Não há intempéries que me tirem a altivez, a cor e a certeza de mim mesma.
Nem sempre a verdade esteve, está ou estará nos livros. Talvez isto explique porque na simplicidade de uma velha senhora, como ela mesma se definiu, ou de uma jovem xamã, tenhamos palavras profundas de conhecimento, comparável aos maiores artistas da história da humanidade.
Sigam este exemplo, sejam vocês pinheiros na floresta coberta de neve. A brisa mostra que mesmo no inverno rigoroso estas árvores se mantém verdes, como a dizer: não há intempéries que me tirem a altivez, a cor e a certeza de mim mesma. Entretanto, o conhecimento é importante também! Quando bem utilizado exatamente para o bem, como também foi dito, grandes chefes, imperadores, reis, soberanos, que governaram o mundo e deixaram um rastro brilhante, quando exatamente e isto foi dito aqui – não pensavam em si mas em suas nações. E por elas lutaram, por elas conquistaram, por elas morreram com dignidade.
De três mil almas contou um grande Cacique, a milhares de homens comandou muito antes Alexandre o Grande, ou Jasão, ou Heitor que defendeu à morte as muralhas de sua grande cidade. Estes são os exemplos da nova era, do novo mundo. Não devemos de fato lembrar o passado se não aquele passado deslumbrante que sirva de exemplo à reconstrução. Onde estão pelo amor de Deus , os grandes homens? O que aconteceu com a humanidade? A resposta a esta pergunta é voltar-se ao passado, firmar o pé no presente e olhar para cima, que é onde estão as respostas.
Espero, queridos, que nesta mudança de ciclo, importante sim, onde se comemora por exemplo o nascimento de um homem incomparável, exatamente na sua simplicidade, foi dito aqui, de carpinteiro, o filho de Deus. E filhos de Deus todos nós somos. Mas poucos de nós seguimos os exemplos do engenho e da arte de uma profissão aprendida com seu pai, também filho de Deus. Comemorem, sim! Reverenciem, sim! Mas lembrem-se, sobretudo, de seu grandioso exemplo, que ficará para sempre.
Na virada do ciclo, comemorem, sim, até com fogos. Por que não? Estarão comemorando não o novo ano mas o novo mundo. Tenham certeza, e não sou eu que digo, ou digo porque ouvi exatamente, na brisa do tempo que tira dos pinheiros a neve e revela uma floresta inteira. Verde, nova, pronta para a primavera.
A isso agradecíamos e devem agradecer vocês, mesmo antes da grande data. Aqui vocês tem calor e por isso não sabem o quanto é difícil no Norte armazenar a comida que vocês tem em fartura, e poderiam ter para todos, se houvessem grandes chefes, soberanos, reis, imperadores, governadores que olhassem para o povo e honrassem a nação. Feliz mundo novo, queridos filhos, amigos, irmãos.
Pedra Alta