para estar atento, é para estar ligado Espirito com Corrente, Espirito com Grande Pai, Espirito com Energia Maior ou qualquer nome que os irmãos dêem. Enquanto não tiver ligação dos irmãos com Força Maior, não vão entender e nem ver o que é sinal. Enquanto estiverem olhando só para vocês mesmos, menos ainda.

É tempo agora de entenderem quem são, o que são e para que estão aqui. Sem energia, os irmãos não são nada e não vão conseguir nada.

Que cada um tenha humildade suficiente para erguer a cabeça, e trilhar o caminho, mas com o coração e com o olho no Grande Pai. Se não for assim, fica difícil trilhar qualquer coisa aqui. Fiquem atentos: nesta semana agora olhem dentro de si, mas sem arma, sem estar pensando que é superior. Olhem dentro de si e repensem e mudem se for preciso, mas sempre pedindo para o Grande Pai a força necessária.

India pede que Grande Manitu abençoe a cada um desta Casa.

ÍNDIA

Buscar sempre, primeiro, o espiritual.

Posted in Conselhos with tags , on junho 14, 2017 by Helen Ians

Dando sequência ao que foi dito, nesta semana sagrada da magia, onde 6ª feira é lua cheia,  até 6ª feira neste crescente, houve o crescimento maior de cada um de vocês aqui. Dando sequência ao que foi dito pela irmã Índia que, para o crescimento também de cada um basta dar um passo, basta ter força, basta ter energia.

Foi falado para vocês aqui da história do rei que queria de qualquer jeito ser discípulo do mestre. Ele se aproxima do mestre e pergunta “o que é ignorância?”. O mestre aproveita para dar uma lição nele e explicar porque todo este tempo em que ele pedia para ser um dos seus discípulos, o mestre não aceitava. Ele teve uma idéia, e naquele momento, empolou a voz, olhou bem no olho do rei e disse: que pergunta é esta, besta, idiota que está me fazendo e como que um cara como você se torna rei? O rei, não acreditando que estava escutando aquilo, porque era rei, olha para o mestre e diz: que audácia é esta, que linguajar é este? Isto não é jeito de falar com o rei. Neste momento, o mestre olha no olho dele e diz: está explicado, este é o motivo de você não ser aceito.

O que foi dito para todos aqui, é que o rei era generoso na matéria, ajudava todo mundo, fazia isso e aquilo, mas, no campo emocional, ele não queria doar a sua imagem, doar o seu jeito, doar o aprendizado, ele não queria sair do posto dele para transformar todos os dias e olhar para dentro de si. De uma forma egoísta, ele não queria abrir mão de tudo isso. Ele abria mão de qualquer coisa no campo material, mas do emocional não queria de jeito algum. E fazia e errava todos os anos. Como disse a irmã Índia, ele não se limitava.

Quantos aqui, da mesma forma, não conseguem enxergar a si mesmo. Eu conheço um monte. Abre mão de tudo no campo material, mas acaba esquecendo uma coisa – quem trabalha no material é trabalhar na sombra. Quem trabalha na sombra não consegue enxergar a claridade. Diferente aquele que trabalha dentro de si do que trabalha na sombra. Aquele que trabalha na sombra está esquecendo que tudo que é no campo material vira um ciclo. Será que esquecem disso? Hoje trocaram de carro e amanha já está velho. Trocaram isso, trocaram aquilo só que isto vira um ciclo como foi dito aqui para todos – vai virar uma sansara da mesma forma. Vai começar tudo de novo daqui um tempo. Vai ter que trocar isso, vai ter que fazer aquilo. Tudo aquilo que se perde e é tomado de vocês, vamos colocar assim, é tomado de vocês porque é matéria – não é que a gente está tomando. Falo de coisas materiais. Tudo que vocês perdem, adquirem, perdem, ou vão reciclando, tudo isso é matéria, isto é trabalhar com a sombra. Isto vai embora.

Diferente de trabalhar no campo individual, que é a essência de cada um, na sua transformação maior, onde a magia toma conta, como diz Ragnar, no centro de sua barca. Quando você solta o remo e olha no olho do seu deus. É olhar dentro de si, no seu centro. Por isso que muitos, quando tiram o lenço do olho, do rosto, começam a enxergar e o olho acaba doendo, porque estão enxergando a verdade. Porque muitos aqui na Terra buscam apenas aquilo que lhes dá prazer, que é o material. É o egoísmo em si só.

