Dêem oportunidade a si mesmos de sair da casca e mudar. Respirar ar novo.

mar calmo 640 x 360Não vou me alongar muito, para não tomar o tempo de todo o trabalho que ainda vai ser feito aqui nesta noite. Eu vim aqui para deixar algumas palavras, assim como foi dito pela minha amiga Índia, aqui do meu lado, e assim como falei para vocês nestes dias para trás, do meu povo cigano, que aquilo que cai da carroça de vocês, que vocês estão levando, é para deixar. Aquilo que cai, deixa. Por isso a Índia disse, e muito bem falado, que é para carregar menos coisas, menos bagagem, que só serve para criar tormento. Isto para aqueles que não têm condição emocional. Tem gente que tem, tem gente que não tem. Se você já sabe o seu limite, que aliás na minha concepção, do outro lado, que é de onde venho e faço os meus trabalhos, às vezes, o que falta para muitos é autodisciplina.

Às vezes, vejo um ou outro caminhando e não consigo entender se está indo para o sul, para o norte, para o leste… É uma confusão… No final da história, bate a cabeça porque não está indo para canto nenhum… Não consigo entender como não consegue escolher. Se vai para o norte, está bom. Se vai para o sul, está bom… E aí reclamam da direção.

mar encapelado 400x211Sendo que também já foi dito e, dando continuidade, que é o encontro da paz… Nada disto adianta se vocês não encontrarem o limite que está dentro de cada um, não encontrarem a força que existe dento de cada um. Só que aí acontece que as coisas começam a cair da carroça e vocês querem parar a carroça, mas o cavalo não quer parar. Aí, vocês vão puxar a rede para o cavalo e o cavalo não pára. Às vezes, a impressão é que tudo vira um rebosteio – parece que é a gripe que vira pneumonia, é o pneu que fura e parece que estourou a bomba sei lá onde. Não dá para entender. Enfim, se a paz está dentro de cada um e é para vocês buscaram, como ficou claro aqui, dando continuidade naquilo que foi dito semana passada e nas outras, o que muitos esquecem é que para o mar, quando começa a bater o vento no mar tranquilo, na superfície, o mar começa a fica agitado, a onda começa a ficar cada vez maior, é onde começa a tempestade. O mesmo vento depois é o que limpa tudo, leva e acalma. O que eu passo para vocês aqui é que é o mesmo mar, não tem diferença. Uma hora está tranquilo, outra hora está com a tempestade.

Se o foco de vocês, como eu já disse, é justamente encontrar esta paz que vocês querem, comece a organizar a mente de vocês.

Como é falado nesta Casa, a mente pode trair vocês todos os dias, que é o que acontece. É preciso que vocês acordem e comecem a organizar e serem mais fortes. Isto quer dizer se disciplinar. Não se ganha a guerra, sem disciplina. Se o país aqui não tem lei, a gente sabe disso – aliás, é o tipo da coisa que não gosto de tocar no assunto… Agora o que é preciso fazer é um começo. O começo é vocês se policiarem, vocês começarem a se limitar e fazerem a coisa certa. Pelo que eu sei, vocês são mais fortes. Ou pelo menos estão em número maior. Para mudar qualquer coisa, para fazer qualquer coisa. Só que querem mudar o sistema, querem mudar não sei que lá, mas esquecem de que não tem mudança nenhuma se não começarem por vocês mesmos. Se não, não vai resolver nada, não vai adiantar nada. O mesmo sujeito acomodado que está hoje, vai estar amanhã. As mesmas palhaçadas, que vão acontecer amanhã, acontecem depois, se vocês não começarem a ter disciplina.

Este é o começo de tudo. É o começo para começar a guerra da forma certa. Como eu já disse há um bom tempo atrás, deixem que o Capa Preta limpe. E a limpeza acontece. Só que a chance de continuar a mesma coisa é grande porque não tem disciplina. E a disciplina é muito simples. É a lei. Existe uma lei formada, uma lei formatada, uma lei feita, fraca. Tudo que eu falo é para vocês transferirem para dentro de vocês. Quando estou falando em lei fraca, é a lei de dentro de vocês que é fraca – falta disciplina. Até porque a outra lei, que existe aí, é a mais fácil de mudar. Parece que se estão aceitando, aparentemente devem estar gostando, se não já teria sido resolvido, como meu general fala, de outra forma.

carroca

Voltando ao tema: a lei que existe dentro de vocês. Por isso que eu disse – e muito bem dito pela Índia – levem menos coisa, se não vocês se perdem no meio do caminho. E quem sabe que pode levar muita, leve o certo porque sempre vai ter alguma coisa a mais. E também aquilo que cair da carroça, deixa. E o que ficar, que é ouro – muitos não sabem enxergar o ouro que tem dentro da carroça. O ouro que tem dentro de vocês. Não desperdicem. Não façam pouco caso do ouro que vocês têm, do ouro que está dentro de vocês – é pecado. O pecado não está só do outro lado, não. Ou em alguns lugares. Como foi bem dito aqui, é preciso dar o valor suficiente para vocês mesmos, como foi muito bem falado. E como eu já disse há muito tempo atrás, muitos já vem de longas datas, não estou falando de outra passagem, nada disso – é desta mesmo. O que importa é isto aqui, agora. Na hora que chegar do outro lado, vocês negociam, conversam, resolvem. O negócio, agora, é esta aqui.

