Brilhem como vagalumes!

pirilamposNão muito a dizer depois de bem ditas palavras que, na verdade, sintetizam, o tema de hoje – a síntese de todas as cores.

Se me permite a corrente e o senhor, Grande Chefe, e todos os outros líderes presentes, que eu possa pinçar, pegar alguns poucos pontos que, mesmo que sempre estejamos repetindo, muitas vezes vocês tem dificuldade na vida prática em aplicar.

Em primeiro lugar, nós não gostamos, particularmente eu não gosto de definições. E isto foi dito, e bem dito. Prefiro os conceitos. A sutileza da percepção muito mais do que os rótulos que identificam isto, aquilo, este ou aquele, e que muitas vezes, exatamente por serem rótulos, levam ao julgamento, levam à acusação, e isto não é bom.

O outro ponto, que gostaria de enfatizar, se me permitem, é a questão da interiorização. Quando nós dizemos “olhem para dentro de si”, eu já disse uma vez e repito – as pessoas pensam “que negócio é este para olhar para dentro de mim, como faço isto?”.

Apesar de um conceito complexo, que implica a mente, a psicologia, o estudo também da alma, na ciência de vocês, e na visão espiritual, este conceito complexo pode ser simplificado de maneira prática para que saibam, para que saiam daqui mais de, além de atitudes, comportamento, o segredo é este: perceber-se.

A forma de perceber-se é pelo olhar do outro. Você é ou deve ser aquilo que você reflete nos olhos de quem o vê. Reparem quando vocês, e eu admiro isso, se preparam para a guerra – que é outro conceito que vocês devem entender – e saem, e notam e sentem que os outros, as outras pessoas, olham para vocês com certa e merecida admiração. Nem tanto à vaidade, nem tanto ao desleixo.

Aquela sensação de que “eu estou presente, eu faço parte, eu pertenço” a este mundo. Eu não sou uma coisa qualquer, eu não um ser pequeno, mas eu estou aqui e me sinto percebido por todos aqueles que me cercam, que estão próximos de mim. Não é bom isso? Isso é perceber-se, isto é autoconhecimento, e que não adianta passar o dia pensando “quem sou eu, de onde vim e para onde vou” que jamais virá resposta do espelho para vocês. Mas, sim no reflexo do olhar de todos aqueles que percebem você porque você está presente.

Eu disse que o conceito era complexo e poderíamos nos estender. Reflitam e reflitam nos olhos de quem os vê, aos nossos olhos nós vemos cada um de vocês, como seres brilhantes, possíveis, capazes, importantes, como indivíduos.

Mais uma coisa: é a questão da presença do grupo, a presença maior como exemplo, eu cito a nação Sioux. Conheçam vocês mais ou menos a história e muitas vezes alguns que vão buscar a informação pensam assim: “se tão grande nação, se tão importantes vitórias, por que haveria de se extinguir toda uma civilização?” E a resposta é aquela que deve ficar para exemplo, sem vaidade nossa, mas orgulho, sim, de que a civilização ficou – não construímos palácios, nada de pedras que possam ser visitadas pela posteridade. Mas basta citar, façam a prova, de como uma civilização pode ficar para sempre se atingiu o nível espiritual e ainda busca elevar-se. Mostre a imagem simples de um índio quase nu, se não totalmente, para ver a impressão e o respeito que isto causa pela pureza da própria imagem.

Aqueles que souberam andar na Terra, dando valor à natureza, integrando-se a ela, impressionam pela pureza, impressionam pela verdade. Portanto nos pedidos agora no final deste ciclo, na passagem para o próximo, que vocês tenham este nítido conceito de presença, individual, em pequenos grupos, e que a nação em que você vive possa deixar um legado de grandeza, de elevação espiritual, para que tudo aquilo que foi materialmente construído sobre esta terra, não seja mais tarde apenas ruinas, sem nenhuma importância, e tristemente poderia ser pelo contrário, tristes lembranças.

Mas antes que isso possa ser um objetivo, uma compreensão nacional, que seja a nível de cada um de vocês, “eu me sinto presente, eu faço a diferença. Se estender a mão para qualquer lado, mãos vão apertar as minhas, fazendo uma corrente, fortíssima. E se soltarmos as mãos depois desta energia, conseguiremos reconstruir o que quer que seja.”

Aí a outra máxima desta Casa, que juntos somos apenas um. Brilhem estranhas e queridas criaturas, como os vagalumes, cada um a sua cor, e que juntos façam o conjunto brilhante que pode ser o lar de cada um de vocês, a tribo de cada uma de vocês, o conjunto das tribos de uma grande nação.

Que Deus nos ilumine e que nos faça continuar brilhando como pirilampos em uma noite de Natal. Que assim seja.

PEDRA ALTA

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