Sintam dentro de si mesmos antes de agir.

cavaloPara aqueles guerreiros que não sabem, numa das passagens nossas, dois guerreiros casaco-azul* perdidos, nos seus cavalos, pararam no lago sagrado para tomarem água e também dar água para cachorro grande – cavalo como é falado por vocês aqui na Terra – quando Cacique com mais alguns guerreiros, fez visão destes guerreiros.

Guerreiros nossos saíram em disparada já para fazer o ataque, quando Cacique ergueu o braço e ordenou que não fizessem nada. Apenas chegamos perto e Cacique viu, no olho dos dois pequenos guerreiros casaco-azul, que estavam assustados porque sabiam que poderiam ter encontrado a morte e não sabiam o que iria acontecer. Cacique viu no olho dos dois guerreiros novos que, além de assustados, estavam preocupados, e sentiram algo acontecendo no momento. Conseguiram se expressar na língua deles e conseguimos entender: eles estavam perdidos, com sede, quando viram o rio, a água do lago, e pararam para tomar. Eles entenderam que iriamos pegar os dois guerreiros e levar para a tribo. Assim foi feito.

Foram levados para a nossa  tribo e na comunciação entenderam que ficariam com a nossa tribo algumas luas para depois serem levados em segurança no caminho certo, no rumo certo, de volta para o forte dos guerreiros, onde estava o pai dos guerreiros. Um deles era pai grande casaco-azul, no forte.

Nas luas em que ficaram na aldeia, conseguiram sentir que existia um espírito lá dentro, conseguiram sentir alma lá dentro, amor, bondade, e perceberam que muita coisa que falaram e escutaram sobre os índios, não era verdade. Cacique colocou os pequenos para levar comida para eles – alimentação e coberta tatanka (búfalo), para aquecer.

Percebiam toda a riqueza nossa, que era um proteger o outro dentro da aldeia, onde terra é para todos, onde água é para todos. Cacique sentiu que nestas luas o olhar deles começou a fazer mudança. Começaram a ficar mais calmos, mais tranquilos. Na lua certa,   os dois guerreiros foram levados de volta ao forte mas, antes, Cacique deu um presente para os guerreiros.

Passadas algumas luas, onde houve muita guerra entre tribo nossa e casaco-azul, por uma atitude poderia haver ainda mais guerra, guerra, guerra, se tivesse matado os dois pequenos casaco-azul no lago.

Ao contrário, com a atitude certa, de perceber e sentir o que acontecia com aqueles dois pequenos guerreiros. Na verdade, o Cacique perguntava sempre aos dois pequenos guerreiros se eles sabiam  omotivo da guerra, o motivo da briga. Por que tanta guerra e por que eles também atacavam? Em nenhuma das luas em que Cacique perguntou o motivo, eles não sabiam porque atacavam, não sabiam porque faziam a guerra. Era porque outros faziam, ou porque escutavam, ou daquilo que supostamente escutavam e percebiam de uma forma errada, sobre aquilo que era passado. Faziam o seu julgamento o e encontravam o erro porque não achavam resposta do por quê de guerra, do por quê do ataque. Em agradecimento, casaco-azul pai de um dos guerreiros, general que seguiria por muitas luas para frente,  não teve mais guerra com este casaco azul, com este forte onde estavam e do qual depois saíram.

Por que Cacique conta para vocês guerreiros, esta passagem? Assim como falaram os guerreiros aqui, em ter fé, em transformação, em mudança, em acreditar em si mesmo, e fazer as coisas intensamente. nós fazíamos a guerra intensamente. Mas o intensamente, assim como disse o guerreiro Peão, também tem os dois lados.

Naquele momento que poderiam atacar, e Cacique fez sinal com a mão, levantando os dois braços para guerreiro nossos não atacar os dois pequenos que já serviam o exercíto deles, mas eram novos – perdidos, sem experiência. Pela atitude, naquele momento, conseguiram entender um “intenso”: se fosse na guerra, ou atacavam, poderiam desencadear mais guerra. O “intenso” nosso, naquele momento, foi Cacique levantar braço e guerreiros não atacarem. Isso fez com que os pequenos entendessem que se pode viver em harmonia quando se tem  a mente limpa. Como muita coisa foi passada para eles, a visão deles com a gente era essa. Sim, nossa guerra era nossa guerra, nós atacávamos quando tinha guerra. Era preciso para proteger toda a aldeia. Casaco-azul fazia a guerra e nós fazíamos ataque. So que conseguiram entender.

