Alinhando pensamento, sentimento e atitude

MonasteryDando sequência ao que foi dito pelos guerreiros aqui da Casa de Luz, e tudo vai fazendo encaixe, onde uma reunião é sequência da outra, assim como deve ser feito no caminho de vocês, guerreiros, em que o aprendizado vai puxando outro, vai fazendo ligação e esta ligação vai se tornando cada vez maior no caminho dos irmãos.

Como diz o guerreiro, foi falado aos irmãos e contada história daquele jovem que estava há horas meditando. Seu mestre se aproxima, olha para o guerreiro e diz: o que o guerreiro está fazendo já há muito tempo? O guerreiro jovem olha para o mestre e responde: estou orando concentrado porque eu quero ficar igual à mente de Buda.

Isto foi contado aos guerreiros na lua da semana passada. O guerreiro mestre, sem falar nada, levantou e buscou madeira, e começou a lixá-la. Quando o guerreiro olha novamente ao mestre e diz: o que o guerreiro está fazendo porque eu estou concentrado, o guerreiro está bem?

O mestre responde: eu estou bem mas parece que você não está bem. Como vai ficar com a mente de Buda – da mesma forma que eu não vou conseguir transformar esta madeira, lixando, em espelho.

O guerreiro diz: o que eu tenho que fazer para ficar com a mente sábia?

O mestre diz: se deseja fazer andar uma carruagem, o guerreiro bate no cavalo ou na carroça? É evidente, ele responde, que é no cavalo. E o guerreiro-mestre pergunta: por que o guerreiro está batendo na carroça?

Esta foi a história deixada aos guerreiros na lua da semana passada, onde muitos aqui numa situação, no momento daquela guerra que pode ser ganha, os guerreiros acabam fazendo de uma outra forma porque esqueceram de se blindar, como é falado aqui na Casa de Luz. Esqueceram tudo aquilo que foi dito, porque uma reunião vai puxando a outra, e as mensagens são direcionadas a todos. Onde é preciso que os guerreiros, se buscam o seu sonho, que batam no lugar certo. Na visão de Cacique, o bater no lugar certo, que seria o cavalo na história, é os guerreiros ficarem atentos na matéria onde se deve blindar a si mesmos, colocando um escudo à sua volta, não deixando que a energia ruim faça parte do caminho dos guerreiros.

Ou como disse o guerreiro Pedra Alta – que não deixe o seu rastro, e sim o rastro da forma certa mas não o rastro de energia ruim. Para os irmãos entenderem, não combina o sagrado – é quando os guerreiros trabalham na vertical, buscando o Grande Espírito, e na matéria os guerreiros caminham de qualquer jeito. Por isso o cuidado que se deve ter quando os guerreiros estão caminhando para o sagrado. Quando os irmãos caminham para o sagrado, é preciso sentir como foi dito na lua passada, o centro de sua barca, que neste momento os guerreiros largam o remo, sentem a si mesmos, sentam no meio da canoa, do barco e fazem o seu encontro com o seu Deus, com o Grande Espírito, numa só unidade, no meio, e no centro de si mesmos.

Por isso guerreiro Alce Negro diz aos irmãos, quando os guerreiros estão unificados, e não precisam tirar o pó todos os dias do espelho, traduzindo aos guerreiros, do seu espirito, da sua alma – aquele guerreiro que já se unificou sabe o que deve ser feito.

Assim como foi dito, numa das passagens do guerreiro Alexandre Magno, como os guerreiros conhecem, que cruzou com os celtas, como foi dito a vocês irmãos, às margens do Rio Danúbio, e guerreiro fez o seu encontro com os druidas e perguntou do que os celtas tinham medo. Como eram guerreiros destemidos de tudo, eram excelentes guerreiros, não tinham medo de nada, perguntou do que teriam medo e o guerreiro respondeu: ele só tem medo de que o céu caia sobre a Terra e a Terra se eleve para o céu. É o único medo que os guerreiros tem.

Por que guerreiro disse isto? Porque, na visão de Cacique, se as coisas estiverem cada uma em seu lugar, da forma certa, Céu no seu lugar, Terra no seu lugar, cada guerreiro fazendo a sua parte, tudo caminha da forma certa e em paz, quando os guerreiros vão sentir e conquistar aquilo que lhes é de direito, sem medo, como foi dito, como foi falado aos guerreiros. Quantos aqui de vocês caminham sem sentir o que estão fazendo. Como bem diz a guerreira Juraci, em atitude, e vão deixando rastro, e vão deixando rastro… Aí os guerreiros tem que fazer a volta para ir limpando, ou não cumprem a sua palavra, não se alinha pensamento, sentimento, atitude...

