Da semente até a colheita do fruto – um dia-a-dia de conhecimento e confiança.

I Jogos Indigenas festaQue os guerreiros sejam bem vindos à Casa de Luz. Aproveitem a energia dos grandes guerreiros de luz aqui na Casa de Luz, para que sintam na alma e coloquem em prática, lua a lua, dia- a-dia, como os guerreiros falam, toda a energia no seu caminho de luz. Os guerreiros coloquem toda a sua força no caminho de luz escolhido pelo próprio guerreiro, pelo qual é responsável, buscando toda a energia que necessita para que coloque em volta de si, transformando esta energia em um escudo para que nada tire o guerreiro, a guerreira do seu Caminho Sagrado. Que o Grande Espírito abençoe a todos.

Como foi falado aos guerreiros, nestas luas passadas, em mensagem sobre o ensinamento da semente até a colheita do fruto, onde os guerreiros que usam a sabedoria lua a lua vão conquistando para que alcancem o fruto. Mas muitos guerreiros hoje em dia na Terra já querem pular etapas e alcançar o fruto direto, o que é o erro. Estas fases são importantes para lua a lua, dia-a-dia transformar o espírito e sua alma. Buscam esta energia e este conhecimento, e aplicam no dia-a-dia, em forma de fala ou de atitude, até alcançarem o fruto necessário. Nesta lua da noite, onde no tempo de vocês é dia da árvore (segundo o guerreiro Lobato falou para Cacique). Cacique fala de muitas luas para trás no tempo de vocês, onde uma semente reencarnou na Terra. Aos cinco anos de idade, teve aproximação com o espírito, e parecia que já tinha, na língua de vocês, costume, porque não ficou com medo, com receio, pelo contrário, não entendia, mas se aproximava.

As luas foram passando e este guerreiro, na lua do tempo daqui, com 17 anos, teve desenvolvimento.

Com 14, cacique fala aos guerreiros, teve a primeira visão de Cacique, na vida de guerreiro em Terra. Só que tudo trabalhado, porque com cinco já tinha visão. O preparo do lado espiritual foi grande. Luas para frente,  começou a ter contato na língua de vocês com Mato Grosso e mato, com guerreiros que tinham sabedoria na humildade, para desenvolver e aprender a humildade do campo. Algumas aldeias indígenas perto, onde o guerreiro, com outro guerreiro, fez o conhecimento, foi aprendendo, trabalhando com esta magia toda.

Até lua de 14 anos, quando Cacique apareceu materializado na frente do guerreiro. Em fração de segundos, guerreiro viu e Cacique desmaterializou em segundos. Foi apenas na língua de vocês um segundo o contato de guerreiro com Cacique. As luas passaram, até guerreiro ser encaminhado para um centro, levado, trabalhado e desenvolvido pelo guerreiro Augusto, que já desencarnou, até começar a fazer trabalho com 17 anos, na língua de vocês.

Hoje faz 30 anos já de trabalho, onde na primeira incorporação, o guerreiro já esperava um índio, mas não sabia quem era. Já estava preparado material e espiritualmente, para desenvolver o trabalho. Quando desenvolveu, com o guerreiro de frente, como os guerreiros falam, veio o guerreiro Lobato, (conhecido como vocês sabem na Terra, Monteiro Lobato), ficaram luas no aparelho trabalhando, trabalhando, até que teve trabalho de desobsessão.

Aí, sim, Cacique teve permissão da corrente e, também, do Guerreiro Lobato para se aproximar, incorporar,  e fazer limpeza e, a partir, daí desenvolver, pela energia, longo trabalho com o guerreiro.

Tudo um processo, passo a passo, lua a lua. Cacique trabalhando, já sabia, assim como toda a corrente indígena, que semente ia dar bom fruto, em todos os trabalhos, porque era livre de qualquer coisa para alimentar ego, vaidade. Era simples na sua forma. A cada lua, desde a sua primeira incorporação com Cacique, o guerreiro aprendendo dia a dia, também a passo, como trabalhava o plano espiritual.

Tanto Cacique como Guerreiro Lobato, do plano espiritual, não precisavam falar muito porque o guerreiro por si só se preparava, e já colocava dentro do seu espírito, da sua alma, que na lua da segunda-feira, sagrada, era de dedicação aos trabalhos assim como também outros dias de reunião, mas o dia marcado sagrado era a lua de segunda-feira.