Quando se está dentro daquele túnel que Cacique fala para todos vocês guerreiros que é a verdade, que é o sentir em gesto e atitude, conseguiram entender aquilo que aldeia nossa vivia daquelas luas, daquele momento, de encontrar harmonia dentro de si. Se tivessem atacado o exército, teria guerra casaco-azul contra nós. Ação e reação como vocês falam na Terra.

Agora, Cacique fala a vocês, guerreiros, que se existe muito ataque assim como alguns casacos-azuis que montavam fortes e que foram todos atacados, porque faziam ataque. Não iam receber outra coisa  a não ser ataque. Esta transformação que Cacique fala que vocês, guerreiros, tem, assim como foi falado aqui – transformação em fé. Não adianta o querer, o fazer, sem procurar criar a paz, a harmonia, como diz o guerreiro Peão, aquela magia de paz novamente para que os guerreiros caminhem tranquilos. Como Cacique fala, há momentos de dar o passo, há momentos de recolher, há momentos de limparem a mente, encontrarem o fantasma dentro de si para os guerreiros fazerem o encontro com o Grande Espírto – tudo no momento certo.

Mas é preciso que os guerreiros tenham a sensibilidade e Cacique não fala naquilo que muitas vezes erram em atitude, e, sim, tenham a visão longa de sentir aquele momento ou aquele caminho escolhido, que estão passando. Porque muitos não conseguem sentir porque a mente, o seu espírito está longe. Não existe um passo para a transformação e, sim, o passo para achar o culpado. Se os guerreiros querem achar o culpado, é simples: olhem para dentro de si e percebam , achem a resposta da forma como estão caminhando na Terra. Sim, é preciso ter fé, ter força, porque os guerreiros conseguem fazer a sua guerra, fazer a sua luta dentro de sua verdade, como Cacique sempre fala. Mas é preciso encontrar este ponto em saber separar o que é guerra, naquele momento, e a mão para cima, como Cacique fala, que não é momento para fazer guerra.

Muitos de vocês apenas caminham, como diz guerreiro Peão – como se fosse o abrir a porteira e os guerreiro, como se fosse tatanka (búfalo) passando rápido. Da mesma forma que passam aqui, passam ali, passam do outro lado, passam no outro caminho e vão correndo. Não é desta forma. Como Cacique disse lua passada: se não sentirem o caminho, se não sentirem a si mesmos, se não sentirem toda a energia a sua volta do que está acontecendo, o erro, como diz o guerreiro Peão, é fatal.

Caminhem na Terra tranquilos, em paz, porque tudo tem o momento certo. Momento de fazer guerra, momento de ataque, momento de paz, momento de encontrar a si mesmo, de encontrar a sua verdade.

História do casal com o filho, e o cachorro

cachorroCacique lembra história que deixou guerreiro Peão a vocês, luas para atrás, do casal com filho pequeno. O casal queria colocar cachorro para tomar conta do sitio, tanto das terras como também dos três. E guerreiro arrumou um cachorro no sitio vizinho.

Para aqueles que não conhecem, entenderem a história: o homem  escutou falar que havia cachorro bom no sítio vizinho, só que bravo. E o guerreiro foi ver. No caminho encontrou alguns guerreiros e comentou que ia pegar cachorro para tomar conta da casa e deles e, principalmente, do pequeno. Todos falaram cuidado, cachorro bravo. É melhor não pegar, é melhor não ficar com ele.

Mesmo assim. o guerreiro chegou no lugar, pegou o cachorro e trouxe. Percebeu no olho do cachorro quando ele estava próximo da guerreira companheira e do filho, que ele era tranquilo, amoroso, em paz. Ele olhava o olho do cachorro e sentia coisa boa. Não sentia aquilo que falaram, as histórias. Sentia a verdade no cachorro.

Cachorro se tornou grande companheiro, principalmente do pequeno filho.

dead snakeAlgumas luas passaram e guerreiro e guerreira foram fazer compras na cidade mais próxima. Pegaram carroça e foram sendo que o filho ficou junto com o cahorro. O pequeno queria ficar e o guerreiro deixou. Foram fazer compras e quando voltaram, ao chegarem perto da porteira, cachorro vem correndo com boca vermelha, cheia de sangue. O guerreiro olhou para a boca do cachorro e o pior passou na cabeça do guerreiro. Parou na porta, e sem coragem de entrar, porque via mancha de sangue no chão, pegou a espingarda e matou o cachorro. Na cabeça dele, o cachorro tinha matado o filho. Quando o guerreiro, com coragem, abriu a porta, viu o pequeno sobre a cama, e uma cobra morta, no chão.  O filho salvo e a cobra morta nochão. O cachorro tinha lutado com a cobra e matou a cobra. Quando chegaram, o cachorro havia ido avisar. Imagine a cabeça do guerreiro quando sai, abraça filho, sai e vê o cachorro que matoum, o cachorro que havia salvo o pequeno.

