Alinharem espírito, corpo, alma quando se sentirem perdidos.

montanha sagradaComo dizia o Prof. Policarpo, quem não vive para servir, não serve para viver.  Como bem disse o guerreiro Pedra Alta, o servir ao próximo é energia deixada através da boa vontade de um guerreiro na Terra que sabe que pode e faz.  Energia essa deixada através da força do seu espírito onde os irmãos buscam na sua alma aquilo que precisam para estar refletindo naqueles que precisam, na Terra. Para que toquem o seu coração, toquem o seu espírito, e mostrem àqueles que buscarem esta Energia Maior, esta Força Maior, colocando no seu caminho toda esta luz necessária, para que aqueles que estão vindo, consigam enxergar.

Por que Cacique fala “aqueles que estão vindo consigam enxergar”? Na época de Cacique, em Terra, em vida, para toda a aldeia nossa, aquilo que fazíamos, como falam os guerreiros aqui na Terra, era o certo. Se for visto por outra geração, vão olhar para atrás e vão ver que não estava certo, como diz guerreiro Lobato, mas sim o que eles estão fazendo. Assim como a próxima geração acha que está certo o que fazem. E, assim, cada geração na Terra tem o seu propósito, o seu fundamento. E todas, na língua de você, guerreiros, acham que estão certas – no seu momento, na sua reencarnação, na sua trajetória de momento, como diz o guerreiro, na sua geração.

O segredo de tudo isso, como diz o guerreiro Peão, é que o que se instalou hoje, não se tira mais. O que se instalou hoje, nesta geração, não se tira mais, porém, é preciso que a geração anterior assim como a outra anterior fazia com a próxima, mostrem aos guerreiros que estão vindo que existe o sentir a terra, o sentir a natureza, o sentir a si mesmo. Não o sentir e o sentido, como diz guerreiro Lobato, das máquinas. Mas que existe o sol, que existe a noite, a lua, que existe o vento, a natureza como um todo. Que aquilo que os guerreiros estão precisando para fazer o seu encontro com o Grande Espírito, não está na máquina como é usado nesta geração de hoje.

Nós sabemos da importância que existe, e como bem disse o guerreiro, não dá mais para tirar e tudo vai se acomodando na visão de Cacique, de geração para geração. Só que esquecem do sentido do seu caminho. Não é o sentido de um botão que aperta e a resposta está lá. Uma resposta fria.

O que os guerreiros precisam é encontrar este equilíbrio naquilo que já tem, existe e que não dá para tirar mais, mas acima de tudo tenham consciência da resposta que precisam ter dentro de si. E quando Cacique fala dentro de si, não é aquilo que estão respirando hoje, de uma forma mecânica, como dizem os guerreiros.

Quando os guerreiros saem deste caminho mecânico, de apertar botão, e voltam há duas , três gerações para atrás, voltam ao sentido da vida, voltam ao sentido de um caminho onde a terra tem a sua importância, o vento, o sol, porque a resposta está lá. Este é o sentido.

E por que Cacique fala? Porque os irmãos que, neste momento, estão buscando este sentido, nem que for deitar na grama e sentir o sol e o vento, é neste momento que o seu espírito vai buscar aquilo que precisa dentro de sua verdade, e colocando em seu caminho. Não é um botão que aperta. É neste momento que os guerreiros vão contemplar aquilo que traz paz, calma. É o melhor  momento – das idéias, do seu encontro com a paz, do seu encontro com o espiritual e o principal, que muitos esquecem nesta geração – é o seu encontro com si mesmos.

Muitos acham – na língua de vocês, na nossa não existe “acham” – que estão cada vez mais próximos de si mesmos e tudo que precisam a máquina fornece. Sim, como Cacique disse, os guerreiros vão se ajustando de geração a geração, vão se moldando, no que para eles está certo. Sim. Nesta geração estão certos.

É preciso mostrar que não é só isso. O certo não é só isso. O certo é toda esta harmonia, que Cacique diz de que muitos se distanciam lua a lua, dia a dia. Acabam se distanciando de si mesmos, ficam longe do seu próprio coração, se distanciam de seu espírito, de sua alma e não conseguem se encontrar mais, não conseguem olhar para dentro de si. E quando olham se perguntam. A pergunta é quem sou , o que quero, onde quero chegar?