Felizes aqueles que buscam o espiritual.

Eu pergunto para um e para o outro, para aqueles que não querem abrir mão do seu emocional, achando que estão certos, ou não, que mundo será que é real, o material ou o espiritual? Se perguntarem hoje em dia, neste ano, neste século, aqui na Terra, a resposta é unânime:  claro que o mundo real é o mundo material porque todos conseguem visualizar, escutar, tocar. Só que acabam esquecendo para aqueles que tem a visão curta das coisas, porque acesso a tudo todos tem. E o importante só para lembrá-los não é conhecer o caminho, é trilhar o caminho. Muitos conhecem o caminho mas não sabem trilhar o caminho.

Se perguntarem – isso já há muito tempo atrás, com aqueles mestres, sábios, filósofos – se perguntarem a alguns mestres vamos dizer do Egito, qual mundo é real? Material ou espiritual? Eles vão, óbvio, responder: o espiritual. E por que o espiritual? Porque o espiritual é a essência. O campo espiritual é o que vai mover cada um aqui, é o que vai mostrar o caminho para cada um, daquilo que querem conquistar, porque é dentro do campo espiritual, que é  dentro de vocês, que existe o sonho, é a busca do sonho, é a busca da verdade. Quem busca o espiritual, busca a verdade. Quem busca o prazer é a matéria. O prazer em sentido egoísta, porque se colocam como produtos do meio. A mensagem para todos aqui sempre é que vocês se tornem o produtor do seu meio, não o produto do seu meio.

Por isso muitos, cegos, não conseguem enxergar o próprio caminho. Aí é dado a ti a segurança, aí é dado a ti a montanha, aí é dado a ti a alegria, aí é dado a ti tudo aquilo que está contido dentro da verdade, que é no campo espiritual. É quando o sujeito ou a sujeita consegue olhar para dentro de si e ver que tudo que se consegue no mundo material se perde. Ganha de novo mas se perde, tudo vai embora. Agora o olhar no campo espiritual é a essência, é o crescimento de si mesmo.

Traduzindo, isto não quer dizer: não conquistem. Pelo contrário. Lutem e aquilo que for de direito, tomem como seu. Agora focar na matéria, focar na troca, é o que eu já disse: para se perder, é rápido. E perdem. Foquem, trabalhem em si mesmos, no espiritual. Trabalhem aquilo que realmente vai trazer e alimentar o seu sonho, vai estar alimentando o que é sagrado para ti, porque aí sim vão encontrar a alegria e caminhar em paz.

Volto a dizer que é dado a ti a segurança, o campo, o sagrado, a alegria, e no lugar de tomar conta, de olhar para dentro de si e perceber que o sagrado se tornou sonho, o sonho se tornou sagrado, a verdade tomou conta do caminho e tudo aquilo que tinha verdade, ficou. E muitos acordam tarde para tudo isso. Muitos.

Por isso é falado e é dito: moço, moça, conheça o seu limite, não ultrapasse – conheça a si mesmo, tire a energia ruim de seu caminho. Mas às vezes e é engraçado aqui nesta Casa, eu vou até dar um exemplo. Não é só nesta Casa, mas na vida atual: uns entendem demais, outros entendem de menos, que é o natural para aqueles que não entendem o caminho. Uma coisa é conhecer o caminho, outra coisa é trilhar.

Há muitos anos atrás, uma médica foi fazer uma consulta com uma entidade. Ela ficava estudando o dia inteiro. A doença iria se instalar nela pelo tipo de vida que estava levando. Aquilo a sufocava e ela não percebia, e a cada dia ficava mais doente, embora ela não percebesse. Foi dito aqui: moça, pegue os seus livros e jogue fora. A moça começou a indagar a alguns médiuns, com quem tinha amizade,  como que uma entidade, um guia, iria falar para pegar os livros e jogar fora, pois os livros eram muito caros. Será que foi falado isso mesmo? Isto não é analisar pela superfície? Isto não é pequeno demais?

Como eu vou jogar os livros fora, se é tudo caro? É claro que a entidade não estava falando para jogar ou queimar os livros. É como se dissesse: moça, deixa os livros um pouco de lado, e vai viver. Isso é claro, vamos deixar claro porque aqui é meio perigoso falar as coisas: estou falando no momento em que ela estava passando. Às vezes o que serve para um, não serve para outro. Tem uns aqui que estão direcionados para ficar dentro de si, outros estão mais soltos, outros estão caminhando e fazendo o que deve ser feito, se não nada adianta. Como é que vai pensar que vai jogar os livros fora? Vai viver moça: é o equilíbrio. Na situação dela, este foi o melhor conselho. É claro que, depois, os médiuns conversaram com a moça e ela entendeu e acredito que deve ter acordado. E por quê? Cada um tem um caminho a trilhar.

