Não se eleva o espírito, sem que a alma esteja alegre e o corpo, íntegro.

nevoa da manhaPortas semi-abertas mas janelas escancaradas. Aberta, muito abertas. Esta imagem é perfeita para o momento. Nem tudo pode – pode, mas não deve – entrar, mas não há limite para que se cerre para fora e muito além Fica a imagem e vamos falar de coisas práticas da vida, do cotidiano de vocês.

Hoje fiquei impressionado – dor aqui, dor ali. Um respira ruim, outro tropeça. Que coisa, não!? Então vamos a uma receita. Primeiro, foi falado de magia. Vamos fazer mágica possível, encantadora, e vocês podem fazer isso. Em primeiro lugar, parem de se esconder. Por isso falei da janela e da porta.

Prestem atenção aos dias desta estação. Há uma névoa pela manhã, que filtra a luz, procurem despertar mais cedo e ver isso, que beleza. A luz tentando e conseguindo penetrar e os dias são bonitos, ensolarados, depois. Vocês perdem esta transição muitas vezes, acordam apressados, entram naquelas coisas andantes, e entram em outro lugar depois, com janela fechada, ar não natural, onde passam o dia todo, vestem roupas escuras. Chegam em casa, janela já fechada, fecham a porta, e não querem sentir dor aqui, dor ali!

Roupas claras, janelas abertas, andar a pé onde puder. Onde trabalham, se não podem abrir tudo, de vez em quando, fujam, vai lá fora ver o céu azul da estação. Bebidas coloridas como as roupas devem ser também. Os sucos das frutas da cor do sol.

(alguém tosse). Sabe o que é isso? Não é que vocês sejam displicentes consigo mesmos mas é fim de guerra. Vocês estão cansados. E eu concordo que possam estar, sim, porque guerreiros que são, lutaram muito. Cada um da sua forma. Só que não tiraram as armaduras ainda, e ainda estão saindo por aí de arcos e flechas. Parem um pouco, a guerra acabou e não lamento informar.

Agora, é hora de reviver, reconstruir, refazer. Está certo? A primeira coisa é mudar a sua própria imagem para si mesmo. Nós, lá atrás, pintávamos a cara para assustar os inimigos mas, também, da mesma forma, para nos alegrar com a vitória após a guerra.

Um pouco mais de cor é o que está faltando para a vida de vocês. Um pouco mais de respirar, não como uma coisa apenas mecânica, mas como uma coisa restauradora. Um pouco mais de olhar o que é belo. Não pode haver nada mais desinteressante do que ver o mundo como muitos de vocês continuam querendo ver: sentados em um carro, onde a visão de vocês é na cintura das pessoas. Que coisa esquisita, hein! Você olhar o mundo e só ver cintura, cintura, cintura – tudo horizontal, tudo igual. Tudo feio. Se pelo menos andam de carro, abram aquela coisa e ponham a cara para fora para olhar para cima. Porque para baixo piorou e é muito, porque não é pedra, sei lá o que é aquilo. É isso que está deixando vocês doentes.

Ninguém aqui tem nada sério mas fica … Vocês já viram passarinho tossir? Nem eu. Acordam cedo os bichinhos. Vamos voar um pouco? Sair desta mesma coisa. Eu disse aqui para uma moça linda: está usando preto por quê? Eu disse aqui para um rapaz inteligente: vai descansar? Então solta os outros prafusos porque já tem um monte solto, chacoalha tudo.

Liberdade, meus amigos, vocês já tem, mas são presos a tanta bobagem, tanto preconceito, tantas regras. Eu acho que vou ser preso esta semana porque sou contra regras…

Recado dado, simples, muita água … beber água… sol… há sol ainda, para sintetizar aquilo que pedimos para que vocês se alimentem – das cores. Não adianta tomar o sumo belíssimo das laranjas se aí entra no carro e fica olhando cintura. Do carro, entra não sei aonde, horroroso! Sentados de frente, olhando as costas do outro, todo mundo com o dedinho naquela coisa, de cabeça baixa, até a hora do almoço. Aí vai: qualquer coisa serve. Aí volta… se isso é vida, eu pergunto. Aí fala, estou precisando de férias. Aí tira a tal da coisa, para de ver cintura, de ver nuca, aí vai para não sei aonde, mas a cabeça, não sei se não dá tempo de mudar, continua fazendo um monte de coisas parecidas com estas. Se vai para o mato, tem que ficar pelado. Se vai para a praia, tem que sujar na areia – que não é sujeira. Se não vai para lugar algum, em vez de ficar vendo cintura, olha para as árvores, olha para o céu, olha para onde pisa, e sintetiza aquilo de que vocês se alimentam. Isto porque vocês vivem no século… XXI. Ando esquecido… E se julgam senhores da civilização, donos da tecnologia. E vivem tão mal alguns quanto viviam aqueles encastelados na escuridão do que se chamou lá atrás de Idade Media.

Tudo que vocês construíram nesta civilização é admirável. Usem para seus proveitos e não se tornem escravos daquilo que vocês inventaram para o seu bem estar, sua qualidade de vida, não o contrário. Estamos de acordo ? Se forem andar a pé, no sol, eu vou junto. Se for para ver cintura, vocês vão sozinhos. É isto, simples e prático e espero que faça algum sentido. Porque quando se cuida destas pequenas coisas, que são grandiosas na verdade, a alma fica feliz, compartilhando com o corpo vestido de belas cores, que circulem em meio a coisas bonitas, abertas. E o espírito se eleva. É tão simples, ou tão complexo assim. O oposto é quase impossível de conseguir. Não se eleva o espírito sem que a alma esteja alegre e o corpo esteja íntegro. Não e esse o processo, ao contrário. Comecem pelo… começo! Tenho certeza de que a maioria de vocês não se olha ao espelho quando acordam… senão levariam um susto imenso. Não porque sejam feios mas porque foram deitar e levaram todas asquelas cinturas, as nucas, o ritmo incessante, a cara da máquina… Quando acordam, tem cara daquilo, tem cara de cintura. Aí é feio.

Foi muito longo mas foi prático. Vamos fazer isso. Não custa nada. Ao contrário, economiza muito. Vou com você lá para o mato, mas não vou ficar pelado. Vou com todos aqueles, onde estiverem, que estejam vestidos de maneira colorida, que sorriam. Aqueles que os cabelos, a pele, brilha ao sol. Pintados para a paz. Este é o momento. Muito agradecido, sempre bem vindos e vocês sabem que, quando eu brinco, é com grande respeito e intimidade que consigo ter com amigos, filhos, irmãos, que todos vocês e cada um são para mim.

Pedra Alta

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