Guerreiro fala para Cacique que cabe aqui nesta lua da noite a história de um mosteiro, como diz o guerreiro para Cacique, onde os jovens reunidos, olhando o mosteiro inteiro, já em ruínas, já bem antigo, velho, precisando de reforma, como se fala aqui na Terra. Eles procuram o seu mestre que estava rezando, concentrado, e perguntam a ele o que poderia ser feito, pois tudo estava em ruínas, parecendo que a qualquer momento tudo iria cair. O guerreiro, com sua sabedoria, falou para os guerreiros jovens: sim, eu concordo com vocês que precisa boa reforma. Tive grande idéia. Tem um vilarejo aqui próximo. Vocês vão até o vilarejo e roubem aquilo que der para que façamos grande reforma aqui. Todos neste momento param, olham para o guerreiro sábio e dizem: mas o guerreiro está falando para a gente ir até o vilarejo roubar? Sim, ele responde. Só que com um detalhe, o mosteiro tem nome bom, e todos os conhecem, não deixem que os vejam roubando e tendo esta atitude. Um guerreiro olhou para a cara do outro, achando estranho o pedido, conversaram entre eles e foram até a cidade.

Quando o guerreiro mestre levantou, viu que um guerreiro estava rezando, concentrado: o que o guerreiro jovem está fazendo aqui, se era para ter ido junto com os outros?

Ele respondeu: o guerreiro disse que era para ir, como eles foram.

Sim, foi o que eu disse.

Mas disse que era para tomar cuidado com os guerreiros que vissem a gente roubando, pegando as coisas.

Sim.

E como eu poderia ter ido se eu me vejo todos os dias?

Neste momento, o guerreiro sábio percebeu que o único guerreiro que tinha entendido a lição dada foi este guerreiro. Era o único guerreiro que entendeu aquilo que o guerreiro estava passando para todos. Neste momento o guerreiro se iluminou com o sagrado e lá para a frente se tornou o guerreiro chefe do mosteiro. Era o único.

Era o único, Cacique fala, que conseguiu olhar para dentro de si, e já convicto de suas atitudes, convicto, como diz guerreiro Lobato, de que existe a ética de coerção e a  ética convicta, que é a do próprio guerreiro. Como diz o guerreiro Peão, como dizia o guerreiro Platão: o guerreiro é o que é quando a última porta se fecha atrás de você, onde nenhum dos guerreiros estão olhando, estão vendo. Aí sim o guerreiro trabalha esta ética pura, de ser convicto, de encontrar o seu sagrado. É este centro da barca, como diz guerreiro Alce Negro, e guerreiro Ragnar, que vocês devem encontrar dentro de si – o guerreiro é o que é quando a última porta se fecha atrás de você.

Quantos guerreiros aqui fazem o contrário e apenas usam esta ética, omo diz o guerreiro Peão,  baixa, sem valor, sem sentido, de terem uma conduta certa, apenas quando está sendo visto, ou quando tem alguém olhando. Quantos!

Cacique percebe que uma história completa a outra em um sentimento de busca de si mesmo, busca daquilo que os guerreiros carregam dentro de si, que são seus sonhos, a sua paz, a sua alegria, onde sem medo esta luta, sim, pode ser ganha!

Que os guerreiros se encontrem, encontrando a vitória, se os irmãos tiverem este caminho todo alinhado de uma só forma. Em conduta, como diz a guerreira, em atitude, em estar completo. Não limpando a poeira todos os dias e, sim, percebendo o sol refletido no espelho. Ou quando sentam, como diz o guerreiro Ragnar, no meio de sua barca, e encontram e olham para o Grande Espirito, para o Sagrado, onde você, guerreiro, vai estar refletido neste espelho.

Isso é  um guerreiro que se  prepara para a conquista, independente do que for. E aquele guerreiro que trabalha, lua a lua, nas reuniões, refletindo, vão fazendo a construção de sei mesmo. Vão transformando a si mesmo, para que consigam sentir a terra e por onde caminham. O seu caminho será iluminado, para que a cada lua, a cada dia, o guerreiro enxergue de uma forma mais forte. Para que sejam abençoados pela energia maior do povo cigano, como diz o guerreiro, onde a dança se transforma no sagrado, onde aquele momento do sagrado se transforma em paz, e esta paz se transforma no seu espírito e na sua alma preenchida daquilo que os guerreiros lutaram e é merecido por direito.

Que os guerreiros reflitam no que foi dito e que o Grande Espírito abençoe a todos.

NUVEM VERMELHA

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