Por isso, eu lembro da mãe de Sócrates, o filósofo (já estão me falando aqui que não é o jogador de futebol….), a mãe dele era uma das melhores parteiras da época. Uma vez encostaram no moço e perguntaram: você, com toda a sabedoria que você tem, será que se a gente amarrar uma pessoa em um cadeira, e você ficar para ele ensinando todos os dias, será que ele vai se tornar mestre? Ele, com a pergunta imbecil, respondeu à altura. Geralmente os mestres ou se elevam e se iluminam com a pergunta, ou caem um ponto na frequência com a pergunta se não ele não consegue entender. Olha a minha mãe é uma parteira de mão cheia. Só que eu nunca vi ela conseguir fazer o parto em uma mulher que não estivesse grávida. Isto traduz o que todos falaram aqui – cada um da sua maneira, cada um da sua forma.

Se não estiverem preparados, se não estiverem prontos, e não estiverem com a boa vontade de olhar para dentro de si e perceber que o problema está na matéria ou no seu emocional, não tem outra coisa – ou é uma ou outra. Se não tomar o devido cuidado, a pessoa não consegue se mexer. É o caso da história. Se não derem o passo, como foi dito pela irmã India, nada acontece. Se não quiserem abrir mão do seu egoísmo emocional, da mesma forma – porque acha que está certo…

Quantas vezes foi dito, corta energia ruim.  Quantas vezes foi dito, busque a si mesmo. Cuidado com o seu passo. Isto é mostrado a todos com sinal, ou é falado na mensagem, ou é falado na consulta ou são colocados, no caminho de vocês, sinais para que prestem atenção. E até sinais para testá-los, para ver se estão ou não preparados, para a energia maior tomar conta de seu caminho e lhe entregar de bandeja o seu sonho. Aí a pessoa vai lá e escorrega na casca da banana.

Trabalhar com magia, trabalhar com oráculo, como se disse bem lá para atrás – ela atua a partir do momento em que você está dando o passo, e você está acreditando mas, acima de tudo, aberto para que as coisas aconteçam. Da forma certa. O sagrado, ele não vai manchar a sua energia, o seu nome, com aquilo que está sendo feito errado. Ele recua. Aí entra no campo material, aquilo que é tirado – como eu disse no começo, sobre a matéria. A matéria, vocês podem perder. Hoje tem, amanhã já perdeu. E aquilo que é para sempre? E o sonho?

Eu vou repetir: quantas pessoas aqui eu vejo que, para resolver o material, no momento em que é para olhar, para dentro de si, e perceber a energia que atrapalha, perceber isso, perceber aquilo, a pessoa parece que está olhando sei lá o que…

Questionamento C. – Eu achei interessante a história do Sócrates. A filosofia de Sócrates chamava-se cinismo. Hoje é pejorativo mas cinismo é responder uma pergunta com outra pergunta. Como o exemplo da médica, é típico. Supõe-se que tem uma cultura imensa, é capaz de curar, mas está fazendo mal a si mesma. A pergunta deve ter sido feita com “o cinismo de verdade, de Sócrates”: os livros estão te fazendo mal? Sim. Jogue-os fora. O estereotipo do cínico, hoje, é irritante – aquela pessoa que olha de lado, com ar arrogante. Isto não é cínico, é idiota.

Por isso que eu disse, na hora em que a máscara cai, a pessoa começa a enxergar a si mesmo em seu caminho. Este oráculo da vossa cozinha, no momento em que ele responde na pergunta: Eu sou o escolhido? E ela se transforma em Deus, olhando no olho da pessoa: você não é o escolhido, só que você pode transformar e se tornar o escolhido, vai depender da sua confiança, da sua segurança, e de que forma você vai estar caminhando na Terra.

