Olhar dentro de si, perceber o erro, sem distribuir a culpa.

Como bem disse a guerreira Juraci, através da fé, da esperança, é o momento sagrado onde vocês, irmãos, fazem o seu encontro e caminham tranquilos, transformando-se lua a lua, dia a dia, em um grande guerreiro. E se transformarem em um grande guerreiro, para toda a aldeia nossa é o guerreiro respeitar aquilo que está sendo dado aos irmãos, é os guerreiros respeitarem também o momento, onde os irmãos estão pensativos com o caminho. Neste “pensativo com o caminho”, terem a coragem de olhar para dentro de si e buscarem aquilo que precisam. O colocar dentro do seu circulo sagrado, realmente, se sentirem e tiverem a certeza de que é sagrado e, como está falando guerreiro Peão, aqui, como disse estas luas para trás, fazer o equilíbrio do pensamento, do sentimento e da atitude. É a única forma dos irmãos realmente transformarem, crescerem.

Para Cacique é relativo, quando os guerreiros falam, quando corrente fala da transformação dia-a-dia. Pode ser que esta transformação dia a dia, se não estão olhando para dentro de si, não adianta. É a conversa que Cacique teve com guerreiro Peão estas luas para trás: muitos pensam: vou apenas caminhar, transformar lua a lua, procurar isto e aquilo. Mas podem perceber que quanto mais procuram, menos alegria encontram. Quanto mais mudam paisagem, isto já define para corrente, para Cacique, que os guerreiros estão perdidos. Onde mostra que também nada parece ter graça. Não é esta transformação de forma mecânica que a corrente fala a vocês, guerreiros. Os guerreiros podem ter caminhado, no tempo de vocês, 5, 10 anos, por isso aldeia fala, corrente nossa fala, se não sentirem a terra, se não olharem para dentro de si, ou os guerreiros tem uma caminho de transformação no sagrado, ou apenas estarão caminhando, mas achando que estão transformando.

É onde começam a mudar cenário, paisagem, o nome, mas nada resolve.  Que fiquem parados, mas que olhem, tenham a coragem de olhar para dentro de si e perceberem realmente aquilo que é verdadeiro. Como o guerreiro Peão disse estas luas para trás, hoa vida lua a lua, dia a dia pode estar batendo em vocês, guerreiros. Os guerreiros vão para o chão diversas vezes, mas o segredo é o quantas vezes os guerreiros conseguem ter a força para levantar e transformar aquele caminho. E para Cacique os guerreiros só conseguem levantar a partir do momento em que olharem para dentro de si, perceberem o erro, sem distribuir a culpa, mas olhar para dentro de si.

Cacique, na época da lua na terra, em vida, aqueles guerreiros novos que estavam chegando, que começavam, aqueles que Cacique percebia que já tinham o espirito de guerra, estes guerreiros já começavam a ter preparo na linguagem de vocês porque tem coisas que já estão contidas dentro de um guerreiro. Basta acender a chama. E mostrar o caminho. E por muitas vezes ensinamentos a estes pequenos guerreiros, e isto serve para todos aqui, que quando começavam a fazer flecha, a primeira coisa que Cacique falava, quando estavam preparando flecha muito rápido para fazer: não é essa flecha que tribo nossa busca. Fazer flecha de qualquer jeito, fazer flecha displicente, fazer flecha sem respeito à flecha, mas sim fazer flecha com carinho.

Cacique falava: É melhor fazer uma bem feita que ela vai fazer voo reto, do que fazer 50 flechas de qualquer jeito, sem respeito à flecha, sem ter o cuidado necessário para a sua importância, para aquilo para que vão usar.

Muitos, Cacique deixava fazer rápido, pois queriam mostrar rapidez de fazer flecha. Cacique pegava guerreiro e fazia com que atirassem a flecha. Percebiam que a flecha saía torta. Guerreiro com flecha torta é casaco azul derrotando você, guerreiro. É é tatanka (búfalo) vindo atrás de guerreiro. Tribo nossa, aldeia nossa fazer flecha com motivo, com carinho. A flecha é sagrada. Aquilo que fazem é sagrado. E quando os guerreiros colocam a flecha no arco e dispara, ela tem um motivo. Na nossa época, era para guerra, para a caça. A de vocês, hoje em dia, é outro motivo, outra época, mas finalidade de sua flecha feita com respeito, entendendo porque estão fazendo.

A partir do momento que a flecha está pronta, a flecha é sua. Você fez a flecha. Se acertaram você, guerreiro, você, guerreira, é porque a primeira flecha lançada sua, estava errada. Muitos, brancos, como Cacique sempre fala, em conversa no nosso plano, fazem muitas coisas, boa parte do que é feito é displicente. Não existe, como disse guerreiro, foco, e muitos não sabem nem o motivo do por quê estão fazendo. Por isso são atacados. Dão um passo sem saber o porquê, ou deixam entrar no seu círculo sem saber o motivo. São enganados por palavras ou por situações. E não sabem o real valor daquilo que está acontecendo naquele momento.