Quando perceberem que a máquina não dá a resposta porque esta resposta é um passo do guerreiro: deitar na grama, sentir o sol, ou à noite, na lua da noite, como o guerreiro fala,  na festa cigana, sentir grande lua, da emoção que os irmãos vão sentir, ou no sorriso, no momento, ou  nas lágrimas ou pelo fato de voltarem a sentir a si mesmos. Como diz o guerreiro Lobato, este é o combustíel para todos.

Cacique vê este exercício que deve ser feito por vocês, da mesma forma que na época de Cacique, Cacique se afastava da aldeia e subia a montanha sagrada. Subia a montanha Sagrada nãopara encontrar Grande Espírito ou fazer conversa com Grande Espírito. Cacique subia a montanha sagrada para olhar a aldeia de cima, não da forma que muitos dizem – olhar de cima pode passar arrogância. Para Cacique, ao olhar de cima Cacique via a aldeia inteira e, neste momento que se aproximava de si mesmo, era para fazer o seu encontro não com Grande Espírito mas, sim, com si mesmo, e novamente fazer a conexão. Alinhar novamente espirito, corpo, alma e buscar novamente aos guerreiros da aldeia.

Ultima geração de guerra foi a de Cacique naquela época. Filho de Cacique pegou o final e por aí vai. Já não lutavam mais. Era outra mente, outro tipo de defesa, como vocês falam. Por isso Cacique fala: as coisas vão se ajustando. Só que os guerreiros pais, os guerreiros avós, na nossa aldeia, contavam e passavam histórias aos guerreiros que estavam vindo para mostrar a estes guerreiros que, sim, existe uma forma de se aproximarem quando estiverem perdidos de si mesmos.

Estes guerreiros pequenos que já estavam vindo, já estavam crescendo, quantos guerreiros destes Cacique viu com fantasma na mente, no seu espírito, e não conheciam a dança sagrada, não conheciam o fogo sagrado e quando participavam de dança, de ritual, como vocês falam, faziam o seu encontro novamente, com si mesmos, com todos da aldeia e com o Grande Espírito. O seu coração voltava a se aproximar de si mesmo. Distância, antes longa, se aproximava. É isso que precisam, passar e deixar aos guerreiros.

Nesta forma de busca, faz com que estes guerreiros comecem a buscar toda a energia à sua volta, na natureza, que precisam e colocam no seu caminho porque vão sentir a energia e a força que tem. Esta energia cura, esta energia trabalha com a sua mente. Cacique em vida, em Terra, sempre  falava aos guerreiros de guerra e a todos: por muitas vezes é preciso tomarem cuidado porque no caminho em que estão e que acham que é o certo do abismo para o buraco, no tempo de vocês basta um segundo. Cacique falava: é um passo. Um passo para os guerreiros se perderem, é um passo para a falta de equilíbrio, é um passo para os guerreiros se tornarem frios.

Para Cacique, o pior é a dependência que podem ter, como diz guerreiro Lobato, que também é uma forma de droga, na língua de vocês, quando os guerreiros, pormuitas vezes, apertam o botão e não tem a resposta. Aí começa frustração, na língua dos guerreiros, por muitas vezes, depressão, porque os guerreiros já não conseguem encontrar a si mesmos na natureza, na Energia Maior deixada, não conseguem mais escutar ao Grande Espirito, e o que resta é o botão da máquina e também não conseguem fazer o seu encontro.

Cacique quer dizer a vocês, guerreiros, que, sim, a máquina tem a importância maior nesta geração como Cacique disse – veio para ficar e não se tira mais – é de importância, sim, nós sabemos, mas o encontrar o equilíbrio é o segredo de um caminho.

A resposta os guerreiros podem buscar no botão da máquina. A verdade, desta outra forma que Cacique passou a vocês, guerreiros. Diferente um guerreiro que anda descalço na terra ou com coisa no pé. Diferente um guerreiro despido de um guerreiro com roupa. Traduzindo: diferente um guerreiro que busca esta energia sem estar armado, sem camuflar, sem máscara, de um guerreiro que busca armado, com máscara, porque Cacique fala que existe por muitas vezes nestes guerreiros uma traição de si mesmos, de um guerreiro com o guerreiro mesmo.