O que eu disse há muito tempo atrás, é que muitos de você vêm acreditando, acreditando naquele jeito que está montado dentro de vocês e não arredam o pé de jeito nenhum para querer mudar. E acha que está certo. E ai é só besteira atrás de besteira. Aí vem a tristeza. E os mimimi todos, como vocês falam aqui, que também não vai resolver nada. A única pessoa para acordar, quando a pessoa quer, é ela mesma. Não adianta vir aqui, nem em outra casa, não resolve nada. Não adianta ficar enfeitando a coisa, não adianta nada. A pessoa é que tem que acordar.

Na hora que a pessoa toma uma pancada e acorda, aí começa a ver que aqueles 20 anos, 30 anos, 40 anos, sei lá o tempo, que caminhou e respirou, ela acorda e diz assim: estou errado, estive errado todo este tempo. E como é que vai fazer para reparar certas coisas que deixou amarrado lá para trás? Aí acho eu que é tarde demais. E aí já teve desavença, teve isto, já teve aquilo, já teve mentira, já teve desafeto, aí vira o tal rebosteio que eu disse. A pergunta é: por que não dão oportunidade a si mesmos para sair da tal casca e mudar? Respirar um ar novo – vamos colocar assim.

Como já foi falado aqui também, pela corrente indígena, se foi Deus que criou tudo isto daqui, acredito eu que Ele não deve ter errado naquilo que fez. Se Ele criou toda esta máquina que caminha, se não tem erro, o erro é de quem está caminhando. Não tem outra explicação.

Eu vejo muito, muito, o que eu, às vezes, não consigo entender, mas a gente entende, porque alguns são limitados mesmo, não conseguem acordar para as coisas, sei lá o que ficam pensando… Acreditar na mesma coisa tanto tempo e depois ver que não deu oportunidade a si mesmo… Se parou no tempo, aí sim faz as malas- vai catar a mala e é bom já seguir o caminho desta para uma melhor, ou desta para uma pior, quem sabe.

olhar a si m esmo no espelhoMas acredito que, do outro lado da moeda, muitas das vezes, a maioria das vezes, é porque alguns não têm a coragem suficiente de olhar no próprio espelho, onde está refletida a vossa imagem, e olhar nos próprios olhos.

Olhar para si mesmo e falar: olha o que eu estou fazendo! Falta coragem e, para fazer isso, é preciso coragem. Para chegar e apontar o dedo para si mesmo, é preciso coragem. Para esse eu tiro, como vocês falam aqui, o chapéu, a espada, a sariça e tudo mais. Hoje é difícil até porque todo mundo tem razão, todo mundo já viu tudo, todo mundo já conhece tudo – não precisa de mais nada. Basta o ouro na carroça, e olha que eu estou vendo gente jogando ouro fora – e como! E como! Ou porque não estão se limitando ou porque as leis que regem vocês mesmos estão erradas. E querem mudar a lei do país!

Concordo que tem que mudar e rápido mas se não mudar primeiro a lei de vocês aí dentro, é mais um episódio de uma história para vossos filhos e netos estudarem e verem lá para a frente o fracasso do que foi feito. Mas vamos ter fé e esperança, que é a última que morre, para que as coisas caminhem, e tenho certeza de que serão encaminhadas da melhor forma para que o povo acorde. Não é levantando bandeira. É acordando e tendo a coragem de apontar para si mesmo e falar: fiz a merda! Ponto final. É isso aí. Este é o lado certo da história. Para aqueles que não conhecem ainda, não adianta ficar pensando: como é que em um centro espírita falam um negócio destes… Aqui ninguém está para desenhar nada. Os guias aqui são diretos. Querem aprender, querem melhorar, querem evoluir? Então está na hora de escutar. Este é o jeito para transformação de cada um. É a mesma coisa que eu falo, de onde eu resgato muitos – fica tudo lá… Só que aqueles que a gente vê com força de vontade para querer subir um degrau, a gente ajuda, a gente faz por onde. Agora, se não fizer, fica lá.

olharQuantas vezes eu vejo parente de vocês já desencarnado, acompanhando vocês e dizendo: vai filho, vai filha… Pega este caminho, pega aquele outro... Alguns pegam… Eu já disse uma vez que, para mim, a pior parte é quando estou no meu canto e escuto o sino tocar – só que já é o outro sino, de uma outra forma. Aí a pergunta, para os meus assistentes, é: Quem saiu do tabuleiro? Fulano! Fulana!

O caminho foi mexido porque a gente anda na frente, as coisas foram colocadas no caminho de vocês, para vocês mudarem, as coisas foram transformadas para vocês pegarem o certo.