Agora o trilhar é outra coisa, é estar focado, é pensar dez vezes antes de dar o passo, é perceber aquilo que vai atrapalhar a sua paz, o seu silencio, aquilo que vai fazer você tombar e não levantar mais. Quando se está no rastro de alguém, a pessoa pode te perceber – se você pisar em um galho, no meio da mata, o barulho fará a pessoa se tocar que tem alguém. E às vezes o pisar no galho e quebrar o galho, pode se  transformar em sua morte. Em sua derrota – vamos colocar assim para não ficar tão chocante.

Às vezes, o que eu vejo, não só eu, mas Ragnar e o Gladiador Tracio, e outros, cada um de sua forma, é a força que alguns tem aqui e que pode ser colocada da forma certa. Isto eu falo no campo espiritual. E coloca no campo material. Querem colocar no campo material? Coloquem. Mas esquecem que hoje tem e amanhã já foi embora. A corrente indígena sempre disse para vocês: conquistem o espiritual para depois buscar o material. Sua visão vai ficar longa, você vai conseguir perceber coisas que outros não percebem. É uma tarefa de todos os dias, é diária: manter a energia focada naquilo que vai trazer problemas e blindar aquilo que traz alegria. Por isso que alguns ganham e alguns perdem.

Mas como foi dito, no oráculo transformado em uma cozinha que mais parecia uma cozinheira, olhando no olho e dizendo: você pode se transformar, vai depender da sua força, vai depender daquilo que realmente você acredita.

Se você buscar o material, você vai fazer perguntas, perguntas e o material vai embora, se perde. Se você buscar a si mesmo, buscar o espiritual, e acreditar naquilo que está fazendo da forma certa, onde existe verdade, onde existe o comprometimento com si mesmo, onde existe um sonho envolvido, onde existe o sagrado, e onde existe Deus, no meio da sua barca.

Felizes daqueles que tem oportunidade de soltar o remo e encontrar a si mesmo. Porque a partir do momento em que solta o remo, isto é encontrar a sua segurança. Eu estou seguro.

No caminho de volta é: se sentem seguros na matéria, mudam de casa, trocam roupa, trocam isso ou aquilo. Esta é a sua segurança? Que segurança é esta? É isto que o faz caminhar tranquilo? Uma espada de guerra, na mão de gente errada, cai no chão em menos de 5 segundos. Eu já vi muitos. Uma espada de guerra na mão de gente despreparada… Uma pessoa preparada, sabendo do limite do seu sonho… Sim, sonho tem limite. Se você já tem o sonho dentro de si, precisa mais do que? Você já está preenchido, você já está iluminado com o que sempre buscou. Se está precisando buscar mais alguma coisa, é preciso rever aquilo que você sempre sonhou. Por isso a gente fala tanto nisso.

Quando é falado e passada alguma mensagem, percebam se vocês se uniram naquele momento, olhem para dentro de si. O seguro está dentro de si, está dentro de sua mente, está dentro de sua alma. É aí que você vai entender a si mesmo, e com o seu crescimento, da sua transformação, você vai aprender a colocar um limite de um lado e de outro. Blindar a sua alegria, o seu sonho, e desembainhar e fincar a espada no coração da energia ruim, o mandar embora literalmente.

Muitos aqui testaram, que eu sei, a energia ruim. Isso eu falo no campo espiritual. Viram que foi só dor de cabeça. Aqueles que eu consigo lidar, aqueles que “deixa, eu não vou chatear, eu não vou magoar” e caíram. Isso é que a gente não quer. Este é ponto onde a corrente indígena vai sempre. Na nossa visão, eles sentem. É por eles que eu peço e todos aqui pedem que observem quando é dado e é desperdiçado.

Que a Santa Luzia abençoe a cada um aqui. Que a Santa Luzia ilumine o caminho de cada um na Terra, de uma forma pura, assim como é passado para vocês. Mas se iluminem. Lutem por aquilo que querem, peçam a Santa Luzia aquilo que querem, mas acima de tudo façam o certo. Lembrem o oráculo transformado em uma senhora na cozinha. Vai moço, vai moça – se ilumine novamente, quem sabe nos seus passos a energia novamente volta e tudo será dado como foi, a segurança, a alegria, o sonho, a montanha. Como disse o irmão Pedra Alta, os cavalos, tudo. Quem sabe!

Para isso é preciso que, como foi feito, no momento em que o rapaz levantou para abrir a porta da cozinha, ele teve que encostar na porta e pegar na maçaneta. E abrir.

Sexta feira noite de lua cheia. O meu povo vai estar dançando, em festa novamente. Eu sei o que muitos dariam para estar na dança.

PEÃO