O guerreiro se preparava materialmente também onde não tinha ligação dentro daquilo que sabia na época, porque estava engatinhando embora já tivesse muito contato com espírito. Mas Cacique via que também se preparava materialmente, quando na lua de 14 anos uma vez Cacique escutou do guerreiro “preciso me preparar e ficar forte para Cacique e para os guerreiros que vão vir”. E guerreiro foi procurar uma academia, na língua de vocês. Claro, Cacique fala, que não tem ligação, porque guerreiro estava engatinhando. Mas este ponto já mostrava que o guerreiro tinha boa vontade, e na sua simplicidade, sem o conhecimento, já buscava, já procurava se preparar fisicamente para estar trabalhando com toda a corrente indígena, com os xamãs, o que já era dele. Claro que a corrente, estava contente com a atitude, mesmo sem a lógica, mas pelo preparo de se desenvolver por si mesmo. A partir daí, Cacique já sabia que ia dar certo. Cacique fala em comprometimento com os trabalhos. Cacique fala em ter pulso firme com certas coisas, sem fazer política – na língua de vocês – ou até mesmo em palavras querer agradar ou não, mas dentro da justiça.

Se anulava totalmente, porque sabia que matéria é matéria, e o trabalho espiritual tem uma direção a ser seguida. Nunca saiu do caminho ou na língua de vocês, como diz o guerreiro Lobato, fez corpo mole nos trabalhos, lembrando que antes os trabalhos não eram feitos só na 2ª, mas tanto aparelho como alguns guerreiros, faziam mais um ou mais dois, ou mais quatro, na semana. Tudo isso era cansativo, sim, mas serviu para o crescimento. Cacique nunca escutou o guerreiro reclamar que ia fazer, sempre servindo a toda a corrente.

Passadas algumas luas, a confiança já era tanta, de um lado, de outro, em um trabalho de desobsessão feito na casa de um guerreiro que havia incorporado uma entidade que não tinha luz, que queria acabar com a vida de um encarnado, e o guerreiro sai de seu quarto com um bastão de ferro, e vai na direção tanto do guerreiro quanto do guerreiro Ricardo, na época.

Quando foi na direção de aparelho, Cacique se materializou e disse: só levanta o braço! Se um guerreiro grande e forte sai com um bastão de ferro na mão, se fosse qualquer outro, é certeza que no momento em que o guerreiro fosse bater na cabeça, o guerreiro ia correr. Mas a confiança era tanta que, quando guerreiro aparelho viu Cacique dizendo – só levanta o braço, aparelho se concentrou, fechou os olhos e levantou o braço, e Cacique segurou coisa de ferro.

Foi na direção do outro médium, o guerreiro Ricardo, e o gladiador a mesma coisa, segurou braço de ferro, se materializou, pediu para o guerreiro levantar a mão. Nisso a confiança adquirida, tanto de um lado como de outro, estava feita, com diz guerreiro Lobato, sacramentada, em um caminho longo de trabalho. Além da ligação e do comprometimento de outras passagens, onde também fez muita guerra e muita luta, por isso muitos guerreiros de guerra também se aproximam e acabam, como diz guerreiro Lobato, “usando” o aparelho. Também para ser desenvolvido um trabalho.

Cacique, nesta lua da noite, na língua de você aqui na Terra, onde toda a aldeia está reunida, todos os guerreiros reunidos, agradecem ao guerreiro. E estas palavras só são ditas porque o guerreiro é livre de vaidade, livre de ego, a gente sabe que o guerreiro não vai se inflamar, como diz o guerreiro Lobato, com tudo isso. É apenas a verdade dentro de um caminho feito, certo e dentro da justiça.

Homenagem de toda a corrente a você, guerreiro, pelos trabalhos feitos, pelo comprometimento com Cacique, e com todos os guerreiros aqui da corrente. Por muitas vezes o guerreiro, direcionado por mim, teve que ser duro com certos guerreiros, até fazer coisas que não queria, mas cumpriu o certo, para que o caminho ou da pessoa ou de uma situação, voltasse ao normal de novo.

Por isso, esta cumplicidade, por isso toda esta união nossa e agradecimento nosso a você guerreiro. Cacique agradece por todo este caminho. Que guerreiro tenha longo caminho, neste Caminho Sagrado, do Grande Espírito, onde lá para frente faremos o nosso encontro. Mais uma vez Cacique agradece e que o Grande Espirito abençoe a você, guerreiro de luz. Mitakuye Oyasim. Na língua de vocês: feliz aniversário! Que o Grande Espírito abençoe ao guerreiro.

NUVEM VERMELHA

* Esta e as próximas quatro palestras foram feitas no aniversário do Coordenador do grupo, Fernando.

**As imagens são do I Jogos Indígenas (Brasil, 2015).

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