É encontrar a resposta que não é verdadeira no botão e se frustrarem ou se justificarem através de uma frase. Por isso o cuidado que se deve ter em um caminho é grande. Os guerreiros tem que caminharem sentindo a si mesmos, sentindo  terra, o caminho escolhido para que não caiam, não tropecem, como Cacique disse.

Como bem disseram os guerreiros aqui na Casa de Luz, como bem disse a guerreira Juraci, este contato de olhar no olho, é importante – este contato de sentir o seu próximo, porque se aprende muito, é importante.

Como diz a história do guerreiro Peão, o guerreiro do olho de vidro, que a maioria já conhece, é a mesma coisa. O olho em que o guerreiro conseguiu sentir a verdade, conseguiu sentir o sentimento real, naquele guerreiro parado à sua frente, foi no olho da esquerda, como disse o guerreiro, que era o olho de vidro. No outro olho, não conseguiu sentir nada. Por isso é preciso que os irmãos aqui na Terra, nesta geração, saibam que, por muitas vezes, o olho real, normal, não vai passar tanta energia, tanto conhecimento como o outro que é o de vidro.

Basta os guerreiros saberem diferenciar um do outro. Como é que se faz para saber a diferença de um e de outro? Primeiro, como Cacique sempre diz, olha para dentro de si e sinta a si mesmo. Saiba o seu nome, saiba quem é o guerreiro. No próximo passo vão conseguir sentir o seu próximo, vão sentir a sua energia, e a energia de onde os guerreiros estão entrando e caminhando.

Quantos guerreiros perdidos, caminhando com a energia errada, quantos! E não se dão conta porque todas as luas buscam a resposta no lugar errado. Quantos! Muitos, Cacique fala a vocês, guerreiros.

Que os irmãos tenham, na língua de voês, a boa vontade e o bom senso de encontrarem aquilo que realmente precisam, dentro da sua verdade, no lugar certo. Este passo é de vocês, guerreiros. Para este passo basta a boa vontade, basta a boa intenção dos irmãos, e basta caminharem sem máscara, basta caminharem sem armadura. Deixem arco e flexa, escudo, sariça como diz o guerreiro Peão, para o momento da guerra. Aí, sim. Também se purifiquem e façam a sua guerra. Antes, busquem esta luz que está dentro de cada um e não se preocupem como sempre Cacique disse, com a lâmpada. Se preocupem, sim, com a luz que vai estar refletindo dentro de si e não com a cor da lâmpada.

Esta é a mensagem que a corrente deixa a todos vocês, guerreiros de luz, nesta lua da noite. Que todos tenham boas luas pela frente. O Grande Espírito espera a cada um de vocês, amanhã, guerreiros de luz, para mais uma lua do dia, para mais um encontro com si mesmos. A resposta está dentro de cada um. A resposta está em toda a energia em que os guerreiros caminham. É com esta energia que os irmãos tem, a forma, como diz o guerreiro, ao seu lado, caminhando dia a dia, para que os irmãos encontrem o seu caminho, este Caminho Sagrado escolhido pelos guerreiros, não esquecendo que existe uma grande corrente acompanhando a todos: não estão sozinhos na Terra. Esta limpeza feita no espírito, na alma, é que vai estar trazendo aquilo que todos buscam que é a paz e a alegria.

Cacique agradece a todos os médiuns pela dedicação aos trabalhos, e pela energia, a todos os guerreiros que trabalham nesta Casa, a ajuda em forma de energia, onde cada guerreiro tem a sua participação de energia e é o que faz que toda a corrente, lua a lua, dia-a-dia, se torne cada vez mais próximos pela boa vontade dos irmãos, para cada lua transformar o dia-a-dia em um caminho de paz, onde existe esperança, fé e dedicação.

Cacique agradece aos guias da Casa toda a energia, toda a guerra feita na limpeza, toda a guerra feita, transformada em operação e cirurgia, aqui na Casa, através dos xamãs, onde todos somos um, e o caminho é o mesmo para todos. Que o Grande Espírito abençoe a cada um de vocês, guerreiros.

NUVEM VERMELHA

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