E aqui, para quem está vindo a primeira vez aqui, ninguém prega que olha, se não fizer o certo, amanha o capa preta está puxando a coberta. Aqui ninguém faz isso, aqui a coisa não funciona assim. Aqui, cada um é responsável pelo próprio caminho. Aí o sino toca de novo, o rojão estoura: quem é?

Eu já disse há muito tempo atrás que todo mundo faz parte do mesmo tabuleiro. Cada peça anda de um jeito, o Peão se transforma na Raínha, que é o auge, só que todos tem uma função e todos tem o seu caminho. E todos voltam, no final das contas, para a mesma caixa. Por que uns conseguem e outros não? É só parar para pensar. Por isso, sempre há tempo para mudança, sempre há tempo para dar o passo, sempre há tempo para cuidar de vocês, da carroça, do que vocês estão levando nela. O que cair, deixa. O ouro, vocês cuidem. A gente sabe que, para muitos, aqui vai entrar de um lado e sair do outro mas, também, para a gente não importa muito. Vocês podem ter certeza, a vida é de vocês – nós já tivemos a nossa época.

novo caminho 3
Agora, para alguns vai fazer diferença tudo que foi deixado aqui. Amanhã eu tenho certeza de que muitos vão fazer diferente. Vão erguer a cabeça, vão fazer uma oração e vão para a guerra. Vão sentir o vento batendo, não importa se o vento mexeu com a onda, e a onda levantou e o mar está agitado. Com a força do pensamento, vocês conseguem mexer de novo e deixar o mar calmo, até porque o mar é um só. É o mesmo que fica agitado e que estará trazendo paz para vocês.

Para aqueles para os quais amanhã é um novo dia, que sejam bem vindos neste caminho de mudança, neste caminho de guerra, neste caminho de conquistas, neste caminho de vitória, neste caminho onde vocês sabem perfeitamente que aquele que para, está morto, e aquele que está sem direção, que não sabe o que está fazendo aqui, também está. Acredito eu  novamente que a máquina não está errada. Nada está fora do lugar. O que está fora é o que está dentro de vocês. E é claro que a corrente não está aqui para perder tempo, até porque a gente não tem tempo. A gente está aqui para ver cada um de vocês aqui amanhã estarem sorrindo, conquistando, mesmo nervosos ou bravos mas lutando.

Tem uns que eu olho e não gosto de ver a calma. Eu gosto de ver o outro lado, é o lado que espuma, o lado que berra, sabe por quê? Porque aí dá certo, porque inflama os outros. Era justamente o que era feito em uma tal guerra, em várias guerras de um conhecido meu, quando inflamava todo aquele pessoal que estava lá, soldados, generais, inflamando, inflamando até estourar a batalha. É assim que deve ser feito porque aí não pega ninguém de surpresa. Está todo mundo inflamado, está todo mundo querendo a mudança. Como eu já contei para vocês só para finalizar, é claro que às vezes as situações e os momentos enganam a nós mesmos. Por isso deixei para vocês a história do sujeito que tinha um olho de vidro e o outro olho normal. E o sujeito disse eu te arrumo o que você precisar, o que você está pedindo, mas eu quero saber qual é o meu olho de vidro. Eu tenho um normal e um de vidro. E o sujeito olhando, olhando para o rosto do rei lá na frente, disse: – O esquerdo é o de vidro. O rei paralisa, olha para a cara dele e diz: – Como e que você acertou que é esse, se nunca ninguém tinha acertado. – É simples, quando olhei para um e  olhei para o outro, olhei para o esquerdo que eu acho que é o de vidro, este de vidro é o único onde eu vi, eu senti emoção. Isto retrata algo profundo.

Não é para analisar as coisas feito criança, olhando pela superfície. Analise pela profundeza da história. “Porque foi o único em que eu senti emoção”. O olho de vidro, ele sentiu emoção, no outro não. Por isso as coisas, no momento, enganam. Se estiverem preparados para este momento, a coisa anda. Para isso eu volto ao começo da mensagem aqui deixada – peguem um espelho e olhem para ele, mesmo, e pergunta: quem e que está aí? Se tiverem a coragem, vão descobrir muita coisa; se se sentirem envergonhados, é o começo da mudança. Uns vão enxergar o olho normal e os outros, o de vidro. Cabe a um ou a outro, perceber e sentir qual é o que tem emoção. Que Santa Luzia abençoe a cada um de vocês, aqui.

Estes dias o meu povo cigano vai estar junto de um, junto de outro. Aqueles que gostam da noite, em contemplar a noite, que busque este momento especial para encontrarem a resposta que precisam. Como é falado aqui, por muitas vezes, vocês vão encontrar a resposta mas nem sempre seguida de uma explicação.

Vão ser felizes, parem de se atormentar a si mesmos, não se maltratem, e na lua cheia, estejam bem acompanhados e tomem um bom vinho, que vocês ganham mais.

Aos médiuns aqui da Casa, meus agradecimentos (dirige-se a um deles: Tudo bem, Margarida? Que a Santa Luzia abençoe a cada um de vocês.

Quinta-feira, se preparem para quinta-feira! Ou quem sabe quinta-feira é a guerra e sexta-feira é o dia do vinho.

festa de ciganos

PEÃO

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