Por isso Cacique fala a vocês, guerreiros: caminhem em transformação, caminhem naquilo que acreditam. Se o guerreiro tivesse seguido aquilo que realmente tinha sentido e visto no olho do cachorro o que percebeu nas luas em que o cachorro ficou com ele, e acreditado, teria aberto a porta, visto o pequeno salvo, a cobra morta e não teria matado o cachorro. Esta visão que Cacique fala que vocês, guerreiros, devem ter.

Como disse o guerreiro Peão, o papel aceita tudo, o falar da mesma forma, mas procurem sentir a energia, procurem sentir no olho, sem o julgamento. Assim como o guerreiro errou, muitos podem errar e estar errando e matando aquilo que acompanha vocês, guerreiros. E quando Cacique fala “aquilo que companha vocês, guerreiros”, é dentro da verdade, é aquilo que traz alegria para vocês. Aquilo que completa vocês.

Quantos de vocês, guerreiros, já mataram desta forma, ou com atitude errada, ou com julgamento errado. Quantas coisas, quantas situações , e como diz o guerreiro peão, o preço a ser pago é alto. E pode levar o resto do caminho.  É preciso que vocês, guerreiros, trabalhem mais este lado espiritual, que é o lado da alma, do espírito, como foi dito – para que vocês, guerreiros, se completem e encontrem aquilo que buscam, na sua verdade, que é o que todos aqui buscam, que é a paz.

É o se sentirem conpletos, felizes, é a busca do entendimento como aconteceu no lago, em sentir, é a busca e o entendimento do que aconteceu no cachorro. O caminho é de vocês , guerreiros, e é para que vocês caminhem em transformação e felizes. Como o guerreiro Peão diz: se não grande máquina, que Grande Espírito construiu, está errada.

Enquanto se tem magia, assim como foi passado aos dois casacos-azuis dentro da aldeia, enquanto se tem esta magia sagrada ao seu lado, não se importando com aquilo que está à sua volta, mas apenas aquilo que está dentro de si e aquilo que os guerreiros acreditam. Só que dentro disto tudo é preciso desenvolver toda esta energia à sua volta, para que os guerreiros se blindem, para que nenhuma energia contrária tome conta. Ou qie os guerreiros caminhem em vão e caiam. Como Cacique disse há luas atrás, o caminhar com alegria, é caminhar na magia sagrada. O seu encontro com o Grande Espírito é hoje, é amanhã, é outra lua, é outra lua. É na montanha sagrada.

Felizes aqueles que sobem na montanha sagrada, e em oração, conversam com o Grande Espírito e sentem o Grande Espírito. Muitos que sobem, quando descem, não conseguiram encontrar. Porque desccem e sobem montanha sagrada como se estivessem caminhando, é a mesma coisa de abrir porteira e muitos tatanka saírem correndo. Não é assim que se caminha na Terra. Caminhem obedecendo esta magia sagrada. Tornem o seu momento sagrado e de magia. É para isso que os guerreiros estão na Terra, para encontrarem toda esta transformação e encontrarem o principal que é a si mesmos. Que o Grande Espírito abençoe a todos.

Cacique agradece a todos vocês guerreiros de luz aqui na Terra, pela energia aos grandes guerreiros aqui na Casa de Luz, por toda a limpeza, por toda a guerra feita, como diz o guerreiro Lobato, em prol dos guerreiros. Que vocês, irmãos – como diz o guerreiro Peão, deixem as bobagens de lado e vivam hoje uma lua sagrada, amanhã, outra lua sagrada. E o Grande Espírito espera a cada um de vocês, guerreiros, mas não às suas mentes, pois suas mentes traem vocês todos os dias, todas as luas. E sim espera o seu espírito, a sua alma, amanhã, neste novo dia, nesta nova lua, onde, ao acordarem, os guerreiros só tem dois caminhos para escolher, o caminho da derrota ou o caminho da vitória. Que o Grande Espírito abençoe a todos.

NUVEM VERMELHA

* Casaco-azul: refere-se aos soldados norte-americanos na guerra contra os índios, quando Nuvem Vermelha era vivo.

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