Esta importância sobre que Cacique fala – assim como todos falaram, cada guerreiro de sua forma – de ter o cuidado, naquele momento. A flecha é sagrada e para cada um de vocês guerreiros, para a sua alegria, vocês vão encontrar o sagrado. E triste a corrente, triste tribo nossa, quando percebem que os guerreiros estão recebendo o sagrado e jogam fora, por displicência, por atitude, por ter mal feito a flecha.

Seria simples Cacique falar a vocês guerreiros, como quando em Terra: 500 flechas Cacique quer. 1000 flechas Cacique quer. Fazer tudo rápido e deixar tudo em um canto. Não se perde o sagrado, não se perde um guerreiro porque flecha foi feita errada. Cacique falava aos guerreiros, Tatanka está com você guerreiro, por que flecha desviou, não foi reta? Mesmo com tempestade, com vento, flecha boa não desvia. Quantos aqui desviando, ou desviaram do caminho, porque atiraram errado, fizeram flecha errada, colocaram no arco errado. Da mesma forma, o arco onde é a base, é mais sagrado ainda, é o sagrado do sagrado. A flecha, Cacique vê como o segredo, como falava na época, traduzindo na língua de vocês, a flecha é como se fosse o segredo e o arco, o sagrado. O segredo do sagrado, e o sagrado do sagrado.

Quando se coloca a sua flecha, guerreiro, guerreira, o segredo do sagrado e o sagrado do sagrado que é a base, que tem que estar forte, bem feita, limpa. A história é construída através daí.

Se arco estiver sujo, como Cacique falava – se arco não estiver firme, o seu propósito, o sagrado é rompido, e o sagrado não dura, e a flecha sai errada. Que os guerreiros pensem nisso, reflitam, e o principal desta lua da noite, preparem o seu arco, preparem a sua flecha, o segredo e o sagrado, e busquem o sentido do seu caminho.

Que os guerreiros tomem cuidado com palavras ditas, ou palavras vindas, que os guerreiros tomem cuidado com situações onde podem ser, como cacique dizia em vida, armadilha para os guerreiros.

Cacique já disse e alguns guerreiros aqui lembram, que Cacique foi encontrar o chefe branco, Presidente na época. Fez encontro duas vezes. Uma para escutar o guerreiro e ver o que o guerreiro queria, e a promessa. E a segunda foi para olhar no olho do guerreiro e mostrar mais uma vez que estava mentindo, que era a única coisa que ele fazia. Cacique não foi mais. Aldeia nossa, para proteger os guerreiros, e deixar àqueles que estavam vindo todo ensinamento que toda a aldeia tinha, e o principio, embora sem ter o conhecimento, assim como temos hoje, em forma de espírito. Mas naquela época a gente já trabalhava este espiritual com os grandes xamãs, guerreiro Alce Negro, com todos os guerreiros já preparados. Não sabíamos o que era, mas sabíamos que era o sagrado. Sabíamos que era o sagrado do sagrado. Grande Espírito nos fazia ver, assim como vimos muito. Já existia respeito.

É desta forma que corrente deseja a todos que caminhem, em paz, tranquilos, mas buscando a si mesmos, dentro de si, a sua energia, a sua verdade, olhando o sagrado do sagrado, de uma forma correta.

Assim como na aldeia nossa, corrente nossa, tribo nossa, na época olhava um para o outro. Quando sentavam, para cada guerreiro colocar a sua opinião, realmente sentavam para respeitar a palavra. Como diz guerreiro Lobato, se chegava a um consenso para perceber o melhor caminho. Sempre buscando a ajuda, a força do espiritual, sem saber o que era espírito, na época, sem saber assim como os guerreiros tem hoje a oportunidade do conhecimento, através de reuniões como estas, ou livros, como fala guerreiro Lobato. Isto não existia.

Como Cacique falava, casaco azul pode acabar com toda a nação nossa, os guerreiros podem falar o que quiserem, como o faziam, mas nunca acabar, como os guerreiros falam na Terra, com caminho sagrado vermelho, com uma alma sagrada vermelha, onde por mais que tivesse guerra a nossa bandeira sempre teve respeito e sagrado. Nós sabíamos a força que sempre teve.Esta visão do sagrado, com a bandeira dos guerreiros, com o caminho, e com si mesmos, como a corrente passa a vocês, guerreiros, o respeitar.

Casaco azul tentaram por muitas luas acabar com tudo, mas acabaram com si mesmos. Aqueles que tentaram passar da linha que separa uma coisa da outra, do desequilíbrio com o equilíbrio, da insensatez com a sensatez, nós mostramos a eles o caminho de volta. Que os guerreiros se tratem a si, não aceitem qualquer energia dentro do seu círculo sagrado, não aceitem palavras ao vento, não aceitem cenários montados. Sintam, coloquem escudo à sua volta, é a forma de caminharem tranquilos, e realmente transformarem e, aí, sim, lua a lua, dia a dia, caso contrário vão estar parados, achando que estão transformando.

Cacique agradece a todos vocês guerreiros de luz, aqui na Casa de Luz. Cacique agradece a energia de cada guerreiro. Não esqueçam que são sagrados, se comportem como sagrados, era o que Cacique dizia aos guerreiros, às guerreiras, a todos da tribo.

NUVEM VERMELHA

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: